<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Caio Túlio Costa &#187; caio túlio</title>
	<atom:link href="http://caiotulio.com/tag/caio-tulio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://caiotulio.com</link>
	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 May 2012 16:22:04 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>The Guardian: lição de jornalismo aberto</title>
		<link>http://caiotulio.com/the-guardian-licao-de-jornalismo-aberto/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/the-guardian-licao-de-jornalismo-aberto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 16:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Principal]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[paywall]]></category>
		<category><![CDATA[Proxxima]]></category>
		<category><![CDATA[THE GUARDIAN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2570</guid>
		<description><![CDATA[PUBLICADO NO SITE DA PROXXIMA 2012 EM 09/05/2012 ÀS 12:32
Executivo da área Digital do jornal britânico, Piers Jones mostrou à plateia do ProXXIma que abrir as portas para os leitores pode ser o segredo do sucesso para os veículos
BÁRBARA SACCHITIELLO
Digital first. Essas palavras, ditas logo no início do seminário de Piers Jones, gerente de produtos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span>PUBLICADO NO SITE DA PROXXIMA 2012 EM 09/05/2012 ÀS 12:32</p>
<p>Executivo da área Digital do jornal britânico, Piers Jones mostrou à plateia do ProXXIma que abrir as portas para os leitores pode ser o segredo do sucesso para os veículos</p>
<p><strong>BÁRBARA SACCHITIELLO</strong></p>
<p>Digital first. Essas palavras, ditas logo no início do seminário de Piers Jones, gerente de produtos para plataformas digitais e redes sociais do The Guardian, deram uma síntese do que o público da edição de 2012 do ProXXima pode acompanhar: um exemplo concreto de um jornal que, apesar de sua tradição de mais um centenário de existência, não teve medo de inovar de acordo com o ritmo das novas tecnologias e forma de consumo de mídia.</p>
<p>Com a presença do jornalista, sócio da MVL Comunicação, Caio Tulio Costa, o seminário de Piers Jones foi uma apresentação das estratégias do The Guardian para manter o interesse e a atenção do público, em diferentes plataformas. O representante do veiculo inglês deixou claro que todo esse exemplo de inovação reside, primeiramente, na premissa de se tratar o digital como prioridade. &#8220;Quando recebemos uma noticia ou informação importante, não existe mais a duvida de coloca-la na internet ou de guarda-la para o papel. O Digital sempre vem à frente&#8221;, resume Jones.</p>
<p>Ele aproveitou o seminário para expor exemplos dos produtos digitais do jornal, como o site, os aplicativos para smartphones e tablets e os perfis do título nas redes sociais. O destaque dessa parte da apresentação foi o aplicativo do The Guardian para o Facebook, que foi desenvolvido após dois meses de trabalho, com o objetivo de criar uma maneira diferente de dar as noticias e entrar em contato com a audiência. Desde setembro de 2011, quando foi lançado, o aplicativo já foi baixado por mais de 11 milhões de pessoas.</p>
<p>Os leitores, alias, são tratados praticamente como colaboradores diretos dos jornalistas do The Guardian. Com enquetes, sugestão de noticias, discussão de assuntos, compartilhamento de informações, participação em eventos promovidos pelo jornal e outros canais de contato, os leitores são, constantemente, estimulados a participar e a colaborar com o conteúdo do grupo de mídia. &#8220;Nosso objetivo é fazer com que as pessoas passem mais tempo conosco. Esse crescimento da audiência, consequentemente, nos dá uma maior base para trabalhar comercialmente nossos produtos e conseguir gerar receita&#8221;, esclarece Jones.</p>
<p><strong>Cabeça no futuro</strong></p>
<p>Exemplo de publicação que segue na trilha do fornecimento gratuito de conteúdo – financiado pela publicidade – o The Guardian acaba indo na contra-mão de boa parte dos grandes jornais do mundo, que vêm estruturando seu modelo de negócios com base na cobrança pelo acesso ao conteúdo digital. Esse posicionamento do jornal britânico, segundo o jornalista Caio Tulio Costa, é um exemplo claro de que o The Guardian conseguiu enxergar algo que muitos veículos ainda relutam a ver: &#8220;O jornalista não é mais o ator principal da notícia. Ele precisa dividir esse palco com os leitores, que colaboram diretamente com o conteúdo&#8221;, frisou Costa.</p>
<p>Questionado sobre a aparente contradição entre priorizar o Digital enquanto a maior parte de sua receita publicitária ainda provem do jornal impresso, Piers Jones respondeu representando a filosofia de um título que, mesmo nascido em 1821, tem os dois pés e a cabeça no futuro: &#8220;Priorizar o Digital nada mais é do que reconhecer a mudança estrutural. O impresso ainda pode ser a maior fonte de receita, mas isso não será para sempre. Não sabemos se estamos construindo um modelo correto. Considerando, porém, a rápida evolução da tecnologia e dos leitores, acredito que vale a pena arriscar&#8221;, finalizou.</p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/the-guardian-licao-de-jornalismo-aberto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Workshop discute o papel da educação formal para os alunos do século XXI</title>
		<link>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 19:37:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Belloni]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação e educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2565</guid>
		<description><![CDATA[PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012
Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span>PUBLICADO NO SITE DO CANAL FUTURA EM 24/04/2012</p>
<p>Qual é o papel da educação formal em um mundo repleto de informações ao alcance do mouse? Como utilizar o conhecimento dos próprios alunos e ensiná-los a construir uma visão crítica diante da tecnologia? Estas foram algumas das questões debatidas no Workshop Futura 2012: Comunicação e Educação de Ponta-Cabeça, realizado no dia 19/04 na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista. O evento contou com apresentações de Caio Túlio Costa, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação e consultor de novas mídias e Maria Luiza Belloni, especialista em Ciências da Educação e pesquisadora do Comunic, grupo de estudos da Universidade Federal de Santa Catarina que estuda as inter-relações entre as mídias e os processos educacionais.</p>
<p>Segundo Caio Túlio Costa, embora haja grandes transformações em curso na forma como encaramos as instituições, apreendemos conhecimento e nos comunicamos, a educação formal apresenta, de forma geral, uma visão retrógrada. &#8220;Há 300 anos a escola se encontra estruturada da mesma maneira&#8221;, criticou.</p>
