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	<title>Caio Túlio Costa</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>The Guardian: lição de jornalismo aberto</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 16:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PUBLICADO NO SITE DA PROXXIMA 2012 EM 09/05/2012 ÀS 12:32
Executivo da área Digital do jornal britânico, Piers Jones mostrou à plateia do ProXXIma que abrir as portas para os leitores pode ser o segredo do sucesso para os veículos
BÁRBARA SACCHITIELLO
Digital first. Essas palavras, ditas logo no início do seminário de Piers Jones, gerente de produtos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span>PUBLICADO NO SITE DA PROXXIMA 2012 EM 09/05/2012 ÀS 12:32</p>
<p>Executivo da área Digital do jornal britânico, Piers Jones mostrou à plateia do ProXXIma que abrir as portas para os leitores pode ser o segredo do sucesso para os veículos</p>
<p><strong>BÁRBARA SACCHITIELLO</strong></p>
<p>Digital first. Essas palavras, ditas logo no início do seminário de Piers Jones, gerente de produtos para plataformas digitais e redes sociais do The Guardian, deram uma síntese do que o público da edição de 2012 do ProXXima pode acompanhar: um exemplo concreto de um jornal que, apesar de sua tradição de mais um centenário de existência, não teve medo de inovar de acordo com o ritmo das novas tecnologias e forma de consumo de mídia.</p>
<p>Com a presença do jornalista, sócio da MVL Comunicação, Caio Tulio Costa, o seminário de Piers Jones foi uma apresentação das estratégias do The Guardian para manter o interesse e a atenção do público, em diferentes plataformas. O representante do veiculo inglês deixou claro que todo esse exemplo de inovação reside, primeiramente, na premissa de se tratar o digital como prioridade. &#8220;Quando recebemos uma noticia ou informação importante, não existe mais a duvida de coloca-la na internet ou de guarda-la para o papel. O Digital sempre vem à frente&#8221;, resume Jones.</p>
<p>Ele aproveitou o seminário para expor exemplos dos produtos digitais do jornal, como o site, os aplicativos para smartphones e tablets e os perfis do título nas redes sociais. O destaque dessa parte da apresentação foi o aplicativo do The Guardian para o Facebook, que foi desenvolvido após dois meses de trabalho, com o objetivo de criar uma maneira diferente de dar as noticias e entrar em contato com a audiência. Desde setembro de 2011, quando foi lançado, o aplicativo já foi baixado por mais de 11 milhões de pessoas.</p>
<p>Os leitores, alias, são tratados praticamente como colaboradores diretos dos jornalistas do The Guardian. Com enquetes, sugestão de noticias, discussão de assuntos, compartilhamento de informações, participação em eventos promovidos pelo jornal e outros canais de contato, os leitores são, constantemente, estimulados a participar e a colaborar com o conteúdo do grupo de mídia. &#8220;Nosso objetivo é fazer com que as pessoas passem mais tempo conosco. Esse crescimento da audiência, consequentemente, nos dá uma maior base para trabalhar comercialmente nossos produtos e conseguir gerar receita&#8221;, esclarece Jones.</p>
<p><strong>Cabeça no futuro</strong></p>
<p>Exemplo de publicação que segue na trilha do fornecimento gratuito de conteúdo – financiado pela publicidade – o The Guardian acaba indo na contra-mão de boa parte dos grandes jornais do mundo, que vêm estruturando seu modelo de negócios com base na cobrança pelo acesso ao conteúdo digital. Esse posicionamento do jornal britânico, segundo o jornalista Caio Tulio Costa, é um exemplo claro de que o The Guardian conseguiu enxergar algo que muitos veículos ainda relutam a ver: &#8220;O jornalista não é mais o ator principal da notícia. Ele precisa dividir esse palco com os leitores, que colaboram diretamente com o conteúdo&#8221;, frisou Costa.</p>
<p>Questionado sobre a aparente contradição entre priorizar o Digital enquanto a maior parte de sua receita publicitária ainda provem do jornal impresso, Piers Jones respondeu representando a filosofia de um título que, mesmo nascido em 1821, tem os dois pés e a cabeça no futuro: &#8220;Priorizar o Digital nada mais é do que reconhecer a mudança estrutural. O impresso ainda pode ser a maior fonte de receita, mas isso não será para sempre. Não sabemos se estamos construindo um modelo correto. Considerando, porém, a rápida evolução da tecnologia e dos leitores, acredito que vale a pena arriscar&#8221;, finalizou.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>Workshop discute o papel da educação formal para os alunos do século XXI</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 19:37:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012
Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span>PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012</p>
<p>Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de Ponta-Cabeça, realizado no dia 19/04 na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista. O evento contou com apresentações de Caio Túlio Costa, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação e consultor de novas mídias e Maria Luiza Belloni, especialista em Ciências da Educação e pesquisadora do Comunic, grupo de estudos da Universidade Federal de Santa Catarina que estuda as inter-relações entre as mídias e os processos educacionais.</p>
<p>Segundo Caio Túlio Costa, embora haja grandes transformações em curso na forma como encaramos as instituições, apreendemos conhecimento e nos comunicamos, a educação formal apresenta, de forma geral, uma visão retrógrada. &#8220;Há 300 anos a escola se encontra estruturada da mesma maneira&#8221;, criticou.</p>
<p>Apesar do atraso, no entanto, a educação pode exercer um papel fundamental para ajudar as novas gerações a lidar justamente com o grande fluxo de informações e com a necessidade do aprendizado constante, lembrou Maria Luiza Belloni. &#8220;A educação tem que ser ao longo da vida, não só para as crianças. A escola precisa ensinar como aprender&#8221;. Para isso, é crucial superar a resistência à tecnologia, que muitas vezes leva a um conflito de gerações entre alunos e professores. &#8220;Podemos ter educação de qualidade apenas no papel. Mas para educar as crianças, fazer com que elas aprendam a usar as novas mídias e assumam uma postura crítica, precisamos da tecnologia&#8221;, alertou a especialista.</p>
<p>Entre as propostas discutidas no workshop, está a mudança no foco da educação, que deveria priorizar a criação de metodologias de pesquisa que motivem as crianças a buscar conhecimento em vez de se concentrar em transmitir conteúdos pré-estabelecidos. &#8220;Nesse cenário de mudança, o caminho é investir na escola básica integral e na universidade pública, gratuita e aberta a todos, com professores formados também através das tecnologias&#8221;, apostou Maria Luiza Belloni.</p>
<p>No caso específico da educação brasileira, também é necessário efetivar políticas públicas que utilizem a tecnologia com eficácia e levem a mudanças efetivas. &#8220;A mentalidade de quem dirige a escola não mudou. Não adianta comprar um monte de tablets e usar do jeito errado. A mudança é inexorável, a despeito dos educadores&#8221;, afirmou Caio Túlio Costa.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>Google é a terceira maior empresa de mídia do planeta</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 14:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa
Com um faturamnento de US$ 37,9 bilhões no ano passado, o Google entrou para o ranking das maiores empresas de comunicações do mundo, em terceiro lugar.
A lista das 50 maiores empresas de comunicação acaba de ser divulgada na Alemanha pelo IfM, o Institut für Medien-und Kommunikationpolitik, ou Instituto para Políticas de Mídia e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><strong>Caio Túlio Costa</strong></span></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span>Com um faturamnento de US$ 37,9 bilhões no ano passado, o Google entrou para o ranking das maiores empresas de comunicações do mundo, em terceiro lugar.</p>
<p>A lista das 50 maiores empresas de comunicação acaba de ser divulgada na Alemanha pelo IfM, o Institut für Medien-und Kommunikationpolitik, ou Instituto para Políticas de Mídia e de Comunicação.</p>
<p>O campeão da lista é o conglomerado que reúne Comcast, NBC e Universal, da Philadelphia, nos Estados Unidos, com faturamento recorde US$ 55,8 bilhões.</p>
<p>O segundo lugar é da Disney, que faturou US$ 40,8 bi.</p>
<p>O Google nunca havia entrado na lista, apesar de estar faturando alto há anos.</p>
<p>O fato mais importante é que, entre as 50 maiores, somente dez entre elas são resposáveis por 54% do faturamento global.</p>
<p>As 50 maiores empresas de mídia do planeta faturam no total US$ 563 bilhões. As dez primeiras, cada uma com receita acima de US$ 15 bilhões, faturam US$ 303 bilhões, mais da metade do todo.</p>
<p>Os montantes de faturamento compilados se referem ao ano passado.</p>
<p>Outro dado relevante, desde 2010, é o fato de que a até então primeira colocada, a Time-Warner, ter despencado para o quinto lugar.</p>
<p>A úinica empresa brasileira na lista é a Globo, com US$ 6,5 bilhões de faturamento.</p>
<p>Entre as dez maiores, as seis primeiras são americanas: Comcast, Disney, Google, News Corp., Viacom e Time Warner.</p>
<p>A sétima é japonesa, a Sony.</p>
<p>A oitava é alemã, a Bertelsmann.</p>
<p>A nona é francesa, a Vivendi; e a décima volta a ser americana, a Cox.</p>
<p>O ranking foi feito em Euros, mas veja aqui abaixo a lista completa na ordem e com o respectivo faturamento em bilhões de dólares:</p>
<p>1. Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA): US$55,841 bilhões.</p>
<p>2. The Walt Disney Company (Burbank / USA): $40,893</p>
<p>3. Google Inc. (Mountain View/ USA): $37,906</p>
<p>4. News Corp. Ltd. (New York/ USA): $33,405</p>
<p>5. Viacom Inc./CBS Corp. (New York / USA): $29,160</p>
<p>6. Time Warner Inc. (New York / USA): $28,974</p>
<p>7. Sony Entertainment (Tokyo / JP ): $22,987</p>
<p>8. Bertelsmann AG (Gütersloh/GER): $21,232</p>
<p>9. Vivendi S.A. (Paris/ Frankreich): $17,381</p>
<p>10. Cox Enterprises Inc. (Atlanta / USA): $15,330</p>
<p>11. Dish Network Corporation (Englewood, CO / USA): $14,048</p>
<p>12. Thomson Reuters Corporation (New York/ USA): $13,807</p>
<p>13. Liberty Media Corp./Liberty Interactive (Englewood, CO / USA): $12,639</p>
<p>14. Rogers Comm. (Toronto / CA): $12,571</p>
<p>15. Lagardère Media (Paris/ Frankreich): $10,659</p>
<p>16. Reed Elsevier PLC (London/ GB): $9,608</p>
<p>17. Pearson plc (London / UK): $9,402</p>
<p>18. ARD (Berlin, München/GER): $8,660</p>
<p>19. Nippon Hoso Kyokai (Tokyo / Japan): $8,346</p>
<p>20. BBC (London / UK): $7,773</p>
<p>21. Bloomberg L.P. (New York / USA): $7,600</p>
<p>22. Fuji Media Holdings, Inc. (Tokyo / JP): $7,252</p>
<p>23. Charter Comm. Inc. (St. Louis/ USA): $7,204</p>
<p>24. Cablevision Systems Corp. (Bethpage, NY/ USA): $6,701</p>
<p>25. Globo Communicação e Participações S.A. (Rio de Janeiro/ BRA): $6,581</p>
<p>26. Advance Publications (Staten Island, New York / USA): $6,549</p>
<p>27. The McGraw-Hill Comp. Inc. (New York/USA): $6,246</p>
<p>28. Clear Channel Comm. (San Antonio / USA): $6,161</p>
<p>29. Mediaset SpA (Mailand / IT): $5,916</p>
<p>30. The Nielsen Company (Haarlem/ NL): $5,532</p>
<p>31. Gannett Co. Inc. (McLean, Virginia / USA): $5,239</p>
<p>32. Grupo Televisa (Álvaro Obregón / MX): $5,039</p>
<p>33. Yahoo! Inc. (Sunnyvale/ USA): $4,983</p>
<p>34. The Naspers Group (Kapstadt / ZA): $4,797</p>
<p>35. Shaw Communications (Calgary /CA): $4,795</p>
<p>36. Wolters Kluwer nv (Amsterdam / NL): $4,669</p>
<p>37. Bonnier AB (Stockholm / SWE): $4,596</p>
<p>38. Axel Springer AG (Berlin /GER): $4,434</p>
<p>39. France Télévisions S.A. (Paris/ FRA): $4,371</p>
<p>40. Discovery Communications (Silver Spring/ USA): $4,234</p>
<p>41. Tokyo Broadcasting System Holdings, Inc. (Tokyo / Japan): $4,215</p>
<p>42. The Washington Post Company (Washington D.C. / USA): $4,215</p>
<p>43. RAI Radiotelevisione Italiana Holding S.p.A. (Rom / IT): $4,193</p>
<p>44. Quebecor Inc. (Montreal/ CA): $4,079</p>
<p>45. ITV plc (London / GB): $3,900</p>
<p>46. ProSiebenSat.1 (Unterföhring/ GER): $3,836</p>
<p>47. Sanoma Group (Helsinki / FI): $3,822</p>
<p>48. The Hearst Corporation (New York/ USA): $3,800</p>
<p>49. Grupo PRISA (Madrid / ES): $3,778</p>
<p>50. TF1 S.A. (Boulogne, Cedex / FRA): $3,647</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
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		<title>&#8216;História da Imprensa Paulista&#8217; nasce clássica</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 22:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PUBLICADO NA FOLHA DE S.PAULO DE 24/03/2012, PÁG E-7
CAIO TÚLIO COSTA
ESPECIAL PARA A FOLHA
A universidade brasileira produz uma literatura rarefeita sobre jornalismo. Costuma perder-se em minúcias, em teses absolutamente descartáveis sobre aspectos pueris do fazer comunicação.
