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	<title>Caio Túlio Costa &#187; ética</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>Programa do curso de ética para 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque Principal]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
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		<category><![CDATA[programa 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui você encontra o programa de 2012 do Curso de Ética Jornalística que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.
Além da ementa do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o cronograma  das aulas e o sistema de avaliação.
Recomenda-se aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui você encontra o programa de 2012 do <a href="http://caiotulio.com/categoria/curso-de-etica/" target="_blank">Curso de Ética Jornalística </a>que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.</p>
<p>Além da <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_blank">ementa</a> do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_blank">cronograma</a>  das aulas e o <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_blank">sistema de avaliação</a>.</p>
<p>Recomenda-se aos alunos que leiam atentamente o programa bem como as indicações de avaliação.</p>
<p>Tanto o programa quanto o sistema de avaliação são objetos de discussão e análise nas primeiras aulas do curso.</p>
<p>Professor e alunos devem chegar a bom termo e à concordância quanto à maneira da condução das atividades escolares.</p>
<p>Recomenda-se também aos alunos que não faltem às aulas iniciais quando todo o processo do curso é discutido e combinado.</p>
<p>Atenção: o cronograma pode sofrer alterações em função do dia da aula magna (prevista para março de 2012) promovida pela faculdade e da Semana de Jornalismo (prevista para o segundo semestre de 2012). Todas as alterações serão informadas neste site.</p>
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		<title>Atividade complementar</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:40:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[atuvidade complementar]]></category>
		<category><![CDATA[Cásper]]></category>
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		<description><![CDATA[Atividade Complementar – 1º semestre de 2012
A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:
Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p><span style="font-size: small;"><span> </span></span></p>
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		<title>Sistema de avaliação</title>
		<link>http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programa]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação objetiva]]></category>
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		<description><![CDATA[CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA
FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo
Como são feitas as avaliações bimestrais
A avaliação bimestral é a média de duas notas. A primeira parte da nota (de zero a dez) vem da prova escrita bimestral. A outra metade vem de nota (de zero a dez) atribuída a cada aluno(a) em função da avaliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CURSO DE ÉTICA JORNALÍSTICA</strong></p>
<p>FACULDADE CÁSPER LÍBERO &#8211; Graduação em Jornalismo</p>
<p><strong>Como são feitas as avaliações bimestrais</strong></p>
<p>A avaliação bimestral é a média de duas notas. A primeira parte da nota (de zero a dez) vem da prova escrita bimestral. A outra metade vem de nota (de zero a dez) atribuída a cada aluno(a) em função da avaliação do professor relativa à participação do(a) mesmo(a) em classe.</p>
<p><strong>Prova escrita bimestral</strong></p>
<p>As provas na disciplina de Ética Jornalística são um convite à reflexão. Os alunos que lêem os textos e participam ativamente das aulas geralmente não encontram problemas com a avaliação escrita. O professor costuma indicar um tema e o desenvolvimento do mesmo. Na prova, o aluno deve usar as idéias dos textos discutidas em classe e fazer inter-relações dos temas e conceitos. O aluno precisa tomar cuidado com a gramática. Erros de português afetam a avaliação. As provas são manuscritas e recomenda-se que o aluno capriche na caligrafia para não ser punido por falta de entendimento, por parte do professor, do que estiver ilegível ou confuso. Durante a prova, o aluno pode consultar as anotações feitas em classe, os textos e os livros em pauta, mas deve fazer a prova sozinho e não conversar com colegas ou mesmo com o professor. O professor não explica a prova. O entendimento correto da proposição é parte da avaliação.</p>
<p><strong>Avaliação do professor</strong></p>
<p>Todo bimestre o professor atribui uma nota (de zero a dez) relativa à participação do aluno em classe. É observada a presença ativa nas aulas, a profundidade e o domínio das leituras dos textos e a participação no curso como um todo. O critérios são os seguintes:<br />
a) Leitura do texto indicado para a aula (testada com base em exercício escrito no início da aula ou em questionamento oral);<br />
b) Comportamento em classe (o professor avalia e registra as participações ativas, as intervenções, os atrasos, as conversas paralelas, o sono, o hábito de comer lanches na aula, o uso do celular, as maquiagens em classe, as entradas e saídas constantes&#8230;);<br />
c) Assiduidade (o comparecimento regular e as faltas às aulas).<br />
Para avaliar cada aluno, o professor observa a presença física, a leitura, o interesse, o espírito crítico e a criatividade no trato dos assuntos relativos ao curso.<br />
O professor verifica a presença em aula por meio de chamada quando anota no diário a participação ativa, ou não, de cada aluno em cada aula. Também há aulas em que a presença é anotada em função da participação do alunos em exercícios escritos.</p>
<p><strong>Prova substitutiva</strong></p>
<p>A prova em segunda chamada &#8211; realizada no final do ano para quem perdeu alguma prova &#8211; costuma propor temas relativos aos quatro bimestres. O aluno deve desenvolver as questões relativas ao bimestre no qual perdeu a prova. A mecânica da prova costuma ser a mesma das provas regulares.</p>
<p><strong>Exame final</strong></p>
<p>Para o Exame Final, o aluno terá que rever tudo o que foi visto no curso. O exame costuma requerer inter-correlação dos temas discutidos. Recomenda-se que o aluno releia os textos indicados durante o primeiro e o segundo semestre bem como os dois livros de leitura obrigatória – conforme consta no Programa do curso. A mecânica é a mesma das provas regulares.</p>
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		<title>¿Hasta dónde es posible llegar por obtener una información?</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 20:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicada no site do Knight Center of Jornalism in the Americas em 21/07/2100 
 
Por Natalia Mazotte/IB