<p>Apesar do atraso, no entanto, a educação pode exercer um papel fundamental para ajudar as novas gerações a lidar justamente com o grande fluxo de informações e com a necessidade do aprendizado constante, lembrou Maria Luiza Belloni. &#8220;A educação tem que ser ao longo da vida, não só para as crianças. A escola precisa ensinar como aprender&#8221;. Para isso, é crucial superar a resistência à tecnologia, que muitas vezes leva a um conflito de gerações entre alunos e professores. &#8220;Podemos ter educação de qualidade apenas no papel. Mas para educar as crianças, fazer com que elas aprendam a usar as novas mídias e assumam uma postura crítica, precisamos da tecnologia&#8221;, alertou a especialista.</p>
<p>Entre as propostas discutidas no workshop, está a mudança no foco da educação, que deveria priorizar a criação de metodologias de pesquisa que motivem as crianças a buscar conhecimento em vez de se concentrar em transmitir conteúdos pré-estabelecidos. &#8220;Nesse cenário de mudança, o caminho é investir na escola básica integral e na universidade pública, gratuita e aberta a todos, com professores formados também através das tecnologias&#8221;, apostou Maria Luiza Belloni.</p>
<p>No caso específico da educação brasileira, também é necessário efetivar políticas públicas que utilizem a tecnologia com eficácia e levem a mudanças efetivas. &#8220;A mentalidade de quem dirige a escola não mudou. Não adianta comprar um monte de tablets e usar do jeito errado. A mudança é inexorável, a despeito dos educadores&#8221;, afirmou Caio Túlio Costa.</p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/workshop-discute-o-papel-da-educacao-formal-para-os-alunos-do-seculo-xxi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biógrafo de Jobs no Roda Viva</title>
		<link>http://caiotulio.com/biografo-de-jobs-no-roda-viva/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/biografo-de-jobs-no-roda-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 21:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Aspen]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[roda viva]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Jobs]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Isaacson]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2534</guid>
		<description><![CDATA[O biógrafo de Steve Jobs, o jornalista e executivo americano Walter Isaacson, foi o entrevistado do Roda Viva, na TV Cultura, em 5 de março. Caio Túlio Costa foi um dos entrevistadores ao lado do apresentador Mario Sergio Conti, de Ethevaldo Siqueira (colunista especializado em tecnologias digitais do jornal O Estado de S. Paulo); Paula Leite (editora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O biógrafo de Steve Jobs, o jornalista e executivo americano Walter Isaacson, foi o <a href="http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/walter-isaacson-1" target="_blank">entrevistado do Roda Viva</a>, na TV Cultura, em 5 de março. Caio Túlio Costa foi um dos entrevistadores ao lado do apresentador Mario Sergio Conti, de Ethevaldo Siqueira (colunista especializado em tecnologias digitais do jornal O Estado de S. Paulo); Paula Leite (editora assistente do caderno Mercado do jornal Folha de S. Paulo); Carlos Eduardo Lins da Silva (professor de pós-graduação de Jornalismo da ESPM e editor da revista Política Externa) e Todd Benson (diretor de redação da agência Reuters no Brasil).</p>
<p>Ex-presidente da rede americana de TV CNN e ex-editor da revista Time, Isaacson já escreveu biografias de personalidades como Albert Einstein, Benjamin Franklin e Henry Kissinger.  Atualmente, ele é o presidente do Aspen Institute, um dos mais relevantes think tanks voltados à formação de estrategistas e à educação.</p>
<p>Conforme informou o site da TV Cultura, o Roda Viva foi o único programa na imprensa brasileira a entrevistar Isaacson em sua curta passagem pelo Brasil no mês de março de 2012.</p>
<p>O livro já vendeu mais de 10 milhões de exemplares nos EUA (a metade disso em versão digital), 2 milhões na China e mais de 120 mil no Brasil.</p>
<p>Ainda no site da TV Cultura se lê que a obra de Isaacson seria o mais definitivo perfil do líder da Apple. Sobre o homem que teve a imagem partida entre os cultuadores que o definem como “gênio” e outros tantos que questionam sua originalidade, Isaacson conclui: “A saga de Steve Jobs é o mito de criação do Vale do Silício em letras graúdas&#8230; Ele não inventava muitas coisas de estalo, mas era um mestre em juntar ideias, arte e tecnologia de um jeito que inventava o futuro”.</p>
<p>A entrevista foi gravada no sábado, 3 de março. Ele esteve apenas dois dias no Brasil por conta de compromisso do Aspen Institute e dedicou-se ao Roda Viva antes de embarcar de volta para os EUA.</p>
<p>Os entrevistadores perguntam em português e as respostas de Isaacson, em inglês, são legendadas.</p>
<p>Isaacson não se recusou a responder nenhuma das perguntas e deu vários detalhes sobre a feitura da biografia de Jobs, falou de jornalismo e tecnologia, do futuro dos jornais e revistas em papel (ele considera que continuarão existindo), de direitos autorais na web (que precisam ser respeitados), da formação do jornalista, do trabalho em governos, de ações humanitárias e do ofício do biógrafo.</p>
<p>Leia também <a href="http://caiotulio.com/retrato-feito-de-detalhes/" target="_self">resenha do livro sobre Jobs</a> escrita por Caio Túlio Costa.</p>
<p>Veja a <a href="http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/walter-isaacson-1" target="_blank">íntegra do programa com Walter Isaacson</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/biografo-de-jobs-no-roda-viva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cronograma das aulas</title>
		<link>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 14:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programa]]></category>
		<category><![CDATA[adorno]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[cioran]]></category>
		<category><![CDATA[cronograma]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos de Ética]]></category>
		<category><![CDATA[faustino]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[guy debord]]></category>
		<category><![CDATA[karl kraus]]></category>
		<category><![CDATA[malcolm]]></category>
		<category><![CDATA[max weber]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[programa]]></category>
		<category><![CDATA[susan sontag]]></category>
		<category><![CDATA[umberto eco]]></category>
		<category><![CDATA[wittgenstein]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/blog/?p=632</guid>
		<description><![CDATA[CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA
FACULDADE CÁSPER LÍBERO – Graduação em Jornalismo
 
Roteiro das aulas – 1º Semestre de 2012
15/02 &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.