A boa notícia é que existem profissionais dispostos a correr por fora e produzir conhecimento sobre o jornalismo.
É o caso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span><em>PUBLICADO NA FOLHA DE S.PAULO DE 24/03/2012, PÁG E-7</em></p>
<p><strong>CAIO TÚLIO COSTA</strong></p>
<p>ESPECIAL PARA A FOLHA</p>
<p>A universidade brasileira produz uma literatura rarefeita sobre jornalismo. Costuma perder-se em minúcias, em teses absolutamente descartáveis sobre aspectos pueris do fazer comunicação.</p>
<p>A boa notícia é que existem profissionais dispostos a correr por fora e produzir conhecimento sobre o jornalismo.</p>
<p>É o caso de Oscar Pilagallo, que dedicou anos à pesquisa resultante nesta história do jornalismo paulista, cosida completamente à margem da academia.</p>
<p>Ele produziu uma obra de fôlego, bem escrita, concisa. Vem composta por incontáveis leituras, entrevistas e documentação. É a &#8220;História da Imprensa Paulista&#8221;, publicada por Três Estrelas, novo selo editorial do Grupo Folha.</p>
<p>Nasce clássica e preenche lacunas que a &#8220;História da Imprensa no Brasil&#8221;, de Nelson Werneck Sodré, não conseguia suprir em relação ao papel da imprensa paulista no cenário nacional.</p>
<p>No fundo, é a história de uma imprensa que começou atrasada no tempo e na tecnologia, ganhou espaço e protagonismo, mas ainda não se encontrou integralmente do ponto de vista da convergência tecnológica. Não é demérito só dela, mas da maioria dos jornais mundo afora, que ainda busca se situar em relação aos desafios da comunicação em rede.</p>
<p>O primeiro jornal da então província, &#8220;O Paulista&#8221;, estreou em 1823. Ou seja, 15 anos depois do primeiro jornal impresso no Brasil, no Rio e, pior, em vez de usar os tipos móveis inventados havia quase 400 anos por Gutenberg, surgiu caligrafado por amanuenses -mesmo com tipografias em quase todas as províncias do império.</p>
<p>Pilagallo mostra como a grande imprensa paulistana, ou a dita imprensa burguesa, ganha relevância e então centraliza a produção jornalística de reconhecida qualidade editorial, em grande medida e por muito tempo lastreada no Rio, em especial nos anos dourados do &#8220;Jornal do Brasil&#8221; (anos 1950 e 1960).</p>
<p>A maioria das atitudes e movimentações políticas relatadas sobre a imprensa paulista provém da leitura dos editoriais, revisitados com acuidade pelo autor ao traçar uma linha do tempo que reflete um processo mais conservador do que liberal.</p>
<p>Há exceções, conhecidas, como &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; contra a censura (anos 1970) ou a Folha a partir dos anos 1980 (Diretas Já).</p>
<p>É esclarecedora a divisão dos capítulos, que se amalgamam à ordem cronológica. Se de 1823 a 1889 há &#8220;Pioneiros, Panfletários e Cabriões&#8221; -os importunadores, atividade que o jornalismo paulista sempre cultivou no varejo-, de 1889 a 1930 perfila &#8220;A República Empastelada&#8221;.</p>
<p>De 1930 a 1945, a &#8220;Resistência e Cooptação sob Vargas&#8221;. De 1945 a 1964, a &#8220;Conspiração Contra o Perigo Escarlate&#8221; -o perigo comunista, cuja bandeira é de cor vermelha muito viva. De 1964 a 1984 se exibem os anos do &#8220;Jornalismo Possível na Ditadura&#8221;.</p>
<p>De 1984 a 1992, o autor vê &#8220;O Protagonismo das Redações&#8221;. Finalmente, de 1992 até 2010, a imprensa paulista está &#8220;Entre a Convergência e a Polarização&#8221;.</p>
<p>O uso do cachimbo costuma entortar a boca. Talvez por ter trabalhado tanto tempo na Folha, jornal no qual se formou, foi um dos editores e do qual foi correspondente na Inglaterra, há Folha demais e &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; de menos, como há Diários Associados de menos.</p>
<p>Justiça seja feita, Pilagallo não foge do delicado assunto que liga a &#8220;Folha da Tarde&#8221; à ditadura militar. Também não quero bancar o cri-cri ao apontar errinhos menores, mas Pilagallo peca ao considerar que o &#8220;Suplemento Literário&#8221; de &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; &#8220;serviria de modelo aos congêneres surgidos na grande imprensa brasileira&#8221;.</p>
<p>Apesar da extraordinária qualidade crítico-literária do caderno cultural paulistano, o modelo foi o &#8220;Suplemento Dominical&#8221; do &#8220;Jornal do Brasil&#8221;, do Rio, criado por Reynaldo Jardim no mesmo ano do paulista projetado por Antonio Candido: 1956.</p>
<p>CAIO TÚLIO COSTA é jornalista, professor na ESPM e sócio da MVL Comunicação.</p>
<p>HISTÓRIA DA IMPRENSA PAULISTA</p>
<p>AUTOR Oscar Pilagallo</p>
<p>EDITORA Três Estrelas</p>
<p>QUANTO R$ 59,90 (368 págs.)</p>
<p>AVALIAÇÃO ótimo</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
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		<title>Biógrafo de Jobs no Roda Viva</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 21:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Walter Isaacson]]></category>

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		<description><![CDATA[O biógrafo de Steve Jobs, o jornalista e executivo americano Walter Isaacson, foi o entrevistado do Roda Viva, na TV Cultura, em 5 de março. Caio Túlio Costa foi um dos entrevistadores ao lado do apresentador Mario Sergio Conti, de Ethevaldo Siqueira (colunista especializado em tecnologias digitais do jornal O Estado de S. Paulo); Paula Leite (editora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O biógrafo de Steve Jobs, o jornalista e executivo americano Walter Isaacson, foi o <a href="http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/walter-isaacson-1" target="_blank">entrevistado do Roda Viva</a>, na TV Cultura, em 5 de março. Caio Túlio Costa foi um dos entrevistadores ao lado do apresentador Mario Sergio Conti, de Ethevaldo Siqueira (colunista especializado em tecnologias digitais do jornal O Estado de S. Paulo); Paula Leite (editora assistente do caderno Mercado do jornal Folha de S. Paulo); Carlos Eduardo Lins da Silva (professor de pós-graduação de Jornalismo da ESPM e editor da revista Política Externa) e Todd Benson (diretor de redação da agência Reuters no Brasil).</p>
<p>Ex-presidente da rede americana de TV CNN e ex-editor da revista Time, Isaacson já escreveu biografias de personalidades como Albert Einstein, Benjamin Franklin e Henry Kissinger.  Atualmente, ele é o presidente do Aspen Institute, um dos mais relevantes think tanks voltados à formação de estrategistas e à educação.</p>
<p>Conforme informou o site da TV Cultura, o Roda Viva foi o único programa na imprensa brasileira a entrevistar Isaacson em sua curta passagem pelo Brasil no mês de março de 2012.</p>
<p>O livro já vendeu mais de 10 milhões de exemplares nos EUA (a metade disso em versão digital), 2 milhões na China e mais de 120 mil no Brasil.</p>
<p>Ainda no site da TV Cultura se lê que a obra de Isaacson seria o mais definitivo perfil do líder da Apple. Sobre o homem que teve a imagem partida entre os cultuadores que o definem como “gênio” e outros tantos que questionam sua originalidade, Isaacson conclui: “A saga de Steve Jobs é o mito de criação do Vale do Silício em letras graúdas&#8230; Ele não inventava muitas coisas de estalo, mas era um mestre em juntar ideias, arte e tecnologia de um jeito que inventava o futuro”.</p>
<p>A entrevista foi gravada no sábado, 3 de março. Ele esteve apenas dois dias no Brasil por conta de compromisso do Aspen Institute e dedicou-se ao Roda Viva antes de embarcar de volta para os EUA.</p>
<p>Os entrevistadores perguntam em português e as respostas de Isaacson, em inglês, são legendadas.</p>
<p>Isaacson não se recusou a responder nenhuma das perguntas e deu vários detalhes sobre a feitura da biografia de Jobs, falou de jornalismo e tecnologia, do futuro dos jornais e revistas em papel (ele considera que continuarão existindo), de direitos autorais na web (que precisam ser respeitados), da formação do jornalista, do trabalho em governos, de ações humanitárias e do ofício do biógrafo.</p>
<p>Leia também <a href="http://caiotulio.com/retrato-feito-de-detalhes/" target="_self">resenha do livro sobre Jobs</a> escrita por Caio Túlio Costa.</p>
<p>Veja a <a href="http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/walter-isaacson-1" target="_blank">íntegra do programa com Walter Isaacson</a>.</p>
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		<title>Alberto Dines aos 80 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 22:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em fevereiro de 2012 o jornalista brasileiro Alberto Dines completou 80 anos.
Entre as comemorações previstas está previsto para 22 de março, na Fapesp em São Paulo, o seminário &#8220;Conhecimento científico do jornalismo no Brasil:
a contribuição de Alberto Dines&#8221;.
Com a participação de Celso Lafer, Fernando Gabeira, José Marques de Melo, Carlos Eduardo Lins da Silva, Eugênio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em fevereiro de 2012 o jornalista brasileiro Alberto Dines completou 80 anos.</p>
<p>Entre as comemorações previstas está previsto para 22 de março, na Fapesp em São Paulo, o seminário &#8220;Conhecimento científico do jornalismo no Brasil:<br />
a contribuição de Alberto Dines&#8221;.</p>
<p>Com a participação de Celso Lafer, Fernando Gabeira, José Marques de Melo, Carlos Eduardo Lins da Silva, Eugênio Bucci, Carlos Vogt, Luiz Egypto, Caio Túlio Costa e do próprio Dines, o seminário é aberto ao público que pode se<a href="http://www.fapesp.br/dines/registration" target="_self"> inscrever online</a>.</p>
<p>Nele, a tentativa será a de explorar a carreira e decifrar a exuberante personalidade do pioneiro e maior incentivador da crítica da mídia (media criticism) no Brasil.</p>
<p>Criador e diretor do Observatório da Imprensa (tanto na versão web quanto nas versões radiofônica e televisiva), o primeiro veículo transmídia do país, Alberto Dnies é o autor de um dos maiores clássicos da literatura acadêmica sobre jornalismo, &#8220;O Papel do Jornal&#8221;, há mais de 40 anos adotado na bibliografia de quase todos os cursos de graduação e pós-graduação em jornalismo no país.</p>
<p>Na Universidade de Campinas, ele foi um dos responsáveis pela criação do Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo),  um centro de referência, no país e na América Latina, para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural, além de comandar redações (como a do Jornal do Brasil nos anos 60) e trabalhar nos principais veículos de comunicação do país. </p>
<p><strong>Programação do Seminário sobre Alberto Dines:</strong></p>
<p>8h30: Recepção e café.</p>
<p>9h: Abertura por Celso Lafer, presidente da FAPESP.</p>
<p>9h30: Criação do Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil por Fernando Gabeira, jornalista, escritor, ex-deputado federal.</p>
<p>10h: Estruturação das disciplinas de Jornalismo Comparado e Teoria da Imprensa por José Marques de Melo, professor emérito da ECA/USP.</p>
<p>10h30: Jornalismo e biografia: a construção de &#8220;Morte no Paraíso: A Tragédia de Stefan Zweig&#8221; por Sérgio Vilas-Boas, doutor em comunicação pela USP.</p>
<p>11h: Cadernos de Jornalismo e Comunicação por Carlos Eduardo Lins da Silva, livre-docente e doutor em Comunicação pela USP.</p>
<p>11h30: Perguntas e respostas.</p>
<p>12h: Almoço.<br />
 <br />
13h30: Crítica da imprensa (Jornal dos Jornais, revista Imprensa, Jornal da Cesta e Observatório da Imprensa) por Caio Túlio Costa, doutor em Comunicação pela USP e professor da Faculdade Cásper Líbero.</p>
<p>14h: Livro &#8220;O Papel do Jornal&#8221;, um dos mais importantes estudos sobre o jornalismo no Brasil por Eugênio Bucci, doutor em Comunicação pela USP e professor da ECA/USP.</p>
<p>14h30  A experiência do Labjor na Unicamp por Carlos Vogt, doutor em Ciências pela UNICAMP, ex-reitor da UNICAMP, ex-presidente da FAPESP.<br />
 <br />
15h: Intervalo para café.</p>
<p>15h30: Jornalismo na internet por Luiz Egypto, jornalista, mestre em História pela PUC-SP.</p>
<p>16h: Perguntas e respostas.</p>
<p>16h30: Encerramento por Alberto Dines, diretor editorial do Projor.</p>
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		<title>Cronograma das aulas</title>
		<link>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 14:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA
FACULDADE CÁSPER LÍBERO – Graduação em Jornalismo
 
Roteiro das aulas – 1º Semestre de 2012
15/02 &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.
