<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Caio Túlio Costa &#187; Destaque 3</title>
	<atom:link href="http://caiotulio.com/categoria/destaque-3/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://caiotulio.com</link>
	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 May 2012 16:22:04 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Workshop discute o papel da educação formal para os alunos do século XXI</title>
		<link>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 19:37:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Belloni]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação e educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2565</guid>
		<description><![CDATA[PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012
Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span>PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012</p>
<p>Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de Ponta-Cabeça, realizado no dia 19/04 na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista. O evento contou com apresentações de Caio Túlio Costa, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação e consultor de novas mídias e Maria Luiza Belloni, especialista em Ciências da Educação e pesquisadora do Comunic, grupo de estudos da Universidade Federal de Santa Catarina que estuda as inter-relações entre as mídias e os processos educacionais.</p>
<p>Segundo Caio Túlio Costa, embora haja grandes transformações em curso na forma como encaramos as instituições, apreendemos conhecimento e nos comunicamos, a educação formal apresenta, de forma geral, uma visão retrógrada. &#8220;Há 300 anos a escola se encontra estruturada da mesma maneira&#8221;, criticou.</p>
<p>Apesar do atraso, no entanto, a educação pode exercer um papel fundamental para ajudar as novas gerações a lidar justamente com o grande fluxo de informações e com a necessidade do aprendizado constante, lembrou Maria Luiza Belloni. &#8220;A educação tem que ser ao longo da vida, não só para as crianças. A escola precisa ensinar como aprender&#8221;. Para isso, é crucial superar a resistência à tecnologia, que muitas vezes leva a um conflito de gerações entre alunos e professores. &#8220;Podemos ter educação de qualidade apenas no papel. Mas para educar as crianças, fazer com que elas aprendam a usar as novas mídias e assumam uma postura crítica, precisamos da tecnologia&#8221;, alertou a especialista.</p>
<p>Entre as propostas discutidas no workshop, está a mudança no foco da educação, que deveria priorizar a criação de metodologias de pesquisa que motivem as crianças a buscar conhecimento em vez de se concentrar em transmitir conteúdos pré-estabelecidos. &#8220;Nesse cenário de mudança, o caminho é investir na escola básica integral e na universidade pública, gratuita e aberta a todos, com professores formados também através das tecnologias&#8221;, apostou Maria Luiza Belloni.</p>
<p>No caso específico da educação brasileira, também é necessário efetivar políticas públicas que utilizem a tecnologia com eficácia e levem a mudanças efetivas. &#8220;A mentalidade de quem dirige a escola não mudou. Não adianta comprar um monte de tablets e usar do jeito errado. A mudança é inexorável, a despeito dos educadores&#8221;, afirmou Caio Túlio Costa.</p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alberto Dines aos 80 anos</title>
		<link>http://caiotulio.com/alberto-dines-aos-80-anos/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/alberto-dines-aos-80-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 22:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[80 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Dines]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Media Cristicism]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório da Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[seminário dines]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2538</guid>
		<description><![CDATA[Em fevereiro de 2012 o jornalista brasileiro Alberto Dines completou 80 anos.
Entre as comemorações previstas está previsto para 22 de março, na Fapesp em São Paulo, o seminário &#8220;Conhecimento científico do jornalismo no Brasil:
a contribuição de Alberto Dines&#8221;.
Com a participação de Celso Lafer, Fernando Gabeira, José Marques de Melo, Carlos Eduardo Lins da Silva, Eugênio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em fevereiro de 2012 o jornalista brasileiro Alberto Dines completou 80 anos.</p>
<p>Entre as comemorações previstas está previsto para 22 de março, na Fapesp em São Paulo, o seminário &#8220;Conhecimento científico do jornalismo no Brasil:<br />
a contribuição de Alberto Dines&#8221;.</p>
<p>Com a participação de Celso Lafer, Fernando Gabeira, José Marques de Melo, Carlos Eduardo Lins da Silva, Eugênio Bucci, Carlos Vogt, Luiz Egypto, Caio Túlio Costa e do próprio Dines, o seminário é aberto ao público que pode se<a href="http://www.fapesp.br/dines/registration" target="_self"> inscrever online</a>.</p>
<p>Nele, a tentativa será a de explorar a carreira e decifrar a exuberante personalidade do pioneiro e maior incentivador da crítica da mídia (media criticism) no Brasil.</p>
<p>Criador e diretor do Observatório da Imprensa (tanto na versão web quanto nas versões radiofônica e televisiva), o primeiro veículo transmídia do país, Alberto Dnies é o autor de um dos maiores clássicos da literatura acadêmica sobre jornalismo, &#8220;O Papel do Jornal&#8221;, há mais de 40 anos adotado na bibliografia de quase todos os cursos de graduação e pós-graduação em jornalismo no país.</p>
<p>Na Universidade de Campinas, ele foi um dos responsáveis pela criação do Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo),  um centro de referência, no país e na América Latina, para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural, além de comandar redações (como a do Jornal do Brasil nos anos 60) e trabalhar nos principais veículos de comunicação do país. </p>
<p><strong>Programação do Seminário sobre Alberto Dines:</strong></p>
<p>8h30: Recepção e café.</p>
<p>9h: Abertura por Celso Lafer, presidente da FAPESP.</p>
<p>9h30: Criação do Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil por Fernando Gabeira, jornalista, escritor, ex-deputado federal.</p>
<p>10h: Estruturação das disciplinas de Jornalismo Comparado e Teoria da Imprensa por José Marques de Melo, professor emérito da ECA/USP.</p>
<p>10h30: Jornalismo e biografia: a construção de &#8220;Morte no Paraíso: A Tragédia de Stefan Zweig&#8221; por Sérgio Vilas-Boas, doutor em comunicação pela USP.</p>
<p>11h: Cadernos de Jornalismo e Comunicação por Carlos Eduardo Lins da Silva, livre-docente e doutor em Comunicação pela USP.</p>
<p>11h30: Perguntas e respostas.</p>
<p>12h: Almoço.<br />
 <br />
13h30: Crítica da imprensa (Jornal dos Jornais, revista Imprensa, Jornal da Cesta e Observatório da Imprensa) por Caio Túlio Costa, doutor em Comunicação pela USP e professor da Faculdade Cásper Líbero.</p>
<p>14h: Livro &#8220;O Papel do Jornal&#8221;, um dos mais importantes estudos sobre o jornalismo no Brasil por Eugênio Bucci, doutor em Comunicação pela USP e professor da ECA/USP.</p>
<p>14h30  A experiência do Labjor na Unicamp por Carlos Vogt, doutor em Ciências pela UNICAMP, ex-reitor da UNICAMP, ex-presidente da FAPESP.<br />
 <br />
15h: Intervalo para café.</p>
<p>15h30: Jornalismo na internet por Luiz Egypto, jornalista, mestre em História pela PUC-SP.</p>
<p>16h: Perguntas e respostas.</p>
<p>16h30: Encerramento por Alberto Dines, diretor editorial do Projor.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/alberto-dines-aos-80-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Até onde é possível ir pela informação?</title>
		<link>http://caiotulio.com/ate-onde-e-possivel-ir-pela-informacao/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/ate-onde-e-possivel-ir-pela-informacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 20:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[ética jornalística]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[moral provisória]]></category>
		<category><![CDATA[Murdoch]]></category>
		<category><![CDATA[News Corp]]></category>
		<category><![CDATA[News of the world]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2473</guid>
		<description><![CDATA[Publicada no site do Knight Center of Jornalism in the Americas em 20/07/2100 às 15:53
Por Natalia Mazotte
Read in English Lea en Español
Em meio ao escândalo de escutas ilegais e subornos envolvendo o grupo de mídia de Rupert Murdoch, News Corporation, a discussão sobre ética ganha fôlego entre profissionais da imprensa. Há limites no jornalismo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Publicada no site do Knight Center of Jornalism in the Americas em 20/07/2100 às 15:53</h6>
<h6>Por Natalia Mazotte</h6>
<p>Read in English Lea en Español</p>
<p>Em meio ao escândalo de escutas ilegais e subornos envolvendo o grupo de mídia de Rupert Murdoch, News Corporation, a discussão sobre ética ganha fôlego entre profissionais da imprensa. Há limites no jornalismo em sua busca por informações?</p>
<p>Segundo Caio Túlio Costa, doutor em ciências da comunicação pela USP e professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero, o jornalismo apresenta uma &#8220;moral provisória&#8221;, moldada para caber em cada momento e em cada necessidade da indústria de comunicação em sua produção de notícias. Grampos e subornos são os exemplos extremos dessa moral.</p>
<p>Costa trabalhou durante 21 anos no Grupo Folha, foi fundador e diretor geral do Universo Online (UOL) e o primeiro ombudsman da imprensa brasileira. Em entrevista ao Centro Knight para o jornalismo nas Américas, ele comenta o caso News Corp. e diz não ver grandes mudanças na forma de fazer jornalismo com as mídias digitais.</p>
<p><strong>O que é essa &#8220;moral provisória&#8221; do jornalismo que você aborda em seu último livro?</strong></p>