29/02 &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA</strong></p>
<p><strong>FACULDADE CÁSPER LÍBERO – Graduação em Jornalismo<br />
</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Roteiro das aulas – 1º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>15/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>29/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>07/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>14/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>21/03</strong> – Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>28/03 – </strong>Atividade 6: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>04/4 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>11/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>18/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>25/04</strong> &#8211; Não haverá aula, o professor deverá faltar.</p>
<p><strong>02/05</strong> &#8211; Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>09/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>16/05</strong> &#8211; Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>23/05</strong> &#8211; Atividade 14: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>30/05</strong> &#8211; Atividade 15: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>06/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>13/06</strong> &#8211; Atividade 17: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>20/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>27/06</strong> &#8211; Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Roteiro das aulas – 2º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>01/08</strong> &#8211; Atividade 1:  Apresentação do curso no 2º semestre.  Apresentação e discussão da bibliografia.</p>
<p><strong>08/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>15/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>22/08</strong> &#8211; Atividade 4: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>29/08 </strong>– Atividade 5: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>05/09</strong> &#8211; Atividade 6: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>12/09 &#8211; </strong>Atividade 7: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>19/09 – Atividade 8: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>26/09</strong> &#8211; Atividade 9: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>03/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>17/10 </strong>– Atividade 11: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>24/10</strong> &#8211; Atividade 12: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>31/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>07/11 &#8211; Atividade 14: Prova bimestral</strong></p>
<p><strong>14/11</strong> &#8211; Atividade 15: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>21/11 – </strong>Atividade 16: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>28/11</strong> &#8211; Atividade 17: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>05/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>12/12 &#8211; Atividade 19: Exame final.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Programa do curso 2012</title>
		<link>http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programa]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Cásper Líbero]]></category>
		<category><![CDATA[curso ética]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[programa ética]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://10.128.5.207/wordpress/?p=101</guid>
		<description><![CDATA[Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012
Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo
Professor Doutor Caio Túlio Costa
Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar
4º ano de Jornalismo matutino
1º Semestre de 2012
1. Objetivos:
Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012</strong></p>
<p>Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo</p>
<p>Professor Doutor Caio Túlio Costa</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p><strong>1º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a compreender a profissão de jornalista de forma crítica e como uma ética fundada no direito à informação e na liberdade de expressão, cujo valor maior é procurar apresentar ao público que o jornalista procurou buscar as verdades factuais e as opiniões controversas e/ou plurais que convivem na sociedade.</p>
<p>1.2. Fornecer ao aluno conceitos elementares e parâmetros básicos para que ele saiba equacionar os dilemas éticos vividos pelos jornalistas.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Proporcionar ao aluno um contato inicial com textos controversos para que ele possa diagnosticar os dilemas éticos bem como os fundamentos da Ética (campo de conhecimento) além de apreender as noções contemporâneas da ética aplicada ao jornalismo.</p>
<p>2.2. Proporcionar ao aluno um contato inicial com as referências práticas para a solução de dilemas éticos do jornalismo: desde os conflitos de interesse, tanto no plano empresarial como no plano da consciência de cada um, até os vícios mais comuns da profissão, como distorções, invasão da privacidade e relacionamento com as fontes de informação.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O que significa falar de ética: noções clássicas via textos clássicos, literários e jornalísticos.</p>
<p>3.2. A ética no plano da decisão individual; a ética no plano dos costumes.</p>
<p>3.3. Independência editorial e independência individual frente ao mercado:</p>
<p>3.3.1. Conflitos de interesse de ordem econômica.</p>
<p>3.3.2. Conflitos de interesse de consciência.</p>
<p>3.3.3. Partidarismos.</p>
<p>3.4. Os deslizes éticos mais freqüentes no ofício do jornalista:</p>
<p>3.4.1. Distorção dos fatos por má-fé, preguiça ou incompetência.</p>
<p>3.4.2. Invasão de privacidade.</p>
<p>3.4.3. Reprodução de estereótipos.</p>
<p>3.4.4. Prejulgamento e destruição de reputações.</p>
<p>3.4.5. Extremismos: “governismo”, “anti-governismo” ou negativismo.</p>
<p>3.4.6. O mau uso do “off-the-record”, promiscuidade com as fontes.</p>
<p>3.4.7. Abuso de poder.</p>
<p>3.5. A validade ou a inutilidade dos códigos de ética.</p>
<p>3.6. A necessidade do método.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p>5. Atividade Complementar</p>
<p>5.1. Leitura do romance As Ilusões Perdidas, de Balzac, para discussão e exercício em classe no final do segundo bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas em cada bimestre. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.3. Eventual participação em seminários e discussões sobre dilemas éticos.</p>
<p>6.4. A nota bimestral é a média aritmética da prova e da avaliação individual feita pelo professor em função da presença, interesse e participação.</p>
<p><strong> </strong><strong>7. Bibliografia básica:</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong> 8. Material didático:</strong></p>
<p>8.1. Conto “El Enemigo número 1 de la Censura” in <em>Nuevos Cuentos de Bustos Domecq</em> de Jorge Luis Borges em colaboração com Adolfo Bioy Casares. Buenos Aires: Librería La Ciudad, 1977 [Tradução de Caio Túlio Costa - literal - está à disponível na central de cópias da faculdade e no site do professor: http://caiotulio.com/o-inimigo-numero-1-da-censura/].</p>
<p>8.2. PEUCER, Tobias. <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>: Tese, Doutorado em Periodística – Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999 [Mimeo], também publicada pela na Revista Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo: Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), número 33, 2000, p.199- 214. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/os-relatos-jornalisticos/</p>
<p>8.3. Texto “O Príncipe Eletrônico” de Otavio Ianni, in <em>Enigmas da modernidade mundo</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p>8.4. SÓFOCLES. <em>Antígona</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>8.5. SÓCRATES. “Defesa de Sócrates”, por Platão; e “Apologia de Sócrates”, de Xenofonte in <em>Sócrates</em> (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural/ Círculo do Livro, 1996.</p>
<p>8.6. MOTTA PESSANHA, José Américo. “As delícias do jardim” in NOVAES, Adauto (org.). <em>Ética</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 1992.</p>
<p>8.7. MONTAIGNE, Michel de. Texto “A covardia é a mãe da crueldade” in Ensaios. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, s/d. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-covardia-e-a-mae-da-crueldade/</p>
<p>8.8. SHAKESPEARE, William. <em>Hamlet</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.</p>
<p>8.9. FOUCAULT, Michel. “Las Meninas”, primeiro capítulo do livro <em>As palavras e as coisas</em>, de Michel Foucault. Lisboa: Portugália Editora, s/d.</p>