29/02 &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA</strong></p>
<p><strong>FACULDADE CÁSPER LÍBERO – Graduação em Jornalismo<br />
</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Roteiro das aulas – 1º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>15/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>29/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>07/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>14/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>21/03</strong> – Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>28/03 – </strong>Atividade 6: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>04/4 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>11/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>18/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>25/04</strong> &#8211; Não haverá aula, o professor deverá faltar.</p>
<p><strong>02/05</strong> &#8211; Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>09/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>16/05</strong> &#8211; Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>23/05</strong> &#8211; Atividade 14: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>30/05</strong> &#8211; Atividade 15: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>06/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>13/06</strong> &#8211; Atividade 17: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>20/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>27/06</strong> &#8211; Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Roteiro das aulas – 2º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>01/08</strong> &#8211; Atividade 1:  Apresentação do curso no 2º semestre.  Apresentação e discussão da bibliografia.</p>
<p><strong>08/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>15/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>22/08</strong> &#8211; Atividade 4: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>29/08 </strong>– Atividade 5: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>05/09</strong> &#8211; Atividade 6: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>12/09 &#8211; </strong>Atividade 7: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>19/09 – Atividade 8: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>26/09</strong> &#8211; Atividade 9: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>03/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>17/10 </strong>– Atividade 11: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>24/10</strong> &#8211; Atividade 12: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>31/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>07/11 &#8211; Atividade 14: Prova bimestral</strong></p>
<p><strong>14/11</strong> &#8211; Atividade 15: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>21/11 – </strong>Atividade 16: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>28/11</strong> &#8211; Atividade 17: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>05/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>12/12 &#8211; Atividade 19: Exame final.</strong></p>
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		<title>Programa do curso 2012</title>
		<link>http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Cásper Líbero]]></category>
		<category><![CDATA[curso ética]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012
Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo
Professor Doutor Caio Túlio Costa
Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar
4º ano de Jornalismo matutino
1º Semestre de 2012
1. Objetivos:
Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012</strong></p>
<p>Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo</p>
<p>Professor Doutor Caio Túlio Costa</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p><strong>1º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a compreender a profissão de jornalista de forma crítica e como uma ética fundada no direito à informação e na liberdade de expressão, cujo valor maior é procurar apresentar ao público que o jornalista procurou buscar as verdades factuais e as opiniões controversas e/ou plurais que convivem na sociedade.</p>
<p>1.2. Fornecer ao aluno conceitos elementares e parâmetros básicos para que ele saiba equacionar os dilemas éticos vividos pelos jornalistas.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Proporcionar ao aluno um contato inicial com textos controversos para que ele possa diagnosticar os dilemas éticos bem como os fundamentos da Ética (campo de conhecimento) além de apreender as noções contemporâneas da ética aplicada ao jornalismo.</p>
<p>2.2. Proporcionar ao aluno um contato inicial com as referências práticas para a solução de dilemas éticos do jornalismo: desde os conflitos de interesse, tanto no plano empresarial como no plano da consciência de cada um, até os vícios mais comuns da profissão, como distorções, invasão da privacidade e relacionamento com as fontes de informação.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O que significa falar de ética: noções clássicas via textos clássicos, literários e jornalísticos.</p>
<p>3.2. A ética no plano da decisão individual; a ética no plano dos costumes.</p>
<p>3.3. Independência editorial e independência individual frente ao mercado:</p>
<p>3.3.1. Conflitos de interesse de ordem econômica.</p>
<p>3.3.2. Conflitos de interesse de consciência.</p>
<p>3.3.3. Partidarismos.</p>
<p>3.4. Os deslizes éticos mais freqüentes no ofício do jornalista:</p>
<p>3.4.1. Distorção dos fatos por má-fé, preguiça ou incompetência.</p>
<p>3.4.2. Invasão de privacidade.</p>
<p>3.4.3. Reprodução de estereótipos.</p>
<p>3.4.4. Prejulgamento e destruição de reputações.</p>
<p>3.4.5. Extremismos: “governismo”, “anti-governismo” ou negativismo.</p>
<p>3.4.6. O mau uso do “off-the-record”, promiscuidade com as fontes.</p>
<p>3.4.7. Abuso de poder.</p>
<p>3.5. A validade ou a inutilidade dos códigos de ética.</p>
<p>3.6. A necessidade do método.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p>5. Atividade Complementar</p>
<p>5.1. Leitura do romance As Ilusões Perdidas, de Balzac, para discussão e exercício em classe no final do segundo bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas em cada bimestre. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.3. Eventual participação em seminários e discussões sobre dilemas éticos.</p>
<p>6.4. A nota bimestral é a média aritmética da prova e da avaliação individual feita pelo professor em função da presença, interesse e participação.</p>
<p><strong> </strong><strong>7. Bibliografia básica:</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong> 8. Material didático:</strong></p>
<p>8.1. Conto “El Enemigo número 1 de la Censura” in <em>Nuevos Cuentos de Bustos Domecq</em> de Jorge Luis Borges em colaboração com Adolfo Bioy Casares. Buenos Aires: Librería La Ciudad, 1977 [Tradução de Caio Túlio Costa - literal - está à disponível na central de cópias da faculdade e no site do professor: http://caiotulio.com/o-inimigo-numero-1-da-censura/].</p>
<p>8.2. PEUCER, Tobias. <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>: Tese, Doutorado em Periodística – Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999 [Mimeo], também publicada pela na Revista Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo: Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), número 33, 2000, p.199- 214. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/os-relatos-jornalisticos/</p>
<p>8.3. Texto “O Príncipe Eletrônico” de Otavio Ianni, in <em>Enigmas da modernidade mundo</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p>8.4. SÓFOCLES. <em>Antígona</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>8.5. SÓCRATES. “Defesa de Sócrates”, por Platão; e “Apologia de Sócrates”, de Xenofonte in <em>Sócrates</em> (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural/ Círculo do Livro, 1996.</p>
<p>8.6. MOTTA PESSANHA, José Américo. “As delícias do jardim” in NOVAES, Adauto (org.). <em>Ética</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 1992.</p>
<p>8.7. MONTAIGNE, Michel de. Texto “A covardia é a mãe da crueldade” in Ensaios. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, s/d. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-covardia-e-a-mae-da-crueldade/</p>
<p>8.8. SHAKESPEARE, William. <em>Hamlet</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.</p>
<p>8.9. FOUCAULT, Michel. “Las Meninas”, primeiro capítulo do livro <em>As palavras e as coisas</em>, de Michel Foucault. Lisboa: Portugália Editora, s/d.</p>
<p>8.10. KANT, Immanuel. Texto “Fundamentação da metafísica dos costumes” in <em>Crítica da Razão Pura e outros escritos</em>. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1974.</p>
<p>8.11. BALZAC, Honoré de. Capítulo 25, “A primeira luta”, in <em>As Ilusões Perdidas</em>. São Paulo: Abril Cultural, 1978.</p>
<p>9. Bibliografia complementar:</p>
<p>9.1.FREITAG, Bárbara. <em>Itinerários de Antígona: a questão da moralidade</em>. Campinas: Papiros, 1992.</p>
<p>9.2.ROSENFIELD, Kathrin H. <em>Sófocles &amp; Antígona</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
<p>9.3.SÓFOCLES. <em>Édipo-rei</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>9.4.CHAUÍ, Marilena. <em>Convite à Filosofia</em>. São Paulo: Ática, 2001.</p>
<p>9.5.SILVESTONE, Roger. <em>Por que estudar a Mídia?</em> São Paulo: Loyola, 2002.</p>
<p>9.6.KARAM, Francisco José. <em>Jornalismo, Ética e Liberdade</em>. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>9.7.Goodwin, H. Eugene. <em>Procura-se ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993.</p>
<p>9.8.MEYER, Philip. <em>A ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas/atividades:</strong></p>
<p><strong>15/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>29/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>07/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>14/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>21/03</strong> – Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>28/03 – </strong>Atividade 6: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>04/4 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>11/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>18/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>25/04</strong> &#8211; Neste dia não haverá aula, o professor deverá faltar.</p>
<p><strong>02/05 </strong>- Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>09/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>16/05</strong> &#8211; Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>23/05</strong> &#8211; Atividade 14: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>30/05</strong> &#8211; Atividade 15: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>06/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>13/06</strong> &#8211; Atividade 17: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>20/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>27/06</strong> &#8211; Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p><strong> </strong><strong>2º Semestre de 2012</strong></p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Em prosseguimento à disciplina “Ética Jornalística – primeiro semestre”, na qual a profissão foi pensada criticamente, a disciplina no segundo semestre tem duas metas:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a aprofundar o conhecimento no campo da Ética, dentro do campo da Filosofia, encontrando aí os fundamentos da própria ética aplicada à profissão.</p>
<p>1.2. Proporcionar ao aluno, por meio da experiência de leitura e de revisão de valores e de convicções morais, novos ângulos para que ele enfrente os dilemas éticos do cotidiano do jornalismo.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Aprofundar, no “mundo das idéias”, o contato com o pensamento que funda o campo da Ética desde a cultura clássica e, por meio desse contato, agregar consistência às noções éticas de cunho prático-profissional adquiridas no semestre anterior.</p>
<p>2.2. Buscar pontes com o “mundo real”, propondo ao aluno exercícios e jogos de situações concretas em que seja possível enxergar os conceitos da Ética se manifestando nos dilemas cotidianos dos jornalistas.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O super-herói ético versus o anti-herói ético.</p>
<p>3.2. Weber: convicção e responsabilidade.</p>
<p>3.3. Wittgenstein e a fundamentação ética.</p>
<p>3.4. Karl Kraus e o apocalipse permanente.</p>
<p>3.5. Ética e indústria cultural.</p>
<p>3.6. Ética e espetáculo.</p>
<p>3.7. Negar a si mesmo.</p>
<p>3.8. A profissão indefensável.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade a partir da escolha dos alunos.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p><strong>5. Atividade Complementar</strong></p>
<p>5.1. Leitura do ensaio <em>O jornalista e o assassino</em>, de Janet Malcolm, para discussão e exercício em classe no final do quarto bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas bimestrais. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong>8. Material Didático:</strong></p>
<p>8.1. FAUSTINO, Mario. Poema “Balada” in <em>O Homem e a Sua Hora e outros poemas</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/balada/</p>
<p>8.2. PESSOA, Fernando. “Poema em linha reta” in <em>Obra poética de Fernando Pessoa</em>. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/poema-em-linha-reta-2/</p>
<p>8.3. WEBER, Max. “A política como vocação” in Ciência e Política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000.</p>