<p>A ideia desse conceito é mostrar ao consumidor de informação jornalística que dependendo da situação, dependendo do fato, há formas diferenciadas de abordagem, análise, divulgação e apuração. Essas variações refletem, do ponto de vista ético, processos mais corretos ou menos corretos, em função dos interesses da publicação. O jornalista pode, sob a justificativa do interesse público, por exemplo, se disfarçar e contar uma mentira para obter uma informação. Ele pode não achar correto mentir no dia a dia, mas acha naquele momento, pra obter determinado dado. É isso que eu chamo de moral provisória.</p>
<p><strong>Então tudo é justificável em prol do interesse público?</strong></p>
<p>Não, de modo algum. Mas eu não me coloco como um ditador ou julgador do limite entre o que é ou não justificável, acho que esse não é o meu papel. Esse conceito não pretende dizer como o jornalismo deve ser feito, e sim mostrar as suas práticas.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião a respeito dos escândalos envolvendo a News Corp.?</strong></p>
<p>Esse é um exemplo flagrante do uso dessa moral provisória em um nível ainda mais dramático, pois, pelo que a gente vê no noticiário, todos os limites foram ultrapassados. Nós não estamos falando apenas de pessoas públicas, estamos falando de cidadãos que tiveram seus telefones grampeados, estamos falando do trabalho jornalístico atrapalhando o trabalho da investigação policial e levando uma angústia brutal a famílias de vítimas de atentados como o de 11 de setembro.</p>
<p><strong>Você teme tentativas de maior controle legal e judicial sobre a atividade da imprensa diante desses acontecimentos?</strong></p>
<p>Sim, graças à enorme irresponsabilidade do clã dos Murdoch. O que consola é que sem as liberdades de expressão e de imprensa, o jornal britânico Guardian não teria conseguido reerguer essa história e, assim, trazê-la à realidade. Em duas semanas, as ações da News Corp. baixaram, um jornal foi fechado, uma investigação parlamentar foi aberta, prisões foram feitas, um jornalista morreu, as responsabilidades estão sob investigação policial e o mundo acompanha online o caso, livremente. Devemos trabalhar para que a liberdade de imprensa perdure.</p>
<p><strong>É possível estabelecer limites éticos claros sem cercear a atividade jornalística?</strong></p>
<p>Sim, sem dúvida nenhuma. Um dos jornalismos mais acurados que existe é o praticado pela BBC, por exemplo. Ali não se usa câmera escondida e não se dá vazão a grampos criminosos.</p>
<p><strong>O que muda nessa moral provisória com a mídia digital?</strong></p>
<p>Quando eu falo de moral provisória, estou pensando naquele profissional que está tecnicamente capacitado a praticar o jornalismo. Inclusive ele tem uma defesa para os desvios éticos em função do que ele entende que seja uma moralidade pública do jornalismo. Quando você entra nas mídias digitais, a moralidade do técnico se mistura com a moral praticada pelo cidadão. Então há uma certa &#8220;vulgarização&#8221; da moral provisória. Para o bom jornalismo, tudo que se aplicava antes continua, não há grandes mudanças.</p>
<p><strong>Vários veículos têm lançado cartilhas com normas para o uso das redes sociais por jornalistas e alguns chegam até a proibir a opinião nesses espaços. O que você acha dessa prática?</strong></p>
<p>Esse é um fenômeno novo de tentativa de controlar os funcionários do ponto de vista da sua expressão. Nós temos que zelar para que as pessoas possam expressar suas opiniões. No entanto, o jornalista, como qualquer empregado, tem que seguir códigos de conduta que deixem claros os limites empresariais. Não dá pra ser ingênuo a ponto de achar que o jornalista não tem que se adaptar aos limites da empresa. Agora, esses limites também precisam estar pautados por normas éticas, não podem querer cercear a palavra.</p>
<p><strong>A ética jornalística mudou a partir dos vazamentos feitos pelo Wikileaks?</strong></p>
<p>Vazamentos sempre alimentaram o jornalismo, a internet apenas ampliou isso, como podemos ver com o Wikileaks. O que mudou é que agora nós temos concorrentes na nova mídia digital. Não somos mais os donos da informação e os únicos a manipular os vazamentos. Os desafios são concorrenciais, pois a internet tirou das empresas de comunicação o poder absoluto de mídia. A questão principal não é ética, mas concorrencial. Nós, jornalistas, não estamos vivendo com nada muito diferente do que já estávamos acostumados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/ate-onde-e-possivel-ir-pela-informacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sai o mais completo relatório sobre mídia social</title>
		<link>http://caiotulio.com/sai-o-mais-completo-relatorio-sobre-midia-social/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/sai-o-mais-completo-relatorio-sobre-midia-social/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 14:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[novo relatório social media]]></category>
		<category><![CDATA[pew institute]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[relatório internet]]></category>
		<category><![CDATA[social media]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2451</guid>
		<description><![CDATA[Publicado no site da MVL Comunicação em 20/06/2011
Caio Túlio Costa
Acaba de ser publicado na internet o mais completo estudo sobre o uso de mídia social, ou sites de relacionamento, nos EUA.
&#8220;Sites de relacionamento social e nossas vidas&#8221; é o título do relatório que o Pew Research Center, baseado em Washington, EUA, acaba de lançar. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span><em>Publicado no site da MVL Comunicação em 20/06/2011</em></p>
<p>Caio Túlio Costa</p>
<p>Acaba de ser publicado na internet o mais completo estudo sobre o uso de mídia social, ou sites de relacionamento, nos EUA.</p>
<p>&#8220;Sites de relacionamento social e nossas vidas&#8221; é o título do relatório que o Pew Research Center, baseado em Washington, EUA, acaba de lançar. A pesquisa compara dados de 2010 com resultados colhidos em 2008.</p>
<p>A novidade é que a quantidade de pessoas que usam sites de relacionamento quase dobrou em dois anos nos Estados Unidos, além de se tornar um pouco mais velha.</p>
<p>79% dos adultos americanos usam internet e 59% entre eles usam ao menos um site de relacionamento. Os internautas adultos formavam 34% da população m 2008.</p>
<p>A idade média pulou de 33 anos em 2008 para 38 anos em 2010. Cerca da metade dos usuários de sites de relacionamento nos EUA têm 35 anos.</p>
<p>Mais importante: 56% entre os usuários são mulheres.</p>
<p>O site campeão de uso é o Facebook. 92% dos freqüentadores de sites de relacionamento usam o Facebook, 29% usam o MySpace, 18% usam o LinkedIn, e 13% o Twitter.</p>
<p>Importante: 52% dos usuários do Facebook e 33% dos tuiteiros usam estes sites diariamente. O mesmo não acontece com o MySpace (só 7%) e com o LinkedIn (só 6%).</p>
<p>Dados sobre o Facebook, na média de uso por dia:</p>
<p>• 15% dos usuários do Facebook atualizam seu status</p>
<p>• 22% comentam posts ou o status dos amigos</p>
<p>• 20% comentam as fotos de outro usuário</p>
<p>• 26% clicam &#8220;like&#8221; para o conteúdo de outro usuário</p>
<p>• 10% enviam mensagem privada para amigos</p>
<p>As oito principais conclusões do relatório são essas:</p>
<p>1. Os usuários do Facebook são mais confiantes do que os outros.</p>
<p>2. Os usuários do Facebook são mais próximos uns dos outros.</p>
<p>3. Os usuários do Facebook obtêm mais apoio social do que os de outras redes.</p>
<p>4. Os usuários do Facebook são muito mais politicamente engajados do que a maioria dos usuários das outras redes.</p>
<p>5. O usuário do Facebook consegue reviver relacionamentos &#8220;adormecidos&#8221;.</p>
<p>6. O usuário médio do Facebook tem 229 amigos.</p>
<p>A pesquisa apurou que a lista de amigos contém em média:</p>
<p>• 22% de colegas do colégio</p>
<p>• 12% de familiares distantes</p>
<p>• 10% de colegas de trabalho</p>
<p>• 9% amigos da faculdade</p>
<p>• 8% de familiares próximos</p>
<p>• 7% de pessoas de grupos de voluntários</p>
<p>• 2% de vizinhos</p>
<p>7. Sites de redes sociais estão cada vez mais sendo usados para estreitar laços sociais.</p>
<p>8. Usuários do MySpace são mais propensos a estar aberto aos pontos de vista opostos.</p>
<p>O estudo foi coordenado por dois professores da Universidade da Pensilvânia (Keith N. Hampton e Lauren Sessions Goulet) e mais dois especialistas do projeto de internet do Pew (Lee Rainie e Kristen Purcell).</p>
<p>Mais detalhes no endereço abaixo:</p>
<p> </p>
<p><a href="http://pewinternet.org/~/media/Files/Reports/2011/PIP%20-%20Social%20networking%20sites%20and%20our%20lives.pdf"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; font-size: small;"><span style="color: #0000ff; font-size: small;"><span>http://pewinternet.org/~/media/Files/Reports/2011/PIP%20-%20Social%20networking%20sites%20and%20our%20lives.pdf</span></span></span></span></a></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/sai-o-mais-completo-relatorio-sobre-midia-social/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marina atingiu 12,5 milhões de pessoas na web</title>
		<link>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 21:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[disputa eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[internet e política]]></category>
		<category><![CDATA[marina silva]]></category>
		<category><![CDATA[resultados eleitorais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2442</guid>
		<description><![CDATA[PUBLICADO NO BLOG DE FERNANDO ROGRIGUES, NO UOL, ÀS 14h04 DE 14/04/2011
Maior herança virtual é o cadastro de 1.008.723 e-mails ativos
Fernando Rodrigues
Marina Silva (PV) conseguiu enviar sua mensagem no ano passado para 12,5 milhões de pessoas por meio da web. Ela ficou em 3º lugar na disputa e teve 19,6 milhões de votos.
