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	<title>Caio Túlio Costa &#187; caio túlio</title>
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		<title>Ouvidores do mundo em BH</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 11:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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O jornalista, professor de jornalismo e consultor Caio Túlio Costa participa nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, do 1º Congresso Internacional de Ouvidores e Ombudsman. Será o expositor na oficina sobre ouvidoria em jornais, revistas, rádio e televisões.
Caio Túlio pretende debater quesitos basilares para o exercício da função como, por exemplo, as funções do ombudsman na indústria [...]]]></description>
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<div><span style="font-size: small;"><span> </span></span></div>
<p><span><span style="font-size: small;"><span>O jornalista, professor de jornalismo e consultor Caio Túlio Costa participa nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, do 1º Congresso Internacional de Ouvidores e Ombudsman. Será o expositor na oficina sobre ouvidoria em jornais, revistas, rádio e televisões.</span></span></span></p>
<p>Caio Túlio pretende debater quesitos basilares para o exercício da função como, por exemplo, as funções do ombudsman na indústria da midia; os limites da atuação do ombudsman nesta indústria; as diferenças fundamentais entre a função do ombudsman e o serviço de atendimento ao consumidor (os polêmicos SAC); o perfil ideal do ombudsman e as barreiras para a expansão da função além de traçar um pequeno histórico do ombudsman de imprensa no Brasil e no mundo.</p>
<p>O Congresso, uma promoção da Associação Brasileira de Ouvidores e Ombudsman numa parceria com a OAB de Minas Gerais será realizado de 28 a 30 de julho no Hotel Ouro Minas, na capital do estado de Minas Gerais.</p>
<p>A oficina sobre ouvidoria nos meios de comunicação se desenrola das 9h às 12h do dia 30.</p>
<p>Além de Caio Túlio, confirmaram presença o 1º Ouvidor Público do Brasil, Manoel Camargo. Ele abre o evento com a palestra Cidadania, Direitos Fundamentais e os Limites entre o Público e o Privado; Dante Negro, diretor do Departamento de Direito Internacional da OEA, com o tema O Defensor Del Pueblo e sua Atuação na América Latina; Erick David, professor da Universidade de Bruxelas, com a palestra O Ombudsman no Conselho de Segurança da ONU; Ian Willian Darling, presidente do Fórum Canadense de Ombudsman, que abordará O Papel do Ombudsman no Canadá e EUA.</p>
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		<title>Palestra sobre eleições e internet</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 02:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado no site Santa Catarina 24 horas em 31 de maio de 2010  
Seminário sobre Eleições e Imprensa reúne profissionais da comunicação em Santa Catarina

Florianópolis &#8211; O panorama das próximas eleições em relação à imprensa e ao aspecto jurídico foi debatido amplamente durante toda a segunda-feira (31) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O encontro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado no site Santa Catarina 24 horas em 31 de maio de 2010  </em></p>
<p><strong>Seminário sobre Eleições e Imprensa reúne profissionais da comunicação em Santa Catarina<br />
</strong><br />
Florianópolis &#8211; O panorama das próximas eleições em relação à imprensa e ao aspecto jurídico foi debatido amplamente durante toda a segunda-feira (31) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O encontro, organizado por intermédio da Escola do Legislativo, reuniu jornalistas, radialistas, assessores de imprensa e demais profissionais da comunicação que participaram de duas palestras. No período matutino, o jornalista Caio Túlio Costa falou sobre a função social dos veículos de comunicação como instrumentos de transparência no processo eleitoral. À tarde, o procurador-chefe substituto da Procuradoria da República em Santa Catarina, André Stefani Bertuol, discorreu sobre a legislação específica, as principais mudanças e os pontos mais polêmicos.</p>
<p>Consultor de novas mídias, primeiro ombudsman da imprensa brasileira e profissional experiente em coberturas de fatos políticos, Caio Túlio Costa fez um panorama da situação dos principais veículos de comunicação do Brasil: revistas, jornais, rádio e televisão. Ele também comparou o comportamento da mídia nacional com a estrangeira e apontou as principais falhas no desempenho da imprensa. “Em geral, divide-se os candidatos entre os que têm condições de se eleger e os que não têm, implantando um sistema diferenciando de cobertura”, afirmou.</p>
<p>Como exemplo, o jornalista citou a tese desenvolvida pela professora Susana Salgado, da Universidade Nova de Lisboa, de Portugal. Ela examinou 4.364 peças jornalísticas e comprovou que os órgãos de notícias tornavam-se menos neutros à medida que a campanha tomava corpo, oferecendo espaço proporcional ao desempenho dos candidatos nas pesquisas. Costa também abordou casos de manipulação da informação que ficaram conhecidos do grande público. O levantamento do professor Rogério Christofoletti, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), analisou o erro cometido pela revista Veja contra o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB/RS). O parlamentar teve seu mandato cassado, em 1994, por conta de reportagem da publicação. Mais tarde, o próprio autor do texto, o jornalista Luiz Costa Pinto, reconheceu que havia confundido o valor de “US$ 1 mil” na conta de Ibsen com “US$ 1 milhão”, o que foi determinante para a cassação do político.</p>
<p>A expansão e o poder da internet, a mais nova mídia eleitoral, foi tema da palestra de Caio Túlio e também do procurador André Stefani Bertuol.  Muitas são as dúvidas que ainda pairam sobre a sua utilização, mas ambos os palestrantes concordaram que a utilização da rede mundial é definitiva, o que ficou confirmado no episódio da vitória do presidente dos EUA, Barak Obama. Bertuol, que baseu sua explanação nas Leis nº 9.504/1997 e nº 4.737/1965, o chamado Código Eleitoral, disse que a legislação brasileira começa a se ajustar a essas inovações. Um passo nessa direção foi dado com as alterações jurídicas que começaram a vigorar este ano com a aprovação da Lei 12.034, de 2009, que já prevê a possibilidade de campanhas na web e a liberação do uso de redes sociais e blogs.</p>
<p>A maioria dos participantes apresentou dúvidas também sobre propaganda eleitoral extemporânea. Isto é, as peças de divulgação da candidatura de um político divulgadas antes de 5 de julho, prazo oficial para início da campanha 2010. Como o conjunto de leis permite interpretação, discutiu-se o que caracteriza propaganda fora de época e os meios de prevenção de irregularidades do gênero.</p>
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		<title>Exemplos de moral provisória</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.
Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.</p>
<p>Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. Além de prefácio de André Lemos, da UFBa, e apresentação de Dimas A. Künsch, da Cásper, o livro é composto de 18 textos de autores distintos.</p>
<p>O índice e a biografia dos autores revela a abrangência da obra:</p>
<p>Primeira parte: Esfera pública interconectada: processos discursivos e contextos de interação</p>
<p>1. &#8220;Os deuses voltam à cena: ciberespaço, razão e delírio&#8221;, por Dimas A. Künsch &#8211; da Cásper Líbero;<br />
2. &#8220;Esfera pública e os media na trajetória de pensamento de Jürgen Habermas&#8221;, por Rousiley C. M. Maia &#8211; da UFMG;<br />
3. &#8220;Esfera pública interconectada, blogosfera e redes sociais&#8221;, por Sergio Amadeu da Silveira &#8211; da Cásper;<br />
4. &#8220;Trocas simbólicas no ciberespaço e os processos de construção de esferas públicas interconectadas&#8221;, por Liráucio Girardi Júnior &#8211; da Cásper;<br />
5. &#8220;Opinião pública e conversação cívica&#8221;, por Heloiza Matos &#8211; da Cásper;<br />
6. &#8220;A argumentação na esfera pública: em busca da articulação discursiva e do entendimento entre atores plurais&#8221;, por Ângela Marques &#8211; da Cásper;<br />
7. &#8220;Mundo, mundo, vasto mundo da vida&#8230;&#8221; por Eugênio Bucci &#8211; da ECA/USP;<br />
8. &#8220;A diluição de fronteiras no campo da Comunicação em tempos de interculturalidade&#8221;, por Laan Mendes de Barros, da Cásper.</p>
<p>Segunda parte: 0 jornalismo e suas interfaces com o ciberespaço, o imaginário e a política</p>
<p>9. &#8220;Mídias sociais conectadas e jornalismo participativo&#8221;, por Walter Teixeira Lima Junior &#8211; da Cásper;<br />
10. &#8220;As mídias sociais e o ciberjornalismo: reconfiguração de vozes&#8221;, por Elizabeth Saad Corrêa &#8211; da ECA/USP;<br />
11. &#8220;Da esfera pública à blogosfera a partir da estética da comunicação&#8221;, por Luís Mauro Sá Martino &#8211; da Cásper;<br />
12. &#8220;Hipermídia, hiperlinguagem e imagem complexa no webjornalismo&#8221;, por Dulcília H. Schroeder Buitoni &#8211; da Cásper;<br />
13. &#8220;Enquetes e sondagens de opinião e a agenda de debates da ciberpolítica&#8221;, por Rosemary Segurado e Vera Chaia &#8211; ambas da PUC-SP;<br />
14. &#8220;A mídia e os acontecimentos de 1968: produção de sentido ou implosão?&#8221;, por Cláudio Novaes Pinto Coelho &#8211; da Cásper;<br />
15. &#8220;Rádio informativo e ecologia da comunicação:o Jornal da CBN como cenário de vinculação sociocultural&#8221;, por José Eugenio de Oliveira Menezes &#8211; da Cásper;<br />
16. &#8220;Jornalismo e imaginário: o lugar do universal&#8221;, por Marcia Benetti &#8211; UFRGS;<br />
17. &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;, por Caio Túlio Costa &#8211; Cáper &#8211; e<br />
18. &#8220;O ensino de jornalismo frente à realidade das novas tecnologias&#8221;, por Carlos Costa &#8211; da Cásper.</p>
<p>No seu artigo, Caio Túlio Costa aprofunda a questão específica da &#8220;moral provisória&#8221;, tema de sua tese de doutorado que se tranformou em livro (&#8221;Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória&#8221;, editado pela Zahar em 2009).</p>
<p>Os dois parágrafos iniciais, reproduzidos abaixo, dão o tom do texto que contém vários exemplos de moral provisória no jornalismo:</p>
<p>&#8220;A moral provisória é o jornalismo em estado puro. É uma maneira diferente de entender a profissão, fundada e mantida no imediatismo &#8211; cada vez mais no adiantado da hora. No jornalismo, a moral provisória é o instantâneo do profundo abismo entre os princípios e o dia a dia, entre o teórico e o prático, entre o ideal e a realidade. Ela se nutre do fosso entre o normativo e o funcional. Ela não existiria se não existissem meios escusos para fins nobres. Ela não existiria se não existissem interesses, ilegítimos ou legítimos, sejam individuais, empresariais ou institucionais. Se a moral provisória é usada por motivo honroso, mais assertivamente ainda ela pode ser provisoriamente enganadora, provisoriamente mentirosa, provisoriamente má – definitivamente destrutiva. A moral provisória nasce, cresce e floresce num paradoxo: constrói para destruir – destrói para construir. Justificativas de princípios morais valem para nortear idealmente a imprensa quando investiga um assunto, uma pessoa, uma empresa, uma instituição. Mas são desconsideradas na forma como a imprensa investiga, apura, decide – ela chega a usar ferramentas imorais no processo de captação da informação. Se o motivo é escuso, então, vai-se usar um código moral transitório para justificar o injustificável. Em ambos os momentos, a moral é provisória, interina, momentânea. E o jornalista, temporariamente, é autorizado a ser mau, hipócrita, enganador, mentiroso – o justiceiro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Se os profissionais puros, altruístas e de boa fé sustentam, antes de tudo, que o jornalismo deveria ser uma práxis ética (Bucci, 2002: 26), a indústria se planeja, se diz e se maquia exatamente como se a fosse. Ela nunca reconhece ter a moral provisória como recurso. Não. Em público, normativamente, a indústria da notícia se apresenta como a campeã da virtude moral. Mas desanca essa práxis nos bastidores, naquilo que não é escrito nem mostrado, naquilo que está subjacente à investigação, na manipulação e na reutilização da idéia da moral conforme a necessidade, o momento, a situação; para significar isso ou aquilo porque o “interesse público” sempre fala mais alto. Mas o que é interesse público? Quem define o interesse público? A direção da empresa de comunicação? O ocupante do governo da ocasião? O deputado, o empresário, o editor da publicação, o leitor, o consumidor?&#8221;</p>
<p>O livro pode ser encontrado nas boas livrarias e se mostrou desde o primeiro momento indispensável para quem se interessa por comunicação e, em especial, pelo jornalismo em época de grandes trannfor,ações comandadas pela tecnologia.</p>
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		<title>Leilão de fotos foi um sucesso</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 02:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O leilão de fotos em benefício do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade), presidido por Marina Silva, foi um sucesso. Todas as fotos foram vendidas. Para os fotógrafos extenmporâneos Adolfo Leiner, Beto Ricardo, Caio Túlio Costa e Leão Serva esta foi a primeira experiência numa apresentação pública na qual suas fotos estavam à venda, á espera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O leilão de fotos em benefício do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade), presidido por Marina Silva, foi um sucesso. Todas as fotos foram vendidas. Para os fotógrafos extenmporâneos Adolfo Leiner, Beto Ricardo, Caio Túlio Costa e Leão Serva esta foi a primeira experiência numa apresentação pública na qual suas fotos estavam à venda, á espera de lances. O dinheiro arrecadado foi transferido para o Instituto.</p>
<p>Veja as fotos de Caio Túlio Costa:</p>
<div id="attachment_2285" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Vida.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2285" src="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Vida-150x150.jpg" alt="Fotos de Caio Túlio Costa" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos de Caio Túlio Costa</p></div>
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		<title>Expo de fotógrafos em prol do IDS</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 15:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leilão de fotos em São Paulo 
Exposição de fotos em São Paulo, de 25 de maio a 1 de junho reúne, em São Paulo, quatro fotógrafos extemporâneos: Adolfo Leirner, Beto Ricardo, Caio Túlio Costa e Leão Serva.
