Caio Túlio Costa/ Artigos / Arte e Cultura

16:18 - 06/02/2009 | Sobre o filme escrito e dirigido pelo músico em 86

Caetano Veloso: O cinema parado

Publicado na Folha de S. Paulo em 7/12/86

Tem razão Caetano Veloso quando escreve que o seu O Cinema Falado não é um filme, mas um “ensaio de ensaios de filmes possíveis para mim e para outros”. Aquilo que vai estrear nesta quinta-feira [11/12/86] no Belas Artes e teve sua pré-estréia na noite de sexta no cine Metrópole não passa de um filminho doméstico realizado com a participação da família e dos amigos e que deve ser muito gozado e profundo. Mas só para os amigos do diretor estreante.

Caetano tem razão também em ficar apreensivo com a reação das pessoas ao verem o filme. Ele é um pavão. Até um pavão ele filmou. Mas não há nada de extraordinário em um cantor de rádio fazer filmes, mesmo quando esse cantor é o pavão Caetano. Nem polêmico o filme é. Não há o que polemizar depois de duas tediosas horas de citações literárias. Do resultado final sobram apenas os créditos iniciais, feitos pelo artista plástico Luciano Figueiredo, com letras coloridas dando a impressão de imagem em terceira dimensão, e a atuação de Regina Casé com uma blague hilariante a partir de uma entrevista de Fidel Castro à televisão.

Caetano colocou na tela uma seqüência completamente desconexa de citações, danças, diálogos, aviões, igrejas, sambistas, a mãe, a ex-mulher, a atual mulher, o irmão, cavalos, Schoenberg, guitarras, pinto, seio, beijo, o seu guru do cinema, escritores, poetas e uma bailarina “afro” sujando-se de terra. Pequeno trailer: Amor ao amor, o princípio da beleza não está na esfera da vida, organismo/orgasmo, a diversidade da vida da cidade, gelatina espatifada: a vida urbana burguesa, sexo explícito, Sartre e Simone de Beauvoir, comentários não são literatura (em inglês), Dr. Campbell, o Brasil vai ser o primeiro do século 21, eu vou pra guerra, não vou morrer, reforma agrária, agricultura, bunda do Fidel, o modo tradicional da TV Globo atuar, meninos assaltantes, favelas, humilhação. Tudo isso emoldurado por diálogos ou monólogos solenes. O Brasil não deixa mesmo em paz o cadáver de Glauber.

Se ao espectador interessa o que vai pela cabeça de Caetano é decepcionante saber que ela é composta de uma gelatinosa salada de posições culturais e situações pouco inteligíveis. É certo que no mundinho pequeno da cultura brasileira cada momento do filme pode dar pano pra manga nas conversas de bar. Mas nem em termos de linguagem nem de apresentação Caetano se abre. São imagens estanques com repetição de “máximas” estanques. No seu almanaque familiar ele mostra uma comovente cena de sua mãe, Dona Canô, entoando “Último Desejo” de Noel Rosa. Dá muito mais mais tempo para sua ex-mulher, Dedé Veloso, do que para sua atual mulher, Paula Lavigne, porque Dedé manda mais. Dedé dialoga, é a cabeça em ação. Paula está na cama, sensual, parodiando a menina de O exorcista: “Fuck me, fuck me”, naquele mesmo som gutural. Seu irmão Rodrigo dança embandeirado ao som de “Águas de março” e o filho Moreno aparece de brinco e boné. Fora da área familiar, por exemplo, Dadi, ex-baixista de A Cor do Som, explica porque os Beatles eram fúteis e Bob Dylan era profundo, mas apesar disso são os maiores em música. O tradutor Paulo Cesar Souza recita em alemão um texto crítico de Thomas Mann. Com legendas. O ator Hamilton Vaz Pereira desanca com um trecho enorme e maçante do Grande Sertão de Guimarães Rosa tendo como ouvinte apenas um rapaz de olhos iluminados. Tudo cai como máxima a ser deglutida (e não digerida). O resto é recordação familiar.

O filme requer explicações. Daí o esforço de Caetano em tornar públicas suas motivações, o porquê de cada “situação”. Mas obra de arte que precisa ser explicada para ser entendida não pode ser levada a sério. O cineasta Caetano optou por uma filmagem em tempo recorde (21 dias) com imagens de um plano só, câmara parada. Fez cinema parado. O filme não é chato, é ruim mesmo.