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En medio del escándalo de escuchas ilegales y sobornos que involucra al gigante multimedios News Corp., propiedad del magnate Rupert Murdoch, la discusión sobre ética gana fuerza entre los profesionales de la prensa. ¿Cuáles son [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: x-small;"><span style="FONT-SIZE: x-small"><em>Publicada no site do Knight Center of Jornalism in the Americas em 21/07/2100</em><span style="WIDOWS: 2; TEXT-TRANSFORM: none; TEXT-INDENT: 0px; LETTER-SPACING: normal; BORDER-COLLAPSE: separate; FONT: 16px 'Times New Roman'; WHITE-SPACE: normal; ORPHANS: 2; COLOR: #000000; WORD-SPACING: 0px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"><span style="LINE-HEIGHT: 18px; FONT-FAMILY: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; COLOR: #999999; FONT-SIZE: 11px"> </span></span></span></span></div>
<div><span style="font-size: x-small;"> </span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Por Natalia Mazotte/IB</strong></span></span></p>
<div><span style="font-size: x-small;">Read in <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog/how-far-should-you-go-cover-story-interview-ethicist-caio-tulio-costa">English</a> Leia em <a href="http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/ate-onde-e-possivel-ir-pela-informacao-entrevista-com-caio-tulio-costa" target="_blank">Português</a></span></div>
<div><span style="font-size: x-small;">En medio del escándalo de escuchas ilegales y sobornos que involucra al gigante multimedios News Corp., propiedad del magnate Rupert Murdoch, la discusión sobre ética gana fuerza entre los profesionales de la prensa. ¿Cuáles son los límites del periodismo en su búsqueda por información?</span></div>
<p><span style="font-size: x-small;">Según Caio Túlio Costa, doctor en Ciencias de la Comunicación por la Universidad de São Paulo y profesor de ética en la Universidad Cásper Líbero, el periodismo tiene una &#8220;moral provisional&#8221;, que se adapta en cada momento y según cada necesidad de la industria de la comunicación. El espionaje telefónico y los sobornos son ejemplos extremos de esa moral.</p>
<p>Costa trabajó durante 21 años en el Grupo Folha, fue fundador y director general del portal UOL y fue el primer ombudsman o defensor del lector en la prensa brasileña. En una entrevista con el Centro Knight para el Periodismo en las Américas, habló del escándalo de News Corp. y planteó que no ve grandes cambios en la forma de hacer periodismo de los medios digitales.</p>
<p><strong>¿De qué se trata esta &#8220;moral provisional&#8221; del periodismo de la que habla usted en su último libro?</strong></p>
<p>La idea de ese concepto es mostrar al consumidor de información periodística que, dependiendo de la situación, dependiendo del hecho, hay formas diferentes de abordar, analizar, divulgar y evaluar las noticias. Esas variaciones reflejan, desde el punto de vista ético, procesos más o menos correctos en función de los intereses de la publicación. El periodista puede justificar en el interés público, por ejemplo, disfrazarse y mentir para obtener una información. Él no puede considerar correcto el mentir en el día a día, pero cree que en ese momento en particular sí es correcto, para obtener un dato determinado. Eso es lo que llamo moral provisional.</p>
<p><strong>¿Entonces todo es justificable en pro del interés público?</strong></p>
<p>No, de ninguna manera. Pero yo no me coloco como un dictador o un juez que determina el límite entre qué es justifcable y qué no lo es. Creo que ése no es mi papel. Este concepto no pretende decir cómo se debe hacer el periodismo, sino mostrar sus prácticas.</p>
<p><strong>¿Cuál es su opinión sobre los escándalos que involucran a News Corp.?</strong></p>
<p>Ése es un ejemplo evidente del uso de esa moral provisional en un nivel aún más dramático, pues por lo que se ha visto, todos los límites fueron sobrepasados. No estamos hablando de apenas personas públicas, sino de ciudadanos cuyos teléfonos fueron intervenidos, de un trabajo periodístico obstaculizando el trabajo policial y llevando a una angustia brutal a familias de víctimas de atentados como el del 11 de septiembre.</p>
<p><strong>¿Teme usted a intentos por contar con un mayor control legal y judicial de las actividades de la prensa ante estos acontecimentos?</strong></p>
<p>Sí, gracias a la enorme irresponsabilidad del clan de los Murdoch. Lo que me consuela es que sin las libertades de expresión y de prensa, el diario británico The Guardian no habría conseguido reconstruir esta historia y darla a conocer. En dos semanas, las acciones de News Corp. bajaron, se cerró un diario, se abrió una investigación parlamentaria, se hicieron arrestos, un periodista murió, la policía investiga quiénes son los responsables y el mundo entero sigue el caso, libremente. Debemos trabajar para que la libertad de prensa perdure.</p>
<p><strong>¿Es posible establecer límites éticos claros sin cercenar la actividad periodística?</strong></p>
<p>Sí, sin duda alguna. Uno de los periodismos más precisos que existen es el practicado por la BBC, por ejemplo. Ahí no se usan cámaras escondidas ni se da rienda suelta a grabaciones ilegales.</p>
<p><strong>¿Qué cambia en esta moral provisional con los medios digitales?</strong></p>
<p>Cuando yo hablo de moral provisional, estoy pensado en aquel profesional que está capacitado para practicar el periodismo. Incluso él tiene una defensa para los desvíos éticos en función de lo que entiende que es una moralidad pública del periodismo. Cuando usted entra en los medios digitales, la moralidad del técnico se mezcla con la moral practicada por el ciudadano. Entonces hay una cierta &#8220;vulgarización&#8221; de la moral provisional. Para el buen periodismo, todo lo que se aplicaba antes continúa [en los medios digitales]; no hay grandes cambios.</p>
<p><strong>Varios medios han lanzado guías con directrices para el uso de redes sociales por parte de periodistas y algunos incluso llegan a prohibir la expresión de opiniones en estos espacios. ¿Qué opina usted de estas prácticas?</strong></p>
<p>Ése es un fenómeno nuevo por intentar controlar a los empleados desde el punto de vista de sus opiniones. Tenemos que asegurarnos de que la gente pueda expresarse. Sin embargo, el periodista, como cualquier otro empleado, tiene que seguir los códigos de conducta que dejen en claro los límites empresariales. No se puede ser tan ingenuo como para pensar que el periodista no tiene que adaptarse a los límites de la empresa. Ahora bien, estos límites también deben guiarse por principios éticos [y] no por querer restringir la palabra.</p>
<p><strong>La ética periodística, ¿cambió a partir de las filtraciones de datos hechas por WikiLeaks?</strong></p>
<p>Las filtraciones de información siempre alimentaron al periodismo e Internet sólo aumentó eso, como pudimos ver con WikiLeaks. Lo que cambió es que ahora tenemos nuevos competidores en los nuevos medios digitales. Ya no somos los dueños de la información ni los únicos que manejan las filtraciones. El tema principal no es la ética, sino la competencia. Nosotros, los periodistas, no vivimos con nada muy diferente de aquello a lo que ya estábamos acostumbrados.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>Poder sem responsabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 19:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no blog da MVL Comunicação e no site do Observatório da Imprensa, ambos em 20/07/2011