Adolfo é engenheiro e médico, Beto é ambientalista, Caio Túlio é jornalista, professor e consultor e Leão Serva é jornalista. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Leilão de fotos em São Paulo </strong></p>
<p>Exposição de fotos em São Paulo, de 25 de maio a 1 de junho reúne, em São Paulo, quatro fotógrafos extemporâneos: Adolfo Leirner, Beto Ricardo, Caio Túlio Costa e Leão Serva.</p>
<p>Adolfo é engenheiro e médico, Beto é ambientalista, Caio Túlio é jornalista, professor e consultor e Leão Serva é jornalista. Rosely Nagakagawa foi a curadora que reuniu os trabalhos. </p>
<p>Os quatro têm em comum a paixão pela fotografia. Exercem-na em momentos extra-profissionais.</p>
<p>Os resultados destas quatro &#8220;viagens&#8221; pela fotografia estarão em leilão de arrecadação de fundos para o IDS, Instituto Democracia e Sustentabilidade.</p>
<p>Adolfo trabalha recortes e elementos fotográficos no photoshop alcançando efeitos supreendentes. Beto Ricardo mostra visões da montanha Bela Adormecida, em São Grabriel da Cachoeira. Caio Túlio Costa expõe instantâneos colhidos em viagens a Cuba. Vietnã, Tailândia e Portugal. Leão Serva trabalha com polaroids.</p>
<p>A exposição será na galeria (espaço de arte) do Restaurante Trio, na Vila Olimpia  (Rua Gomes de Carvalho, 1759). A exposição vai de 25 de maio até 1 de junho, quando acontece o leilão, às 21 horas. A partir de 25 de maio, as obras poderão ser vistas no Espaço Arte Trio todos os dias no horário do almoço.</p>
<div id="attachment_2277" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/Convite1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2277" src="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/Convite1-150x150.jpg" alt="Convite para a exposição no Trio" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Convite para a exposição no Trio</p></div>
<p>Todos os leitores deste site estão convidados para a exposição e para o leilão.</p>
<p><strong>Para quem não conhece Adolfo Leirner, ele se define assim:<br />
</strong>&#8220;Com dez anos ganhei uma histórica Kodak Brownie 620. Aos 11, num hotel em Santos onde passava férias havia um fotógrafa com estúdio e laboratório e que me adotou como assistente me ensinando a fotografar e revelar fotos. A seguir me apossei de uma Leica antiga esmaltada em preto que era da minha mãe. No meu 13o. aniversário ganhei um ampliador que completou meu laboratório. Era sócio do Foto Clube Bandeirantes onde ia de noite assistir os debates sobre fotos dos sócios. Com 15 anos ganhei uma Rollei e curtia fotografar eventos esportivos. Às vezes minhas fotos eram aproveitadas em jornais. Aos 17 anos fui estudar no ITA, e a fotografia cedeu lugar aos estudos que me ocupavam integralmente. Fundei uma pioneira fábrica de aparelhos médicos e entrei aos 37 anos na FMUSP, onde fiz graduação, residência, doutorado e docência em Cardiologia. Dirigi por 25 anos um laboratório de Bioengenharia no Incor onde era médico e engenheiro, e “Professor Pardal”. Vivi entre artes e artistas Minha mãe Felícia Leirner era escultora, meus irmãos Nelson e Giselda são artistas de renome além de uma penca de familiares dedicados às artes. Com a idade, cedi aos jovens meu lugar na academia sobrando espaço para retornar à fotografia, agora modificada pela captura e processamento digitais. As câmeras porém permaneceram semelhantes e o manejo foi fácil. Amadurecido pelos ativos 70 anos que deixei para trás encontrei na fotografia uma forma de guardar os momentos que presencio e transformá-los numa crônica gráfica do homem e da história. A série que exponho agora toma como inspiração o conflituoso relacionamento de amor e ódio do homem e das instituições com as várias formas do divino e da arte sacra, usando elementos do vandalismo, do grafitti e da escrita arcaica.&#8221;</p>
<p><strong>Beto Ricardo diz de si mesmo:<br />
</strong>&#8220;Meu contato inicial com a fotografia foi com as imagens da família e de viagens que meu pai fazia com uma Rolleyflex e, algum tempo depois, com uma câmera 35 mm. Slides emoldurados, caxias de metal, projeções caseiras. Aos 19 anos entrei na universidade para cursar ciências sociais, enveredei pela antropologia e adotei uma câmera Nikon FM2 como ferramenta de registro nas minhas viagens e trabalhos de campo. Valorizei as imagens fotográficas tanto quanto os textos, na série de publicações &#8220;Povos Indígenas no Brasil&#8221;, que idealizei em 1978 e da qual fui editor por vários anos. Aprendi com Vincent Carelli a ler editorialmente as fotografias que recebíamos de muitos colaboradores, profissionais e amadores. Ainda neste trabalho associado à luta dos povos indígenas pelo reconhecimento dos seus direitos, descobri a força das fotos yanomami de Claudia Andujar. Com muitas viagens de trabalho pela Amazônia, especialmente no alto Rio Negro, fiz extenso registro dos bastidores de vários processos de lutas dos índios e populações tradicionais por direitos e de vários casos exemplares da diversidade socioambiental do Brasil. Paisagens humanizadas e em movimento. Organizei eventos e exposições sempre vinculados a estes processos, nos quais as fotografias conviveram com desenhos, pinturas, vídeos, objetos, textos e sons. Aprendi um bocado com Pedro Martinelli, nas várias jornadas de viagens na Amazônia que fizemos juntos. Cheguei a operar com duas FM2, uma com filmes côr e outra com pb, antes de adotar mais e mais uma pequena câmera digital. Como editor do ISA (Instituto Socioambiental), tenho incorporado algumas das minhas imagens e de outros colaboradores em várias publicações, nos últimos 15 anos.&#8221;</p>
<div><strong></strong></div>
<p> </p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_2281" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/000003_trRevRev.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2281" src="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/000003_trRevRev-150x150.jpg" alt="Detalhe de foto de Caio Tulio feita em Havana Velha, Cuba" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe de foto de Caio Tulio feita em Havana Velha, Cuba</p></div>
<p> </p>
<p></strong></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa explica assim a sua aproximação com a fotografia:<br />
</strong>&#8220;Meu nome é Caio Túlio Costa e tenho 55 anos. Sou jornalista e professor de jornalismo. Ganho a vida como executivo e consultor de novas mídias. Fotografo desde criança por conta da paixão de meu pai pela fotografia. Com ele, aprendi a medir a luz, a calcular a abertura da objetiva e a velocidade exata para disparar o obturador. Ele usava uma Leica manual e uma Rolleiflex, alternadamente, com a ajuda de um fotômetro. Meu pai gostava de slides e as sessões de fotos projetadas na parede da sala de casa eram comuns naquela época em Alfenas, no sul de Minas. Eu me deslumbrava com aquilo. Herdei parte do seu equipamento (a Leica, o fotômetro e um tripé) que acabou sendo furtada de dentro de minha casa. Já em São Paulo, na escola de jornalismo, aprendi a revelar e a ampliar fotos. Usei e abusei do laboratório revelando os amigos, as namoradas e as ruas da cidade. Com a ajuda de uma Nikon F2, depois de uma Leica R8 e mais recentemente de uma Leica digital (D-Lux 3), passei a registrar viagens, em especial as que<br />