P.S. de 2009: Caetano Veloso nunca perdoou esta crítica. Reclamou dela, em público, no primeiro show que deu em São Paulo depois do lançamento de Cinema Falado. Voltou ao assunto em várias ocasiões, sempre enraivecido. Dezessete anos depois, em 2003, quando foi lançado o DVD do filme, ele gastou dois minutos e meio para atacar de novo a crítica na “entrevista com o diretor”, parte do DVD. Nela, repete os sentimentos em relação à crítica e ao seu autor. Leia o que ele diz a propósito da recepção do filme:

“Com a recepção não fiquei satisfeito. Fiquei, como é que eu posso dizer… entrei em conflito com a recepção. Tive muitos problemas. Foi muito sofrido, muito difícil. Eu não tenho muito problema de não aceitação ou de não aprovação do que eu faço, entendeu? Em geral. Eu sou muito vacinado nisso. (…) Levo porrada o tempo todo através dos anos, embora tenha com tudo isso me estabelecido como um medalhão da música popular do Brasil. Então não tenho do que reclamar. Mas, no caso do filme, eu sofri muito. E vou lhe dizer por que. Porque pra fazer o filme eu engajei uma porção de gente a quem eu quero muito bem. E uma gente que se expõe no filme. (…) Então, quando eu lia no jornal aquelas coisas agressivas e eu ouvia o Arthur Omar xingando, gritando dentro do cinema, e essas pessoas todas presentes na sala, eu me senti muito mal e depois me senti mal ainda com coisas que vi no jornal. Um artigo de um sujeito chamado Caio Túlio, um sujeito intolerável que escrevia na Folha de S. Paulo. Aquele sujeito deve ser um invejoso, doentio, porque quando o Chico Buarque publicou o primeiro romance ele fez a mesma coisa. Tem muita gente que tem problema assim com a gente de música popular, porque a gente é foda. Não tem outra explicação. Para um cara fazer o que fez com meu filme e fazer o que fez com o livro do Chico… É diagnóstico definitivo, problema, porque a gente é foda. Chico Buarque é foda. Eu sou foda. A verdade é essa. Milton Nascimento é foda. Gilberto Gil é foda. Djavan é foda. A verdade é essa. E acho que aquele cara escrever… Você vê que eu fico com raiva ainda hoje. O que ele escreveu… falava das mulheres, botando nomes das minhas mulheres, agredindo as pessoas, chamando pau de pinto na Folha de S. Paulo. Um imbecil, um sujeito grosseiro, cafona. Isso me magoou muito. Porque as pessoas todas que estavam envolvidas no filme sentiram aquela tristeza. (…) Eu senti que todas tinham sido levadas para uma situação um tanto desagradável por minha causa, eu achei que eu… Me senti mal. Me arrependi de ter feito o filme. Me desanimei de fazer um outro.”

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Comentários

  1. Por: Eduardo - 13:18 - 13/07/2010

    Essa crítica causa mal-estar ainda hoje, de tão nojenta e pobre. E fica ainda mais indigesta nesta página de “bom gosto”, com Caio ali, “de doutor”, todo limpo. Valha-me. Sujeitice mesmo.

  2. Por: Beatriz Andrade - 19:10 - 23/07/2010

    Senhor Caio Tulio,
    Toda obra de arte, depois do romantismo alemão, precisa ser explicada, a crítica é seu acabamento. Sinto muito por sua ignorância , grosseria e… irrelevância intelectual.

  3. Por: Mauro - 14:58 - 09/10/2010

    Péssimo texto. “filminho doméstico” não precisa ser explicado, mesmo. A sua crítica tenta explicar, mesmo sem querer, como toda crítica, e cai no ressentimento idiota de quem não entendeu o que viu. O filme não é nenhuma maravilha, mas temos que concordar com Caetano quando ele diz que sua crítica é invejosa.

    Uma grande oportunidade de ficar quieto, você perdeu.

  4. Por: Marcelo - 13:36 - 15/01/2011

    Mesmo tendo doutorado e os diabos, você não tem a sutiliza e nem a compreensão das coisas, nesse mundo você é um ninguém perto da genialidade dos compositores brasileiros, um nada querendo seus 15 minutos de fama, entende nem o que se passa ao seu redor e se mete na vida alheia de forma lastimável. Sinto que no mundo existam pessoas como você. Infelizmente você acha que está agindo corretamente nessa sua mente doentia, mas você não vale nada

  5. Por: Daniela - 12:45 - 25/01/2011

    É uma pena mesmo que o Caetano não tenha ignorado a merda que você disse.