Caio Túlio Costa
Estive nesta terça-feira (19/7) no programa Entre Aspas, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.mvl.com.br/blog/poder-sem-responsabilidade/" target="_blank">MVL Comunicação</a> e no site do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/poder-sem-responsabilidade" target="_blank">Observatório da Imprensa</a>, ambos em 20/07/2011</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa<br />
</strong>Estive nesta terça-feira (19/7) no programa <a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/entre-aspas/v/jornalistas-brasileiros-analisam-o-escandalo-dos-tabloides-britanicos/1569957/#/Todos os Vídeos/page/1" target="_blank">Entre Aspas</a>, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, o finado News of the World na berlinda.<br />
Monica Waldvogel queria saber se Murdoch tinha se saído bem. Eu e Ricardo Gandour, do Estadão, nos propusemos a analisar o caso.<br />
Tudo que veio à tona nos últimos dias extrapola, de longe, todo o pior que se pode esperar de um jornal comandado pelo clã dos Murdoch.<br />
Keith Rupert Murdoch é figura conhecida dos críticos da mídia. Em 1981, por exemplo, saiu a primeira edição do livro &#8220;Power without Responsibility&#8221;, ou Poder sem Responsabilidade, de James Curran, cuja capa original mostra Murdoch espetando o globo terrestre. Repare: essa imagem tem 30 anos.<br />
Há três décadas se discute os métodos do australiano que ganhou um jornal do pai na cidade de Adelaide e, desde os anos 50, expandiu os domínios construindo um império de comunicação na Europa e nos EUA.<br />
A expressão cunhada por Curran – poder sem responsabilidade &#8211; define bem o tipo de jornalismo praticado pelos Murdoch , que vai da extrema direita (Fox News), passando por uma tentativa de aquisição de respeitabilidade (Wall Street Journal) e desaba nas cloacas inglesas (The Sun, News of The World) que exploram em especial a fofoca, as traições, as revelações íntimas de celebridades, o <em>bas-fond</em> da política.<br />
Se as pesquisas de mercado mostram um vácuo de publicações no jornalismo conservador, Mudorch lança uma emissora de TV conservadora. Se há<span style="color: #800080;"> </span>mercado para algo mais liberal, ele compra o Wall Street Journal. Se o público adora futrica, então é com ele mesmo, espalha tablóides por<span style="color: #800080;"> </span>todos os cantos. Para conseguir a futrica, não importa que sejam necessários métodos que ele diz desconhecer, praticados por subordinados seus que se viram enganados pelos próprios subordinados – numa bem estruturada sequência de respostas ensaiada com a ajuda de seus advogados.<br />
Ele tem muito poder com as suas publicações – daí ser recebido pela porta dos fundos no gabinete do primeiro-ministro britânico, outro poderoso bastante chamuscado com este caso.<br />
Ou seja, Murdoch tem poder, não tem nenhuma responsabilidade. Nas duas acepções: a da responsabilidade direta nos grampos e a substantiva responsabilidade do publisher frente à acuidade ética na captação e divulgação da notícia, do que é notícia.<br />
O filho Jaime – responsável pelas empresas do pai na Europa, eis aí mais um reforço do substantivo responsabilidade – estava ao seu lado no Parlamento. Não conseguiu explicar por que sua empresa continua pagando os advogados do detetive particular que o tablóide contratara e do jornalista igualmente grampeador. Se deplora o que foi feito, por que ainda sustenta a sua defesa? Não explicou.<br />
Murdoch começou o depoimento de paletó é gravata, fez questão de interromper o filho para exclamar ser aquele o dia &#8220;mais humilhante&#8221; de sua vida, respondeu a todas as questões e, quase no final, levou uma &#8220;tortada&#8221; de creme de barbear lançada por um humorista desconhecido,<br />
Marbles. Tirou o paletó, manchado de creme, e continuou seco e direto nas respostas. No final, Rupert Murdoch se saiu bem no Parlamento – há quem diga que esta batalha ele teria ganho.<br />
O que chama atenção neste caso é a velocidade com a qual as notícias se espalharam mundo a fora, em especial no ambiente da internet. Foi no começo de julho que o jornal inglês The Guardian mostrou evidências de que as escutas telefônicas eram generalizadas no News of the World e que sua empresa-mãe pagara mais de 1 milhão de libras esterlinas para resolver os casos jurídicos ligados a esta prática.<br />
Detalhe: o tal Jonnie Marbles, por exemplo, tinha mil seguidores no Twitter. Ganhou 14 mil na sequência da &#8220;tortada&#8221;, ação antecipada no microblog: &#8220;It is a far better thing that I do now than I have ever done before&#8221;. Algo como: &#8220;De longe, o que eu farei agora é a melhor coisa que jamais fiz&#8221;. Wendi Deng, a jovem esposa de Murdoch que saiu em sua defesa contra o agressor, acabou a noite de terça-feira listada nos trending topics (a lista dos assuntos ou de nomes em maior evidência) do Twitter, chamada de &#8220;ninja&#8221;, em alusão à sua origem asiática e a rapidez com que partiu pra cima de Marbles.<br />
Cloaca aberta, responsabilidade maior negada, o que sobra disso tudo?<br />
A preocupação é a de que a obsessão legisladora recrudesça em todo o mundo. Há uma idéia, generalizada, difusa, da necessidade de &#8220;controle&#8221;. No entanto, o Reino Unido deu uma lição ao mundo. Ali existe tanto a regulação unindo Estado e sociedade civil no Ofcom (o Office of Communications), quanto a autorregulação, via Press Complaints Commission (a comissão de queixas à imprensa), órgão criado e mantido pela própria imprensa. Ambas as instituições estão sendo criticadas por terem sido negligentes neste caso.<br />
No entanto, atente para o fato de que foi um jornal, o Guardian, quem levantou o assunto de novo agora (ele existe desde 2002 quando a menina Milly Bowler foi assassinada e seu celular grampeado pelo jornal de Murdoch) e o colocou no pé que está.<br />
Em duas semanas, as ações da News Corp baixaram, um jornal foi fechado, investigação parlamentar foi aberta, prisões foram feitas, um jornalista morreu, as responsabilidades estão sob investigação policial e o mundo acompanha online o caso, livremente.<br />
Sem liberdade de expressão, sem liberdade de imprensa, sem concorrência, sem imprensa preocupada em incomodar os poderosos, não existiria nada disso. O toque macabro é que nada parece indicar que a imprensa que chafurda no esgoto esteja condenada – os outros tablóides passaram a vender mais depois do fechamento do News of the World.</p>
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		<title>Roteiro das aulas do 2º semestre</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 17:45:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os alunos da disciplina Ética Jornalística, do quarto ano do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, já podem consultar o cronograma de aulas do segundo semestre de 2011.