<p>8.10. KANT, Immanuel. Texto “Fundamentação da metafísica dos costumes” in <em>Crítica da Razão Pura e outros escritos</em>. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1974.</p>
<p>8.11. BALZAC, Honoré de. Capítulo 25, “A primeira luta”, in <em>As Ilusões Perdidas</em>. São Paulo: Abril Cultural, 1978.</p>
<p>9. Bibliografia complementar:</p>
<p>9.1.FREITAG, Bárbara. <em>Itinerários de Antígona: a questão da moralidade</em>. Campinas: Papiros, 1992.</p>
<p>9.2.ROSENFIELD, Kathrin H. <em>Sófocles &amp; Antígona</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
<p>9.3.SÓFOCLES. <em>Édipo-rei</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>9.4.CHAUÍ, Marilena. <em>Convite à Filosofia</em>. São Paulo: Ática, 2001.</p>
<p>9.5.SILVESTONE, Roger. <em>Por que estudar a Mídia?</em> São Paulo: Loyola, 2002.</p>
<p>9.6.KARAM, Francisco José. <em>Jornalismo, Ética e Liberdade</em>. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>9.7.Goodwin, H. Eugene. <em>Procura-se ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993.</p>
<p>9.8.MEYER, Philip. <em>A ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas/atividades:</strong></p>
<p><strong>15/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>29/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>07/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>14/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>21/03</strong> – Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>28/03 – </strong>Atividade 6: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>04/4 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>11/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>18/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>25/04</strong> &#8211; Neste dia não haverá aula, o professor deverá faltar.</p>
<p><strong>02/05 </strong>- Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>09/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>16/05</strong> &#8211; Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>23/05</strong> &#8211; Atividade 14: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>30/05</strong> &#8211; Atividade 15: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>06/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>13/06</strong> &#8211; Atividade 17: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>20/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>27/06</strong> &#8211; Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p><strong> </strong><strong>2º Semestre de 2012</strong></p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Em prosseguimento à disciplina “Ética Jornalística – primeiro semestre”, na qual a profissão foi pensada criticamente, a disciplina no segundo semestre tem duas metas:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a aprofundar o conhecimento no campo da Ética, dentro do campo da Filosofia, encontrando aí os fundamentos da própria ética aplicada à profissão.</p>
<p>1.2. Proporcionar ao aluno, por meio da experiência de leitura e de revisão de valores e de convicções morais, novos ângulos para que ele enfrente os dilemas éticos do cotidiano do jornalismo.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Aprofundar, no “mundo das idéias”, o contato com o pensamento que funda o campo da Ética desde a cultura clássica e, por meio desse contato, agregar consistência às noções éticas de cunho prático-profissional adquiridas no semestre anterior.</p>
<p>2.2. Buscar pontes com o “mundo real”, propondo ao aluno exercícios e jogos de situações concretas em que seja possível enxergar os conceitos da Ética se manifestando nos dilemas cotidianos dos jornalistas.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O super-herói ético versus o anti-herói ético.</p>
<p>3.2. Weber: convicção e responsabilidade.</p>
<p>3.3. Wittgenstein e a fundamentação ética.</p>
<p>3.4. Karl Kraus e o apocalipse permanente.</p>
<p>3.5. Ética e indústria cultural.</p>
<p>3.6. Ética e espetáculo.</p>
<p>3.7. Negar a si mesmo.</p>
<p>3.8. A profissão indefensável.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade a partir da escolha dos alunos.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p><strong>5. Atividade Complementar</strong></p>
<p>5.1. Leitura do ensaio <em>O jornalista e o assassino</em>, de Janet Malcolm, para discussão e exercício em classe no final do quarto bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas bimestrais. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong>8. Material Didático:</strong></p>
<p>8.1. FAUSTINO, Mario. Poema “Balada” in <em>O Homem e a Sua Hora e outros poemas</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/balada/</p>
<p>8.2. PESSOA, Fernando. “Poema em linha reta” in <em>Obra poética de Fernando Pessoa</em>. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/poema-em-linha-reta-2/</p>
<p>8.3. WEBER, Max. “A política como vocação” in Ciência e Política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000.</p>
<p>8.4. WITTGENSTEIN, Ludwig. “Conferência sobre Ética” (1929). Tradução de Darlei Dall’Agnol. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</p>
<p>8.5. KRAUS, Karl. Capítulo “Imprensa, estupidez, política” in <em>Ditos e Desditos</em>. São Paulo: Brasiliense, 1988. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/imprensa-estupidez-politica/</p>
<p>8.6. ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” in ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.</p>
<p>8.7. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. O primeiro capítulo está disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-sociedade-do-espetaculo/ </p>
<p>8.8. SONTAG, Susan. “Pensar contra si próprio: reflexões sobre Cioran” in <em>A vontade radical</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>8.9. CIORAN, E. M. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>8.10. MALCOLM, Janet. Págs. 11 a 17 do livro <em>O Jornalista e o Assassino</em>, de Janet Malcolm. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.</p>
<p><strong>9. Bibliografia Complementar:</strong></p>
<p>9.1. FAUSTINO, Mario. <em>Poesia Experiência</em>. São Paulo: Perspectiva, 1977.</p>
<p>9.2. CIORAN, Emil Michel. <em>História e Utopia</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>
<p>9.3. ________. <em>Exercícios de admiração (Ensaios e perfis)</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.</p>
<p>9.4. ________. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>9.5. SONTAG, Susan. <em>Diante da dor dos outros</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas:</strong></p>
<p><strong>01/08</strong> &#8211; Atividade 1:  Apresentação do curso no 2º semestre.  Apresentação e discussão da bibliografia.</p>
<p><strong>08/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>15/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>22/08</strong> &#8211; Atividade 4: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>29/08 </strong>– Atividade 5: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>05/09</strong> &#8211; Atividade 6: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>12/09 &#8211; </strong>Atividade 7: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>19/09 – Atividade 8: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>26/09</strong> &#8211; Atividade 9: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>03/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>17/10 </strong>– Atividade 11: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>24/10</strong> &#8211; Atividade 12: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>31/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>07/11 &#8211; Atividade 14: Prova bimestral</strong></p>
<p><strong>14/11</strong> &#8211; Atividade 15: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>21/11 – </strong>Atividade 16: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>28/11</strong> &#8211; Atividade 17: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>05/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>12/12 &#8211; Atividade 19: Exame final.</strong></p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Programa do curso de ética para 2012</title>
		<link>http://caiotulio.com/programa-do-curso-de-etica-para-2010/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/programa-do-curso-de-etica-para-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Principal]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[caio ética]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Cásper Líbero]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos de Ética]]></category>
		<category><![CDATA[ementa]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[programa 2010]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2197</guid>
		<description><![CDATA[Aqui você encontra o programa de 2012 do Curso de Ética Jornalística que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.