Os dados estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><span style="font-size: small;"><span><em>PUBLICADO NO BLOG DE FERNANDO ROGRIGUES, NO UOL, ÀS 14h04 DE 14/04/2011</em></span></span></span></span></div>
<p>Maior herança virtual é o cadastro de 1.008.723 e-mails ativos</p>
<p><strong>Fernando Rodrigues</strong></p>
<p>Marina Silva (PV) conseguiu enviar sua mensagem no ano passado para 12,5 milhões de pessoas por meio da web. Ela ficou em 3º lugar na disputa e teve 19,6 milhões de votos.</p>
<p>Os dados estão em um artigo de Caio Túlio Costa sobre o desempenho da candidata presidencial do Partido Verde. Saiu na revista &#8220;Interesse Nacional&#8221;. Pode ser baixado em versão pdf aqui. Caio Túlio é jornalista, foi um dos pioneiros da internet no Brasil e coordenou a campanha digital de Marina em 2010.</p>
<p>Não há como saber quantos dos 19,6 milhões de votos de Marina tiveram conexão com os 12,5 milhões de internautas que receberam a mensagem da campanha de alguma forma. O número é citado na página 2 do artigo. Na página 12, Caio Túlio menciona que durante a campanha calculou-se que &#8220;as chances teóricas indicavam a possibilidade de levar a mensagem, direta ou indiretamente, a 14,9 milhões de pessoas. Nesta conta, não foram levadas em consideração as comunidades não oficiais&#8221;.</p>
<p>Esse cálculo de quantos cidadãos foram atingidos pela mensagem de Marina na web levou em consideração cruzamentos da audiência de todos os meios on line usados pelos marinistas _redes sociais, blogs, e-mails etc.</p>
<p>Embora Caio Túlio enfatize no início de sua análise esse número total de internautas que foram atingidos diretamente pela mensagem de Marina, há outra cifra relevante no final da página 12 (o artigo tem 23 páginas). Trata-se da &#8220;herança&#8221; política de Marina no mundo virtual, o banco de dados que restou com os nomes e endereços de cerca de 1 milhão de militantes que voluntariamente se alistaram para continuar em contato mesmo depois da campanha de 2010. Essa é a grande jóia que um político pode ter: cidadãos que se alistam de forma espontânea por acreditarem na causa.</p>
<p>&#8220;[É] um banco de dados que soma exatos 1.008.723 endereços distintos e diretamente alcançáveis de pessoas dispostas a repercutir de alguma forma a mensagem de Marina Silva, a qualquer momento, seja via e-mail ou por meio de endereço de alguma das redes sociais&#8221;, escreve Caio Túlio Costa.</p>
<p>Nos EUA, embora o uso de redes sociais tenha se disseminado e o e-mail seja hoje considerado uma forma de comunicação de velhos (ou de uma massa populacional não tão inserida na vida digital), a ferramenta de mensagens eletrônicas continua poderosíssima.</p>
<p>Por exemplo, um candidato presidencial pode descobrir em pesquisas que não vai bem no eleitorado feminino de 30 a 50 anos na região Sudeste. Se tiver uma base de e-mails consistente, esse político pode preparar uma mensagem direcionada aos eleitores desse estrato social –e pedir que ajudem na campanha. Barack Obama usou e abusou dessa técnica em 2008 nos EUA.</p>
<p>Diante dessas possibilidades em futuras campanhas, o número de e-mails obtido por Marina Silva pode ser considerado, ao mesmo tempo, modesto e relevante.</p>
<p>É modesto porque 1.008.723 de pessoas num universo de mais de 135 milhões de eleitores (o que tem o Brasil) é muito pouco.</p>
<p>Por outro lado, é um ponto de partida enorme na comparação com outros políticos e partidos brasileiros. Não existe política de manutenção de bancos de dados de e-mails sofisticados em nenhum dos 27 partidos brasileiros. Nem no PV, de Marina Silva.</p>
<p>Tome-se o caso do PT e de Dilma Rousseff, cujo potencial seria para ter milhões de e-mails cadastrados, com nome, endereço, sexo, idade, local de moradia e até dados sobre interesses pessoais de cada militante. Lula foi o presidente mais popular da história recente do país. Se ele tivesse pedido e atuado de maneira ativa nessa área, quantos seguidores não teria obtido para o PT?</p>
<p>Os petistas no início da campanha de 2010 começaram a coletar as bases de e-mails das seções regionais da legenda. Concluíram que tinham perto de 12 milhões de endereços eletrônicos cadastrados. Uma enormidade. Barack Obama teve 13 milhões de e-mails &#8220;quentes&#8221; em 2008.</p>
<p>Só que quando o PT começou a verificar os dados, percebeu alto grau de inconsistência. Quase tudo era lixo. A campanha de Dilma demorou seis meses para ter 200 mil endereços &#8220;quentes&#8221;. Terminada a eleição, a petista contava com cerca de 1 milhão de e-mails –um número semelhante ao de Marina Silva, cujo partido e os recursos foram infinitamente mais modestos. Mais precisamente, conforme o Blog apurou, Dilma tem hoje 1.163.625 endereços eletrônicos cadastrados (que são raramente usados; portanto, trata-se de uma base sem manutenção e que rapidamente vai se deteriorar, virar lixo).</p>
<p>O texto preparado por Caio Túlio Costa é uma grande contribuição para quem deseja entender um pouco de como se deu o processo de campanha eleitoral via web no Brasil em 2010. Seria muito útil se o PT e o PSDB oferecessem também suas análises detalhadas sobre as campanhas de Dilma Rousseff e de José Serra, respectivamente.</p>
<p>No caso de Dilma, há um relatório epidérmico e marqueteiro preparado pela Blue State Digital, a empresa norte-americana que prestou serviços ao PT em 2010. Para acessar esse trabalho, clique aqui.</p>
<p>Eis 3 dados que a Blue State Digital cita sobre Dilma e uma comparação com Marina:</p>
<p>E-mails cadastrados:</p>
<p>Dilma: &#8220;em menos de 6 meses, mais de 200 mil pessoas se cadastraram&#8221;, diz a BSDigital. Hoje, apurou o blog, são 1.163.625 e-mails cadastrados.</p>
<p>Marina: 1.008.723 de cadastros</p>
<p>Twitter (14.abr.2011):</p>
<p>Dilma: 536,9 mil seguidores</p>
<p>Marina: 429,1 mil seguidores</p>
<p>Financiamento de campanha via web:</p>
<p>Dilma: 2.032 doações e R$ 180 mil arrecadados (o valor exato não está disponível; a cifra se refere ao total arrecadado, para os 2 turnos)</p>
<p>Marina: 3.095 doações e R$ 170.527,75 arrecadados (o valor se refere ao que entrou até o 1º turno)</p>
<p>Arrecadação de campanha</p>
<p>Esse é um aspecto que indica um dos maiores fracassos da campanha eleitoral digital no Brasil.</p>
<p>Como se observa nos dados acima, os números de Dilma e Marina não são modestos. São medíocres e quase desprezíveis. José Serra (PSDB) simplesmente desistiu de arrecadar via web.</p>
<p>Diversos estudos a respeito do tema nos EUA indicam que o doador individual torna-se um militante ainda mais qualificado do que aquele interessado apenas em se cadastrar voluntariamente para receber e-mails. O doador via web passa a ser também um torcedor do candidato. Afinal, investiu dinheiro no projeto. Mesmo que a quantia seja de R$ 10, R$ 20 ou R$ 50, aquele cidadão não vai se esquecer.</p>
<p>Há também o benefício posterior para a sociedade. Um doador de campanha vira um cobrador de responsabilidade do político eleito. A abulia histórica do eleitor depois do processo eleitoral é conhecida. Mas é sempre mais provável que alguém que tenha doado R$ 50 passe a cobrar ações de um prefeito, deputado, governador ou presidente. Enfim, arrecadar dinheiro via web ajuda a sofisticar a cidadania e a democracia no país.</p>
<p>Há razões muito claras e objetivas para o fracasso da arrecadação de dinheiro por meio da web no Brasil.</p>
<p>A mais evidente (e sempre usada pelos políticos) é que o calendário eleitoral no Brasil os proíbe de arrecadar antes de a campanha ter sido oficializada, no mês de julho do ano eleitoral. Como a eleição é sempre no primeiro domingo de outubro, são menos de 3 meses para convencer eleitores a doar. Um tempo exíguo.</p>
<p>Tudo isso é verdade. Mas também é um sofisma.</p>
<p>Para começar, quem faz a lei são os políticos. Eles decidiram que o calendário brasileiro seria dessa forma, engessado. É algo até surrealista. Por exemplo, a campanha tem dia marcado para começar. OK. Mas ninguém pode arrecadar antes. Então, como pode a campanha começar se ainda não arrecadou recursos? É um despautério que todos sabemos como é resolvido na prática –muito políticos arrecadam por debaixo do pano para terem fundos disponíveis no dia em que começam oficialmente a fazer campanha.</p>
<p>Aliás, esse era um aspecto a ser alterado na atual safra de reforma política. Mas, por óbvio, ninguém toca nesse assunto para valer. Estão todos felizes com os arranjos conhecidos.</p>
<p>Apesar da limitação da lei eleitoral, o fato é que no Brasil nada impede partidos políticos de arrecadar dinheiro a qualquer tempo e época, nos 365 dias do ano. Qualquer agremiação pode fazer campanhas constantes para que seus militantes reais (eles existem?) contribuam voluntariamente, via web. Não há notícia de alguma legenda que faça isso no momento.</p>
<p>Marina Silva, Dilma Rousseff, José Serra, enfim, qualquer político, poderia aparecer nas propagandas de seus partidos na TV pedindo dinheiro para as suas legendas. Isso é muito comum nas campanhas dos EUA. Mas qual político no Brasil teria coragem de ir assim tão longe?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maquiavel e a mulher mais feia do mundo</title>
		<link>http://caiotulio.com/maquiavel-e-a-mulher-mais-feia-do-mundo/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/maquiavel-e-a-mulher-mais-feia-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 21:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
		<category><![CDATA[clizia]]></category>
		<category><![CDATA[donato del corno]]></category>
		<category><![CDATA[Fortuna]]></category>
		<category><![CDATA[la riccia]]></category>
		<category><![CDATA[luigi guicciardini]]></category>
		<category><![CDATA[mais feia do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[mandrágora]]></category>
		<category><![CDATA[maquiavel]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[mulher feia]]></category>
		<category><![CDATA[nicolau]]></category>
		<category><![CDATA[nicômaco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=1812</guid>
		<description><![CDATA[Publicado na revista Piauí, número 33, de junho de 2009, págs. 42 a 44.