  6. Por: Pedro Gabriel [lituraterre.com] - 12:08 - 09/03/2011

    Prezado Caio, apreciei enormemente a sua crítica sobre o filme de Caetano. Embora note na sua escrita um certo tom de rancor (em quantidade pequena e aceitável, sobretudo dentro do contexto de um jornalismo crítico) nela, na crítica, nada há de indevido, incorreto, superinterpretado. É uma crítica verdadeira sobre a produção de Caetano e que merece toda a nossa atenção. O fato de Caetano “ser foda” (coisa que efetivamente é) não o impede de fazer bobagens e seu filme é uma enorme bobagem devidamente desmascarada por seu texto. Caetano poderia (como Glauber) ser um grande diretor, mas perdeu-se (como o outro) na vaidade de sentir-se “foda”. Nada atesta mais a pertinência de seu comentário do que a sumaria impossibilidade de Caetano ignorá-la (nem poderia). É realmente lamentável que um artista seja incapaz de dialogar com sua crítica (sobretudo a que oferece retoques à sua obra) e que seus fãs o apreciem como a uma religião ou a um clube de futebol. Não consigo conceber a produção artística nesses termos.

    Agradeceria se você me enviasse o link para a sua crítica do livro do Chico (a que o Caetano faz referência na réplica que fez). Grato. Pedro Gabriel [lituraterre.com]

  7. Por: Luís Cláudio Portugal do Nascimento - 14:08 - 24/06/2011

    Amigos, endosso, por inteiro, as impressões do comentarista Pedro Gabriel – que, como acontece com você, Caio, ainda não tive o prazer de conhecer –, postadas em 9 de março de 2011. Caio, segundo vejo, a coisa teria sido exatamente bem daquele jeitinho, como observada pelo Pedro.

    Também a meu ver, o conteúdo de sua crítica seria acutíssimo, competentíssimo, muitíssimo corajoso e utilíssimo. Tudo “íssimo”, para início de conversa, em nome de sermos justos. O Rei, o Grande Rei, muito foda (e este nosso Rei da história já foi muito foda mesmo), esteve nuzinho, grotescamente nu, vaidosamente nu, e tal havia de ser francamente declarado – com todas as conseqüências esperáveis de uma tal afronta a uma pessoa tão importante, articulada, psiquicamente excitável e com espaço fácil na imprensa. O conteúdo de sua crítica, portanto, contém qualidades de enorme utilidade social, cultural e civilizatória. Inegavelmente, ele as possui em alto grau. Portanto, é desta constatação que partimos, que busca atribuir honra ao seu (Caio) mérito.

    Mas, querido Caio, Pedro e demais amigos porventura atentos a estas mal traçadas, como, a meu juízo, muito bem detectou o Pedro, há alguns traços de desnecessária – e, mesmo, algo impertinente – animosidade e certo desrespeito em sua corretíssima e utilíssima denúncia de que o Grande Rei está, de fato, tão vaidosa, flagrante e tão incompetentemente nu. Não se trata, em absoluto, de diluir o conteúdo brilhante de seu comentário. Trata-se, talvez, de torná-lo mais escoimado de ruídos e contaminações em sua forma.

    É compreensível que, ao encontrarmos algo tão defeituoso e tão propenso a acrítica aceitação e, mesmo, mitificação, não sejamos invadidos por um sentimento de indignação, de torvelinho interior, de animosidade até. Seria anormal se não ocorresse assim. Mas, aí está, Caião, devemos buscar certo distanciamento, certa pausa, certa pureza de espírito – e penso que você, mais do que ninguém, concordaria comigo cem-por-cento também nisto –, em nome da eficiência mesma da comunicação de nossa visão.

    O Pedro percebeu, eu também acho, que haveria várias (várias não, corrijo-me, algumas) passagens em que você estaria a ferir, desnecessariamente, quase gratuitamente, o já tão exposto e risível Caetano. (Expressões tais como “Aquilo que vai estrear”, “diretor estreante”, por exemplo, estariam entre as passagens que denotariam, ainda por cima, um tom de superioridade e de desprezo descabidos.) Você o desmereceria, enquanto pessoa, a meu ver, com contundência fora do alvo. Tais passagens contaminariam, ao que parece, a eficácia de sua crítica.