<p>8.4. WITTGENSTEIN, Ludwig. “Conferência sobre Ética” (1929). Tradução de Darlei Dall’Agnol. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</p>
<p>8.5. KRAUS, Karl. Capítulo “Imprensa, estupidez, política” in <em>Ditos e Desditos</em>. São Paulo: Brasiliense, 1988. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/imprensa-estupidez-politica/</p>
<p>8.6. ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” in ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.</p>
<p>8.7. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. O primeiro capítulo está disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-sociedade-do-espetaculo/ </p>
<p>8.8. SONTAG, Susan. “Pensar contra si próprio: reflexões sobre Cioran” in <em>A vontade radical</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>8.9. CIORAN, E. M. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>8.10. MALCOLM, Janet. Págs. 11 a 17 do livro <em>O Jornalista e o Assassino</em>, de Janet Malcolm. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.</p>
<p><strong>9. Bibliografia Complementar:</strong></p>
<p>9.1. FAUSTINO, Mario. <em>Poesia Experiência</em>. São Paulo: Perspectiva, 1977.</p>
<p>9.2. CIORAN, Emil Michel. <em>História e Utopia</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>
<p>9.3. ________. <em>Exercícios de admiração (Ensaios e perfis)</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.</p>
<p>9.4. ________. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>9.5. SONTAG, Susan. <em>Diante da dor dos outros</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas:</strong></p>
<p><strong>01/08</strong> &#8211; Atividade 1:  Apresentação do curso no 2º semestre.  Apresentação e discussão da bibliografia.</p>
<p><strong>08/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>15/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>22/08</strong> &#8211; Atividade 4: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>29/08 </strong>– Atividade 5: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>05/09</strong> &#8211; Atividade 6: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>12/09 &#8211; </strong>Atividade 7: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>19/09 – Atividade 8: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>26/09</strong> &#8211; Atividade 9: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>03/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>17/10 </strong>– Atividade 11: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>24/10</strong> &#8211; Atividade 12: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>31/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>07/11 &#8211; Atividade 14: Prova bimestral</strong></p>
<p><strong>14/11</strong> &#8211; Atividade 15: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>21/11 – </strong>Atividade 16: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>28/11</strong> &#8211; Atividade 17: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>05/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>12/12 &#8211; Atividade 19: Exame final.</strong></p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
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		<title>O inimigo número 1 da censura</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
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		<category><![CDATA[censura]]></category>
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		<description><![CDATA[Perfil de Ernesto Gomensoro para servir como prólogo à sua Antologia
Conto de Jorge Luis Borges e Adolpho Bioy Casares
Tradução de Caio Túlio Costa
Sobrepondo-me ao sentimento que o coração me dita, escrevo com a Remington este perfil de Ernesto Gomensoro, para servir como prólogo à sua Antologia. Por um lado tenho um certo remorso de não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Perfil de Ernesto Gomensoro para servir como prólogo à sua Antologia</h2>
<p><strong>Conto de Jorge Luis Borges e Adolpho Bioy Casares</strong></p>
<p>Tradução de Caio Túlio Costa</p>
<p>Sobrepondo-me ao sentimento que o coração me dita, escrevo com a Remington este perfil de Ernesto Gomensoro, para servir como prólogo à sua Antologia. Por um lado tenho um certo remorso de não poder cumprir de modo cabal com a ordem de um defunto; por outro me dou o gostinho melancólico de retratar esse homem de valor que os pacíficos vizinhos de Maschwitz (1) ainda hoje recordam sob o nome de Ernesto Gomensoro. Não esquecerei muito facilmente daquela tarde em que ele me acolheu, com chá-mate e biscoitinhos, na varanda de sua casa, perto da linha do trem. A razão de eu me bandear até aquele fim de mundo foi a comoção natural de ter sido objeto de uma correspondência dirigida à minha casa, convidando-me a figurar na Antologia que ele então incubava. O fino olfato de tão extraordinário mecenas despertou meu sempre espevitado interesse. Ademais, quis tomar sua palavra ao vivo, sem arrependimentos, e decidi levar em mãos a colaboração, para evitar as clássicas demoras que se imputam aos nossos correios. (2)</p>
<p>A cabeça calva, o olhar perdido no horizonte rural, o rosto largo de barba grisalha, a boca em geral encaixada na bombilha do mate, o lenço asseado sob o queixo, o tórax de touro e um terno leve de linho mal passado constituíram meu primeiro instantâneo. Sentado na poltrona de vime, o atrativo conjunto de nosso anfitrião complementou-se rápido com a voz afável que me indicou o banquinho de cozinha para que eu me sentasse. Com a certeza de pisar caminho firme agitei o cartão-convite na frente de seus olhos, ufanista e tenaz.</p>
<p>– Sim – disse com displicência –, mandei a circular para todo mundo.</p>
<p>Semelhante sinceridade me desvaneceu.</p>
<p>Em tais casos, a melhor política é se congraçar com o homem que tem nossa sorte em suas mãos. Declarei-lhe com total franqueza que eu era repórter de artes e letras da Última hora e que meu verdadeiro propósito era consagrar-lhe uma reportagem. Não se fez de rogado. Pigarreou para limpar a garganta e disse com a sinceridade comum às figuras distintas:</p>
<p>– Avalio seu propósito de coração. Previno-o que não vou falar de censura, porque todo mundo anda repetindo que sou monotemático e que a guerra contra a censura se transformou em minha idéia fixa. Você rebaterá com a objeção de que hoje em dia poucos temas apaixonam tanto quanto este. Não é pra menos.</p>
<p>– Como o sei – suspirei –, o pornógrafo mais sem preconceito vê todo dia mais um bloqueio em seu campo de ação.</p>
<p>Sua resposta me deixou sem outro recurso que o de abrir a boca.</p>
<p>– Eu já maliciava que você agarraria por este lado. Reconheço prontamente que não é muito simpático falar em colocar restrições ao pornógrafo. Mas esse caso tão cacarejado não é mais do que café-com-leite, uma faceta do assunto. Gastamos tanta saliva contra a censura moral e contra a censura política que passamos por cima de outras variedades que são muito mais atentatórias. Minha vida, se você me permite chamá-la assim, é um exemplo pedagógico. Filho e neto de progenitores que foram invariavelmente justiçados pela mesa de exame me vi desde menino preparado para as mais diversas tarefas. Foi assim que me arrastou o redemoinho da escola primária, a corretagem de malas de couro e, em tempinhos roubados da faina diária, a composição de um ou outro verso. Este último fato, tão carente de interesse, atiçou a curiosidade dos espíritos inquietos de Maschwitz e não demorou a se espalhar e ganhar corpo no boca-a-boca. Senti, como quem vê subir a maré, que o povo em consenso, sem distinção de sexo nem idade, veria com alívio o fato de eu começar a publicar nos jornais. Semelhante apoio me impeliu a mandar pelos correios, para revistas especializadas, a ode En camino! A resposta foi a conspiração do silêncio, com a honrosa exceção de um suplemento que a devolveu sem nada dizer.</p>
<p>Aí pude ver o envelope, em uma moldura.</p>
<p>– Não me deixei desanimar. Minha segunda carga assumiu uma natureza maciça; remeti simultaneamente a não menos de quarenta órgãos o soneto En Belén e depois, continuando o bombardeio, as décimas Yo alecciono. Para a miscelânea literária (3) La alfombra de esmeralda e o novelinho (4) Pan de centeno lhes coube, você não vai acreditar, a mesma sorte. Esta estranha aventura foi acompanhada, em simpático suspense, pelas autoridades e pelo pessoal dos correios, que se apressaram em divulgá-la. O resultado era previsível: o doutor Palau me nomeou diretor do diretor do suplemento literário das quintas-feiras do diário La opinión.</p>
<p>Desempenhei essa magistratura civil durante quase um ano, quando me tiraram de lá. Fui, acima de tudo, imparcial. Caro Bustos, nada pode intranqüilizar minha consciência nas altas horas. Se somente uma única vez dei guarida a um filho de minha musa – o novelinho Pan de centeno, que deslanchou uma persistente campanha de oferecidos e anônimos – o fiz sob o pseudônimo de Capitão Nemo, numa alusão, que nem todos captaram, a Julio Verne. Não foi só por isso que me puseram no olho da rua; não teve um animal vivo que não me impingiu a culpa de que a edição das quintas-feiras era uma lata de lixo ou, se você preferir, a última farsa. Aludiam, quando muito, à qualidade ínfima das colaborações expostas. A acusação, sem dúvida, era justa; sem a compreensão do critério que me dei como bússola. Mais náusea do que dos piores críticos continuo tendo quando faço a leitura retrospectiva daqueles papeluchos sem tom nem som que eu sequer deixava o senhor gerente da gráfica folhear. Eu lhe falo, como você vê, com o coração nas mãos: passar do envelope à linotipo era automático e eu nem me dava ao trabalho de averiguar se eram em prosa ou verso. Peço-lhe que acredite em mim: meu arquivo guarda um exemplar no qual se repete duas ou três vezes a mesma fábula, copiada de Iriarte (5) e assinada de maneira contraditória. Anúncios de Chá Sol e de Erva Gato se alternavam gratuitamente com o resto das colaborações, não faltaram nem esses versinhos que os desocupados deixam no banheiro. Apareciam também nomes femininos da maior respeitabilidade, com o número do telefone.</p>
<p>Como já previa a minha senhora, o doutor Palau acabou encolerizando-se (6) e me disse cara-a-cara que a folha literária se acabou e que não podia me dizer que me agradecia pelos serviços prestados porque não estava de brincadeiras e que eu fosse embora no trote.</p>
<p>Sou-lhe sincero: para mim a demissão deve ser atribuída, por incrível que pareça, à publicação fortuita da notável miscelânea literária El malón, que revive um episódio muito querido na região, a devastadora incursão dos índios pampas, que não deixaram títere com cabeça. A história do flagelo foi posta em dúvida por mais de um iconoclasta de Zárate (7); o indiscutível é que insuflou os valentes versos de Lucas Palau, leiloeiro e sobrinho de nosso diretor. Jovem, quando você estiver para pegar o trem, o que falta pouco, eu te mostrarei a miscelânea literária a que aludi, porque a tenho emoldurada. Eu a havia publicado, segundo minha norma, sem fixar-me na assinatura nem no texto. O poeta, me disseram, investiu com outros versos que aguardavam sua vez e que não saíram porque nunca deixei de respeitar a ordem de chegada. Despropósito por despropósito, eu os ia postergando; o nepotismo e a impaciência venceram e então tive de encontrar a porta de saída. Retirei-me.</p>
<p>Em toda esta tirada Gomensoro falou-me sem amargura e com evidente sinceridade. Meu rosto exibia o reconhecimento de alguém que contempla um porco voando e levei um certo tempo para articular:</p>
<p>– Devo ser um obtuso, não o capto por inteiro. Quero entender. Quero entender.</p>
<p>– Ainda não chegou a sua hora – foi a resposta. Pelo que vejo você não é de uma região capaz de atrair todos os meus amores, mas obtuso – para repetir sua opinião, não menos objetiva do que severa – bem poderia sê-lo, por não ter entendido nada do que lhe estou afiançando. Mais um testemunho dessa difundida incompreensão foi o fato de a Comissão de Honra dos Jogos Florais, que tanta honra deram à nossa pujante localidade, ter me convidado para ser jurado da mesma. Não haviam entendido nada! Como era meu dever, declinei. A ameaça e o suborno se estilhaçaram contra minha decisão de homem livre.</p>
<p>Neste ponto, como quem já havia entregado a chave do enigma, sugou de novo o mate e se encastelou em seu foro interior.</p>
<p>Quando se esgotaram os biscoitos atrevi-me a sussurrar com voz de flauta:</p>
<p>– Não consigo, meu chefe, compreendê-lo.</p>
<p>– Tudo bem, colocarei em palavras do seu nível. Aqueles que socavam com a pena as bases dos bons costumes ou do Estado não desconhecem, ou melhor, expõem-se a enfrentar frente a frente o rigor da censura. Este fato é inqualificável, mas comporta certas regras de jogo e aquele que as infringe sabe o que faz. Por outro lado vejamos o que se passa quando você aparece numa redação com um original que é, por onde se quiser olhá-lo, uma verdadeira salada. Lêem-no, devolvem-no e lhe dizem que o coloque onde quiser. Aposto que você sai com a certeza de que fizeram de você a vítima da mais desapiedada censura. Suponhamos agora o inverossímil. O texto submetido por você não é uma cretinice e o editor o leva em consideração e manda imprimi-lo. Bancas e livrarias o colocarão ao alcance dos incautos. Para você, tudo é êxito, mas a irretorquível verdade, meu estimado jovem, é que o seu original, mal-jeitoso ou não, passou pela humilhação (8) da censura. Alguém o observou, mesmo que apenas de uma olhada, que tenha só dado uma olhada, alguém o julgou, alguém o meteu num baú ou encaminhou para a tipografia. Por mais infamante que pareça, este fato se repete continuadamente, em todo jornal, em toda revista. Sempre topamos com um censor que elege ou descarta. É isso o que não agüento nem agüentarei. Você começa a entender meu critério quando eu estava na direção do Suplemento? Nada revisei nem julguei; tudo encontrou guarida no Suplemento. Nestes dias a sorte, na forma de uma súbita herança, acabou me permitindo confeccionar a Primeira antologia aberta da literatura nacional. Assessorado pela lista telefônica e outros guias dirigi-me a todas as pessoas vivas, você inclusive, solicitando que me mandem aquilo que lhes dá ganas. Observarei, com a maior eqüidade, a ordem alfabética. Fique tranqüilo: tudo sairá em letra de imprensa, por mais porcaria que seja. Não quero retê-lo. Já estou ouvindo o apito do trem que vai reintegrá-lo à sua faina diária.</p>