costumo fazer com minha família. Também fiz fotos jornalísticas, poucas, pressionado pelo dia-a-dia do jornal. Confesso ter resistido bastante, mas acabei cedendo à fotografia digital. As fotos deste leilão, escolhidas pela Rosely Nagakagawa, exibem dez instantâneos de três viagens recentes, Cuba, Ásia e Portugal – a passeio – sempre à espreita de algum ângulo nem muito óbvio nem tão comum. Quero frisar que não manipulo as fotos no Photoshop, não recorto foto, não utilizo filtros nem recursos avançados da câmara e sou parcimonioso com as teleobjetivas. Gosto de Eugène Atget, de Cartier-Bresson, de Robert Capa, da Annie Leibovitz e do Bob Wolfenson. Só aceitei expor estas fotos porque é para uma boa causa.&#8221;</p>
<p><strong>Leão Serva se explica dessa forma:</strong>Em 1992, no interior de Angola, minha primeira câmera reflex, uma Minolta que me acompanhava desde a adolescência e já tinha testemunhado outras guerras, foi expropriada por guerrilheiros da Unita. Segui cobrindo guerras.<br />
Para substituir a câmera, comprei uma máquina super-automática, auto-focus, &#8220;auto tudo&#8221;. A consequência foi trágica: anos depois, numa visita a aldeias indígenas do rio Içana, no Alto Rio Negro, me dei conta que já não sabia manipular com inteligência os recursos da câmera. Decidi então comprar equipamentos low techs. Ao longo dos ltimos anos, quando o mundo vivia a corrida à foto digital, eu vivi uma volta ao passado. Primeiro foi uma Leica R3, de 1976; depois, foi uma Rollei 35, de 1966. Mais recentemente, ganhei de um amigo uma linda Polaroid SX70, de 1972, à qual juntei posteriormente duas outras polas. Vivi então uma busca da &#8220;última polaroid&#8221;. Como a empresa não faz mais filmes para elas, os poucos que existem são conservados em geladeira e podem sofrer problemas em sua química, criando efeitos aleatoriamente.<br />
Diz o professor e galerista Eduardo Brandão que todas as fotos já foram feitas e boa parte das pessoas já as viu e as tem na memória. Dessa forma, quando apertamos o botão do obturador, é como se buscássemos refazer uma foto que já vimos. Essa história começa quando os inventores da fotografia retratavam imagens captadas de sua janela. Quase todos os fotógrafos também refizeram essa trajetória, captando imagens da visão de suas janelas. Tenho certeza dessas verdades quando olho o visor da máquina. A maior parte de minhas fotos nesta exposição, todas feitas com a máquina SX70 (algumas com filmes adaptados em casa), mostram lugares clássicos. Fotografei muitos deles repetidamente, inúmeras vezes, nas mais diversas situações de clima e luz, da janela do escritório onde eu trabalhava, da janela de um hotel no Rio ou da janela de casa.<br />
Fotografia para mim nasceu da habilidade de meu pai, um fotógrafo amador talentoso e premiado. Vivo um pouco em busca desse Graal, o olho dele, seu raciocínio cromático, a relação dos filtros e filmes dentro de sua Rolleiflex retangular. Desde que comecei a trabalhar, a câmera passou a ser também um recurso jornalístico para revelar a alma dos personagens que obriga o repórter a se aproximar muito do objeto, que às vezes é o próprio risco. Uma câmera conduz melhor inclusive o trabalho do repórter de texto.<br />
Mas todo esse realismo foi relegado a um segundo plano diante da textura estranha e do acaso imposto pela química dos filmes de polaroid vencidos.<br />
De volta das viagens de guerra, em 1994 as fotos se tornaram tema de uma exposição (&#8221;Todos os Fogos do Front&#8221;) que esteve no Museu da Imagem e do Som (MIS), em SP, e depois em Salvador, Bahia (Casa do<br />
Benin), e em Buenos Aires (Embaixada do Brasil). Mais recentemente, uma dessas polaroids participou da coletiva Mostra São Paulo Original de Fotos (2009).<br />
Nasci em São Paulo em 1959, comecei a trabalhar como jornalista em 1978 e hoje sou diretor de Redação do jornal &#8220;Diário de S.Paulo&#8221;. Tenho alguns livros publicados, os mais recentes são &#8220;Jornalismo e Desinformação&#8221; (Senac, 2001) e &#8220;Cidade Limpa &#8211; O projeto que mudou a cara de S. Paulo&#8221; (2008).&#8221;</p>
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		<title>Ética e mídia em debate em Rio Preto</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 13:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro 
O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.
O jornalista abordou temas referentes ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro </strong></p>
<p>O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.</p>
<p>O jornalista abordou temas referentes ao seu livro <em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em> (Zahar) e os debateu com a platéia.</p>
<p>Discutiu conceitos de moral e ética, realizou exercícios de entendimento de linguagem com os participantes e mostrou os desafios que as novas mídias acrescentam à indústria da comunicação &#8211; com exemplos de como os novos meios digitais estão transformando radicalmente a comunicação.</p>
<p><em>Da Agência Bom Dia, divulgado em 12/04/10 às 17h23: </em></p>
<p><strong>4ª Bienal do Livro de Rio Preto já tem programação </strong><br />
A 4ª Bienal do Livro de Rio Preto já está com a grade de programação definida. O evento será realizado de 30 de abril a 9 de maio, no Centro de Educação, Cultura e Artes da Swift.</p>
<p>Nesta edição da Bienal, &#8220;Palavra&#8221; é o tema da feira literária. O evento contará com seis espaços: Palavra Escrita, Palavra Exposta, Palavra Em Cena, Palavra Lúdica, Palavra Filmada e Palavra Sensorial.</p>
<p>O Palavra Escrita, montado no graneleiro da Swift, reúne 70 estandes de editoras e livrarias, dois de autores locais e um da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura.</p>
<p>O <strong>Palavra Exposta</strong>, que ficará no auditório da Swift, é um espaço voltado para palestras com escritores de projeção nacional e internacional. O espaço receberá: Gabriel Chalita, <strong>Caio Túlio Costa</strong>, Joãosinho Trinta, Daniel Piza, Célio Turino, Pedro Bandeira, Gentil de Faria, Ignácio de Loyola Brandão, Augusto Cury, Rosely Sayão, Pasquale Cipro Neto, José Roberto Torero, Márcia Tiburi, Romildo Sant’Anna, Moacyr Scliar, Mário Prata, Maurício Kubrusly. Terá ainda uma mesa redonda com os autores Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches, da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura. A mediação das palestras será feita por David Oscar Vaz.</p>
<p>Também integra a grade de programação do Palavra Exposta, a III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras, nos dias 7 e 8 de maio.</p>
<p>Já o espaço Palavra Em Cena é destinado à leitura e/ou encenação de obras literárias por atores. Participam desta atividade os atores Rosaly Papadopol, Hélio Cícero, Pascoal da Conceição, João Paulo Lorenzon e Antônio Calloni, este último fazendo leitura de seus textos.</p>
<p>Para as crianças, a Bienal tem o espaço Palavra Lúdica, onde acontecerão oficinas, leitura de obras infantis e apresentações de teatro e música. As atividades ficarão por conta de: Ingrid Biesemeyer, Cia. da Casa Amarela, Preto Moreno, Mileny Goto, Hamilton Pereira, Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular, Cia. Teatral Poleiro dos Anjos, Cia. da Boca e Maritza Nuñez. Mais o grande destaque será a presença de Zé do Caixão, no dia 8 de maio, às 14h30, fazendo leitura de contos infantis.</p>
<p>No Palavra Filmada, espaço destinado para a sétima arte, serão exibidos filmes adaptados de obras literárias brasileiras, tais como “Tieta do Agreste”, “O Grande Mentecapto”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”.</p>