    Sem atenta e desapaixonada filtragem de sua eventual indignação com o objeto de sua crítica, sem aquele distanciamento olímpico, sua intervenção (ainda que para lá de brilhante, reitero) deixa de ser cirúrgica. E prejudicaria, assim, a dimensão santificada que talvez deva embalar a crítica que busca ser, de fato, efetiva, justíssima e transformadora. Sem uma tal filtragem, a crítica tende a abrir rombos desnecessários no espírito do criticado.

    A reação de Caetano, segundo acompanhei, pareceu-me muito para lá de imprópria. Mas ele, que já foi grande artista, que já foi de fato muito foda, não é, como esperaríamos, necessariamente, sábio. Como bem percebeu Sócrates (”A vida acrítica é indigna de ser vivida…!”), os artistas (também) de sua época não se mostravam nem um pouco mais sábios do que a turba. Detinham competências extraordinárias em seus ofícios, eram foda!, mas não se mostravam nem um pouco mais lúcidos do que os demais em questões extrínsecas aos mesmos. Ora, ora. Onde é que já vimos este filme? Caetano, em sua descontrolada chuva de socos, chutes, impropérios e imprecações de criança no pátio da escola, ataca de maneira cego e baratinado os acertos de sua crítica, Caio, que desmoronaram sua auto-complacentíssima auto-imagem de cineasta de mérito, confundindo-os, no mesmo prato, com a dor adicional de um procedimento cirúrgico que, em lugar de resumir-se a um corte estritamente técnico, bem ali na linha, resultaria mais como um rasgo ainda mais doloroso e injuriante.

    E, aí, tudo dói, desnecessariamente, mais. E, aí, tudo se embaralha. E, aí, olha a faca! E, aí, propicia-se esta confusão destemperada do paciente (nosso musicalmente admirável Caetano de outrora) entre a competência da intervenção, com, sabe-se lá, a falta daquela absoluta isenção desapaixonada, desarmada e, se possível, carinhosa, mesmo, com relação ao objeto da crítica e à pessoa do autor de tal objeto.

    Parece-me – e, imagino, a esta altura, você concordaria – que havia traços de não completo respeito e traços de atitude não integralmente desarmada que não foram em tempo filtrados em seu grito de que o Rei pavoneou-se nuzinho da silva, tão cheio de si., em searas em que se julgava um ás (abusando, com isto, da paisagem mental de tantas pessoas que o reputavam como tão genial).

    Pode ser que haja razões adicionais a motivar sua brilhante e corajosa denúncia – convenhamos, que continha certa carga pessoal, como um zagueiro que desarma o oponente, atingindo-o também, de raspão, duramente, nas pernas – das limitações estéticas presentes na penúria cinematográfica do Caetano. Entre tais eventuais razões adicionais poderiam estar, sejamos honestos, a eventualidade de infiltração de certo recalque, de certa vaidade de pegar um foda de calças curtas, entre outras. Sobre tais motivações jamais talvez o saibamos. Que elas, se existiram, tomem seu justo rumo em direção ao ralo cósmico de nossas ações que tudo há de engolir.

    Fica-nos, quando menos, esta bela lição para que nos aferremos, ainda mais, àquele nosso ideal de pureza, de santificada postura desarmada, ao expressarmos nossa visão (especialmente em casos como o em questão, de grande potencial de convidar um oceano de contrariedade, confusão mental e excitada virulência). Faria sentido?

    No geral, porém, querido Caio, considero que você vez quilômetros mais de bem (e o fez com notável competência) do que de mal, se, de fato, algum. Que isto não seja perdido de vista. Mas que podemos (e devemos) gravitar para aquele ideal de absoluto respeito a cada pessoa (ainda que estejam desafinando tanto, como você muitíssimo argutamente o demonstrou), de deixar à margem nossa própria indignação, eliminando-a da expressão de nossa fala (que há de ser firmíssima, técnica e corajosa – mas, também, amorosa e cirúrgica), ah…, talvez isto devamos!

    Como gostaria, veja a que ponto de presunção também chego!, mas que gostaria, gostaria!, de ler uma segunda versão de seu mesmíssimo texto crítico, brilhante como foi, penteado, sem arestas e sem farpinhas desnecessariamente machucantes – segunda versão esta que o tornaria, quem sabe, uma pérola de argumentação crítica! Quem sabe, um dia, você ainda não se entretém com a idéia!