Anais da história florentina
A carta na qual o autor de O Príncipe conta como, &#8220;cego pela carência conjugal&#8221; foi &#8220;aos finalmente&#8221; com uma dama cuja &#8220;boca parecia a de Lorenzo de Médici, mas era torta para um lado, e desse lado escorria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1822" class="wp-caption alignleft" style="width: 302px"><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/grotesquewoman.jpg"><img class="size-full wp-image-1822" src="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/grotesquewoman.jpg" alt="Grotesque Old Woman - Quintin Massis" width="292" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Grotesque Old Woman - Quintin Massis</p></div>
<p><em>Publicado na revista Piauí, número 33, de junho de 2009, págs. 42 a 44.</em></p>
<p>Anais da história florentina</p>
<p>A carta na qual o autor de <em>O Príncipe</em> conta como, &#8220;cego pela carência conjugal&#8221; foi &#8220;aos finalmente&#8221; com uma dama cuja &#8220;boca parecia a de Lorenzo de Médici, mas era torta para um lado, e desse lado escorria uma baba porque, não tendo nenhum dente, ela não podia conter a saliva&#8221;</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong></p>
<p>Nicolau Maquiavel era um devasso. Como o adjetivo que leva seu nome, <em>maquiavélico</em>, é sinônimo de duplicidade e má-fé, devasso não é uma novidade para defini-lo, mas soa como tal. Ao referendar o desequilíbrio entre moral e política na esfera pública, a amoralidade de Maquiavel não só inaugura a modernidade &#8212; ela é o coração da sua esfera íntima, de sua vida amorosa.</p>
<p>Viajante constante, por obra do trabalho diplomático, de dia Maquiavel negociava com príncipes e nobres e cortesãos. À noite, freqüentava botequins e rufiões, bordéis e cortesãs. Bebia, jogava, apostava e se entregava ao que ele definiu como &#8220;Amor&#8221;, com letra maiúscula. Quando não dava para se divertir, se queixava. Em carta na qual descreve o isolamento longe da sua Florença, reclama de que &#8220;não havia dormido nem brincado&#8221;.</p>
<p>Numa dessas viagens, dormiu e brincou com uma dama a quem chamou de &#8220;borrão de visão&#8221;, de &#8220;tão feia&#8221;. A um amigo, numa carta, deu detalhes da peça que lhe foi pregada pela Fortuna. A aventura é tão rocambolesca e minuciosamente relatada que persistem dúvidas sobre se os fatos se passaram do jeito que ele conta. Suspeita-se que Maquiavel &#8212; ou Machia, como o chamavam os amigos &#8212; tenha exagerado. Mas se sabe que a carta é real, autêntica e pouquíssimo divulgada. Continua lá, nos arquivos, como um grotesco entrevero carnal na vida de um cronista dado às firulas sutis da alta política.</p>
<p>Quando datou assombrosa missiva pornô ao amigo Luigi Guicciardini, em 8 de dezembro de 1509, Maquiavel estava casado com Marietta de Luigi Corsini havia oito anos. Sabe-se mais de sua vida extraconjugal do que de seu casamento, apesar de Marietta tê-lo suportado até o fim da vida e lhe ter dado quatro filhos e duas filhas. Na única carta conhecida que Marietta lhe enviou, termina pedindo-lhe que &#8220;se lembre de voltar para casa&#8221;.</p>
<p>O próprio Maquiavel admitiu que era mais fácil encontrá-lo fora de casa. &#8220;Quando estou em Florença fico entre a bodega de Donato del Corno e La Riccia, um me chama de o chato da bodega e a outra de o chato da casa&#8221;, escreveu a um amigo. Del Corno era um homossexual, dono de dois bares. La Riccia – ah! La Riccia! – era uma dama de alto coturno cuja casa Maquiavel freqüentava com assiduidade. Cortesã, ela atendia os bem de vida – seria o que hoje se chama de &#8220;garota de programa&#8221;. La Riccia aparece ao menos em seis das cartas do filósofo. Maquiavel chegou a ser processado pelas autoridades florentinas por sodomizar La Riccia. Por conta de sua influência, livrou-se da acusação.</p>
<p>&#8220;Além de ter um gosto por prostitutas de todos os tipos, Maquiavel parece ter mantido uma amante em cada cidade para a qual viajou&#8221;, escreveu o seu mais recente biógrafo, Michael White. Ele foi um amante apaixonado, caprichoso e volúvel, a despeito de ter sido, enquanto teórico e prático da política, extremamente racional.</p>
<p>Sua primeira amante chamava-se Jeanne e vivia na corte do Rei Luis XII, da França. Ele a apelidou carinhosamente de Janna. O caso teria começado antes de ele conhecer Marietta, mas existem referências a ela nove anos depois de casado. Numa carta a Francesco Vettori, em 1514, ao falar de outra amante, Maquiavel demonstra que não economizava afetos: &#8220;Conheci uma criatura tão graciosa, tão refinada, tão nobre, tanto na sua natureza quanto na sua circunstância, que meu amor e prazer por ela nunca serão tão grandes quanto ela merece&#8221;.</p>
<p>Sua mais querida e mais durável amante foi uma cantora (e também cortesã) famosa, Barbera Raffacani Salutati. Em sua atenção, escreveu diligentemente a um amigo romano: &#8220;Barbera está em Roma; se você puder lhe prestar algum serviço, eu recomendo, porque ela me preocupa mais do que o imperador&#8221;. Gostava tanto de Barbera que escreveu duas peças de teatro especialmente para ela, <em>A Mandrágora</em> e <em>Clizia</em>. Barbera era uma celebridade. E como cantava nos intervalos entre os atos, acabou dando certa notoriedade a Maquiavel – cuja fama póstuma é oceanicamente superior à que teve em vida.</p>
<p>Nas peças, Maquiavel retrata casamentos disfuncionais, esvaziados de amor. São comédias sobre traições. Na <em>Mandrágora</em>, Callimaco, um jovem de Florença, planeja dormir com Lucrécia, a mulher mais bonita daqueles tempos. Manipula o marido de Lucrécia para deixá-los a sós por ao menos uma noite. Na outra peça, Nicômaco cai de amores por sua filha adotiva, a Clizia que dá nome à peça, filha do primeiro marido de sua mulher, Sofronia – louca e irracional, no dizer do marido.</p>
<p>Maquiavel não tinha ilusões quanto à fauna humana. No prólogo de Clizia, ele diz: &#8220;Todos, e principalmente os jovens, se deleitam com a cupidez dos velhos, com a loucura dos amantes, com as mentiras de um criado, com a ganância dos parasitas, com a miséria dos pobres, a ambição dos ricos, os artifícios da prostituta – e com a reduzida confiança que se pode depositar nos outros&#8221;.</p>
<p>Como a moral do filósofo era &#8220;utilitária&#8221;, na definição do historiador inglês John Rigby Hale, autor de Maquiavel e a Itália do Renascimento, ele &#8220;perdoava&#8221; os pecados da carne. &#8220;A fidelidade sexual não era considerada por Maquiavel, nem pelos seus amigos mais próximos, como parte necessária do casamento&#8221;, escreveu Hale.</p>
<p>Quando um dos melhores amigos de Maquiavel, Vettori, pediu conselhos a respeito de um caso amoroso, Maquiavel foi explícito:</p>
<p><em>Lembrando o que as setas do Amor me causaram, sou obrigado a lhe dizer o quanto tenho lidado com ele próprio. De fato, eu o deixo fazer o que ele gosta e o tenho perseguido por colinas e vales, florestas e planícies; descobri que ele me concedeu mais encantos do que eu poderia atormentá-lo para ter. Portanto, tire o arreio, remova o cabresto, feche os olhos e diga: ‘Vá em frente, Amor, seja meu guia, meu líder, se as coisas acabarem bem, o prazer te pertencerá, se acabarem mal, a culpa é tua, eu sou seu escravo’. </em></p>
<p>Vários dos biógrafos se perguntam se o &#8220;Amor&#8221; enaltecido por Maquiavel tinha mais a ver com a luxúria do que com o amor propriamente dito. Ou, pelo menos, do que se entende hoje por amor nas sociedades ocidentais. Afinal, o sexo casual não era incomum na Florença e na Roma renascentistas. O mesmo Vettori, casado, foi eloquente, numa carta em 1515: &#8220;nada me delicia mais do que pensar em foder&#8221;.</p>
<p>O renascimento, igualmente, deu fama à família Bórgia, na qual reinava a esbórnia. E Maquiavel, sardônico, teve presença de espírito para captá-la em toda a sua intensidade – política. Funcionário público, contemporâneo da desregrada família, escreveu muito sobre ela. E os Bórgia acabaram encarnando na história do mundo o adjetivo maquiavélico, num tempo em que artimanhas políticas e corrupção sexual caracterizavam os papados.</p>
<p>A dama mais famosa da época era Lucrecia Bórgia. Nascida em 1480, quando Maquiavel tinha 11 anos, era filha ilegítima do Papa Alexandre VI, nascido Rodrigo Bórgia, irmão de César Bórgia, a principal inspiração de O Príncipe. Mesmo para os hábitos liberais de seus contemporâneos, Lucrecia era considerada dissoluta. Aos 13 anos, suas formas atraíam a atenção de todos os homens. A crônica a retrata de cabelos &#8220;cor de ouro&#8221; e os olhos &#8220;de um azul cintilante&#8221;. Foi considerada a mulher mais bela de Roma. Só podia ser ela a personagem central de <em>Mandrágora</em>.</p>