<p>Para finalizar, o Palavra Sensorial, montado no Anfiteatro da Represa, será o palco de atrações artísticas. O espaço receberá as apresentações da Cia. Manoel Kobachuk, Adriana Calcanotto, Vânia Bastos, Missão Resgate, Escola Viva, Projeto Guri, Aprodança, Casa do Hip Hop, Tunai e Wagner Morais &amp; Lívia Maria.</p>
<p>Programação da 4ª Bienal do Livro<br />
• 30 de Abril &#8211; Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Pai do Mato” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
20h – “Adriana Partimpim–Dois é Show” – Adriana Calcanhotto (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 1º de Maio – Sábado<br />
9h30 – Palestra “Pedagogia da Gentileza” – Gabriel Chalita (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “Tocar na Banda” – Vânia Bastos (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – Leitura: “As Várias Faces de Hilda Hilst” – Rosaly Papadopol (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 2 de Maio – Domingo<br />
10h – Palestra “Ética e Mídia” – Caio Túlio Costa (Palavra Exposta)<br />
14h30 – “Leitura de Poemas” – Antônio Calloni (Palavra Em Cena)<br />
15h – Palestra “Pobre Gosta de Luxo, Quem Gosta de Miséria é Intelectual” – Joãosinho Trinta (Palavra Exposta)</p>
<p>• 3 de Maio – Segunda-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Traquinagens” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Música Poesia – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Oficina “O Dia do Saci: Contos e Curiosidades” – Hamilton Pereira (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Nabuco e a Civilização Brasileira” – Daniel Piza (Palavra Exposta)<br />
19h – Mesa Redonda “Fontes da Criação Literária” – Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação musical” – Escola Viva (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – “Meninos de Ouro” – Missão Resgate (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)</p>
<p>• 4 de Maio – Terça-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Magia Musical” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Quebra-Cabeças dos Contos de Fadas” – Ingrid Biesemeyer (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Espetáculo “Candim” – Cia. da Casa Amarela (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Ponto de Cultura &#8211; O Brasil de Baixo Para Cima” – Célio Turino (Palavra Exposta)<br />
19h – Palestra “Como Conquistar Quem Não Gosta de Ler” – Pedro Bandeira (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação de dança” – Aprodança (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “O Grande Mentecapto” – Direção Oswaldo Caldeira (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “A Palavra Poética em Cena” – Hélio Cícero (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 5 de Maio – Quarta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Música Maestro” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “A História do Livro no Brasil” – Gentil<br />
10h – Espetáculo “De onde veio a palavra que veio da palavra de onde veio” – Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – “Música Poesia” – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “Processo de Criação: Inspiração existe? Qual o papel do professor na formação do autor e do leitor?” – Ignácio de Loyola Brandão (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Mostra Regional” – Projeto Guri (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Código da Inteligência – A Excelência Profissional e Emocional” – Augusto Cury (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Direção André Klotzel (Palavra Filmada)</p>
<p>• 6 de Maio – Quinta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Menino, Vou Te Contá!” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Brincando de Ilustrar” – Mileny Goto (Palavra Lúdica)<br />
15h – Palestra “Valores e Competências da Educação Familiar e da Escolar” – Rosely Sayão (Palavra Exposta)<br />
15h30 – “Palavra Sonora” – Preto Moreno (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “A Nossa Língua” – Pasquale Cipro Neto (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Hip Hop Classic” – Casa do Hip Hop (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Velho, o Novo e os Novíssimos Testamentos” – José Roberto Torero (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Quincas Borba” – Direção Roberto Santos (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “Memórias do Mundo: Um Olhar sobre Borges” – João Paulo Lorenzon (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 7 de Maio – Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo &#8220;Respeitável Público” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “Filosofia e Literatura” – Márcia Tiburi (Palavra Exposta)<br />
10h – Espetáculo “A Mulher Que Matou os Peixes” – Cia. Teatral Poleiro dos Anjos (Palavra Lúdica)<br />
11h30 às 12h30 – III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Abertura Solene e Apresentação das escritoras (Palavra Exposta)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Mônica López Bordón, Isabel Hernandez, Alicia Torres, Leonor Scliar e Bella Ventura. Mediadora: Nilce Lodi (Palavra Exposta)<br />
15h30 – Espetáculo “A Princesa Diva, Adivinha” – Cia. da Boca (Palavra Lúdica)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Homenagem a Raquel de Queiroz (Lounge do Palavra Exposta)<br />
18h30 – Palestra “Estética da Oralidade: Literatura Oral Popular” – Romildo Sant’Anna (Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “Criação Literária” – Moacyr Scliar (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)<br />
20h – Show “Nordeste Aqui” – Wagner Morais &amp; Lívia Maria (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 8 de Maio – Sábado<br />
10h às 13h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Eliane Potiguara, Amanda Pedroso, Araceli Otamendi e Cristina De La Concha. Mediadora: Nilsa Amaral. (Palavra Exposta)<br />
14h30 – Leitura de Contos Infantis – Zé do Caixão (Palavra Lúdica)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Vidaluz Meneses, Lara Moreno, Niminon Suzel Pinheiro e Glória Davila (Palavra Exposta)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Encerramento (Lounge do Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “O Ofício do Escritor e a Literatura Policial” – Mário Prata (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “25&#8230; ou Mais” Acústico – Tunai (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 9 de Maio – Domingo<br />
14h – Palestra “Me Leva Mundão” – Maurício Kubrusly (Palavra Exposta)<br />
15h – Leitura: “Os Sertões: a Terra, o Homem, a Luta” – Pascoal da Conceição (Palavra Em Cena)</p>
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		<title>&#8220;Encontro com gigantes&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja entrevista de Caio Túlio Costa dada a Lorena Calabria, apresentadora do programa de rádio Encontro com Gigantes. A gravação foi feita em 21 de janeiro de 2010.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja entrevista de Caio Túlio Costa dada a Lorena Calabria, apresentadora do programa de rádio Encontro com Gigantes. A gravação foi feita em 21 de janeiro de 2010.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Cronograma das aulas</title>
		<link>http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 14:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA
FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo
Roteiro das aulas &#8211; 2º Semestre de 2010
04/08 – Atividade 1: Apresentação do curso, esclarecimento de dúvidas e exposição da bibliografia.
11/08 – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino.
· Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA</strong></p>
<p><strong>FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo</strong></p>
<p><strong>Roteiro das aulas &#8211; 2º Semestre de 2010</strong></p>
<p><span style="font-size: small;"><span><strong>04/08 –</strong> Atividade 1: Apresentação do curso, esclarecimento de dúvidas e exposição da bibliografia.</p>
<p><strong>11/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino.</p>
<p>· Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>18/08</strong> – Atividade 3: Max Weber.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>25/08</strong> – Atividade 4: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>01/09</strong> &#8211; Atividade 5: Ludwig Wittgenstein.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>08/09</strong> &#8211; Atividade 6: Karl Kraus.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>15/09</strong> – Atividade 7: Prova bimestral.</p>
<p><strong>22/09</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>29/09</strong> – Atividade 9: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>06/10</strong> – Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord.</p>
<p>· Exposição do tema fundamental do texto: o &#8220;capital que se torna imagem&#8221;.</p>
<p><strong>13/10</strong> – Atividade 11: E. M. Cioran / Susan Sontag.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>20/10</strong> – Atividade 12: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>27/10</strong> – Atividade 13: Janet Malcolm.</p>
<p>· Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>03/11</strong> – Atividade 14: Aula especial de &#8220;amarração&#8221; do curso. Os alunos também fazem uma avaliação do mesmo.</p>
<p><strong>10/11</strong> – Atividade 15: Alunos avaliam o curso.</p>
<p><strong>17/11</strong> – Atividade 16: Prova bimestral.</p>
<p><strong>24/11</strong> – Atividade 17: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>01/12</strong> – Atividade 18: Prova substitutiva.</p>
<p><strong>08/12</strong> – Atividade 19: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>15/12</strong> – Atividade 20: Exame final.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2010</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>A covardia é a mãe da crueldade</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto de Michel de Montaigne &#8211; &#8220;A covardia é a mãe da crueldade&#8221; &#8211; publicado em Ensaios, Coleção Os Pensadores, da Abril, em tradução de Sérgio Milliet, págs. 321 a 324. São Paulo: 1972
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Michel de Montaigne &#8211; &#8220;A covardia é a mãe da crueldade&#8221; &#8211; publicado em Ensaios, Coleção Os Pensadores, da Abril, em tradução de Sérgio Milliet, págs. 321 a 324. São Paulo: 1972</p>
<p><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/michel-de-montaigne-covardia1.pdf">Clique aqui para baixar o texto em PDF</a><a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/michel-de-montaigne-covardia.pdf"></a></p>
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		<title>Conferência sobre Ética</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
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		<category><![CDATA[conferência sobre ética]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de Ética]]></category>
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		<description><![CDATA[por Ludwig Wittgenstein
Tradução de Darlei Dall&#8217;Agnol
Antes de começar a falar sobre meu tema, permitam-me fazer algumas observações introdutórias. Tenho consciência de que terei grandes dificuldades para comunicar meu pensamentos e penso que algumas delas diminuiriam se as mencionasse de antemão.
A primeira, que quase não necessito apontar, é que o inglês não é minha língua materna. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Ludwig Wittgenstein</strong></p>
<p>Tradução de Darlei Dall&#8217;Agnol</p>
<p>Antes de começar a falar sobre meu tema, permitam-me fazer algumas observações introdutórias. Tenho consciência de que terei grandes dificuldades para comunicar meu pensamentos e penso que algumas delas diminuiriam se as mencionasse de antemão.</p>
<p>A primeira, que quase não necessito apontar, é que o inglês não é minha língua materna. Por esta razão, meu modo de expressão não possui aquela elegância e precisão que seria desejável para quem fala sobre um tema difícil. Tudo o que posso fazer é pedir que me facilitem a tarefa tentando entender o que quero dizer, apesar das faltas que contra a gramática inglesa vou cometer continuamente.</p>
<p>A segunda dificuldade que mencionarei é que, provavelmente, muitos de vocês vieram a esta minha conferência com falsas expectativas. Para esclarecer este ponto, direi algumas palavras sobre a razão pela qual escolhi este tema. Quando o secretário anterior honrou-me pedindo que lesse uma comunicação para esta sociedade, minha primeira idéia foi a de que deveria certamente aceitar e a segunda foi que, se tivesse a oportunidade de falar a vocês, deveria falar sobre algo que me interessava comunicar e que não deveria desperdiçá-la dando, por exemplo, uma conferência sobre lógica. Considero que isto seria perder tempo, visto que explicar um tema científico a vocês exigiria um curso de conferências e não uma comunicação de uma hora. Uma alternativa teria sido apresentar uma conferência que se denomina de divulgação científica, isto é, uma conferência que pretendesse fazer vocês acreditarem que entendem algo que realmente não entendem e satisfazer assim o que considero um dos mais baixos desejos do homem moderno, a saber, a curiosidade superficial sobre as últimas descobertas da ciência.</p>
<p>Rejeitei estas alternativas e decidi falar sobre um tema, em minha opinião, de importância geral, com a esperança de que ele ajude a esclarecer suas próprias idéias a respeito (mesmo que vocês estejam em total desacordo com o que vou dizer). Minha terceira e última dificuldade é, de fato, própria de quase todas as conferências filosóficas: o ouvinte é incapaz de ver tanto o caminho pelo qual o levam como também o fim a que este conduz. Isto é, ele pensa: &#8220;Entendo tudo o que diz, mas aonde quer chegar?&#8221; ou então &#8220;Vejo para onde se encaminha, mas como vai chegar ali?&#8221; Mais uma vez: tudo o que posso fazer é pedir que sejam pacientes e esperar que, no final, vejam não só o caminho como também onde ele leva.</p>
<p>Vou iniciar agora. Meu tema, como sabem, é a Ética e adotarei a explicação que deste termo deu o professor Moore em seu livro Principia Ethica. Ele diz: &#8220;A Ética é a investigação geral sobre o que é bom.&#8221; Agora, vou usar a palavra Ética num sentido um pouco mais amplo, um sentido, na verdade, que inclui a parte mais genuína, em meu entender, do que geralmente se denomina Estética. E para que vejam da forma mais clara possível o que considero o objeto da Ética vou apresentar antes várias expressões mais ou menos sinônimas, cada uma das quais poderia substituir a definição anterior e ao enumerá-las pretendo obter o mesmo tipo de efeito que Galton obteve quando colocou na mesma placa várias fotografias de diferentes rostos com o fim de obter a imagem dos traços típicos que todos eles compartilhavam. Mostrando esta fotografia coletiva, poderei fazer ver qual é o típico &#8211; digamos &#8211; rosto chinês. Deste modo, se vocês olharem através da série de sinônimos que vou apresentar, serão capazes de, espero, ver os traços característicos que todos têm em comum e que são característicos da Ética.</p>
<p>Ao invés de dizer que &#8220;a Ética é a investigação sobre o que é bom&#8221;, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Creio que se observarem todas estas frases, então terão uma idéia aproximada do que se ocupa a Ética.</p>