Além da ementa do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o cronograma  das aulas e o sistema de avaliação.
Recomenda-se aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui você encontra o programa de 2012 do <a href="http://caiotulio.com/categoria/curso-de-etica/" target="_blank">Curso de Ética Jornalística </a>que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.</p>
<p>Além da <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_blank">ementa</a> do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_blank">cronograma</a>  das aulas e o <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_blank">sistema de avaliação</a>.</p>
<p>Recomenda-se aos alunos que leiam atentamente o programa bem como as indicações de avaliação.</p>
<p>Tanto o programa quanto o sistema de avaliação são objetos de discussão e análise nas primeiras aulas do curso.</p>
<p>Professor e alunos devem chegar a bom termo e à concordância quanto à maneira da condução das atividades escolares.</p>
<p>Recomenda-se também aos alunos que não faltem às aulas iniciais quando todo o processo do curso é discutido e combinado.</p>
<p>Atenção: o cronograma pode sofrer alterações em função do dia da aula magna (prevista para março de 2012) promovida pela faculdade e da Semana de Jornalismo (prevista para o segundo semestre de 2012). Todas as alterações serão informadas neste site.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/programa-do-curso-de-etica-para-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sistema de avaliação</title>
		<link>http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programa]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação objetiva]]></category>
		<category><![CDATA[caio cásper]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos de Ética]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[nota bimestral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://10.128.5.207/wordpress/?p=105</guid>
		<description><![CDATA[CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA
FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo
Como são feitas as avaliações bimestrais
A avaliação bimestral é a média de duas notas. A primeira parte da nota (de zero a dez) vem da prova escrita bimestral. A outra metade vem de nota (de zero a dez) atribuída a cada aluno(a) em função da avaliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA</strong></p>
<p>FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo</p>
<p><strong>Como são feitas as avaliações bimestrais</strong></p>
<p>A avaliação bimestral é a média de duas notas. A primeira parte da nota (de zero a dez) vem da prova escrita bimestral. A outra metade vem de nota (de zero a dez) atribuída a cada aluno(a) em função da avaliação do professor relativa à participação do(a) mesmo(a) em classe.</p>
<p><strong>Prova escrita bimestral</strong></p>
<p>As provas na disciplina de Ética Jornalística são um convite à reflexão. Os alunos que lêem os textos e participam ativamente das aulas geralmente não encontram problemas com a avaliação escrita. O professor costuma indicar um tema e o desenvolvimento do mesmo. Na prova, o aluno deve usar as idéias dos textos discutidas em classe e fazer inter-relações dos temas e conceitos. O aluno precisa tomar cuidado com a gramática. Erros de português afetam a avaliação. As provas são manuscritas e recomenda-se que o aluno capriche na caligrafia para não ser punido por falta de entendimento, por parte do professor, do que estiver ilegível ou confuso. Durante a prova, o aluno pode consultar as anotações feitas em classe, os textos e os livros em pauta, mas deve fazer a prova sozinho e não conversar com colegas ou mesmo com o professor. O professor não explica a prova. O entendimento correto da proposição é parte da avaliação.</p>
<p><strong>Avaliação do professor</strong></p>
<p>Todo bimestre o professor atribui uma nota (de zero a dez) relativa à participação do aluno em classe. É observada a presença ativa nas aulas, a profundidade e o domínio das leituras dos textos e a participação no curso como um todo. O critérios são os seguintes:<br />
a) Leitura do texto indicado para a aula (testada com base em exercício escrito no início da aula ou em questionamento oral);<br />
b) Comportamento em classe (o professor avalia e registra as participações ativas, as intervenções, os atrasos, as conversas paralelas, o sono, o hábito de comer lanches na aula, o uso do celular, as maquiagens em classe, as entradas e saídas constantes&#8230;);<br />
c) Assiduidade (o comparecimento regular e as faltas às aulas).<br />
Para avaliar cada aluno, o professor observa a presença física, a leitura, o interesse, o espírito crítico e a criatividade no trato dos assuntos relativos ao curso.<br />
O professor verifica a presença em aula por meio de chamada quando anota no diário a participação ativa, ou não, de cada aluno em cada aula. Também há aulas em que a presença é anotada em função da participação do alunos em exercícios escritos.</p>
<p><strong>Prova substitutiva</strong></p>
<p>A prova em segunda chamada &#8211; realizada no final do ano para quem perdeu alguma prova &#8211; costuma propor temas relativos aos quatro bimestres. O aluno deve desenvolver as questões relativas ao bimestre no qual perdeu a prova. A mecânica da prova costuma ser a mesma das provas regulares.</p>
<p><strong>Exame final</strong></p>
<p>Para o Exame Final, o aluno terá que rever tudo o que foi visto no curso. O exame costuma requerer inter-correlação dos temas discutidos. Recomenda-se que o aluno releia os textos indicados durante o primeiro e o segundo semestre bem como os dois livros de leitura obrigatória – conforme consta no Programa do curso. A mecânica é a mesma das provas regulares.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poder sem responsabilidade</title>
		<link>http://caiotulio.com/poder-sem-responsabilidade/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/poder-sem-responsabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 19:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[entre aspas]]></category>
		<category><![CDATA[estadao]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[grampo]]></category>
		<category><![CDATA[Murdoch]]></category>
		<category><![CDATA[New Corp]]></category>
		<category><![CDATA[News of the world]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo gandour]]></category>
		<category><![CDATA[tablóide]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street Journal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2469</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente no blog da MVL Comunicação e no site do Observatório da Imprensa, ambos em 20/07/2011
Caio Túlio Costa
Estive nesta terça-feira (19/7) no programa Entre Aspas, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.mvl.com.br/blog/poder-sem-responsabilidade/" target="_blank">MVL Comunicação</a> e no site do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/poder-sem-responsabilidade" target="_blank">Observatório da Imprensa</a>, ambos em 20/07/2011</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa<br />