<p>Na primavera de 1509, Maquiavel recebeu uma missão de courrier e de agente de informação. Estava em Florença quando o mandaram pegar dois cavalos e partir no trote para Mântua, na Lombardia, a fim de entregar ao imperador Maximiliano a segunda parcela dos 40 mil florins que os florentinos lhe haviam prometido durante a conquista da cidade de Pisa. Chegou, pagou a áurea soma e circunstâncias fortuitas o levaram um pouco acima, a Verona, de onde teria que enviar informes sobre a guerra – mas não havia guerra.</p>
<p>Sem ter o que fazer, escreveu, copiosamente, conselhos às autoridades florentinas e cartas aos amigos. Em meio ao tédio, esboçou um negócio com economias feitas durante a viagem: montar uma granja. Pediu ao amigo Luigi Guicciardini para propor a um tal de Piero di Martino que tomasse conta das futuras galinhas. Apesar da modorra, estava de bom humor. Havia recebido uma carta na qual Luigi lhe revelava uma aventura amorosa e confessava um &#8220;imenso desejo&#8221; de rever uma &#8220;bela senhora&#8221;.</p>
<p>Em resposta, Maquiavel lhe descreveu a passagem inconfessável em Verona. Como estava em &#8220;carência conjugal&#8221;, acabou aceitando o convite de uma &#8220;velha tratante&#8221; que lhe lavava a roupa. A &#8220;velha tratante&#8221; tanto fez que o convenceu a ver uma &#8220;certa camisa&#8221; que queria que ele provasse.</p>
<p>O relato é tão escalafobético que, repito, alguns maquiavelistas levantam dúvida sobre sua veracidade. Roberto Ridolfi, autor da mais famosa biografia do florentino, afirma que ele é &#8220;provavelmente verdadeiro&#8221;. E racionaliza: &#8220;A descrição dos detalhes é forçada demais para ser verossímil, demasiado realista para ser real&#8221;.</p>
<p>Apesar disso, Ridolfi não transcreveu a carta em seu livro. Só a última biografia, aliás, de Michael White (2007), traz um bom pedaço da carta. Outros biógrafos comentam a existência do relato.</p>
<p>Os detalhes do acontecido falam por si. Se você é uma pessoa sensível, não prossiga. Eis então a carta de Maquiavel para Luigi Guicciardini em resposta àquela na qual o amigo confessa desejar reencontrar uma bela senhora:</p>
<p><em>Admira-te, Luigi, e veja quanto a fortuna dá ao homem diversos fins para um único motivo. Você a fodeu, teve a vontade de refodê-la e ainda tentou de novo. Mas eu fiquei aqui vários dias, cego pela carência conjugal, quando encontrei uma velha que me lavava as camisas, que mora em uma casa meio subterrânea onde não se vê a luz senão pela porta: e eu estava passando um dia por lá, ela me reconheceu e me fez uma grande festa, me pediu que lhe desse o prazer de ir à sua casa, com a desculpa de me mostrar umas camisas bonitas como se eu as quisesse.</em></p>
<p><em>Uma vez lá dentro, distingui na escuridão uma mulher agachada num canto, exalando modéstia com uma toalha cobrindo a cabeça e o rosto. Aquela velha tratante me tomou pela mão, me mostrou a mulher e me disse</em></p>
<p><em>– Essa é a camisa que eu quero vender, mas queria que você a provasse antes e depois você a paga. Eu, cauteloso que sou, senti-me bastante amedrontado; porém, ficando a sós com a tal e no escuro (já que a velha saiu logo da casa, fechando a porta), para encurtar a história, sozinho com ela naquele breu, eu a fodi de um só golpe. Embora sentisse as suas coxas um pouco moles e a sua xoxota desanimada – e o seu hálito era um pouco fedido –, ainda assim, excitado como estava, fui aos finalmente com ela.</em></p>
<p><em>Tendo terminado, e com vontade de dar uma olhada na mercadoria, peguei um pedaço de madeira da lareira do quarto e o acendi, mas quase deixei cair das minhas mãos antes que se apagasse. Urgh! Quase caí morto com aquele borrão da visão, aquela mulher tão feia. A primeira coisa que notei nela foi um tufo de cabelo metade branco, metade preto – em outras palavras, esbranquiçado. Embora o topo de sua cabeça fosse careca (graças à calvície, era possível perscrutar alguns piolhos passeando por ali), alguns poucos e finos fios de cabelo desciam até a fronte. No meio de sua cabeça pequena e enrugada, ela tinha uma cicatriz de queimadura que fazia parecer como se ela tivesse recebido uma marca no mercado; na ponta de cada sobrancelha, em direção aos olhos, havia um aglomerado de lêndeas; um olho olhava para cima, o outro para baixo – e um era maior; seus dutos de lágrimas estavam cheios de remela e ela não tinha cílios. Tinha um nariz arrebitado incrustado baixo demais no rosto e uma das narinas estava cortada e cheia de ranho. Sua boca parecia a de Lorenzo de Médici, mas era torta para um lado, e desse lado escorria uma baba porque, não tendo nenhum dente, ela não podia conter a saliva. Seu lábio superior servia de apoio para um longo e ralo bigode. Ela tinha um queixo longo e pontiagudo um pouco virado para cima; uma papada levemente peluda balançava até seu pomo-de-adão.</em></p>
<p><em>Enquanto fiquei ali absolutamente desconcertado e estupefato olhando aquele monstro, ela tomou consciência disso e tentou perguntar &#8220;Qual é o problema, senhor?&#8221;, mas não conseguiu porque gaguejou. Assim que abriu a boca, ela expeliu um tal fedor em seu hálito que meus olhos e meu nariz – portais vizinhos para o mais delicado dos sentidos – se sentiram assaltados por ele e meu estômago ficou tão indignado que foi incapaz de tolerar esse ultraje; começou a se rebelar, e então se rebelou – de modo que vomitei em cima dela. Tendo-a ressarcido em espécie, parti. E juro por todos os céus que, enquanto estiver na Lombardia, podem me condenar ao inferno se pensar em voltar a ficar excitado; e se você agradecer a Deus por eu ter encontrado tanta diversão eu O agradeço por perder o medo de não ter mais tanto desprazer.</em></p>
<p><em>Creio que levarei desta viagem algum dinheiro e verei quando chegar a Florença se começo algum negócio. Pretendo montar um galinheiro, preciso encontrar alguém que o administre: acredito que Piero di Martino seja suficiente, fale com ele se quer ser o chefe e responda-me, porque se ele não o quiser eu vou procurar outro.</em></p>
<p><em>Das novidades daqui Giovanni as relatará. Lembranças e recomendações a Jacopo, e não se esqueça de Marco.</em></p>
<p><em>Em Verona, 8 de dezembro de 1509.</em></p>
<p><em>Espero a resposta de Gualtieri sobre minha história comprida e inverossímil.</em></p>
<p>***</p>
<p>A tradução da carta para o português vem de várias fontes. Usei o trecho que aparece no livro de Michael White (Maquiavel, um homem incompreendido), outro de Maurizio Viroli (O sorriso de Nicolau: história de Maquiavel) e, para o restante da carta e outras expressões dos originais de Maquiavel, tive a ajuda de Lulla Gancia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/maquiavel-e-a-mulher-mais-feia-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A moral provisória no jornalismo</title>
		<link>http://caiotulio.com/a-moral-provisoria-no-jornalismo/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/a-moral-provisoria-no-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[castilho]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[imparcialidade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[karl kraus]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[objetividade]]></category>
		<category><![CDATA[tobias peucer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=1785</guid>
		<description><![CDATA[Publicado no Observatório da Imprensa, no blog Código Aberto, em 12/05/2009 às 4:29:35 PM 
Carlos Castilho
Finalmente terminei de ler o livro Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa[1]. Foram três semanas para explorar e digerir o conteúdo de um livro recém lançado e que deve provocar muita polêmica entre os jornalistas porque mexe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><em>Publicado no Observatório da Imprensa, no blog Código Aberto, em 12/05/2009 às 4:29:35 PM </em></p>
<p><strong>Carlos Castilho</strong></p>
<p>Finalmente terminei de ler o livro Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa[1]. Foram três semanas para explorar e digerir o conteúdo de um livro recém lançado e que deve provocar muita polêmica entre os jornalistas porque mexe fundo numa série de rotinas, crenças e valores da atividade.</p>
<p>Disse &#8220;finalmente&#8221; não porque o livro seja pesado ou chato de ler. Muito pelo contrário. É que ele nos obriga a refletir o tempo todo, tornando compulsória a releitura de parágrafos e capítulos inteiros para absorver toda a riqueza dos argumentos levantados por Caio Túlio.</p>
<p>Na minha maneira de ver, a idéia mais importante do livro é a de que não existe objetividade jornalística absoluta, o que desmancha o principio da imparcialidade e isenção, debilita os conceitos de certo e errado e nos conduz à ética como o recurso individual capaz de nos orientar na complexidade da avalancha informativa contemporânea.</p>