<p>A primeira coisa que nos chama a atenção nestas expressões é que cada uma delas é usada, realmente, em dois sentidos muito distintos. Vou denominá-los, por um lado, o sentido trivial ou relativo, e por outro, o sentido ético ou absoluto. Por exemplo, se digo que esta é uma boa poltrona, isto significa que esta poltrona serve para um propósito predeterminado e a palavra bom aqui tem somente significado na medida em que tal propósito tenha sido previamente fixado. De fato, a palavra bom no sentido relativo significa simplesmente que satisfaz um certo padrão predeterminado. Assim, quando afirmamos que este homem é um bom pianista, queremos dizer que pode tocar peças de um certo grau de dificuldade com um certo grau de habilidade. Igualmente, se afirmo que para mim é importante não resfriar-me quero dizer que apanhar um resfriado produz em minha vida certos transtornos descritíveis e se digo que esta é a estrada correta significa que é a estrada correta em relação a uma certa meta.</p>
<p>Usadas desta forma, tais expressões não apresentam problemas difíceis ou profundos. Mas isto não é o uso que delas faz a Ética. Suponhamos que eu soubesse jogar tênis e alguém de vocês, ao ver-me, tivesse dito &#8220;Você joga bastante mal&#8221; e eu tivesse contestado &#8220;Sei que estou jogando mal, mas não quero fazê-lo melhor&#8221;, tudo o que poderia dizer meu interlocutor seria &#8220;Ah, então tudo bem.&#8221;. Mas suponhamos que eu tivesse contado a um de vocês uma mentira escandalosa e ele viesse e me dissesse &#8220;Você se comporta como um animal&#8221; e eu tivesse contestado &#8220;Sei que minha conduta é má, mas não quero comportar-me melhor&#8221;, poderia ele dizer &#8220;Ah, então, tudo bem&#8221;? Certamente, não. Ele afirmaria &#8220;Bem, você deve desejar comportar-se melhor&#8221;. Aqui temos um juízo de valor absoluto, enquanto que no primeiro caso era um juízo relativo.</p>
<p>A essência desta diferença parece obviamente esta: cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. Ao invés de dizer &#8220;Esta é a estrada correta para Granchester&#8221;, eu poderia perfeitamente dizer &#8220;Esta é a estrada correta que deves tomar se queres chegar a Granchester no menor tempo possível&#8221;. &#8220;Este homem é um bom corredor&#8221; significa simplesmente que corre um certo número de quilômetros num certo número de minutos etc.</p>
<p>O que agora desejo sustentar é que, apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.</p>
<p>Permitam-me explicar: suponham que alguém de vocês fosse uma pessoa onisciente e, por conseguinte, conhecesse todos os movimentos de todos os corpos animados ou inanimados do mundo e conhecesse também os estados mentais de todos os seres que tenham vivido. Suponham, além disso, que este homem escrevesse tudo o que sabe num grande livro. Então tal livro conteria a descrição total do mundo. O que quero dizer é que este livro não incluiria nada do que pudéssemos chamar juízo ético nem nada que pudesse implicar logicamente tal juízo. Conteria, certamente, todos os juízos de valor relativo e todas as proposições científicas verdadeiras que se pode formar. Mas, tanto todos os fatos descritos como todas as proposições estariam, digamos, no mesmo nível. Não há proposições que, em qualquer sentido absoluto, sejam sublimes, importantes ou triviais.</p>
<p>Talvez agora alguém de vocês esteja de acordo e invoque as palavras de Hamlet: &#8220;Nada é bom ou mau, mas é o pensamento que o faz assim.&#8221; Mas isto poderia levar novamente a um mal-entendido. O que Hamlet diz parece implicar que o bom ou o mau, embora não sejam qualidades do mundo externo a nós, são atributos de nossos estados mentais. Mas o que quero dizer é que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético. Por exemplo, em nosso livro do mundo lemos a descrição de um assassinato com todos os detalhes físicos e psicológicos e a mera descrição nada conterá que possamos chamar uma proposição ética. O assassinato estará exatamente no mesmo nível que qualquer outro acontecimento como, por exemplo, a queda de uma pedra. Certamente, a leitura desta descrição pode causar-nos dor ou raiva ou qualquer outra emoção ou poderíamos ler acerca da dor ou da raiva que este assassinato suscitou em outras pessoas que tiveram conhecimento dele, mas seriam simplesmente fatos, fatos e fatos e não Ética.</p>
<p>Devo dizer agora que, se considerasse o que a Ética deveria ser realmente &#8211; se existisse uma tal ciência -, este resultado parece-me bastante óbvio. Parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto. Que não podemos escrever um livro científico cujo tema venha a ser intrinsecamente sublime e superior a todos os demais. Somente posso descrever meu sentimento a este respeito mediante a seguinte metáfora: se um homem pudesse escrever um livro de Ética que realmente fosse um livro de Ética, este livro destruiria, com uma explosão, todos os demais livros do mundo. Nossas palavras, usadas tal como o fazemos na ciência, são recipientes capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais. A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela.</p>
<p>Disse que com relação a fatos e proposições há somente valor relativo e acerto e bem relativos. Permitam-me, antes de prosseguir, ilustrar isto com um exemplo ainda mais óbvio. A estrada correta é aquela que conduz a um fim predeterminado arbitrariamente e a todos nós parece totalmente claro que não há sentido em falar da estrada correta independentemente de tal alvo predeterminado. Vejamos agora o que possivelmente queremos dizer com a expressão &#8220;a estrada absolutamente correta&#8221;. Creio que seria aquela que, ao vê-la, todo o mundo deveria tomar com necessidade lógica ou envergonhar-se de não fazê-lo. Do mesmo modo, o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo. Quero dizer que tal estado de coisas é uma quimera. Nenhum estado de coisas tem, em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto.</p>
<p>Então, o que temos em mente e o que tentamos expressar quando sentimos a tentação de usar expressões como &#8220;bom absoluto&#8221;, &#8220;valor absoluto&#8221; etc.? Sempre que tento esclarecer isto para mim é natural que recorra a casos nos quais, sem dúvida, usaria tais expressões, de modo que me encontro na mesma situação que vocês estariam se, por exemplo, eu desse uma conferência sobre a psicologia do prazer. Neste caso, o que vocês fariam seria tentar invocar algumas situações típicas nas quais sempre sentiram prazer, pois com esta situação na mente, chegaria a se tornar concreto e, por assim dizer, controlável, tudo o que eu pudesse dizer a vocês. Alguém poderia escolher como um exemplo típico a sensação de passear num dia ensolarado de verão. Quando trato de concentrar-me no que entendo por valor absoluto ou ético, encontro-me numa situação semelhante.</p>
<p>Em meu caso, ocorre-me sempre que a idéia de uma particular experiência se apresenta como se fosse, em certo sentido, e de fato é, minha experiência par excellence e por esta razão, ao dirigir-me agora a vocês, usarei esta experiência como meu primeiro e principal exemplo (como já disse, isto é uma questão totalmente pessoal e outros poderiam dar outros exemplos mais chamativos). Na medida do possível, vou descrever esta experiência de maneira que faça vocês invocarem experiências idênticas ou similares a fim de poder dispor de uma base comum para nossa investigação.</p>
<p>Creio que a melhor forma de descrevê-la é dizer que, quando eu a tenho, assombro-me ante a existência do mundo. Sinto-me então inclinado a usar frases tais como &#8220;Que extraordinário que as coisas existam&#8221; ou &#8220;Que extraordinário que o mundo exista&#8221;.</p>
<p>Mencionarei, em continuação, outra experiência que conheço e que a alguns de vocês parecerá familiar: trata-se do que poderíamos chamar a experiência de sentir-se absolutamente seguro. Refiro-me a aquele estado anímico em que nos sentimos inclinados a dizer: &#8220;Aconteça o que acontecer, estou seguro, nada pode prejudicar-me&#8221;.</p>
<p>Permitam-me agora considerar estas experiências visto que, segundo creio, mostram as verdadeiras características que tentamos esclarecer. E aqui está o que primeiro tenho a dizer: a expressão verbal que damos a estas experiências carece de sentido.</p>