A primeira atividade, em 3 de agosto, é embasada por poemas de Mário Faustino (Balada) e Fernando Pessoa (Poema em linha reta).
O curso segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Os alunos da disciplina Ética Jornalística, do quarto ano do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, já podem consultar o cronograma de aulas do segundo semestre de 2011.</p>
<p>A primeira atividade, em 3 de agosto, é embasada por poemas de Mário Faustino (Balada) e Fernando Pessoa (Poema em linha reta).</p>
<p>O curso segue discutindo Max Weber, Karl Kraus, Ludwig Wittgenstein, Theodor Adorno e Max Horkheimer, Guy Debord, E. M. Cioran (via Susan Sontag) e Janet Malcolm, autora de &#8220;O jornalista e o assassino&#8221;, livro recém-republicado pela Cia. das Letras e adotado como livro-texto do segundo semestre.</p>
<p>Siga o link para ver o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_blank">Cronograma das Aulas</a>.</p>
<p></span></span></p>
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		<title>Caso Vlado Herzog resolvido</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 12:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TEXTO DE AUTORIA DE RICARDO KOTSCHO PUBLICADO NO IG EM 21/02/2011 ÀS 15h49
A terceira morte de Vlado Herzog
Aos leitores,
só agora, no meio da tarde desta segunda-feira, recebi comunicação oficial do Arquivo Nacional, orgão subordinado ao Ministério da Justiça, sobre o post &#8220;A terceira morte de Vlado Herzog&#8221;, que trata das dificuldades encontradas pelo jornalista Audálio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><em>TEXTO DE AUTORIA DE RICARDO KOTSCHO PUBLICADO NO IG EM 21/02/2011 ÀS 15h49</em></span></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span><strong>A terceira morte de Vlado Herzog</strong></p>
<p>Aos leitores,</p>
<p>só agora, no meio da tarde desta segunda-feira, recebi comunicação oficial do Arquivo Nacional, orgão subordinado ao Ministério da Justiça, sobre o post &#8220;A terceira morte de Vlado Herzog&#8221;, que trata das dificuldades encontradas pelo jornalista Audálio Dantas na pesquisa sobre o Caso Herzog, tema do livro que está escrevendo.</p>
<p>No domingo, recebi um telefonema do chefe de gabinete, Flávio Caetano; hoje de manhã, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ambos pediram desculpas pelo ocorrido e prometeram tomar providências para solucionar o problema de acesso a documentos do Arquivo Nacional.</p>
<p>Para conhecimento de todos, transcrevo a seguir a mensagem enviada pela assessoria de imprensa do Arquivo Nacional com a nota explicativa do diretor-geral, Jaime Antunes da Silva.</p>
<p>&#8220;Prezado jornalista Ricardo Kotscho,</p>
<p>Envio nota, esclarecendo a posição do Arquivo Nacional, sobre a matéria publicada sábado pelo blog Balaio do Kotscho, hospedado no Portal IG , sob o título A terceira Morte de Vlado Herzog.</p>
<p>Agradeço a possibilidade do esclarecimento, já que se trata de matéria relevante sobre os procedimentos adotados pelo Arquivo Nacional.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Gilda Boruchovitch</p>
<p>Assessoria de Comunicação/Arquivo Nacional</p>
<p><span style="font-size: small;"><span><strong>Consulta sobre o caso Vladimir Herzog</strong></span></span></p>
<p></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span><span>O acesso à informação produzida pelo Poder Público no Brasil, ostensiva ou sigilosa, obedece à legislação. É objetivo do Arquivo Nacional viabilizar a consulta e a pesquisa ao público para que se exerça o Direito à Memória e à Verdade. A Constituição Federal consagra o direito do cidadão de &#8220;receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral [...]&#8221; (Art. 5º, inciso XXXIII). Este princípio, contudo, deve ser harmonizado com o que preconiza o inciso X do mesmo artigo: &#8220;são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação&#8221;.</p>
<p>O Arquivo Nacional vem buscando atuar de forma a promover o direito à verdade sem infringir o disposto na legislação vigente, para que seja possível o acesso, por terceiros, a documentos que contenham dados pessoais. Atualmente, observa o disposto no § 3º do art. 37 do Decreto 4.553/2002, que determina: &#8220;Serão liberados à consulta pública os documentos que contenham informações pessoais, desde que previamente autorizada pelo titular ou por seus herdeiros&#8221;.</p>
<p>Cabe ressaltar que, desde o início deste ano, o Ministério da Justiça, por solicitação do Arquivo Nacional, está estudando a implantação de uma nova política de acesso que deverá resultar na revisão do Decreto mencionado.</p>
<p>Arquivo Nacional, 21 de fevereiro de 2011</p>
<p>Jaime Antunes da Silva</p>
<p>Diretor-Geral&#8221;</p>
<p></span></span> </p>
<p><span style="font-size: small;"> </p>
<p></span></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; font-size: small;"><span style="color: #0000ff; font-size: small;"> </span></span></span></p>
<p><em>E-MAIL RECEBIDO EM 21/02/2011 DE IVO HERZOG (FILHO DE VLADIMIR HERZOG), COM TEXTO DO JORNALISTA RICARDO KOTSCHO PUBLICADO NO IG EM 19/02/2011</em></p>
<p>Pense num absurdo, em algo totalmente inverossímel, num completo desrespeito aos que querem contar a nossa história e à memória de quem tombou na luta pela redemocratização do país.</p>
<p>Pois foi isso que sentiu na pele esta semana o jornalista Audálio Dantas ao procurar o Arquivo Nacional, em Brasília, para poder finalizar o livro que está escrevendo sobre o seu colega Vladimir Herzog, o Vlado, torturado e morto nos porões do DOI-CODI durante a ditadura militar (1964-1985).</p>
<p>Vlado já tinha sofrido duas mortes anteriores: o assassinato propriamente dito por agentes do Estado quando estava preso e o IPM (Inquérito Policial Militar) que responsabilizou Vlado pela sua própria morte, concluindo pelo suicídio.</p>
<p>Esta semana, pode-se dizer que, por sua omissão, o Ministério da Justiça, agora responsável pelo Arquivo Nacional, matou Vladimir Herzog pela terceira vez, impedindo o acesso à sua história.</p>
<p>Muitos dos que foram perseguidos naquela época, presos e torturados, estão hoje no governo central, mas nem todos que chegaram ao poder têm consciência e sensibilidade para exercer o papel que lhes coube pelo destino.</p>
<p>É este, com certeza, o caso de Flávio Caetano, um sujeito que não conheço, chefe de gabinete do ministro da Justiça, meu velho ex-amigo José Eduardo Cardozo, por quem eu tinha muito respeito.</p>