</strong>Estive nesta terça-feira (19/7) no programa <a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/entre-aspas/v/jornalistas-brasileiros-analisam-o-escandalo-dos-tabloides-britanicos/1569957/#/Todos os Vídeos/page/1" target="_blank">Entre Aspas</a>, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, o finado News of the World na berlinda.<br />
Monica Waldvogel queria saber se Murdoch tinha se saído bem. Eu e Ricardo Gandour, do Estadão, nos propusemos a analisar o caso.<br />
Tudo que veio à tona nos últimos dias extrapola, de longe, todo o pior que se pode esperar de um jornal comandado pelo clã dos Murdoch.<br />
Keith Rupert Murdoch é figura conhecida dos críticos da mídia. Em 1981, por exemplo, saiu a primeira edição do livro &#8220;Power without Responsibility&#8221;, ou Poder sem Responsabilidade, de James Curran, cuja capa original mostra Murdoch espetando o globo terrestre. Repare: essa imagem tem 30 anos.<br />
Há três décadas se discute os métodos do australiano que ganhou um jornal do pai na cidade de Adelaide e, desde os anos 50, expandiu os domínios construindo um império de comunicação na Europa e nos EUA.<br />
A expressão cunhada por Curran – poder sem responsabilidade &#8211; define bem o tipo de jornalismo praticado pelos Murdoch , que vai da extrema direita (Fox News), passando por uma tentativa de aquisição de respeitabilidade (Wall Street Journal) e desaba nas cloacas inglesas (The Sun, News of The World) que exploram em especial a fofoca, as traições, as revelações íntimas de celebridades, o <em>bas-fond</em> da política.<br />
Se as pesquisas de mercado mostram um vácuo de publicações no jornalismo conservador, Mudorch lança uma emissora de TV conservadora. Se há<span style="color: #800080;"> </span>mercado para algo mais liberal, ele compra o Wall Street Journal. Se o público adora futrica, então é com ele mesmo, espalha tablóides por<span style="color: #800080;"> </span>todos os cantos. Para conseguir a futrica, não importa que sejam necessários métodos que ele diz desconhecer, praticados por subordinados seus que se viram enganados pelos próprios subordinados – numa bem estruturada sequência de respostas ensaiada com a ajuda de seus advogados.<br />
Ele tem muito poder com as suas publicações – daí ser recebido pela porta dos fundos no gabinete do primeiro-ministro britânico, outro poderoso bastante chamuscado com este caso.<br />
Ou seja, Murdoch tem poder, não tem nenhuma responsabilidade. Nas duas acepções: a da responsabilidade direta nos grampos e a substantiva responsabilidade do publisher frente à acuidade ética na captação e divulgação da notícia, do que é notícia.<br />
O filho Jaime – responsável pelas empresas do pai na Europa, eis aí mais um reforço do substantivo responsabilidade – estava ao seu lado no Parlamento. Não conseguiu explicar por que sua empresa continua pagando os advogados do detetive particular que o tablóide contratara e do jornalista igualmente grampeador. Se deplora o que foi feito, por que ainda sustenta a sua defesa? Não explicou.<br />
Murdoch começou o depoimento de paletó é gravata, fez questão de interromper o filho para exclamar ser aquele o dia &#8220;mais humilhante&#8221; de sua vida, respondeu a todas as questões e, quase no final, levou uma &#8220;tortada&#8221; de creme de barbear lançada por um humorista desconhecido,<br />
Marbles. Tirou o paletó, manchado de creme, e continuou seco e direto nas respostas. No final, Rupert Murdoch se saiu bem no Parlamento – há quem diga que esta batalha ele teria ganho.<br />
O que chama atenção neste caso é a velocidade com a qual as notícias se espalharam mundo a fora, em especial no ambiente da internet. Foi no começo de julho que o jornal inglês The Guardian mostrou evidências de que as escutas telefônicas eram generalizadas no News of the World e que sua empresa-mãe pagara mais de 1 milhão de libras esterlinas para resolver os casos jurídicos ligados a esta prática.<br />
Detalhe: o tal Jonnie Marbles, por exemplo, tinha mil seguidores no Twitter. Ganhou 14 mil na sequência da &#8220;tortada&#8221;, ação antecipada no microblog: &#8220;It is a far better thing that I do now than I have ever done before&#8221;. Algo como: &#8220;De longe, o que eu farei agora é a melhor coisa que jamais fiz&#8221;. Wendi Deng, a jovem esposa de Murdoch que saiu em sua defesa contra o agressor, acabou a noite de terça-feira listada nos trending topics (a lista dos assuntos ou de nomes em maior evidência) do Twitter, chamada de &#8220;ninja&#8221;, em alusão à sua origem asiática e a rapidez com que partiu pra cima de Marbles.<br />
Cloaca aberta, responsabilidade maior negada, o que sobra disso tudo?<br />
A preocupação é a de que a obsessão legisladora recrudesça em todo o mundo. Há uma idéia, generalizada, difusa, da necessidade de &#8220;controle&#8221;. No entanto, o Reino Unido deu uma lição ao mundo. Ali existe tanto a regulação unindo Estado e sociedade civil no Ofcom (o Office of Communications), quanto a autorregulação, via Press Complaints Commission (a comissão de queixas à imprensa), órgão criado e mantido pela própria imprensa. Ambas as instituições estão sendo criticadas por terem sido negligentes neste caso.<br />
No entanto, atente para o fato de que foi um jornal, o Guardian, quem levantou o assunto de novo agora (ele existe desde 2002 quando a menina Milly Bowler foi assassinada e seu celular grampeado pelo jornal de Murdoch) e o colocou no pé que está.<br />
Em duas semanas, as ações da News Corp baixaram, um jornal foi fechado, investigação parlamentar foi aberta, prisões foram feitas, um jornalista morreu, as responsabilidades estão sob investigação policial e o mundo acompanha online o caso, livremente.<br />
Sem liberdade de expressão, sem liberdade de imprensa, sem concorrência, sem imprensa preocupada em incomodar os poderosos, não existiria nada disso. O toque macabro é que nada parece indicar que a imprensa que chafurda no esgoto esteja condenada – os outros tablóides passaram a vender mais depois do fechamento do News of the World.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/poder-sem-responsabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Roteiro das aulas do 2º semestre</title>
		<link>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-do-2%c2%ba-semestre/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-do-2%c2%ba-semestre/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 17:45:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
		<category><![CDATA[adorno]]></category>
		<category><![CDATA[aulas de ética]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[Cásper Líbero]]></category>
		<category><![CDATA[cioran]]></category>
		<category><![CDATA[cronograma das aulas]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[ética jornalística]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[karl kraus]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Faustino]]></category>
		<category><![CDATA[sontag]]></category>
		<category><![CDATA[susan sontag]]></category>
		<category><![CDATA[weber]]></category>
		<category><![CDATA[wittgenstein]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2462</guid>
		<description><![CDATA[Os alunos da disciplina Ética Jornalística, do quarto ano do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, já podem consultar o cronograma de aulas do segundo semestre de 2011.