    No mais, novos amigos Caio, Pedro e quem mais porventura estiver no canal, toquemos em frente, em busca de sentido em nossas coisinhas e, sobretudo, em nossos serezinhos – enquanto o cosmos assim ainda nos permitir! Sem sentido, não vale! Sem sentido – Sócrates estava certo! – a gente se desumaniza e se perde. Que tal?

    (A propósito, em tempo, com todo respeito devido ao nosso grande ídolo musical de outrora, é imperativo que se objete, nesta hora em que estamos buscando ver as coisas como as coisas seriam, que Djavan, por Sócrates!, está a quilômetros de ser foda – e que Chico, quando Foda, isto há tantos anos, tantos discos e tantas disparidades atrás, era, ao menos a meu modesto ver e ouvir, mais foda ainda entre os realmente fodas citados. Acrescento isto, apenas, para registrar estes dois eventuais modestos reparos à enunciação do olimpo dos fodas.)

    Abraço muito carinhoso a todos os companheiros de jornada!

    Cláudio

  8. Por: Cassio - 07:52 - 15/07/2011

    Parabéns pela crítica. Precisava mesmo ser feita.

  9. Por: Jorge Nascimento - 11:31 - 27/12/2011

    Caro Caio, com a devida vênia discordo de seu comentário em gênero, número e grau. Embora, respeite a sua opinião em virtude de me pautar por postulados democráticos. E a partir destes postulados que nos permite fazer críticas, critico a forma de expressão crítica, pois na minha concepção ele não expressa a intelectualidade de um doutor. Noutro giro concordo com a assertiva de que Caetano é “Foda”. Talvez, hoje, 25 anos depois, com o amadurecimento intelectual que é tão caro e intentado àqueles que buscam o caminho do conhecimento a crítica teria se de dado noutros termos, de forma mais respeitosa e profissional. Por fim, lhe parabenizo, porém, pela postura democrática de oportunizar aos leitores comentar os artigos, ainda que isto importe por vezes críticas, noutras elogios.

  10. Por: Flávio Pacheco - 20:41 - 11/02/2012

    Nunca gostei mesmo desse tal Caio Tulio, agora então … Não sabia da existência desta crítica.
    Como disse muito bem o Caetano; sujeito grosseiro e imbecil.
    Gosto da Folha de São Paulo, mas esse cara não sabe absolutamente nada de cinema de vanguarda, ou não sabia, na época.
    Tenho este filme gravado até hoje e revejo sempre que posso.

  11. Por: Etel Monteiro - 02:38 - 28/03/2012

    Puxa, agora preciso ver o filme e avaliar em dois tempos … a época em que foi feito e em que influência e agora, pois ambos estão marcados pelas palavras da crítica.
    De todo jeito, a crítica tem que ser feita, mas Caetano tocou-se no lado pessoal, do seu cinema experimental … kkkk pense nos videos caseiros e nos filmes em que se baseam em simular a não-arte!
    Tá vendo é foda mesmo, antecipou os vídeos youtube e o facebook em suas fotos e videos que são uma apresentação do que nos é caro e do que pensamos agradar.
    Pela crítica vejo slides do power point, esquemas que chegam a nós pela linguagem internet … o cinema fez isso antes …
    O que dói é o julgamento: é ruim!
    Para quem foi vaiado em apresnetar É proíbido proibir … deve ser reviver levando as pessoas amadas, como ele diz as mulheres da vida dele!!!

  12. Por: JC Vieira - 21:05 - 22/09/2012

    A crítica está completamente equivocada. O tempo demonstrou isso. Com o passar dos anos, o ultracomplexo e por isso ultrarelevante filme de Caetano foi visto e admirado por mais e mais pessoas, de fatos milhões delas, tornando-se uma referência obrigatória para todos os cineastas e semiólogos latino-americanos (houve também muita atenção da academia européia, em especial a alemã), não raro sendo objeto de diversos estudos, homenagens e citações em obras provindas de ao menos 27 países, abrindo portanto, como sabemos, uma nova fase da cinematografia brasileira –”Cinema Falado” é um magnífico tour de force, ainda hoje não superado.

  13. Por: Garibaldo José - 11:39 - 23/09/2012

    Gostei da crítica, porém, ainda hoje, ela permanece medrosa. Explico: é um filme de Caetano, ora bolas.
    Gostaria de ver, isso sim, um mesmo execício com Godard, por exemplo. Ou qualquer um dos grands medalhões do cinema, com filmes “semelhantes”.
    Parece que a atitude é assim: “Ah, filme do Caetano? Vou prestar atenção em todas as falhas!”. “Ah, filme do Godard? Já sei que é genial, então vou prestar atenção e me esforçar pra descobrir o porquê”.