<p>Se afirmo &#8220;Assombro-me ante a existência do mundo&#8221;, estou usando mal a linguagem. Deixem-me explicar isso. Tem perfeito e claro sentido dizer que me assombra que algo seja como é. Todos entendemos o que significa que me assombre o tamanho de um cachorro que é maior do que qualquer outro visto antes ou de qualquer coisa que, no sentido ordinário do termo, seja extraordinária. Em todos os casos deste tipo, assombro-me de que algo seja como é, quando eu poderia conceber que não fosse assim. Assombro-me do tamanho deste cachorro porque poderia conceber um cachorro de outro tamanho, isto é, de tamanho normal, do qual não me assombraria. Dizer &#8220;Assombro-me de que tal ou tal coisa seja como é&#8221; somente tem sentido se posso imaginá-la não sendo como é. Assim, alguém pode assombrar-se, por exemplo, da existência de uma casa quando a vê depois de muito tempo que não a via e tinha imaginado que ela tinha sido demolida neste intervalo. Mas carece de sentido dizer que me assombro da existência do mundo porque não posso imaginá-lo como não existindo.</p>
<p>Certamente, poderia assombrar-me de que o mundo que me rodeia seja como é. Se, por exemplo, enquanto olho o céu azul eu tivesse esta experiência, poderia assombrar-me de que o céu seja azul em oposição ao caso de estar nublado. Mas não é isto que quero dizer. Assombro-me do céu seja lá o que ele for. Poderíamos nos sentir inclinados a dizer que estou me assombrando de uma tautologia, isto é, de que o céu seja ou não azul. Mas precisamente não tem sentido afirmar que alguém está se assombrando de uma tautologia.</p>
<p>Isto pode aplicar-se à outra experiência mencionada: a experiência da segurança absoluta. Todos sabemos o que significa na vida cotidiana estar seguro. Sinto-me seguro em minha sala, já que não pode atropelar-me um ônibus. Sinto-me seguro se já tive a coqueluche e, portanto, já não poderei tê-la novamente. Sentir-se seguro significa, essencialmente, que é fisicamente impossível que certas coisas possam ocorrer-me e, por conseguinte, carece de sentido dizer que me sinto seguro aconteça o que acontecer. Mais uma vez, trata-se de um mau uso da palavra &#8220;seguro&#8221;, do mesmo modo que o outro exemplo era um mau uso da palavra &#8220;existência&#8221; ou &#8220;assombrar-se&#8221;.</p>
<p>Quero agora convencer vocês que um característico mau uso de nossa linguagem subjaz a todas as expressões éticas e religiosas. Todas elas parecem, prima facie, ser somente símiles. Assim, parece que quando usamos, em sentido ético, a palavra correto, embora o que queremos dizer não seja correto no seu sentido trivial, é algo similar. Quando dizemos: &#8220;É uma boa pessoa&#8221;, embora a palavra boa aqui não signifique o mesmo que na frase &#8220;Este é um bom jogador de futebol&#8221; parece haver alguma similaridade. E quando dizemos &#8220;A vida deste homem era valiosa&#8221;, não o entendemos no mesmo sentido que se falássemos de alguma jóia valiosa, mas parece haver algum tipo de analogia.</p>
<p>Deste modo, todos os termos religiosos parecem ser usados como símiles ou alegorias. Quando falamos de Deus e de que ele tudo vê e quando nos ajoelhamos e oramos, todos os nossos termos e ações parecem ser partes de uma grande e completa alegoria que o representa como um ser humano de enorme poder cuja graça tentamos cativar etc., etc..</p>
<p>Mas esta alegoria descreve também a experiência que acabo de aludir. Porque a primeira delas é, segundo creio, exatamente aquilo a que as pessoas se referem quando dizem que Deus criou o mundo; e a experiência da segurança absoluta tem sido descrita dizendo que nos sentimos seguros nas mãos de Deus. Uma terceira vivência deste tipo é a de sentir-se culpado e pode ser descrita também pela frase: Deus condena nossa conduta.</p>
<p>Desta forma parece que, na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles. Mas um símile deve ser símile de algo. E se posso descrever um fato mediante um símile, devo também ser capaz de abandoná-lo e descrever os fatos sem sua ajuda. Em nosso caso, logo que tentamos deixar de lado o símile e enunciar diretamente os fatos que estão atrás dele, deparamo-nos com a ausência de tais fatos. Assim, aquilo que, num primeiro momento, pareceu ser um símile, manifesta-se agora como um mero sem sentido.</p>
<p>Talvez para aquele que &#8211; como eu, por exemplo &#8211; viveu as três experiências que mencionei (e podia acrescentar outras) elas parecem ter, em algum sentido, valor intrínseco e absoluto. Mas, desde o momento em que digo que são experiências, certamente, são também fatos: aconteceram num lugar e duraram certo tempo e, por conseguinte, são descritíveis. Em continuação ao que disse há poucos minutos, devo admitir que carece de sentido afirmar que têm valor absoluto. Precisarei minha argumentação dizendo: &#8220;é um paradoxo que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural.&#8221;</p>
<p>Há uma via pela qual sinto-me tentado a solucionar este paradoxo. Permitam-me considerar, novamente, nossa primeira experiência de assombro diante da existência do mundo descrevendo-a de forma ligeiramente diferente. Todos sabemos o que na vida cotidiana poderia denominar-se um milagre. Obviamente é, simplesmente, um acontecimento de tal natureza que nunca tínhamos visto nada parecido com ele. Suponham que este acontecimento ocorreu. Pensem no caso de que em alguém de vocês cresça uma cabeça de leão e comece a rugir. Certamente isto seria uma das coisas mais extraordinárias que sou capaz de imaginar. Tão logo nos tivéssemos recomposto da surpresa, o que eu sugeriria seria buscar um médico e investigar cientificamente o caso e, se não pelo fato de que isto causaria sofrimento, mandaria fazer uma dissecação. Aonde estaria então o milagre? Está claro que, no momento em que olhamos as coisas assim, todo o milagroso haveria desaparecido; a menos que entendamos por este termo simplesmente um fato que ainda não tenha sido explicado pela ciência, coisa que significa por sua vez que não temos conseguido agrupar este fato junto com outros num sistema científico. Isto mostra que é absurdo dizer que &#8220;a ciência provou que não há milagres&#8221;. A verdade é que o modo científico de ver um fato não é vê-lo como um milagre. Vocês podem imaginar o fato que puderem e isto não será em si milagroso no sentido absoluto do termo. Agora nos damos conta de que temos utilizado a palavra &#8220;milagre&#8221; tanto num sentido absoluto como num relativo.</p>
<p>Agora, vou descrever a experiência de assombro diante da existência do mundo dizendo: é a experiência de ver o mundo como um milagre. Sinto-me inclinado a dizer que a expressão lingüística correta do milagre da existência do mundo &#8211; apesar de não ser uma proposição na linguagem &#8211; é a existência da própria linguagem. Mas, então, o que significa ter consciência deste milagre em certos momentos e não em outros? Tudo o que disse ao transladar a expressão do milagroso de uma expressão por meio da linguagem à expressão pela existência da linguagem é, mais uma vez, que não podemos expressar o que queremos expressar e que tudo o que dizemos sobre o absolutamente milagroso continua carecendo de sentido.</p>
<p>Para muitos de vocês a resposta parecerá clara: bom, se certas experiências nos levam constantemente a atribuir-lhes uma qualidade que chamamos valor absoluto ou ético e importante, isto somente mostra que ao que nos referimos com tais palavras não é um sem sentido, que depois de tudo, o que significamos ao dizer que uma experiência tem valor absoluto é simplesmente um fato como qualquer outro e tudo se reduz a isto e que ainda não encontramos a análise lógica correta daquilo que queremos dizer com nossas expressões éticas e religiosas. Sempre que me salta isto aos olhos, de repente vejo com clareza, como se se tratasse de um lampejo, não somente que nenhuma descrição que possa imaginar seria apta para descrever o que entendo por valor absoluto, mas que rechaçaria ab initio qualquer descrição significativa que alguém pudesse possivelmente sugerir em razão de sua significação.</p>
<p>Em outras palavras, vejo agora que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência. Isto porque a única coisa que eu pretendia com elas era, precisamente, ir além do mundo, o que é o mesmo que ir além da linguagem significativa. Toda minha tendência &#8211; e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião &#8211; é correr contra os limites da linguagem. Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada. A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.</p>
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