<p>Digo ex-amigo pelos fatos acontecidos ao longo da última semana, que relatarei a seguir.</p>
<p>Na segunda-feira, Audalio Dantas me contou as dificuldades que estava encontrando para pesquisar documentos sobre o antigo Serviço Nacional de Informações (o famigerado SNI) no Arquivo Nacional, e pediu ajuda para falar com alguém no Ministério da Justiça.</p>
<p>Explique-se: um dos primeiros decretos baixados pela presidente Dilma Rousseff, o de nº 7430, de 17 de janeiro de 2011, determina a transferência do Arquivo Nacional e do Conselho Nacional de Arquivos da Casa Civil da Presidência da República para o Ministério da Justiça.</p>
<p>Por se tratar de quem se trata, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do crime praticado contra Vlado, o primeiro a denunciar o assassinato, profissional dos mais premiados e respeitados do país, com 57 anos de carreira _ provavelmente mais do que os nobres Cardozo e Caetano têm de idade _, encaminhei a Audálio o telefone do gabinete do ministro da Justiça.</p>
<p>E lhe recomendei que falasse diretamente com José Eduardo Cardozo, explicando a ele as absurdas dificuldades que estava encontrando no Arquivo Nacional para fazer o seu trabalho.</p>
<p>Foi muita ingenuidade minha, claro. A secretária de nome Rose, certamente sem ter a menor idéia de quem é Audálio Dantas e de quem foi Vladimir Herzog, informou que o chefe de gabinete, Flávio Caetano, estava &#8220;em reunião com o ministro&#8221;, garantindo que entraria em contato mais tarde.</p>
<p>Até aí, faz parte do jogo. Chefe de gabinete é para isso mesmo. Serve para fazer a triagem das demandas que chegam ao ministro, e não devem ser poucas.</p>
<p>&#8220;Deixar sem resposta mais de dez telefonemas, no caso de qualquer cidadão, não caracteriza apenas desleixo ou arrogância, mas falta de educação&#8221;, desabafa Audálio, com toda razão.</p>
<p>Pelo jeito, Flávio Caetano anda muito ocupado ou também nunca ouviu falar de Audálio e Herzog. Sem conseguir ser atendido por telefone pela excelência maior nem pelo seu chefe de gabinete, o jornalista-escritor resolveu encaminhar este e-mail ao Ministério da Justiça:</p>
<p>&#8220;Prezado Senhor Flávio Caetano</p>
<p>Provavelmente o senhor não me conhece, por isso apresento-me: sou Audálio Dantas, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas, ex-deputado federal. Tentei vários contatos telefônicos com o senhor, sem resultado. Por isso envio-lhe esta mensagem.</p>
<p>Estou concluindo (com prazo para entregar à Editora Record) livro sobre o Caso Herzog, do qual fui parte. Necessitando de informações sobre o assunto, procurei, no último dia 10, o Arquivo Nacional _ Coordenação Regional de Brasília, que mantém a guarda dos papéis do Serviço Nacional de Informações. Depois de me identificar, preenchi fichas de solicitação, tomando o cuidado de acrescentar informações adicionais sobre o caso, hoje referência histórica.</p>
<p>Como dispunha apenas de uma cópia de procuração que foi dada pela viúva de Herzog, Clarice, datada de agosto de 2010, disseram-me que era necessário documento original, com data mais recente. Já estava para buscar outra procuração quando recebi (dia 14/02) ofício em que se exige, além da procuração:</p>
<p>- Certidão de óbito de Vladimir Herzog</p>
<p>-Certidão de casamento</p>
<p>Considero que, em se tratando de caso histórico, de amplo conhecimento, e quando se sabe que a União foi responsabilizada na Justiça pelo assassinato de Herzog, tais exigências são absurdas e até desrespeitosas. Que atestado de óbito terá a viúva para mostrar? O que foi lavrado com base no laudo do médico Harry Shibata, que servia ao DOI-CODI e confessou tê-lo assinado sem ver o corpo? E que certidão de casamento terá Clarice Herzog juntado à ação que impetrou contra a União pela morte do marido?</p>
<p>E se a pesquisa fosse sobre o ex-deputado Rubens Paiva, quem forneceria o atestado de óbito? Desse jeito, ninguém conseguirá saber sobre ele no Arquivo Nacional.</p>
<p>Gostaria de discutir mais a questão que envolve, parece, deliberada dificultação de pesquisa. Ou, no mínimo, desconhecimento histórico por parte desse órgão público.</p>
<p>Faço questão que essas informações cheguem ao conhecimento do ministro José Eduardo Cardozo, que deve conhecer minha história.</p>
<p>No aguardo de uma resposta,</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Audálio Dantas&#8221;.</p>
<p>No momento em que escrevo este texto, no final da tarde de sábado, dia 19/02, Audálio continua esperando uma resposta. Na melhor das hipóteses, suas informações não chegaram às mãos do ministro José Eduardo Cardozo. Não tenho como saber porque também não consegui falar com o ministro.</p>
<p>Na sexta-feira à tarde, depois de ler o e-mail acima que Audálio enviou ao chefe de gabinete, sem receber retorno, liguei para o gabinete do ministro. A secretária que atendeu já ia me despachando direto para a assessoria de imprensa do ministério. Fui bem educado ao lhe explicar:</p>
<p>&#8220;Minha senhora, eu não quero entrevistar o ministro. Eu preciso falar com ele pessoalmente sobre um caso grave e urgente do qual ele deve tomar conhecimento&#8221;.</p>
<p>Só aí ela permitiu que eu soletrasse meu sobrenome, respondeu-me que sabia quem eu era, pediu os números dos meus telefones e, imaginei, cuidou de passar a ligação para o ministro. Minutos de silêncio depois, a secretária voltou para me dizer, sem muita convicção, que o ministro estava ocupado e me ligaria em seguida. Também estou esperando até agora.</p>
<p>Na hierarquia da falta de respeito pela própria função que exerce, o menos responsável nesta história é o funcionário de nome Raines, que se apresentou como historiador ao atender (ou melhor, deixou de atender) Audálio Dantas.</p>
<p>A sua superiora, Maria Esperança de Resende, coordenadora-geral da Coordenação Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal, é quem assina o absurdo pedido de documentos. Alguém superior a ela a colocou lá sem perguntar se as suas qualificações eram adequadas ao seu pomposo cargo no comando do Arquivo Nacional.</p>
<p>Talvez o jeito mais simples e barato de resolver este problema seja baixar outro decreto presidencial e devolver o Arquivo Nacional à Casa Civil da Presidência da República, como era antes, já que o Ministério da Justiça não parece muito interessado no assunto nem preocupado com o seu funcionamento.</p>