A primeira atividade, em 3 de agosto, é embasada por poemas de Mário Faustino (Balada) e Fernando Pessoa (Poema em linha reta).
O curso segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Os alunos da disciplina Ética Jornalística, do quarto ano do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, já podem consultar o cronograma de aulas do segundo semestre de 2011.</p>
<p>A primeira atividade, em 3 de agosto, é embasada por poemas de Mário Faustino (Balada) e Fernando Pessoa (Poema em linha reta).</p>
<p>O curso segue discutindo Max Weber, Karl Kraus, Ludwig Wittgenstein, Theodor Adorno e Max Horkheimer, Guy Debord, E. M. Cioran (via Susan Sontag) e Janet Malcolm, autora de &#8220;O jornalista e o assassino&#8221;, livro recém-republicado pela Cia. das Letras e adotado como livro-texto do segundo semestre.</p>
<p>Siga o link para ver o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_blank">Cronograma das Aulas</a>.</p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-do-2%c2%ba-semestre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marina atingiu 12,5 milhões de pessoas na web</title>
		<link>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 21:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque 3]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[disputa eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[internet e política]]></category>
		<category><![CDATA[marina silva]]></category>
		<category><![CDATA[resultados eleitorais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2442</guid>
		<description><![CDATA[PUBLICADO NO BLOG DE FERNANDO ROGRIGUES, NO UOL, ÀS 14h04 DE 14/04/2011
Maior herança virtual é o cadastro de 1.008.723 e-mails ativos
Fernando Rodrigues
Marina Silva (PV) conseguiu enviar sua mensagem no ano passado para 12,5 milhões de pessoas por meio da web. Ela ficou em 3º lugar na disputa e teve 19,6 milhões de votos.
Os dados estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><span style="font-size: small;"><span><em>PUBLICADO NO BLOG DE FERNANDO ROGRIGUES, NO UOL, ÀS 14h04 DE 14/04/2011</em></span></span></span></span></div>
<p>Maior herança virtual é o cadastro de 1.008.723 e-mails ativos</p>
<p><strong>Fernando Rodrigues</strong></p>
<p>Marina Silva (PV) conseguiu enviar sua mensagem no ano passado para 12,5 milhões de pessoas por meio da web. Ela ficou em 3º lugar na disputa e teve 19,6 milhões de votos.</p>
<p>Os dados estão em um artigo de Caio Túlio Costa sobre o desempenho da candidata presidencial do Partido Verde. Saiu na revista &#8220;Interesse Nacional&#8221;. Pode ser baixado em versão pdf aqui. Caio Túlio é jornalista, foi um dos pioneiros da internet no Brasil e coordenou a campanha digital de Marina em 2010.</p>
<p>Não há como saber quantos dos 19,6 milhões de votos de Marina tiveram conexão com os 12,5 milhões de internautas que receberam a mensagem da campanha de alguma forma. O número é citado na página 2 do artigo. Na página 12, Caio Túlio menciona que durante a campanha calculou-se que &#8220;as chances teóricas indicavam a possibilidade de levar a mensagem, direta ou indiretamente, a 14,9 milhões de pessoas. Nesta conta, não foram levadas em consideração as comunidades não oficiais&#8221;.</p>
<p>Esse cálculo de quantos cidadãos foram atingidos pela mensagem de Marina na web levou em consideração cruzamentos da audiência de todos os meios on line usados pelos marinistas _redes sociais, blogs, e-mails etc.</p>
<p>Embora Caio Túlio enfatize no início de sua análise esse número total de internautas que foram atingidos diretamente pela mensagem de Marina, há outra cifra relevante no final da página 12 (o artigo tem 23 páginas). Trata-se da &#8220;herança&#8221; política de Marina no mundo virtual, o banco de dados que restou com os nomes e endereços de cerca de 1 milhão de militantes que voluntariamente se alistaram para continuar em contato mesmo depois da campanha de 2010. Essa é a grande jóia que um político pode ter: cidadãos que se alistam de forma espontânea por acreditarem na causa.</p>
<p>&#8220;[É] um banco de dados que soma exatos 1.008.723 endereços distintos e diretamente alcançáveis de pessoas dispostas a repercutir de alguma forma a mensagem de Marina Silva, a qualquer momento, seja via e-mail ou por meio de endereço de alguma das redes sociais&#8221;, escreve Caio Túlio Costa.</p>
<p>Nos EUA, embora o uso de redes sociais tenha se disseminado e o e-mail seja hoje considerado uma forma de comunicação de velhos (ou de uma massa populacional não tão inserida na vida digital), a ferramenta de mensagens eletrônicas continua poderosíssima.</p>
<p>Por exemplo, um candidato presidencial pode descobrir em pesquisas que não vai bem no eleitorado feminino de 30 a 50 anos na região Sudeste. Se tiver uma base de e-mails consistente, esse político pode preparar uma mensagem direcionada aos eleitores desse estrato social –e pedir que ajudem na campanha. Barack Obama usou e abusou dessa técnica em 2008 nos EUA.</p>
<p>Diante dessas possibilidades em futuras campanhas, o número de e-mails obtido por Marina Silva pode ser considerado, ao mesmo tempo, modesto e relevante.</p>
<p>É modesto porque 1.008.723 de pessoas num universo de mais de 135 milhões de eleitores (o que tem o Brasil) é muito pouco.</p>
<p>Por outro lado, é um ponto de partida enorme na comparação com outros políticos e partidos brasileiros. Não existe política de manutenção de bancos de dados de e-mails sofisticados em nenhum dos 27 partidos brasileiros. Nem no PV, de Marina Silva.</p>