<p>Caio faz isso recorrendo a uma detalhada contextualização histórica na qual mergulha nos clássicos da Grécia antiga, mas também recupera autores cuja relevância foi ofuscada pela passagem do tempo. É o caso do alemão Tobias Peucer, autor da primeira tese de doutorado sobre jornalismo, nos idos de 1690, e de autores como Karl Kraus, Michel Cioran e Gilles Gauthier, que discutiram a questão da objetividade desde o século 19.</p>
<p>O subtítulo do livro (&#8221;uma moral provisória&#8221;), usado por Caio Túlio, está vinculado à sua constatação de que o jornalismo na era das novas mídias adota uma moral de conveniência, usando padrões que são condenados na teoria, mas aceitos na prática. O autor diz que os jornalistas atuais seguem a mesma &#8220;moral temporária&#8221; com que o filósofo francês Jean-Paul Sartre explicava suas mentiras bondosas para não provocar sofrimentos às suas namoradas.</p>
<p>O uso de fontes anônimas, microfones e câmeras ocultas seriam na verdade &#8220;mentiras justificáveis&#8221; em função de um interesse maior. Caio faz, no entanto, uma observação chave: a &#8220;moral provisória&#8221; seria uma imposição da indústria do jornalismo e não uma norma da atividade, cujos manuais não contemplam o uso desses expedientes.</p>
<p>A questão da objetividade é chave para o posicionamento do livro no debate de uma questão que é essencial para a definição dos novos valores do jornalismo. Ao fazer uma detalhada análise dos autores que trataram do tema, Caio engrossa a corrente dos que afirmam que a objetividade absoluta não existe. O jornalismo deixa, então, de ser uma fotografia da realidade para ser o oficio de representar representações. O jornalismo-fotografia é parte do conceito de que o profissional conseguiria reproduzir a realidade tal como ela é e não como ela a capturou.</p>
<p>A palavra &#8220;representar&#8221; é um termo herdado da academia para definir a construção de uma percepção da realidade, baseada nas percepções de outras pessoas, como acontece quando o jornalista entrevista testemunhas de um evento para produzir uma reportagem sobre este mesmo evento.</p>
<p>O questionamento da objetividade como valor absoluto é também reforçado por todas as teorias modernas sobre cognição e semiótica. Os estudos de cognição mostram que nós só conseguimos ver uma parte da realidade ao elaborar os mapas mentais que embasam nossas percepções. Num ambiente de avalancha informativa, a relativização da objetividade é ainda mais relevante porque a informação e a notícia passaram a ser dinâmicas, ou seja, estão em permanente modificação.</p>
<p>Caio Túlio cita Gauthier para mostrar que &#8220;a objetividade textual se refere à relação entre realidade e texto, à fase em que a realidade é codificada em signos. Credibilidade é a percepção do receptor sobre a relação entre a realidade social e a realidade midiática&#8221;.</p>
<p>A codificação em signos é um processo pessoal que está condicionado ao contexto individual. Logo, todo o processo de construção de credibilidade está também vinculado a esses fatores e influencia a percepção de quem lê uma notícia no jornal ou assiste a um telejornal.</p>
<p>Se não existe uma objetividade absoluta, a ética torna-se o principal parâmetro para um internauta definir o que para ele é certo ou errado, justo ou injusto. No momento em que os códigos de conduta e valores históricos passam a ser questionados severamente pela nova ecologia social da era digital, a discussão sobre ética passa a ter uma importância inédita em nossas vidas.</p>
<p>Já não se trata mais de impor os famosos códigos de ética que na verdade não passam de manuais de comportamento, mas de abrir espaços para a discussão sobre ética individual. O caminho para acharmos uma luz no fim do túnel da atual complexidade e caos informativo contemporâneo.</p>
<p>O livro de Caio Túlio propõe justamente isto: uma grande reflexão, preferencialmente compartilhada e coletiva, sobre o novo papel da ética na comunicação.</p>
<p>[1] Caio Túlio Costa foi o primeiro ombusdman da Folha de S.Paulo, ex-presidente do iG e ex-diretor do UOL. Tem o doutorado em comunicação pela Universidade de São Paulo e é prefessor de ética na Faculdade Cásper Libero, em São Paulo.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/a-moral-provisoria-no-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;O jornalismo nunca vai acabar&#8221;</title>
		<link>http://caiotulio.com/o-jornalismo-nunca-vai-acabar/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/o-jornalismo-nunca-vai-acabar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 13:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[dna brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[fim do jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[moral provisória]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[um]]></category>
		<category><![CDATA[up to date]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=1759</guid>
		<description><![CDATA[Publicada na revista UM de maio de 2009 (número 51)
ENTREVISTA
Roberto Melo
A trajetória de CAIO TÚLIO COSTA sempre esteve ligada a duas palavras: pioneirismo e ética. Como jornalista, foi o primeiro ombudsman da imprensa brasileira, na Folha de S. Paulo, função que questionava publicamente o comportamento moral do próprio jornal. Já como executivo, ajudou a criar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicada na <a href="http://revistaum.uol.com.br/" target="_blank">revista UM</a> de maio de 2009 (número 51)</em></p>
<p>ENTREVISTA</p>
<p><strong>Roberto Melo</strong></p>
<p>A trajetória de CAIO TÚLIO COSTA sempre esteve ligada a duas palavras: pioneirismo e ética. Como jornalista, foi o primeiro ombudsman da imprensa brasileira, na <em>Folha de S. Paulo</em>, função que questionava publicamente o comportamento moral do próprio jornal. Já como executivo, ajudou a criar e dirigir o UOL, primeiro grande portal da internet brasileira. Depois disso presidiu o Internet Group, responsável pelo iG, comprado pela Oi, onde Caio é encarregado de plataformas multimídias. Entre uma coisa e outra, criou o Instituto DNA Brasil, que reunia pensadores para discutir assuntos estratégicos.<br />
Aos 53 anos, esse mineiro de Alfenas acaba de lan­çar seu quarto livro, <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia &#8211; Uma Moral Provisória</em> (Editora Zahar), baseado em seu doutorado em Comunicação pela USP. Na obra, mostra que a revolução digital criou fantásticas possibilidades &#8211; e também inúmeros problemas morais que estão longe de se resolver.</p>
<p>&#8220;O QUE ESPANTA NA INTERNET<br />
É ESSA QUANTIDADE ABSURDA<br />
DE NOTICIAS MAL APURADAS<br />
E OPINIÃO DESENFREADA.<br />
ISSO É PRODUTO DA REDE,<br />
É A NOVIDADE, O DESAFIO&#8221;</p>
<p><strong>Q: Em 1996, você estava na cabeça da equipe que lançou a internet como mídia no Brasil, no UOL. De lá para cá, que previsões foram cumpridas e o que surpreendeu?<br />
</strong>R: A grande surpresa foi a possibili­dade de troca de informações. A grandeza dessa comunicação inte­rativa, multi-interativa, me espan­ta até hoje. Fui criado no jornal, numa cultura de &#8211; no bom sentido &#8211; &#8220;despejar&#8221; informação na cabeça das pessoas. Essa cultura tem de ser revolvida, para entender que o jornalista continua sendo um ator importante, mas não é mais O ator principal, como era quando a in­formação era de mão única.</p>
<p><strong>Q: Então o jornalismo não acabou, como se diz por aí?<br />
</strong>R: Não acabou e não vai acabar. Des­de o ponto de vista técnico, que é a apuração das informações, até o mais sofisticado, que é o da questão moral, o jornalismo continua en­frentando os desafios que sempre enfrentou desde que surgiu, há 500 anos.</p>
<p><strong>Q: Mas essa injeção de participação não pode ser letal para o negócio do jornalismo?<br />
</strong>R: Não sei dizer se é letal, sei que é uma revolução. Basta ver a explo­são das redes sociais, entendendo rede social de um jeito amplo: o Youtube, por exemplo, é uma rede social, que interfere nos costumes e na informação, seja séria ou frí­vola. Veja como o Youtube foi usa­do na campanha presidencial que elegeu o Obama nos Estados Uni­dos, ou como é usado no entreteni­mento. As pessoas estão colocando e trocando vídeos, levantando no­tícias na rede, dando opinião &#8211; e a opinião é desenfreada.</p>
<p><strong>Q: Os blogs ocupam muito mais tempo e espaço dando opiniões do que apurando notícias, a não ser que o sujeito presencie um alagamento, um desastre. Afinal, ser repórter custa dinheiro, tempo de apuração&#8230;<br />
</strong>R: &#8230; Custa formação&#8230;<br />
 <br />
<strong>Q: &#8230;então, você não acha que a função de formar opinião (antes exclusiva da mídia) está sendo mais ameaçada do que a reportagem propriamente dita?<br />