<p>Das duas uma: ou Cardoso está muito mal assessorado ou não entendeu ainda quais são os seus compromissos e responsabilidades no Ministério da Justiça do governo de Dilma Rousseff, a presidente da República que, ao contrário de Vladimir Herzog, conseguiu sobreviver às torturas na ditadura militar.</p>
<p>[Ivo Herzog/ Instituto Vladimir Herzog]</p>
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		<title>Debate sobre empoderamento na web</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 21:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro debate da versão brasileira da Social Media Week (evento internacional que acontece simultaneamente em várias cidades como Nova York, São Francisco Roma, Parus, Toronto, Londres, Istambul, Hong Kong) ocorreu nesta segunda-feira (7/2/2011) em São Paulo, no auditório da FAAP.
O tema foi: &#8220;Estamos todos conectados, mas será que isso nos deixa efetivamente mais influentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro debate da versão brasileira da Social Media Week (evento internacional que acontece simultaneamente em várias cidades como Nova York, São Francisco Roma, Parus, Toronto, Londres, Istambul, Hong Kong) ocorreu nesta segunda-feira (7/2/2011) em São Paulo, no auditório da FAAP.</p>
<p>O tema foi: &#8220;Estamos todos conectados, mas será que isso nos deixa efetivamente mais influentes, poderosos e mais no controle do mundo?&#8221; Estava em questão o poder dos indivíduos e do coletivo a partir da explosao das mídias sociais. Participaram Caio Túlio Costa (MVL / Cásper Líbero), Fabio Kadow (Jogo de Negócios) e Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) com a moderaçao de Helder Araújo (Busk/TEDxSP).</p>
<p><strong>Repercussão da participação de Caio Túlio no Twitter (até as 19h30 de 7/2/2011):</strong></p>
<p>tarsisalvatore Társis Salvatore<br />
@biagranja se o Caio Tulio Costa é um dinossauro da internet&#8230;. eu devo ser um Australopithecus.<br />
9 minutes ago Favorite Retweet Reply</p>
<p>mvjbonfim Marcus Bonfim<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP / se der, #comofaz?<br />
1 hour ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Excelente debate sobre empoderamento no SP social media week. Mesa com Caio Túlio foi a primeira do dia. #smwsp<br />
1 hour ago</p>
<p>simoesss Simões Comunicação<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217;. <a href="http://bit.ly/fd76lc">http://bit.ly/fd76lc</a><br />
2 hours ago</p>
<p>simplebrasil Simple Brasil<br />
&#8220;A internet facilita o encontro das tribos&#8221; &#8211; Caio Túlio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>dgasparetti Daniel Gasparetti<br />
O Caio Túlio adora cagar regra de moderninho e liberal da internet mas as empresas sob comando dele sempre foram pré-históricas.<br />
2 hours ago</p>
<p>infoctae Equipe CTAE<br />
RT #SMWSP: Helder Araújo realiza perguntas sobre a utilização das mídias sociais a Caio Túlio Costa, Fabio Kadow, Bruno Natal e Tiago Lins<br />
2 hours ago</p>
<p>blogosphera Blogosphera<br />
#blogosphera Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://ow.ly/1bdNBr">http://ow.ly/1bdNBr</a><br />
2 hours ago</p>
<p>giovanni_dfcb Giovanni+DraftFCB<br />
<a href="mailto:RT@bluebusbr">RT@bluebusbr</a> Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>danzanella Daniel Zanella<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/s/101633">http://bbus.biz/s/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>Ad_Passione Ad Passione<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217;: <a href="http://bbus.biz/s/101633">http://bbus.biz/s/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>thiagolajus Thiago Lajus<br />
&#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet apresentou virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>midiasblog Blog Mídias Sociais<br />
RT @gabrielouback: Caio Tulio Costa mencionou @manomenezes e a não-interação no iPad, mas o perfil de sua empresa segue: 0 pessoas. #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>cahpons Camila Pons<br />
A internet facilita o encontro das tribos &#8211; Caio Túlio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
Caio Tulio Costa #smwsp autoregulamentação via sociedade civil é o melhor caminho pra evitar leis abusivas e cerceamento liberdade expressão<br />
2 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
&#8220;O Google é um gde modelo d negócio q acabou c os classificados dos jornais d td o mundo. É a maior agencia d P&amp;P d mundo&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>vivianbau Vivian Baumann<br />
O Google é um gde modelo d negócio q acabou c os classificados dos jornais d td o mundo. É a maior agencia d P&amp;P d mundo. Caio Tulio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio lembra q existe fúria regulatória por parte de todos govs e eu lembro q existe movimento BR contra&gt; #MEGANÃO #AI5DIGITAL<br />
2 hours ago</p>
<p>RodolfoMiwa Rodolfo Miwa<br />
Caio Tulio Costa: auto-regulação na rede já! #uod_oismw no #SMW sp<br />
2 hours ago</p>
<p>Tiago_Nogueira Tiago Nogueira<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>leandrooduarte Leandro Duarte<br />
RT @lets_talk: RT @Oi_Acontece: &#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>lets_talk Talk Interactive<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>Tiago_Nogueira Tiago Nogueira<br />
RT @midia8: A influência é a somatória de referências (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>vivianbau Vivian Baumann<br />
RT @hazine: &#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet só uniu virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>GabrieLouback Gabriel Louback<br />
Caio Tulio Costa mencionou @manomenezes e a não-interação no iPad, mas o perfil de sua empresa segue: 0 (zero) pessoas. #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>Aleferreira Alessandra Ferreira<br />
Caio Túlio: Não existe forma de controlar/proibir mobilização em redes sociais. É possivel modificar a política de um país. #UoD_OiSMW<br />
2 hours ago</p>
<p>fabiopaiva fabiopaiva<br />
Caio Túlio Costa: O Google é a maior agência de publicidade do mundo #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>Catarse_ Catarse<br />
RT @VRSS: #smwsp Quer aprofundar esta sociedade digital em rede que o Caio Túlio está caracterizando &gt; <a href="http://bit.ly/dVJ24F">http://bit.ly/dVJ24F</a> &gt; leia #FLUZZ<br />