<p>Tome-se o caso do PT e de Dilma Rousseff, cujo potencial seria para ter milhões de e-mails cadastrados, com nome, endereço, sexo, idade, local de moradia e até dados sobre interesses pessoais de cada militante. Lula foi o presidente mais popular da história recente do país. Se ele tivesse pedido e atuado de maneira ativa nessa área, quantos seguidores não teria obtido para o PT?</p>
<p>Os petistas no início da campanha de 2010 começaram a coletar as bases de e-mails das seções regionais da legenda. Concluíram que tinham perto de 12 milhões de endereços eletrônicos cadastrados. Uma enormidade. Barack Obama teve 13 milhões de e-mails &#8220;quentes&#8221; em 2008.</p>
<p>Só que quando o PT começou a verificar os dados, percebeu alto grau de inconsistência. Quase tudo era lixo. A campanha de Dilma demorou seis meses para ter 200 mil endereços &#8220;quentes&#8221;. Terminada a eleição, a petista contava com cerca de 1 milhão de e-mails –um número semelhante ao de Marina Silva, cujo partido e os recursos foram infinitamente mais modestos. Mais precisamente, conforme o Blog apurou, Dilma tem hoje 1.163.625 endereços eletrônicos cadastrados (que são raramente usados; portanto, trata-se de uma base sem manutenção e que rapidamente vai se deteriorar, virar lixo).</p>
<p>O texto preparado por Caio Túlio Costa é uma grande contribuição para quem deseja entender um pouco de como se deu o processo de campanha eleitoral via web no Brasil em 2010. Seria muito útil se o PT e o PSDB oferecessem também suas análises detalhadas sobre as campanhas de Dilma Rousseff e de José Serra, respectivamente.</p>
<p>No caso de Dilma, há um relatório epidérmico e marqueteiro preparado pela Blue State Digital, a empresa norte-americana que prestou serviços ao PT em 2010. Para acessar esse trabalho, clique aqui.</p>
<p>Eis 3 dados que a Blue State Digital cita sobre Dilma e uma comparação com Marina:</p>
<p>E-mails cadastrados:</p>
<p>Dilma: &#8220;em menos de 6 meses, mais de 200 mil pessoas se cadastraram&#8221;, diz a BSDigital. Hoje, apurou o blog, são 1.163.625 e-mails cadastrados.</p>
<p>Marina: 1.008.723 de cadastros</p>
<p>Twitter (14.abr.2011):</p>
<p>Dilma: 536,9 mil seguidores</p>
<p>Marina: 429,1 mil seguidores</p>
<p>Financiamento de campanha via web:</p>
<p>Dilma: 2.032 doações e R$ 180 mil arrecadados (o valor exato não está disponível; a cifra se refere ao total arrecadado, para os 2 turnos)</p>
<p>Marina: 3.095 doações e R$ 170.527,75 arrecadados (o valor se refere ao que entrou até o 1º turno)</p>
<p>Arrecadação de campanha</p>
<p>Esse é um aspecto que indica um dos maiores fracassos da campanha eleitoral digital no Brasil.</p>
<p>Como se observa nos dados acima, os números de Dilma e Marina não são modestos. São medíocres e quase desprezíveis. José Serra (PSDB) simplesmente desistiu de arrecadar via web.</p>
<p>Diversos estudos a respeito do tema nos EUA indicam que o doador individual torna-se um militante ainda mais qualificado do que aquele interessado apenas em se cadastrar voluntariamente para receber e-mails. O doador via web passa a ser também um torcedor do candidato. Afinal, investiu dinheiro no projeto. Mesmo que a quantia seja de R$ 10, R$ 20 ou R$ 50, aquele cidadão não vai se esquecer.</p>
<p>Há também o benefício posterior para a sociedade. Um doador de campanha vira um cobrador de responsabilidade do político eleito. A abulia histórica do eleitor depois do processo eleitoral é conhecida. Mas é sempre mais provável que alguém que tenha doado R$ 50 passe a cobrar ações de um prefeito, deputado, governador ou presidente. Enfim, arrecadar dinheiro via web ajuda a sofisticar a cidadania e a democracia no país.</p>
<p>Há razões muito claras e objetivas para o fracasso da arrecadação de dinheiro por meio da web no Brasil.</p>
<p>A mais evidente (e sempre usada pelos políticos) é que o calendário eleitoral no Brasil os proíbe de arrecadar antes de a campanha ter sido oficializada, no mês de julho do ano eleitoral. Como a eleição é sempre no primeiro domingo de outubro, são menos de 3 meses para convencer eleitores a doar. Um tempo exíguo.</p>
<p>Tudo isso é verdade. Mas também é um sofisma.</p>
<p>Para começar, quem faz a lei são os políticos. Eles decidiram que o calendário brasileiro seria dessa forma, engessado. É algo até surrealista. Por exemplo, a campanha tem dia marcado para começar. OK. Mas ninguém pode arrecadar antes. Então, como pode a campanha começar se ainda não arrecadou recursos? É um despautério que todos sabemos como é resolvido na prática –muito políticos arrecadam por debaixo do pano para terem fundos disponíveis no dia em que começam oficialmente a fazer campanha.</p>
<p>Aliás, esse era um aspecto a ser alterado na atual safra de reforma política. Mas, por óbvio, ninguém toca nesse assunto para valer. Estão todos felizes com os arranjos conhecidos.</p>
<p>Apesar da limitação da lei eleitoral, o fato é que no Brasil nada impede partidos políticos de arrecadar dinheiro a qualquer tempo e época, nos 365 dias do ano. Qualquer agremiação pode fazer campanhas constantes para que seus militantes reais (eles existem?) contribuam voluntariamente, via web. Não há notícia de alguma legenda que faça isso no momento.</p>
<p>Marina Silva, Dilma Rousseff, José Serra, enfim, qualquer político, poderia aparecer nas propagandas de seus partidos na TV pedindo dinheiro para as suas legendas. Isso é muito comum nas campanhas dos EUA. Mas qual político no Brasil teria coragem de ir assim tão longe?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/marina-atingiu-125-milhoes-de-pessoas-na-web/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