</strong>R: De fato é o que mais nos incomoda como jornalistas. Nossa formação nos diz como apurar uma notí­cia, como saber onde tem notícia e onde não tem. Esta maneira de fazer jornalismo, que é a maneira correta, técnica, que exige a for­mação, não vai acabar. Vamos pre­cisar continuamente desse tipo de profissionais. O que espanta na in­ternet é essa quantidade absurda de notícias mal apuradas e opinião de enfreada. Isso é produto da rede, é a novidade, o desafio. Como é que nós &#8211; não só jornalistas, mas a sociedade &#8211; vamos lidar com isso? Este é o problema. Se você escreve &#8220;Obama&#8221; no mecanismo de busca, terá notícias bem dadas<br />
e mal dadas, opiniões abalizadas e outras rasteiras, difamações, elo­gios&#8230; Isso tudo misturado em fun­ção da &#8220;relevância&#8221;, o que significa quantas pessoas viram aquilo ou quantos links são apontados para cada um dos resultados da busca. Talvez se consiga chegar num al­goritmo mais sofisticado, que nos dê uma relevância não apenas por quantidade, mas por alguma qualidade. Mas isso também não vai acabar com a mistura de infor­mação confiável com outra sem nenhuma credibilidade. Esse é o desafio da democracia. Como, por exemplo, a Justiça vai enfrentar isso? O problema não é só moral, é legal. Qualquer um pode entrar na rede e difamar você.</p>
<p><strong>Q: Um advogado recomendou que é melhor resolver conflitos da web na própria web, uma vez que a Justiça não entende nada do que está acontecendo pois não tem padrão para entender. Você concorda com ele?<br />
</strong>R: Concordo plenamente. Nas últi­mas eleições, por exemplo, o Tri­bunal Superior Eleitoral determi­nou que o que vale para a televisão deve valer para a internet. Acho um absurdo, porque a internet não é uma concessão pública, como a TV. Os candidatos acabaram obe­decendo, pelo medo de perder o mandato e, embora eu considere essa decisão absolutamente in­constitucional e ilegal, foi o que prevaleceu. Outro caso é o daquele vídeo da Daniela Cicarelli na praia com seu namorado. Houve um juiz que mandou fechar o Youtube no Brasil! Voltou atrás duas horas depois, até porque era uma medi­da inócua, pois o vídeo já estava espalhado pelo mundo.</p>
<p>&#8220;TODO MUNDO QUE PESQUISA NO GOOGLE<br />
TRABALHA PARA O GOOGLE. CADA PALAVRA<br />
DIGITADA VAI PARA ASUA BASE DE DADOS&#8221;</p>
<p><strong>Q: Segundo o seu livro, a nova mídia colocou mais de 20 novos problemas éticos, sendo que os da mídia anterior não foram e talvez nunca sejam solucionados. Como se resolve isso? A Internet vai se autorregular?<br />
</strong>R: As democracias precisam resolver isso. É um assunto complicadís­simo, porque a rede é mundial e, apesar de o mundo estar globaliza­do, as leis e os costumes são dife­rentes em cada país. Por exemplo: a Inglaterra, os Estados Unidos e a Austrália não têm lei de imprensa. Já o Irã e a França têm, e o Brasil está tentando acabar com a lei de Imprensa que vem da ditadura. Se falarmos de costumes, sabemos que em alguns países muçulmanos<br />
o ladrão tem a mão cortada. Como se vai regular isso em termos glo­bais? Muitas vezes uma informa­ção é pueril num lugar e no outro é terrível. Além disso, você pode ser difamado em português mas o site estar hospedado na Rússia. Como apurar as responsabilidades? O Estado tem uma participação im­portante, e vai tentar regular. Não adianta achar que a web não preci­sa de lei nenhuma, pois, se há uma coisa que o Estado quer fazer são leis. Faz parte da sua natureza.</p>
<p><strong>Q: Ainda existe diferença ética entre um blog e um slte de notícias, considerando que os blogs, embora sejam diários pessoais, também têm anúncios? Qual ética deve ser aplicada? A do jornalista ou a do cidadão comum?<br />
</strong>R: A moral do jornalista sempre foi provisória, ou seja, há um abismo entre a teoria e o dia-a-dia &#8211; e isso não foi criado pela nova mídia. Por exemplo, muitas vezes o jornalista precisa usar a mentira para cap­turar a verdade. Ele se disfarça, usa câmeras ou gravadores ocul­tos. A ética do senso-comum não basta ao jornalista. E. se não basta ao jornalista, também não basta a ninguém que esteja fazendo co­municação, mesmo que seja um blog pessoal.</p>
<p><strong>Q: E do ponto de vista das grandes plataformas? Nunca se teve tanta informação sobre os indivíduos, e sobre tantos indivíduos. Os servidores do Google e da Microsoft têm informações que representam um poderio imenso. Você acha que essas corporações vão resistir à tentação de usar esses dados para ganhar dinheiro, mesmo que ultrapassem limites de privacidade?<br />
</strong>R: Isso já acontece. com a feliz e explí­cita concordância do usuário. Se for do interesse do ser humano, não há problema. Mas a sua pergunta é: e se isso for usado para o mal? Essa é a questão ética. Isso tem a ver com quem coordena a rede, quem domina a rede. Por exemplo. você acha legítimo que um único país (no caso. os Estados Unidos) tenha o domínio que tem sobre a rede mundial? Não é legítimo. Agora, você quer que a China, o Irã, ou mesmo a França. admínistre isso? Eu não quero. Quem vai adminis­trar isso, qual comitê? Como seria formado, como seria dividido esse poder que é cada vez maior, quanto maís gente tem na rede? Essa ques­tão é profundamente ética.</p>
<p><strong>Q: Nunca na história se leu tanto, se escreveu tanto, se ouviu tanta música quanto hoje. Mas a indústria de mídla e entretenimento nunca esteve numa crise tão grave. Por que isso aconteceu? Como sair dessa crise?<br />
</strong>R: Você tocou o dedo na ferida. A indústria tradicional da comuni­cação não está preparada e, mais do que não estar preparada, ela resiste em se preparar para a re­volução digítal. Veja quanto tem­po a indústria da música tentou segurar a maneira tradicional de produzir e vender CDs. até que a realidade de mercado acabou com isso. Essa indústria está se repensando, mas ela podia ter se repensado lá na segunda metade da década de noventa. quando já sabia que a questão digítal poderia levá-la à bancarrota, tanto que, do ponto de vista tradicional, de fato levou. Hoje ela está se refazendo, está tentando vender música pela internet, produzir shows. A indús­tria de mídia tradicional acabou permitindo que empresas desco­netadas do negócio da mídia tomassem a ponta do processo. porque tinham capacidade de en­tender o que estava acontecendo. É o caso do Google, um caso típico de uso bidirecional da informa­ção. Todo mundo que pesquisa no Google trabalha para o Google! Cada palavra digítada vai para a sua base de dados, que te devol­ve informações do seu interesse, portanto você se sente agradecido, clica de novo. aquilo vai de novo pro database&#8230;<br />
 <br />
<strong>Q: O Google nunca gasta um centavo para dizer que há um vídeo interessante no Youtube. Quem gasta é o usuário, que manda um email para o amigo com o link.<br />
</strong>R: Isso é revolucionário, e veio de alguém que não estava ligado à mídia tradicional. Quem tinha o dever de ter construído o Google não era uma empresa correndo por fora, era a mídia tradicional.</p>
<p><strong>Q: A web brasileira é uma das maiores do mundo. Por que a internet pegou no Brasil?<br />
</strong>R: Tenho uma explicação que pode parecer trivial,. mas não é. Tem a ver com o DNA do brasileiro: o Brasil é um país que dá saltos, é um país em que as pessoas traba­lham muito, conseguem driblar crise de uma maneira absoluta­mente criativa, basta ver quan­tos anos vivemos com inflação brutal e conseguimos continuar criando o país. E tem a ver com um outro fator: quando a inter­net começou a existir no Brasil. a primeira medida que se tomou foi não deixá-la ser uma indús­tria estatal. Tanto que hoje nós temos no Brasil uma das maio­res concorrências na internet do mundo, com nove grandes em­presas disputando o mercado.</p>
<p><strong>Q: A TV Digital vai acabar com a internet?<br />
</strong>R: A TV Digital e a internet serão praticamente a mesma coisa. A mãe de todas as mídias não é in­temet, é a interação. Você intera­ge não importa com o que tiver nas mãos: computador, televisão, celular, iPod&#8230; Não só com as ou­tras pessoas, mas também com os diversos tipos de aparelhos. Quem está no centro da coisa é o indiví­duo.<br />
 <br />
<strong>Q: Então é uma rede sem centro?<br />
</strong>R: É. pode ser chamada assim.</p>
<p>&#8220;NA INTERNET, O JORNALISTA AINDA<br />
É UM ATOR IMPORTANTE,<br />
MAS NÃO É MAIS O ATOR PRINCIPAL&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/o-jornalismo-nunca-vai-acabar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre o medo em SP: ainda o espetáculo</title>
		<link>http://caiotulio.com/sobre-o-medo-em-sp-ainda-o-espetaculo/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/sobre-o-medo-em-sp-ainda-o-espetaculo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 19:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaios Acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[toque de recolher]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=1555</guid>