2 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>thiagodtorres Thiago Torres<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>godlabs GodLabs<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>blogandoin Blogando.in<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Luziata Luciana Annunziata<br />
&#8220;O google é a maior agência de publicidade do mundo.&#8221; (Caio Tulio Costa) Será? #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>juliancunha_ Julian Cunha<br />
@<br />
RT @bluebusbr Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Caio Tulio fez o painel sozinho. Arrasou! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O google é um baita modelo de negócios que aposentou o classificados dos jornais de todo mundo&#8221;, comenta Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Quer aprofundar sobre esta sociedade digital em rede que o Caio Túlio está caracterizando &gt; <a href="http://bit.ly/dVJ24F">http://bit.ly/dVJ24F</a> &gt; leia #FLUZZ<br />
3 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
<a href="http://twitpic.com/3xgsjy">http://twitpic.com/3xgsjy</a> &#8211; &#8220;Vocês vão ter que me aguentar&#8230;&#8221; Caio Túlio Costa (MVcom) #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>bluebusbr bluebusbr<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;as mídias clássicas continuam gerando conteúdo e despejando na sua cabeça. Porque ainda não sabem fazer diferente&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>soniagallo soniagallo<br />
RT @patriciamarinho: &#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>RaianaFreitass Raiana Freitas<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O velho conceito de que eu produzo conteúdo e despejo na sua cabeça acabou&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O velho conceito de que eu produzo conteúdo e despejo na sua cabeça acabou&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>citricamkt Cítrica &#8211; Marketing<br />
&#8220;O jornal The Daily (iPad) não irá funcionar pois não há interação&#8221; Caio Túlio Costa &#8211; ex-presidente IG<br />
3 hours ago</p>
<p>i3_DigitalMkt i³ Agência Digital<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom) Fabio Kadow (Jogo de Negócios) Bruno Natal&#8230;<br />
3 hours ago</p>
<p>giovanni_dfcb Giovanni+DraftFCB<br />
Que tal essa: Caio Tulio Costa afirma que jornal The Daily não vai dar certo porque não tem interatividade #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>renatocamargo Bed Intruder<br />
vdd RT @biagranja: Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>081online 081online RecifeNews<br />
jc_online: Quem disse a última frase foi Caio Tulio Costa no #smwsp.: jc_online: Quem disse a última frase foi C&#8230; <a href="http://bit.ly/ejGbw7">http://bit.ly/ejGbw7</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
#fato RT @biagranja Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) ñ vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
Caio Tulio Costa no #smwsp o que define a internet é interatividade. não adianta colocar jornal no iPad, jornal do Murdoch não vai dar certo<br />
3 hours ago</p>
<p>iRodrigos Rodrigo Ribassis<br />
Será? RT @midia8: Garanto que o jornal exclusivo para o iPad, de Murdoch, não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>matheusbrasil Matheus Brasil<br />
Isso é imprevisível. RT @midia8: Garanto que o jornal exclusivo para o iPad não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa).<br />
3 hours ago</p>
<p>eou_agencia e|ou mkt direto<br />
A maior empresa de internet do século passado (oi?), a AOL, morreu pq associou-se às velhas mídias. (Caio Tulio Costa)<br />
3 hours ago</p>
<p>plannerfelipe Felipe Morais<br />
#smwsp a fusão timewarnerAOL fez a mídia tradicional matar o digital &#8211; Caio Tulio<br />
3 hours ago</p>
<p>evertonssouza Everton Souza<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP via @Oi_Acontece<br />
3 hours ago</p>
<p>coabitar Anderson Meneses<br />
RT @biagranja: Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A velha mídia conseguiu matar a AOL (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>biagranja Bia Granja<br />
Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>dkfelipe Felipe Delphorno<br />
Será? RT @Oi_Acontece: &#8220;O jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A influência é a somatória de referências (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>AltosEventos Altos Eventos<br />
&#8220;A vocação da rede é a interação.&#8221; Caio Túlio Costa (MVLcom) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio &#8221; A #oldmedia dos Marinhos, Civitas cujo mod. broadcaster exige controle ñ leva em conta a vocação distribuída da rede &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>rafaelbeckel Rafael Beckel<br />
Caio Tulio Costa: Projetos que não se adequarem à vocação da rede estarão fadados ao fracasso. Não adianta copiar velhos formatos. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;garanto q o jornal do murdoch não vai dar certo pq não leva em consideracão o q define a internet q é a interatividade&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>tatianatenuto Tatiana Tenuto<br />
 <br />
Caio Túlio Costa (MVL Com) não acredita no sucesso do The Daily, jornal exclusivo para iPad, por falta de interação. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>luizcruz Cruz<br />
Caio Túlio: &#8220;O jornal do Murdoch não dará certo porque não entende a vocação da rede&#8221;. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
Garanto que o jornal exclusivo para o iPad, de Murdoch, não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>RaianaFreitass Raiana Freitas<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;Transpor pra rede mecanismos antigos não dá certo. Não é a vocação da rede&#8221; diz Caio Túlio<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Sobre cauda longa: &#8220;O mundo já vivia em tribos antes da internet, ela apenas deu voz a essas tribos.&#8221; &#8211; Caio Tulio Costa. #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;Transpor pra rede mecanismos antigos não dá certo. Não é a vocação da rede&#8221; diz Caio Túlio<br />
3 hours ago</p>
<p>hansponto hans ponto<br />
RT @midia8: A rede tem uma vocação, e essa vocação é a interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>armindoferreira Armindo Ferreira<br />