  14. Por: Renato dias - 23:25 - 10/12/2012

    O jornalista é um artista frustrado.

  15. Por: Gabriel G. Pellizzon - 21:22 - 07/01/2013

    Não há necessidade de ser prolixo na hora de dar a opinião a respeito desta crítica. Vou ser curto e grosso: a crítica é pobre! Pronto, falei! A CRÍTICA É POBRE!

  16. Por: Tem mais alguém puto aí? | Sandália e Meia - 17:40 - 06/03/2013

    [...] as críticas de Caio Túlio Costa ao filme O Cinema Falado (1986), dirigido por Veloso. O texto Caetano Veloso: O cinema parado provocou a ira do compositor (diretor, no caso), que considera a inveja do jornalista ou o [...]

  17. Por: Glauber Viana - 14:58 - 06/04/2013

    O filme é ruim mesmo!

  18. Por: Felipe Gabriel Nogueira - 00:51 - 29/04/2013

    Isso nem é crítica, pô. E o cara que escreve também não é crítico. Como esse tal de Caio Túlio, que de cinema não entende nada – algo que pode ser inferido da pobreza de seu texto -, quer falar sobre o filme? É triste. Mais um pseudo-intelectual tentando fazer a cabeça da patuleia.

  19. Por: Lázaro Freire - 12:10 - 25/06/2013

    Isso é o que eu chamo de cricrítico. Ok, o filme pode ser ruim. Não justifica. É muito mais uma agressão ao pensamento, pessoas (com nome) e modo de vida do que um comentário estético ou cinéfilo. E mesmo nas poucas partes em que isso se confunde, é mais acidez estéril do que conteúdo. O julgamento pessoal da relação ídem do diretor com a então ex-mulher e atual mulher a partir dos minutos de destaque do filme é “crítica de arte” onde? Em outros campos, isso se chama inferência, fofoca. É o tipo de coisa que, quando um “amigo” faz, gerando ciumes da atual, o “amigo” se torna ex, ou leva um merecido soco, por – desculpe o termo – FDPutice mesmo. Mas se for um “crítico”, pode. Nesse sentido, entendo MUITO BEM o sentimento do Caetano Veloso. Se isso causou dor pessoal e problemas familiares a ele, por exemplo, devido ao que o “crítico” intencionalmente escreveu, se isso tem ALVO certo e capacidade intencional de magoar alguém a partir de algo a que se dedicou, se isso recorre ao nível pessoal e familiar apenas para ser mais “polêmico” e “agressivo”, é de se compreender que o alvo se sinta agredido, num nivel que não tem NADA a ver com “jornal”, “crítica” ou “cinema”.

    Que este texto sirva de EXEMPLO HISTÓRICO de que causas tem consequências, e que SOMOS RESPONSÁVEIS SIM por aquilo que fazemos e escrevemos no papel de condutores públicos da opinião popular.

  20. Por: alexandre - 11:10 - 15/10/2013

    as palavras do caeteno só corroboram a mentalidade dele e seus pares, que veio a tona com o movimento procure saber, com a ideia de censura de biografias. falar mal, ou até mesmo a real é proibido. só pode falar bem. e assim vai essa cena cultural periférica que nunca vai sair muito disso que já é, de medalhão se achando foda e agindo feito coronel

  21. Por: Marcos Nunes - 21:22 - 14/01/2014

    Eu vi o filme O Cinema Falado do Caetano Veloso, e é obvio que se trata apenas de uma filmagem profissional de um rebanho muito grande de amigos do Caetano Veloso, conversando sobre poesia, música, filosofia etc…
    Eu gostei de ver Antonio Cícero, Lulu Santos, Regina Casé, Gilberto Gil e um montão de gente famosa no Apartamento de Caetano.
    Acho que não tinha necessidade de esculhambar o filme.

  22. Por: Denis - 12:01 - 17/05/2014

    Não vejo nada demais nessa crítica que possa ter causado tanto “mal estar”.Crítico é crítico,para isso serve.Se um crítico não gosta de um filme tem a obrigação de dizer que não gosta e porque,para que o leitor possa avaliar e conferir.Ainda bem que existem pessoas que falam o que pensam e não bajulam.Achei a crítica bem escrita e elegante.Minha humilde opinião.

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