		<description><![CDATA[Publicado na Revista USP de número 80 (de dezembro, janeiro e fevereiro de 2008-09), quando ela comemora seus 20 anos, este texto de Caio Túlio Costa é uma adaptação do sexto capítulo da tese de doutorado defendida em 2008 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). A mesma adaptação se refere [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/medoum.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1675" src="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/medoum.jpg" alt="" width="72" height="101" /></a>Publicado na <em>Revista USP</em> de número 80 (de dezembro, janeiro e fevereiro de 2008-09), quando ela comemora seus 20 anos, este texto de Caio Túlio Costa é uma adaptação do sexto capítulo da tese de doutorado defendida em 2008 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). A mesma adaptação se refere ao capítulo sétimo do livro <em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em> (Zahar, 2009) que é a tese transformada em livro. O texto começa na págs. 98 da revista e vai até a pág. 110. Para ler o arquivo em PDF, <a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/medo-em-sp-rev-usp-803.pdf" target="_blank">clique aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/sobre-o-medo-em-sp-ainda-o-espetaculo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Por uma história crítica da mídia</title>
		<link>http://caiotulio.com/por-uma-historia-critica-da-midia/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/por-uma-historia-critica-da-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 15:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[moral provisória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=1197</guid>
		<description><![CDATA[Publicado em O Estado de S. Paulo de 22/03/2008, no caderno Cultura, pág. D-5
Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa, debate impasses da imprensa no mundo atual
Marco Chiaretti
Um grande filósofo do século 19 escreveu que ler jornal era essencial para um bom café da manhã (não havia web). Era uma época otimista: as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em O Estado de S. Paulo de 22/03/2008, no caderno Cultura, pág. D-5</em></p>
<p><strong>Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa, debate impasses da imprensa no mundo atual</strong></p>
<p><strong>Marco Chiaretti</strong></p>
<p>Um grande filósofo do século 19 escreveu que ler jornal era essencial para um bom café da manhã (não havia web). Era uma época otimista: as Luzes fariam do mundo um lugar melhor e os jornais eram um dos suportes desta iluminação, formadores da opinião pública, imparciais, objetivos, independentes. O século 20 cuidou de acabar com o mito de uma Razão invencível e o novo milênio parece também não ter começado muito bem. Fantasmas rondam este mundo: crise, novas tecnologias, novos modelos, menos leitores, mais crise. Nisso tudo, há lugar para o jornalismo? Se sim, qual é o papel do jornalista? A web mudou tudo? Esta necessidade de jornais e jornalismo, ela vem do quê? Pra que jornalismo, afinal?</p>
<p>Vá lá saber, mas como as bruxas da anedota, o jornalismo existe, está aí, é mecanismo essencial do nosso modo de vida, e não há como subestimá-lo, até porque jornalismo implica em re-presentar, em falar sobre, e o mundo moderno é um mundo de re-presentações. Não só isso: o jornalismo é um discurso que pretende sempre ser verdadeiro, qualquer que seja a definição de verdade. Jornalistas não se veem do lado do mal e do engano (e nem são vistos assim), abominam o erro e justificam seu trabalho como um bem social. Nesse sentido, jornais, jornalistas, o jornalismo, estão indissoluvelmente ligados à noção de ética, ao conhecimento do bem e a praticá-lo. Não são só necessários, são &#8220;bons&#8221;. Será?</p>
<p>Essa é aquela pergunta chata, que talvez fosse de bom tom não fazer, mas ninguém que leve o jornalismo e o ofício do jornalista a sério pode deixar de fazê-la. Ética, Jornalismo e Nova Mídia &#8211; Uma Moral Provisória leva o ofício a sério. Seu autor, o jornalista e professor Caio Túlio Costa, foi um dos &#8220;jovens turcos&#8221; que no início dos 80 participaram do chamado &#8220;Projeto Folha&#8221;; mais do que isso, foi um dos líderes do processo &#8211; e o primeiro ombudsman do jornal. No fim dos 90, ele se recriou como um dos &#8220;pais fundadores&#8221; da web no Brasil. Tem uma carreira importante, marcada por sucesso e polêmicas. Pode-se desgostar do que diz e faz, mas é difícil não reconhecer seu senso de oportunidade. O livro é mais uma prova disso. A Crise de 2008 e o mundo em rede nos obrigam a pensar no tema da relatividade moral do jornalismo. De novo. E de forma diferente do que havia sido feito em outras situações.</p>
<p>Costa pensa difícil. Para complicar ainda mais a vida do leitor, escolheu o caminho da história do pensamento e da arte para expor seus argumentos, percurso interessante, sem dúvida, mas árduo e cheio de obstáculos. O livro trata das relações entre ética e jornalismo, indo de Sócrates a Stiglitz, de Epicuro a Kant, de Descartes a Sartre (e mais algumas dezenas de autores e personagens). Há que se ter tempo (e leitura) para atravessar o mar de citações e referências, &#8220;momentos em que a questão moral encontrou definições capazes de iluminar condutas&#8221;, que servem para montar uma história (hiper) crítica da mídia como um lugar de meias verdades, omissões e mentiras úteis, às quais se sujeitam jornalistas no desejo de acertar, metidos em um mar de erros crassos, provocados pela pressa ou pela ignorância.</p>
<p>Não bastasse isso, há a relatividade (a culpa é sempre de Einstein). No capítulo 9, Costa faz o elenco de algumas das aporias com as quais se defronta a Velha Mídia quando ela se vê diante do Oceano Azul da Nova Mídia. Por exemplo, o pobre jornalista, o que acontece com ele? Descolado de seu centro, o jornalista-Sol corre o risco de se apagar, subjugado por um leitor que ele não controla mais. E a famosa distinção igreja-Estado (invenção americana dos anos 20, sobre a qual se escreveram vários livros de ética e jornalismo), como fica? Para Costa, a dissolução dos limites entre atividade editorial e atividade comercial arrisca apagar a fronteira que garante a independência do negócio enquanto garante o negócio (de fato, arrisca, mas é fato que em bons jornais, o limite é sempre nítido). E o demônio do marketing? A possibilidade de ações de marketing ligadas a determinados conteúdos, se efetivada, deixa um sabor amargo de dúvida no leitor (vale para os marqueteiros o que vale para os publicitários). Isso para não falar da cultura, em geral: a redução progressiva do conhecimento por parte dos novos criadores de conteúdo cria uma geléia geral onde imprecisão e incerteza viram qualidades e não defeitos. No fim, o leitor pode se perguntar, irritado com o jornal que agora lhe estraga definitivamente o café, o que quer Caio Túlio?</p>
<p>Quer desmontar a pretensão à objetividade da imprensa, que desde sempre afirma que são objetivas (e verdadeiras) suas representações. Quer arrasar o que vê como a arrogância pedante dos jornais e dos jornalistas. Não existe isso, diz ele. Nunca existiu, e menos ainda existe agora, o território do jornalismo estraçalhado pela nova mídia e sua abertura ao leitor-criador.</p>
<p>Ok, mas esta é a parte fácil. Há a parte difícil.</p>
<p>Um, como ele mesmo nos lembra, jornalismo é &#8220;parte determinante da engrenagem que faz o mundo parecer o que parece ser&#8221;. Não há como prescindir dele. Dois, códigos morais temporários são encrenca. Parecem resolver o problema, mas sempre haverá uma noite em que as duas moças se encontrarão com o filósofo sedutor, ao mesmo tempo e não sucessivamente. Três, a Nova Mídia também precisa ser alvo de crítica, ou não? Soluções? O livro deixa mais perguntas do que respostas.</p>
<p>Enfim, precisam de jornalismo (e precisamos dele&#8230;), azar. Não durmam no ponto. Não acreditem no senso comum e cuidado com móveis encerados e jornalistas sinceros. À guisa de solução, se há uma, só a busca contínua do conhecimento e a desconfiança persistente em relação ao &#8220;estado atual das coisas&#8221;. A autoironia está no sangue ou não há jornalismo. Pena que não haja muita gente com senso de humor. Faltam caixeiros.</p>
<p><strong>Ética, Jornalismo e Nova Mídia será lançado no dia 30, às 19 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073)<br />
</strong></p>
<p><strong>Ética, Jornalismo e Nova Mídia<br />
Caio Túlio Costa</strong><br />
Jorge Zahar<br />
287 págs., R$ 39,90</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/por-uma-historia-critica-da-midia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