<p>Saí daquela vez pensando em quem me havia dito que essa primeira visita a Gomensoro seria também a última. O diálogo cordial com o amigo e mestre não voltaria a acontecer, ao menos nesta margem da lagoa Estige (9). Meses depois a Parca (10) o arrebatou de sua casa de Maschwitz.</p>
<p>Com sua repugnância a qualquer ato que envolvesse um mínimo de eleição, me disseram que Gomensoro embaralhou em uma barrica os nomes dos colaboradores e desta tômbola saiu agraciado meu nome. Tocou-me uma fortuna cujo montante superava meus mais brilhantes sonhos de cobiça, sob a única obrigação de publicar com brevidade a antologia completa. Aceitei com o apuro que era de se supor e me transladei até a casa que me acolhera onde me cansei de contar galpões cheios de manuscritos que já beiravam a letra C.</p>
<p>Senti como se tivesse sido atingido por um raio quando conversei com o gráfico. Mesmo em papel serpentina e em letra de lupa a fortuna deixada não dava para passar além de Añañ!</p>
<p>Já publiquei em brochura toda essa fornada de volumes. Os excluídos, de Añañ para frente, me deixam meio louco com processos e querelas. Meu advogado, o doutor González Baralt, alega em vão, como prova de retidão, que eu também, cujo nome começa com B, fiquei fora, para não falar da impossibilidade material de incluir outras letras. Ele me aconselha, neste ínterim, que eu busque refúgio no hotel O Novo Imparcial, com um nome falso.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>(1) Cidade argentina. [N.d.T.]</p>
<p>(2) O texto que levei foi “El hijo de su amigo”, que o investigador encontrará no corpus deste volume, à venda nas boas livrarias. [Nota dos autores]</p>
<p>(3) “Silva”, traduzido aqui como miscelânea literária: composição poética em que se alternam versos de dez sílabas com versos de seis sem rima certa e regular e admitindo até alguns versos soltos. [N.d.T.]</p>
<p>(4) Novelinho (“ovillejo”) é uma combinação métrica de três versos octassílabos, cruzados com três pés-quebrados que rimam com os versos e de uma redondilha final cujo último verso se compõe dos três pés-quebrados. [N.d.T.]</p>
<p>(5) Provavelmente Tomás Iriarte (1750 -1791) [N.d.T.]</p>
<p>(6) No original “montar el picazo”, que significa encolerizar-se na expressão argentina. [N.d.T.]</p>
<p>(7) Cidade ao norte de Buenos Aires. [N.d.T.]</p>
<p>(8) “Uno pasó pelas horcas caudinas de la censura”, em sentido figurado, quer dizer que alguém sofreu a vergonha de fazer por força o que não queria. [N.d.T.]</p>
<p>(9) Na mitologia grega a lagoa Estige separava o reino dos vivos do reino dos mortos. [N.d.T.]</p>
<p>(10) Parca: na mitologia grega é cada uma das três deusas (Cloto, Láquesis e Átropos) que determinam o curso da vida humana, em sentido figurado significa a morte. [N.d.T.]</p>
<p>• • •</p>
<p>Publicado em BORGES, Jorge Luis &amp; BIOY CASARES, Adolfo. Nuevos cuentos de Bustos Domecq. Madri. Siruela, 1986. Traduzido por Caio Túlio Costa em 2003 para uso no curso de Ética Jornalística.</p>
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		<title>Os relatos jornalísticos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>

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		<description><![CDATA[PEUCER, Tobias. De relationibus novellis. Leipzig: Tese (Doutorado em Periodística) &#8211; Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999. [Mimeo].¹
Preâmbulo do tradutor 
Tobias Peucer faz parte de um grupo que, na primeira metade do século XVII, começara a pesquisar e a publicar os resultados de suas investigações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 11pt;">PEUCER, Tobias. De </span><em><span style="font-size: 11pt;">relationibus novellis. </span></em><span style="font-size: 11pt;">Leipzig: Tese (Doutorado em Periodística) &#8211; Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999. [Mimeo].¹</span></p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"><strong><em><span style="font-size: 11pt;">Preâmbulo do tradutor </span></em></strong></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Tobias Peucer faz parte de um grupo que, na primeira metade do século XVII, começara a pesquisar e a publicar os resultados de suas investigações nas universidades alemãs. Este fato coloca a Ale­manha no ponto inicial de uma rica tradição de pesquisa em jorna­lismo, continuada no presente século por pesquisadores insignes como Otto Groth e Max Weber. Confirma também a &#8220;Periodistika&#8221; como o primeiro e mais antigo ramo das Ciências da Comunicação e da Informação. </span><span style="font-size: 11pt;">É <span>na Alemanha, e justamente em Leipzig, que surgiu o primeiro diário da história da imprensa, o </span><em><span>Leipziger Zeitung. </span></em></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">A versão em língua portuguesa da tese de Peucer que ora apre­sentamos tem como base a tradução para o Catalão feita pelo profes­sor Josep Maria Casasús, presidente da Societat Catalana de Comuni­cació. Casasús, por sua vez, fez uso do texto original em Latim e da versão do mesmo em alemão. </span><span style="font-size: 11pt;">Cabe dizer aqui que esta tradução é o resultado de um desafio lançado por José Marques de Melo. Há muito que, ao se estudar a &#8220;Zeitungswissenschaft&#8221; nos cursos de pós-graduação em Comunicação, fazia-se apenas referências à pesquisa de Tobias Peucer ou se passava a conhecê-la por meio de fontes indiretas. </span><span style="font-size: 11pt;">É, <span>portanto, útil e oportuno publicar esta versão em português não só por ser um meio de conhecer diretamente o trabalho de Peucer, mas também pela atualidade perene desta investigação realizada há mais de três séculos. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Aqueles que têm familiaridade com a pesquisa em jornalismo, irão perceber que a maioria dos temas hoje sistematizados e aos quais se recorre permanentemente quando se faz pesquisa nesta área, foram então observados e investigados de forma científica por Tobias Peucer. O trabalho pioneiro desse alemão de Görlitz deu início, em </span><span style="font-size: 11pt;">1690, </span><span style="font-size: 11pt;">na cidade de Leipzig, ao conhecimento acumulado e sistemático de uma ciência que hoje se encontra em fase de amadurecimento e autonomia. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">A leitura dessa tese leva-nos às origens das teorias de jornalismo hoje em voga nos centros de estudos avançados de Comunicação. Ler esses vinte e nove parágrafos será uma busca das origens do pensa­mento moderno em Comunicação. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Com a permissão benévola de Deus. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;" align="left"><em><span style="font-size: 11pt;">Paulo da Rocha Dias &#8211; </span></em><span style="font-size: 9pt;">Doutorando em Comunicação Social pela Umesp, </span><span style="font-size: 9pt;">Universidade Metodista de São Paulo. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;"><strong><span style="font-size: large;">Os relatos jornalísticos (De relationibus novellis)²</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">I. Atesto que não há nada que satisfaça tanto a alma humana como a história, seja qual for a maneira como tenha sido escrita. Pode ser que não oferecerei ao leitor uma obra ingrata se elaboro um comentário sobre as publicações de notícias </span><em><span style="font-size: 11pt;">(novellae) </span></em><span style="font-size: 11pt;">das quais há hoje uma grande abundância. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23.25pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <strong><span>II. </span></strong><span>Quanto ao termo em si, é sabido por todos que </span><em><span>novellae </span></em><span>tem a mesma acepção de Novos Periódicos </span><em><span>(Neue Zeitungen); </span></em><span>porém, este significado não se encontra entre os escritores latinos clássicos. Com efeito, Charles du Fresne, em seu </span><em><span>Glossarium ad scriptores media e et infimae Iatinitatis, </span></em><span>observa que nas glosas manuscritas dos códex dos Concílios, a palavra </span><em><span>novellae, </span></em><span>por si só, significa &#8220;nova comunicação&#8221;, cita aí um exemplo do códex que se encontra na biblioteca real: &#8220;Eodem tempore, cum multi novellis gauderent quod Constantinus baptizatus a Silvestro Episcopo urbis Romae, emundatus fuisset a lepra etc.” ³ </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23.25pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Depois, porém, os monges passaram a empregar o termo &#8220;no­tícia&#8221;. Isto se pode inferir do manuscrito, em verso, sobre a vida de Saint Mur: &#8220;Est pater in cella, cum nascitur ista novella.&#8221; (4) </span></p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Daí a palavra </span><em><span style="font-size: 11pt;">nouvelle </span></em><span style="font-size: 11pt;">de uso corrente entre os franceses. Antonius Augustinus nota que com esta palavra os imperadores de­signavam as disposições mais recentes. Nós, por proporcionar mais clareza, empregaremos a palavra &#8220;relatos&#8221; </span><em><span style="font-size: 11pt;">(relationes). </span></em></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ III. <span>Porém, como consta nos critérios do meu projeto, em pri­meiro lugar gostaria de dizer algumas coisas sobre as diversas formas da história. Uma dessas formas se ordena como um fio contínuo, con­servando a sucessão precisa dos fatos históricos. Esta forma é denomi­nada universal, particular ou singular. Uma outra, em troca, discorre e resenha em uma determinada ordem os fatos ou as palavras escolhidas e dignas de serem contadas que se extraiu separadamente da narração contínua dos fatos históricos. Isto se faz na medida em que cada coisa </span><em><span>vai </span></em><span>se apresentando. Parece pertencer a esta forma da história as &#8220;coisas esparsas&#8221; </span><em><span>(tá sporáden) </span></em><span>de </span><em><span>Aristógenes; </span></em><span>igualmente as histórias sem ordem de </span><span>Pescenni </span><span>Fest, das quais relembra Lactâncio, </span><em><span>Livro </span></em><span>I,<strong> </strong></span><em><span>DefaIs. relig., </span></em><span>c. XXI e de outros. Segundo Voss, </span><em><span>De art. hist., </span></em><span>c. VII. Uma outra forma, finalmente, é a confusa. Os gregos chamam-na &#8220;miscelânea </span><em><span>(symmictica), </span></em><span>ou seja, &#8220;história variada&#8221; ou &#8220;multiforme&#8221; (poikíle radena pantodapé historía) dado que não há também nesta forma nenhum </span><em><span>critério </span></em><span>de ordem, é chamada também de &#8220;coisas desordenadas&#8221; (átacta). </span><em><span>Foi </span></em><span>desta forma que escreveu </span><em><span>Aristóteles </span></em><span>a sua obra, segundo o testemunho de Laercio, </span><em><span>livro </span></em><span>V, p. 317. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>IV. Esta última classe ou </span><em><span>tipo </span></em><span>de </span><em><span>relationes </span></em><span>são relatos periodísticos </span><em><span>(Relationes novellae) </span></em><span>que contêm a notificação de coisas diversas acontecidas recentemente em qualquer lugar que seja. Estes relatos, com </span><em><span>efeito, </span></em><span>têm mais em conta a sucessão exata dos fatos que estão interrelacionados e suas causas, limitando-se somente a uma </span><em><span>simples </span></em><span>exposição, unicamente a bem do reconhecimento dos fatos </span><em><span>históricos </span></em><span>mais importantes, ou até mesmo misturam coisas de temas diferentes, como acontece na vida diária ou como são propagadas pela voz pública, para que o </span><em><span>leitor </span></em><span>curioso se sinta atraído pela va­riedade de caráter ameno e preste atenção. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>V. Agora cabe expor mais extensamente suas </span><em><span>origens </span></em><span>e as causas de sua composição, para que sejam mais plenamente conhe­cidas sua estrutura e sua utilidade na vida literária e cívica. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>VI. No que se refere à </span><em><span>origem </span></em><span>desses relatos, não é possível assinalar um ano determinado e é difícil afirmar quando, por primeira vez, surgiu esta maneira de escrever este </span><em><span>tipo </span></em><span>de notícias e de relatos, digamos, precipitados. Antigamente, entre os gregos, antes da guerra de Tróia, de acordo com o que </span><em><span>diz Diodor </span></em><span>de Sicília no </span><em><span>início </span></em><span>de sua </span><em><span>Bibliotheca historica, </span></em><span>não era dada nenhuma atenção à história. Muito pelo contrário, antes das Olimpíadas, tudo restava desconhecido e envolto em faltas. Segundo </span><em><span>Censori, De die natali, </span></em><span>c. XXI. Também entre os romanos, nos primeiros séculos depois da fundação da cida­de, a literatura foi muito rara. Tampouco aqui (na Alemanha) havia sequer pessoas que pusessem por </span><em><span>escrito </span></em><span>a memória dos acontecimen­tos. Pode ser exceção aquilo que era registrado nos comentários dos pontífices e em outros documentos públicos e privados (veja </span><em><span>Livi, </span></em><span>livro VI). Esta negligência dos antigos foi compensada depois por </span><em><span>escritores </span></em><span>insignes, tanto gregos como latinos, que, de uma só vez, estabeleceram as bases dos comentários da história escrita. Entre os alemães, antes dos tempos de Carlos Magno, não </span><em><span>creio </span></em><span>que seja possível demonstrar com nenhum tipo de documentos exatos que se </span><span>tenha cultivado o estudo da história. Porém, quando Carlos Magno estendeu seu poder sobre os afazeres da Alemanha, teve início o ensino da história, assim como as outras artes, sobretudo por parte dos monges, que, apesar das dificuldades da época, deixaram por primeira vez uma relação dos fatos históricos em uma crônica. Do mesmo modo, quando no início do século passado começou a brilhar a luz da literatura, homens sérios e doutos se aplicaram novamente com muita assiduidade à tarefa de estabelecer as bases da história. Com isso a sua glória atingiu um tipo de ressurgimento de maneira que muitos se dedicaram a escrever história. Depois, alguns não mais instruídos, querendo imitá-los, recopilaram uns relatos grotescos sobre fatos acontecidos recentemente aqui e acolá, obras precipitadas ex­traídas dos escritos dos palácios, dos mercadores, ou da boato público de sorte que favoreciam a curiosidade do povo, geralmente inclinada, ao conhecimento das coisas novas. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">VII. Desde então, os itálicos e os gauleses, e depois os belgas e os germânicos, devido ãs guerras que então promoviam com sortes variáveis, parece que afeiçoaram-se rapidamente a este gênero fun­cional de escrita. Em primeiro lugar porque de forma inesperada serão instituídos os correios públicos e postais, como são denomina­dos, e assim se podia conhecer com facilidade o que sucedeu em lugares distantes. Os correios haviam sido instituídos por Augusto pela primeira vez no império romano, segundo Suetônio, </span><em><span style="font-size: 11pt;">Augustus, </span></em><span style="font-size: 11pt;">c. 49. Os correios serão ordenados mais adequadamente no império por Carlos V. Na Gália, Luis XI irá instituir os correios a fim de saber com mais rapidez e conhecer mais facilmente o que se passava em qual­quer que fosse das províncias de seu império. </span><em><span style="font-size: 11pt;">Limn. juro publ., </span></em><span style="font-size: 11pt;">livro </span><span style="font-size: 11pt;">II, </span><span style="font-size: 11pt;">c. IX, n. 135. Finalmente, por obra de Gotard Arthusius, de Gdansk, no ano de 1609, apareceram os mercúrios franco-belgas, que, apesar de anunciar fábulas falsas junto com histórias verdadeiras, consegui­ram a graça da curiosa novidade encontrar credibilidade aos olhos de muitos de maneira indiscriminada. Porque, como diz Lucrécio, livro IV, &#8220;toda a linhagem humana está excessivamente ávida de cativar os ouvidos.&#8221; E, tal como disse Sêneca no livro VII, </span><span style="font-size: 11pt;">C. </span><span style="font-size: 11pt;">16 das </span><em><span style="font-size: 11pt;">Naturales questiones, </span></em><span style="font-size: 11pt;">&#8220;alguns são crédulos, outros descuidados. Outros são enganados de boa fé pela mentira. Outros se deixam seduzir por ela. Uns não a evitam, outros a procuram. Toda esta raça tem em comum o defeito de crer que a sua obra não se fará aceitar nem se tornará popular se não for misturada com fábulas&#8221;. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>VIII. Assim então, as causas da aparição dos periódicos impres­sos com tempestiva freqüência hoje em dia, são em parte a curiosi</span><span>dade humana e em parte a busca de lucro, tanto da parte dos que confeccionam os periódicos, como da parte daqueles que os comer­ciam, vendem. Assim se poderia demonstrar com exemplos óbvios a cada passo, mas pareceria tedioso entreter-se extensamente em uma coisa conhecida, e poderia afinal ser enfadonho para alguns. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">IX. Cabe-nos então avançar primeiramente às causas pelas quais se compõem tais relatos; em primeiro lugar cabe tratar dos autores (que na escola é denominado &#8220;causa eficiente&#8221;). Se alguém espera encontrar nestas umas notícias </span><em><span style="font-size: 11pt;">(novellae) </span></em><span style="font-size: 11pt;">verdadeiras e úteis (empregaremos por enquanto o termo </span><em><span style="font-size: 11pt;">novellae </span></em><span style="font-size: 11pt;">em sentido comum, vulgar), são necessárias diversas coisas. Indicaremos as qualidades do bom historiador; em parte cabe relacioná-las com o intelecto e em parte com a vontade. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>X. Cabe ao intelecto o conhecimento das coisas que serão registradas nos relatos públicos. Estas são obtidas por inspeção pró­pria </span><em>(autopsia) </em><span>quando o sujeito é espectador </span><em>(autóptes) </em><span>dos aconte­cimentos, ou por transmissão, quando uns explicam aos outros os fatos que presenciaram. E nisso qualquer pessoa concordará sem nenhum problema que é merecedor de mais credibilidade o testemu­nho &#8220;presencial&#8221; </span><em>(autóptes) </em><span>que o receptor de uma transmissão de outro. Assim como nos julgamentos costuma-se dar mais crédito a um testemunho ocular que a um testemunho de ouvidos, assim também se dá mais crédito ao narrador &#8220;presencial&#8221; </span><em>(autóptes) </em><span>que a quem cuja narrativa foi extraída de outro. Pode ser também por esta causa que Verri Flac, no livro </span><em>De verborum significatione, </em><span>citado por Gelli, livro V, c. 18, pretende que a história propriamente seja a narração daquelas coisas de que o indivíduo tenha sido espectador </span><em>(autóptes). </em><span>Porém, Voss, </span><em>De art. bist., </em><span>c. 1, observa com acerto que assim a his­tória é tomada em um sentido mais estrito. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XI. Depois, na confecção deste tipo/classe de relatos, faz falta o juízo, a mais exímia qualidade do intelecto, para que, por meio dele, as coisas dignas de crédito sejam separadas dos rumores infun­dados que se fazem correr; as leves suspeitas e as coisas e ações diárias sejam separadas das coisas públicas e daquelas que merecem ser contadas. Este juízo faltou em outros tempos sobretudo aos mon­ges, assim como a muitos escritores, ou seja, aos autores das crônicas, e também falta freqüentemente aos redatores de periódicos quando procuram falar de banalidades </span><em><span style="font-size: 11pt;">(micrologia) </span></em><span style="font-size: 11pt;">e minúcias </span><em><span style="font-size: 11pt;">(tá </span></em><em><span style="font-size: 11pt;">lepta) </span></em><span style="font-size: 11pt;">e omitem o que seria útil e fácil de ler, envernizam com documentos o que ouviram dizer por outros e, por fim, quando não têm coisas exatas, fazem passar por história as suspeitas e conjecturas dos outros. Muitas coisas desse quilate chegam do estrangeiro. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XII. Sobre este defeito, comum nos historiadores, advertiu em outros tempos Lúcia na obra </span><em>De hist. scrib.: </em><span>&#8220;há muitos que deixam de lado os fatos históricos maiores e mais dignos de ser contados, ou a eles se referem apenas superficialmente; isto acontece por falta de instrução ou de critérios e por ignorância em relação ao que cabe dizer ou silenciar, inquirem sobre as coisas mais insignificantes, de­tendo-se nelas de maneira extremamente prolixa e laboriosa. Como se um não visse nem ouvisse toda a beleza de Júpiter d&#8217;Olímpia, que é tão grande e tão excelsa, e não explica nada aos que a desconhe­cem, enquanto admiram em troca a retidão e polidez do pedestal e a harmonia da sandália (explica detalhada mente estas coisas com grande paixão)&#8221;. E depois ilustra esta sentença com um duplo sentido, um extraído dos jardins e outro dos convites. Diz-se que é bem sim­ples se um, deixando de lado a rosa, se aplica mais prontamente a contemplar com acurácia os espinhos que surgissem perto da raiz ou se em um jantar muito suntuoso, alguém achasse conveniente colocar juntos um peixe vulgar e um prato de carne. Quando se está mais pronto para não fazer nenhuma das duas coisas. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XIII. Relaciono com a vontade do escritor de periódicos a credibilidade e o amor ã verdade: não seja o caso que, preso por um afã partidário, misture ali temerariamente alguma coisa de falso ou escreva coisas insuficientemente exploradas sobre temas de grande importância. &#8220;Já que, quem ignora, diria Cícero, livro II </span><em>De oratore, </em><span>que a primeira lei da história é que não se ouse dizer nada de falso; depois, que não lhe falte coragem para dizer o que seja verdade, que não tenha nenhuma suspeita de parcialidade nem aversão alguma em escrever? </span>É <span>manifesto que estes fundamentos são conhecidos de to­dos.&#8221; E Estrabó, no livro XII da sua </span><em>Geogr. </em><span>Considera uma invenção o que se explica sobre as Amazonas, acrescenta: &#8220;A história quer o que é vero, seja antigo ou novo; E o que é insólito, ou não se narra ou o faz muito raramente.&#8221; Por isso, Polibi, um escritor muito rigoroso da antigüidade, quando decidiu escrever sobre as gestas de Escipio da Espanha, foi até àqueles países distantes para que nada de falso borrasse a sua história. Cícero, no livro I </span><em>De Legibus, </em><span>afirma que falta esta laboriosidade em Heródoto e em Teopomp. Quintiliano, no livro </span><span>II, </span><em>De institutione oratoria, </em><span>c. </span><span>11, </span><span>parece negar a credibilidade aos gregos quando escreveu que os gregos normalmente usam para a história as mesmas licenças que usam para a poética. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XIV. </span><span style="font-size: 11pt;">É <span>certo que sob este aspecto se pode pensar que os compiladores de notícias têm maior licença que os historiadores mais rigorosos, quando eles mesmos não intervêm nos fatos nem podem obter facilmente documentos fidedignos de países distantes ou dos arquivos dos príncipes, e a maioria das coisas, muitas delas incertas, são recolhidas de cartas de amigos ou da voz pública; E, enquanto isso alimentam a curiosidade humana com alguns relatos. Da mesma forma, não se pode mentir nem dizer coisas falsas de sorte que o outro forme uma opinião falsa ou seja enganado, em tais casos, o autor trabalhará mais retamente, abstendo-se em transmitir coisas abertamente falsas ou se, em caso sejam incertas, ajunte a elas aquela precaução que Sêneca ofereceu no livro IV das </span><em>Na tu rales questiones: </em><span>&#8220;Caberá confiar nos autores&#8221;. Seguir uma opinião incerta e enganar os leitores em coisas de relativa importância é muito temerário. O que cabe atribuir aos rumores e à fama pública pode ser compreendido pelas palavras dirigidas por Alexandre Magno aos soldados, no livro IX de Curci: &#8220;Não é nenhuma novidade para vocês os exageros dos mentirosos. A fama jamais deixa alguma coisa ser transparente. Tudo o que ela nos traz é maior que a verdade. A nossa própria glória, sólida como é, é ainda maior pelo nome que pelas nossas obras.&#8221; E por isso é preciso averiguar se quando um fato acontecido recente­mente é anunciado imediatamente em locais diversos, é confirmado pelo testemunho de muitos. Quando estes não concordam, conferem uma credibilidade provável às coisas narradas, de sorte que afinal ao mais sério, pode suceder-lhe que algumas vezes se lhe misture coisas falsas com coisas verdadeiras sem culpa sua. Com efeito, Flávio Vopisc, em seu </span><em>Aurelianus </em><span>não se ruboriza em confessar que ele mesmo havia dito Juni Tiberiá que não havia historiador algum que, pelo que faz à história, não mentisse em alguma coisa; havia deixado claro afinal que alguns pontos eram refutados por testemunhos ma­nifestos de Lívio, Salustiano, Camélia Tácito e Trogus. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XV. Feitas estas observações, quanto ao autor, podemos nos ocupar agora da matéria dos periódicos. Esta (como a da história escrita), são as coisas singulares, fatos realizados ou por Deus através da natureza, ou pelos anjos, ou pelos homens na sociedade civil ou na Igreja. Pois bem, como estes fatos são quase infinitos, cabe esta­belecer uma seleção de modo que seja dado preferência aos </span><em>axiomnemóneuta, </em><span>ou seja, àqueles que merecem ser recordados ou conhecidos. São desta natureza, em primeiro lugar, os prodígios, as monstruosidades, as obras ou os feitos maravilhosos e insólitos da natureza ou da arte, as inundações ou as tempestades horrendas, os terremotos, os fenômenos descobertos ou detectados ultimamente, fatos que têm sido mais abundantes que nunca neste século. Depois, as diferentes formas dos impérios, as mudanças, os movimentos, os </span><span>afazeres da guerra e da paz, as causas das guerras, os planos, as batalhas, as derrotas, as estratégias, as novas leis, os julgamentos, os cargos políticos, os dignatários, os nascimentos e mortes dos prínci­pes, as sucessões em um reino, as inaugurações e cerimônias públicas que parecem se instituir novamente ou que parecem mudar ou que são abolidas, o óbito de varões ilustres, o fim de pessoas ímpias, e outras coisas. Finalmente os temas eclesiásticos e literários: como a origem desta ou daquela religião, seus autores, seus progressos, as novas seitas, os preceitos doutrinais, os ritos, os cismas, a perseguição que sofrem, os sínodos celebrados por motivos religiosos, os decretos, os escritos mais notáveis dos sábios e doutos, as disputas literárias, as obras novas dos homens eruditos, as instituições, as desgraças, as mortes e centenas de coisas mais que façam referência ã história natural, ã história da sociedade, da Igreja ou da literatura: tudo isto costuma ser narrado de forma embaralhada nos periódicos, como uma história confusa, para que a alma do leitor receba o impacto de uma amena variedade. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XVI. Aqui, porém, ao escolher a matéria digna dos novos relatos jornalísticos, cabe algumas precauções que a prudência comum sugere. A primeira é esta: que aí não se ponha coisas de pouco peso ou as ações diárias dos homens; ou as desgraças humanas, das quais há uma fecunda abundância na vida comum. Tais podem ser as tem­pestades que acontecem regularmente de acordo com a diversidade de estações e clima; os atos privados dos príncipes, como fazer uma caçada, celebrar um banquete, assistir a uma comédia, fazer uma excursão a esta ou àquela montanha, passar em revista alguns bata­lhões. Igualmente, o trato aos cidadãos, entre eles, os castigos dos malfeitores, as conjecturas sobre afazeres públicos que ainda não são conhecidos e outras coisas desta natureza que são mais próprias de um diário particular que de uma resenha pública. Pode-se encontrar a cada passo muitos exemplos dessas coisas nas crônicas dos monges, e nas gravuras nos livros dos escritores. Esta mesma falta de capaci­dade de julgamento foi enfatizada em outros tempos por Capitólio em sua </span><em><span style="font-size: 11pt;">Macrini vita, </span></em><span style="font-size: 11pt;">c. 1, a propósito do historiador Juni Cordus porque ele perseguia os mínimos detalhes: como se de Trajano, de Pius, de Marco tivesse que saber quantas vezes iriam sair, quando iriam mudar a dieta alimentar, e quantas vezes trocariam de roupas. O mesmo escritor, no livro </span><em><span style="font-size: 11pt;">Gordiani tres, </span></em><span style="font-size: 11pt;">c. XXI, censura este Cordus. &#8220;Estas, dizia, são as coisas que acham dignas de recordar de Gordiã, o jovem. Nós, com efeito, negamos a divulgar tudo aquilo que Juni Cordus irá escrever de maneira ridícula e estúpida sobre as diversões domésticas </span><span style="font-size: 11pt;">e outras coisas mais baixas; Quem quiser saber sobre elas, que leia o próprio Cordus, que falou de cada imperador quantos escravos teria, quantos amigos, quantos capas, quantos clámides.&#8221; Não serviria nada a ninguém saber tudo isto. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XVII. Depois, a segunda precaução é esta: que não se expli­quem indiscriminadamente aquelas coisas dos príncipes que não querem que sejam divulgadas. Porque é coisa perigosa escrever sobre aquilo que pode lhe mandar ao degredo. Assim então, as pessoas prudentes aconselham que cabe esperar até que aqueles tenham desaparecido dentre os vivos ou que já não lhe possa causar danos. Assim advertiu Arrià na história de Alexandre descrita fielmente com base em Ptolomeu e em Arstóbulo; Isto foi também observado por Cornélio Tácito, </span><em><span>Annales I, </span></em><span>1. Raramente foram ditas coisas verdadeiras sobre os príncipes que ainda vivem dado que os escritores esperam por uma adulação crescente e, por isso, com o relato das coisas acontecidas, falta a verdade de muitos modos: primeiramente por desconhecimento do modo como uma coisa sucedeu, depois, pelo desejo de dar consentimento ou ainda, por ódio aos que governam. Assim, entre inocentes e culpados, nenhum deles tem preocupação alguma com a posteridade. Segundo Tácito, </span><em><span>Historiae, </span></em><span>livro </span><strong><span>I, </span></strong><span>c. 1. Por isso, num estado bem organizado não há de ser concedido a quem quer que seja difundir periódicos entre a multidão. Segundo Besold, </span><em><span>Thesaurus pract. </span></em><span>Na expressão </span><em><span>neue Zeitungen; </span></em><span>e do célebre jurista Ahsver-Fritsch, o </span><em><span>Discursum de novellarum hodierno usu et abusu, </span></em><span>capo </span><strong><span>III, </span></strong><span>publicado em Jena em 1676. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XVIII. Eis a terceira precaução: que não se insira nos periódi­cos nada que prejudique os bons costumes ou a verdadeira religião, tais como coisas obscenas, crimes cometidos de modo perverso, expressões ímpias dos homens que sejam graves para os ouvidos piedosos. Quando se explicam estas coisas, tal como disse Plínio, é como se as estivesse ensinando. </span>É <span>por isso que em algumas cidades se estabeleceu com uma prudente decisão que não seja permitido imprimir periódicos sem que estes tenham sido aprovados pela cen­sura. Dá-se, com efeito, a honesta disciplina, para que os espíritos inocentes não sejam ofendidos com esta espécie de páginas impuras espalhadas aqui e ali, ou que, por outro lado, os que são propensos ao mal, não venham a ser incitados por esse tipo de escritos. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.8pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XIX. Por outro lado, no que diz respeito a coisas de pouca importância, que constituem a maior parte de alguns periódicos, os que os produzem podem ter mais licença que os historiadores, porque aqueles escrevem quase precipitadamente, não tanto para a posteridade, </span><span>mas para satisfazer a curiosidade do povo, ávido de coisas novas. Para satisfazer esta curiosidade, faltam coisas de peso, e ocupam-se com coisas amenas, leves, e às vezes fúteis. Por isso, fica bem fazer aqui de certa maneira alguma concessão aos costumes do século. Júlio César, </span><em><span>De bello gallico, </span></em><span>livro </span><span>IV, </span><span>c. 5, já em outros tempos deu constância a esta curiosidade entre os gauleses: &#8220;Os gauleses, disse Júlio Cesar, têm por costume aturar os viajantes para seu próprio desagrado, e lhes fazem perguntas sobre tudo o que ouviram ou observaram das coisas que acontecem, e assim, rodeiam os viajantes e os fazem dizer de que terras vêm e de que coisas estão informados; e então, preocupados pelos rumores e pelo que ouviram dizer, normalmente tomam decisões em afazeres dos mais graves, dos quais todos normalmente hão de se arrepender por ter se fiado demais e por ter falado de todo mundo. posto que a maioria dos informadores lhes respondem com falsos elogios. Portanto, quando alguns narram coisas amenas, leves, pode suceder que estejam se acomodando ao desejo de coisas novas que também já invadiu os ânimos do povo, pode que estejam imitando Dió Cassi, que, depois de rebaixar-se a resenhar umas minúcias, logo em seguida apresentou um tipo de desculpa porque não percebeu que havia faltado por imprudência ou por incapacidade. Dado que quem conhece a superficialidade humana pode pensar sem esforço o quanto é fácil errar em todas estas coisas que ouve dos outros em uma con­versa ou em um rumor incerto. Aquelas coisas que acontecem a cada dia, muitos, induzidos pelos sentimentos ou traídos pela negligência, explicam-nas de .uma forma completamente diversa do que realmente aconteceu. Por isso, se se trata da veracidade de um fato, poder-se-á fazer uso daquela fórmula de precaução que se encontra em Curci, livro </span>IX: <span>&#8220;Com efeito, transcrevi mais coisas que não acredito. Dado que não posso afirmar sobre aquilo de que duvido, nem posso ocultar o que ouvi.&#8221; Agindo assim, o escritor de periódico salvaguardará a sua credibilidade, já que assim permite ao prudente leitor fazer o seu juízo. Por isso, o já mencionado Dr. Fritsch, no </span><em><span>Discursum </span></em><span>citado, c. </span>IV, <span>adverte que não se há de crer temerariamente nos periódicos. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 22.55pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XX. A forma deste tipo de relatos, se é que alguém se pergun­ta sobre isto, é vária. Porém, falando de modo geral, a forma é ba­seada na economia </span><em><span style="font-size: 11pt;">(oikonomía) </span></em><span style="font-size: 11pt;">e na expressão (léxis); porque aquilo que constitui o corpo da história </span><span style="font-size: 11pt;">(<em>tó </em></span><em><span style="font-size: 11pt;">soma tés historías) </span></em><span style="font-size: 11pt;">freqüen­temente encontra-se em um outro lugar. A economia </span><em><span style="font-size: 11pt;">(oikonomía) </span></em><span style="font-size: 11pt;">se refere à ordem e disposição do fato histórico; a expressão </span><em><span style="font-size: 11pt;">(léxis) </span></em><span style="font-size: 11pt;">indica a maneira de dizer e o estilo adequado aos fatos. Em continu­ação direi alguma coisa de cada uma destas partes. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XXI. No que se refere à economia </span><em><span>(oikonomía) </span></em><span>e disposição, parece claro que depende da natureza do tema de que se trata. Dado que ou se resenha diversas coisas de variada índole, ou alguma coisa simples. Na recensão daquelas, a ordem é arbitrária, atestando que não há nenhuma conexão entre coisas acontecidas em lugares diversos, em tempos diferentes e de maneira variada. Por isso, é costume preservar a ordem com que os acontecimentos se apresentam. Em contra partida, quando se trata de uma coisa simples e singular, aí sim que cabe pre­servar/guardar uma ordem que enquadre ao tema. Por exemplo, se alguém quer reconstituir o sítio de Mogúncia que aconteceu no ano passado e a sua conseqüente conquista, este alguém terá que dispor tudo de sorte que primeiro fale dos seus autores, depois do motivo, em seguida dos aparelhos e instrumentos, logo em seguida do local e da maneira de agir, finalmente da ação mesma e dos acontecimentos e do valor dos valentes heróis que resplandeceu de maneira especial no sítio e na ocupação da cidade. Assim, se alguém quer preparar um relato que para ser impresso sobre a expedição à Britânia por Guillerme, príncipe de Aurênia, agora rei da Grã-Bretanha, terá que ordenar o relato do mesmo modo e com a mesma ordem. Igualmente nas outras narrações caberá ater-se àquelas circunstâncias já conhecidas que se costuma ter sempre em conta em uma ação tais como a pessoa, o objeto, a causa, o modo, o local, e o tempo. Segundo Franz Patricius, </span><em><span>De bist. dialog., </span></em><span>VII e VIII. Em outras coisas que não são da vida civil, o critério é, de certo modo, diferente. Porque nem todas as circunstân­cias podem ser encaixadas sempre da mesma maneira quando não houver constância suficiente da causa, ou do tempo, ou do local ou do modo pelo qual o fato foi realizado. Por enquanto é suficiente anunciar os fatos de forma superficial, segundo os rumores, sem ordem alguma. Veja Plinius, </span><em><span>Epist., </span></em><span>livro IV, n. 11. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XXII. A expressão </span><em><span>(léxis) </span></em><span>ou modo de dizer, ou estilo dos periódicos, não há de ser nem oratório nem poético. Porque aquele distancia o leitor desejoso de novidade; e este lhe causa confusão além de não expor as coisas com clareza suficiente. Em compensação, o narrador, se quer agradar, precisa seguir antes o fato como ele sucedeu. Veja Cicero, livro lI, </span><em><span>De oratore. </span></em><span>Pois bem, para este fim o narrador se faz servir uma linguagem por um lado pura, mas por outro, clara e concisa. Isto é asseverado por Cícero no seu </span><em><span>Brutus: </span></em><span>&#8220;Não há nada, disse, que seja tão agradável na história como a bre­vidade pura e clara.&#8221; Por isso cabe evitar as palavras obscuras e a confusão na ordem sintática. Assim também advertiu Lúcia na obra </span><em><span>De scrib. bist.: </span></em><span>&#8220;Que a sua palavra (a do escritor) tenha este único objetivo: mostrar os fatos claramente e torná-los compreensíveis da ma­neira mais diáfana, com palavras não obscuras e fora de uso, nem tampouco com palavras próprias dos mercados e dos botecos, de tal modo que a maioria as entenda e que os eruditos as respeitem&#8221;.(5) Não cabe analisar aqui mais coisas sobre o estilo da história, que convém empregar também nos periódicos, pois já foi falado sobre isto em um outro lugar. Veja Fabio Quintiliano, livro X, e o </span><em><span>De art. hist. </span></em><span>Do doutíssimo Voss. Ainda que o estilo seja áspero e bárbaro, como nas crônicas antigas, da mesma forma, a amenidade da narração é pouco ressentida. Porque, segundo Plínio, </span><em><span>Epistulae, </span></em><span>livro V, n. 8, &#8220;a história deleita seja qual for a maneira como tenha sido escrita. Porque os homens são curiosos por natureza e eles se sentem fascinados por qualquer conhecimento nu das coisas, de modo que se deixam até mesmo levar por erros e fábulas. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XXIII. A finalidade interna e própria da história é a conserva­ção do registro dos fatos acontecidos. Se não fosse pela história, as coisas acontecidas antes dos nossos tempos esvaneceriam ou seriam todas apagadas. Porque as coisas singulares são praticamente infinitas e, se não fossem registradas pela história ou nos anais, por displicên­cia ou por deficiência da memória humana seriam finalmente sepul­tadas pelo silêncio ou não poderiam ser transmitidas integralmente ã posteridade. Que aos novos relatos jornalísticos não se pode designar igualmente esta finalidade, pode ser inferido do que já dissemos acima. Pelas causas acima comentadas fica claro que os relatos jornalísticos não costumam escrever tendo em vista a posteridade senão tendo em vista a curiosidade humana. Da mesma forma, se acontece que a partir deles as coisas narradas passam também ã his­tória estritamente dita, há de se compreender que nem todos, mas somente de uns poucos, os que foram registra dos com uma certa acurácia e aplicação é que passam ã história. Porém, a maior parte deles, por ter sido escrita de forma precipitada a partir de rumores e de cartas pouco certas, não chega a superar os anos. E bem certo que não podem ser considerados entre os documentos confiáveis e podem obscurecer a memória da posteridade. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XXIV. Eu diria que a finalidade dos novos periódicos é mais própria para o conhecimento de coisas novas acompanhadas de um certa utilidade e atualidade. Foi por esta causa que começaram por primeiro lugar a serem escritos e divulgados os periódicos, como já </span><span style="font-size: 11pt;">insinuei acima, ao ocupar-me de suas origens. Com efeito, o afã de saber coisas novas é tão grande que cada vez que os cidadãos se encontram em encruzilhadas e nas vias públicas perguntam: &#8220;o que há de novo?&#8221; A fim de satisfazer esta curiosidade humana tem se imprimido de todo modo novos relatos jornalísticos em diversos idi­omas. E os que os lêem podem satisfazer assim a sede de novidades dos companheiros e dos grupos de amigos. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XXV. A esta finalidade se ajuntam a utilidade e a amenidade que costuma acompanhar estes periódicos. Já que, assim como Lúcia, <em>De scrib. hist. </em>Estabelece como finalidade da história a utilidade </span><span style="font-size: 11pt;">(fá </span><em><span style="font-size: 11pt;">chrésimon) </span></em><span style="font-size: 11pt;">e de outras a amenidade <em>(tá terpnán), </em>assim nós não erraríamos se os colocássemos como efeito e conseqüência do fim já exposto. Dado que tanto uma coisa como a outra aparece nos ânimos dos leitores quando alguém tira uma notícia de um relato jornalístico. </span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ </span><span style="font-size: 11pt;">XXVI. Não afirmaria absolutamente que a utilidade dos peri­ódicos seja tão grande como a da história escrita com bom senso, dado que os autores daqueles se encontram quase desprovidos daqui­lo que é necessário para estabelecer a história estrita, com conheci­mentos dos fatos, competência, juízo elevado, documentos autênticos obtidos de arquivos não suspeitos e, finalmente, a linguagem e o estilo adequados ã história. Da mesma forma, não se pode negar que haja neles alguma utilidade que afeta a vida tanto privada como pública dos homens. A exposição de suas peculiaridades a empreen­deu faz mais de treze anos um homem preclaro, Christian Weise, no seu <em>Schediasma curiosum </em>no qual, assim como cabe ressaltar a genialidade de um homem tão famoso, assim mesmo acontece que o leitor curioso de periódicos preste absoluta atenção àquelas aplicações que ele assinala, sobretudo aquelas que fazem referência ao conhe­cimento da geografia, da genealogia, da história e da política. Mostra, com efeito, como a pessoa pouco versada no estudo da geografia, graças </span><span style="font-size: 11pt;">à <span>leitura de periódicos se sente como que atraída, ou, se já não é um especialista, sente-se confirmada com um reclame perpétuo. E o mesmo pode ser afirmado quanto </span>à <span>genealogia. Quanto à história de nosso tempo, não há necessidade de demonstrar que a leitura de periódicos a faz especialmente precipitada, se se levar em conta seu objetivo. Finalmente, quanto </span>à <span>utilidade política, o insigne Weise defendeu que esta é geralmente a mais importante nos periódicos por que nesta se pode conhecer os direitos entre os príncipes, discutidos por uma e outra parte, juntamente com as deliberações, os artifícios e os costumes que são freqüentes às cortes; da mesma forma, o leitor de bom senso terá que discernir aí as coisas sem fundamentos das </span><span>verdadeiras e sólidas. Porque os que crêem que ali podem ampliar um conhecimento acurado dos afazeres cívicos, estariam muito equi­vocados. Finalmente faz ver também outras utilidades para os letrados e para os iletrados, sobretudo para os comerciantes. Por tudo isso não há que acrescentar aí senão que, para se extrair estas utilidades, requer-se um conhecimento da geografia, dos negócios civis e sobre­tudo das coisas de palácio. Dado que isto são poucos os que tem a sorte de conseguir, é claro que estas utilidades não as pode explicar quem quer que seja. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XXVII. A amenidade dos periódicos, assim como a de toda a história, ninguém que não seja obtuso não a negará. Segundo palavras de Cícero, livro V, Ep.12 </span><em><span>ad famil., </span></em><span>não há nada mais apto para o deleite que as mutações dos tempos e as vicissitudes da sorte, que, apesar de não poder escolhê-las no momento de vivê-las, do mesmo modo, serão agradáveis de ler. O registro sem necessidade da dor passada é um deleite; e para os que se escaparam sem nenhuma moléstia pessoal vêem os dramas dos outros sem nenhuma dor, pois também a compaixão em si mesma é agradável. De fato, a ordem mesma dos anais não é que eles atraiam tanto, pelo que têm de sim­ples enumeração cronológica. Em troca, as situações incertas e vari­adas de uma personagem muitas vezes destacada, contêm admiração, expectativas, alegria, moléstia, esperança, temor, e se terminam com um sucesso notável, o espírito sacia-se do prazer de uma leitura al­tamente amena.&#8221; Isso acontece sobretudo na história recente dado que toca sempre o ânimo do leitor curioso e o diverte. Como disse Plínio mais acima, &#8220;os homens são curiosos por natureza e eles se deixam fascinar por qualquer conhecimento nu das coisas, de maneira que se deixam levar até erros e fábulas.&#8221; Antônio, o Panormita, disse sobre o Rei Alfonso de Aragão, em um livro sobre as suas gestas que sentiu tanto prazer em ler a história de Curci que acabou sendo curado da doença que o afetava. </span>É <span>dito que recuperou de uma vez a saúde e disse. &#8220;Tiau, tudo de bom para o Dr. Aviccenna, para Hipócrates, e aos outros médicos. Viva Curci, pois foi ele o meu salvador.&#8221; </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XXVIII. </span>É <span>ainda maior o prazer encontrado na leitura dos periódicos pelos eruditos: aqueles que gozam do conhecimento da geografia, da genealogia e dos afazeres cívicos. Porque todo relato é mais agradável se se conhece o local, as pessoas notáveis que fo­ram autoras de um feito, ou as causas pelas quais se empenharam. Quem ignora que estas circunstâncias dos fatos sejam tiradas das partes do conhecimento mencionadas? E os que isto ignoram se assemelham àqueles que em um dado quadro observam a face das pessoas sem fixar-se na estatura e nas linhas do corpo e por fim abandonam tal quadro. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23.75pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">§ <span>XXIX. Porém, tendo já uma certa idéia dos periódicos, cabe-­nos agora falar de seus variados gêneros. Dado que alguns periódicos específicos contêm coisas literárias, sua natureza, seus temas certamen­te variados e sua publicação na França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Itália são coisas bastante conhecidas, eis porque os havemos de expor aqui. Alguns prometem ao leitor coisas sobretudo singulares e elegantes estampando na frente algum título certamente curioso, como são os que se escrevem em Paris e Amsterdam, </span><em><span>Le nouveau Mereure Galant, eontenant tout ee qui s&#8217;est passé de eurieux ete. </span></em><span>Outros se ocupam dos feitos cívicos como </span><em><span>Histoire abregé de I &#8216;Eu rope, ou Relation exaete de ee qui se passe de considerable dans les Estats, dans les Al-mées, ete., </span></em><span>como os publicados em Amsterdam por Claudius Jordanus. Outros, por sua vez, se ocupam de coisas de diversos gêneros tal como se apresentam a cada dia. Estes, impressos em diversos locais, com periodicidade semanal, ou mensal, ou até mesmo semestral, costumam ser divulgados em diversos idiomas. Entre estas publicações periódicas merecem ser destacadas as de Leipzig, em alemão, até agora curiosamente reunidas, e as de Frankfurt, em latim, impressas com o apoio econômico dos herdeiros Latomici, porque têm uma certa seleção das coisas que se explicam, prescindindo de banalidades e de coisas que escampam aqui e ali por rumores incer­tos. Porém, falar mais extensamente com o fim de dar um juízo sobre cada um deles, poderia parecer tedioso, dado que o critério da nossa investigação não permite assinalar aqui ninguém com uma censura inoportuna. Ao contrário, deixando o juízo em mãos dos seus leitores assinantes, rezem a Deus que de agora em diante, para escrever periódicos, disponham somente de temas que sejam motivo de alegria para a Alemanha e para a nossa Pátria. </span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-indent: 23.75pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Glória seja dada ao nome de Deus! </span></p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;"><strong>Notas</strong></span></p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt;">(1) <span>Fontes usadas para a tradução: original em latim &#8211; PEUCER, Tobias. De relationibus novellis. In: KURTH, Karl Corg.). </span><em><span>Die iiltesten Schriftenfür und wider die Zeitung </span></em><span>Brünn: Rudolf M. Rohrer VerIag, 1944. p. 163-184; edição catalã &#8211; CASASUS GURI, ]osep Maria. Sobre eIs relats periodistics. </span><em><span>Periodística. </span></em><span>Barcelona: Societat Catalana de Comunicació, n. 3, p. 31-47, 1990.</span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><span style="font-size: 8pt;">(2) A capa da tese traz os seguintes dados: no alto, o titulo, De relationibus novellis; na parte central, os dizeres: sob a orientação de L. Adam Rechenberg, professor público e mag­nífico reitor da Universidade de Leipzig, em 8 de março de 1690, dissertará publicamente Tobias Peucer, de Görlitz (Lausitz); na base, a menção à tipografia de Wittigau, acompa­nhada da exclamação &#8220;Cristo Senhor seja bendito!&#8221; No sumário, o autor relaciona os seguintes tópicos: Atualidade do tema; Significado e uso do termo &#8220;novellae&#8221;; As diversas formas dos relatos históricos e as atribuídas aos periódicos; Descrição dos periódicos; Exposição de suas origens e suas causas; Expõe-se sobre a origem dos relatos históricos entre alguns povos, em especial entre os alemães: Os primeiros fundadores de periódicos e qual foi a ocasião para escrevê-Ia; Duas causas impulsoras: a curiosidade humana e o afã do lucro; Causa eficiente dos periódicos; Seu primeiro requisito (sobre o intelecto) é o conhecimento; O segundo requisito é o juízo; O juízo geralmente falta aos narradores; Sobre a vontade exige-se credibilidade e amor à verdade; O que às vezes se encontra em falta nos redatores de notícias; A matéria dos periódicos: coisas singulares que são de diversos tipos ou classes; A primeira precaução quanto à seleção de matérias; A segunda; A terceira; A curiosidade humana desculpa de certa maneira as coisas fúteis que contém; </span><span style="font-size: 8pt;">Em que se baseia a forma das reportagens; O seu primeiro aspecto é a economia <span>(oikonomía) ou disposição; O segundo aspecto é a expressão (léxis), ou dicção que assim determina; O ser humano se interroga sobre a finalidade dos periódicos; O que é a notícia de coisas novas; Segue-se a utilidade e a atualidade; Afirmação das diversas utilidades; Explicação da atualidade; A sua delimitação; Faz-se a distinção entre os periódicos e se põe fim à dissertação. (<em>Nota do tradutor</em>). </span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><span style="font-size: 8pt;">(3) Ao mesmo tempo, muitos se <span>alegravam com a &#8220;nova </span>comunicação&#8221; <span>de que Constantino, </span><span>batizado por Silvestre, bispo da cidade de Roma, havia sido purificado da lepra etc. </span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><span style="font-size: 8pt;">(4) <span>O padre estava na cela quando surgiu aquela notícia.</span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><span style="font-size: 8pt;">(5) O<span> </span><span>autor reproduz o texto de Lucia em grego, seguido da tradução em latim.</span></span></p>
<p class="Estilo" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">PEUCER, T. Os relatos jornalísticos. In: <strong>Revista Comunicação &amp; Sociedade.</strong> Universidade Metodista de São Paulo, n. 33. São Bernardo do Campo: Umesp, 2000, p. 199-214.</span></p>
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