QQ ação em rede social pressupõe respeito à vocação daquela rede &#8211; Caio Tulio Costa no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A rede tem uma vocação, e essa vocação é a interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>alissondi Alissondi<br />
RT @midia8: O trabalho em rede deve ser um trabalho de mobilização e não apenas a assinatura de um projeto (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
O trabalho em rede deve ser um trabalho de mobilização e não apenas a assinatura de um projeto (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>rev_brasileiros Revista Brasileiros<br />
No debate, Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP).<br />
3 hours ago</p>
<p>thamyzinha thamy almeida<br />
&#8220;A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou&#8221;, BACANA, PROF CAIO TÚLIO. #smwsp.<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp @haraujo complementa Caio Túlio &#8221; a 1a rede de todo mundo se dá no jardim de infância &#8211; nossa 1a rede de afetividade &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>veracostenaro Vera Costenaro<br />
&#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp via @patriciamarinho<br />
3 hours ago</p>
<p>leecavalcanti Lenise Cavalcanti<br />
#ficadica RT @midia8 A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou, pois a comunicação mudou (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio &#8221; o mundo já vivia em tribos muito antes da internet, o q efetivamente mudou foi o empoderamento do indivíduo &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou, pois a comunicação mudou (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
Academia ainda não entendeu que o método de aprendizagem mudou (Caio Tulio Costa) #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>vitorlillo Vitor Lillo<br />
Caio Tulio Costa:&#8221; nunca ouvi restart&#8221; . Nao sabe o que tah ganhando&#8230;rsssss<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O que muda é que a rede deu a cada um de nós o poder de mídia, o alcance, a audiência são coisas secundárias&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>yuikeda Yuri Ikeda<br />
RT @julianakataoka Caio Túlio Costa cita os conflitos nos Iraque e Egito como exemplos dessa união catalisada pelas redes sociais #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>VanMarinelli Vanessa Marinelli<br />
@<br />
Boa dica! Rt:@hazine &#8220;Ter uma causa é o que junta as pessoas, seja pessoalmente ou virtualmente&#8221; Caio Tulio no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>alinemolica Aline Molica<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>loirissimaa Ester Ferreira<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>CleversonQuedas Cleverson Makoski<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
&#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet só uniu virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Caio Túlio cita os conflitos nos Iraque e Egito como exemplos dessa união catalizada pelas redes sociais, Fabio Kadow, o esporte #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
e no #smwsp agora &gt; Empowered or Not &#8211; Caio Túlio Costa @haraujo Bruno Natal+Tiago Lins (Queremos) @FabioKadow ao vivo <a href="http://smw.oi.com.br">http://smw.oi.com.br</a><br />
3 hours ago</p>
<p>gabijuns Gabi Juns<br />
caio túlio costa: o que junta pessoas on ou offline é uma CAUSA. #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>andradedayane Dayane Andrade<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>ggibanet GIBANET<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP). SMW 2010<br />
3 hours ago</p>
<p>midiasblog Blog Mídias Sociais<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>dvianna David Vianna<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>tamyris_torres Tamyris Torres<br />
inveja de vc&#8230;. rs RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>fepacheco Felipe Pacheco<br />
&#8220;O que junta as pessoas, virtualmente ou fisicamente, é a causa.&#8221; Caio Túlio Costa #UoD_OiSMW<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;O que junta as pessoas: uma causa&#8221; Caio Tulio Costa #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
&#8220;Ter uma causa é o que junta as pessoas, seja pessoalmente ou virtualmente&#8221; Caio Tulio no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio Costa revela-se um &#8220;baby boomer com um pé no X &#8221; pois sua rede de afetividade não está on-line<br />
3 hours ago</p>
<p>felipe_teles Felipe Teles<br />
Até voce ta ai, que inveja!!! RT @rapha_jorge A palestra do caio tulio costa e outros começou #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>eou_agencia e|ou mkt direto<br />
Caio Túlio Costa: &#8220;eu sou mais antigo, uso o e-mail&#8221;. O mundo definitivamente está muito acelerado. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
E começa o Social Media Week com Caio Túlio Costa #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>rapha_jorge rapha_jorge<br />
A palestra do caio tulio costa e outros começou #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>gauge Gauge<br />
A primeira palestra do #smwsp é sobre #mobilização com Caio Túlio, Fabio Kadow, Bruno Natal, Tiago Lins e Helder <a href="http://bit.ly/icv9ON">http://bit.ly/icv9ON</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Primeira palestra: Empowered or Not? Com Caio Tulio Costa, Fabio Kadow, Bruno Natal, Tiago Lins, com moderação de Helder Araújo.<br />
3 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP) agora no #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Equipe digital da @mvlcomunicacao na #smwsaopaulo Agora para palestra com Caio Tulio <a href="http://instagr.am/p/BdQ0t/">http://instagr.am/p/BdQ0t/</a><br />
3 hours ago</p>
<p>thamyzinha thamy almeida<br />
atenção pro querido do Caio Túlio palestrando na Social Media Week em instantes. #smwsp <a href="http://bit.ly/gb9Gpr">http://bit.ly/gb9Gpr</a><br />
4 hours ago</p>
<p>Vezon_ Vinícius Bocato<br />
A quem interessar, a programação será transmitida por um streaming da Oi. Terá o Caio Túlio Costa (sempre), Rafinha Bastos, entre outros&#8230;<br />
4 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Tulio já chegou na FAAP para participar dos debates de hoje do Social Media Week #smwsp<br />
4 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Partiu #smw o primeiro painel será sobre o empoderamento relacionado as mídias sociais com Caio Túlio Costa.<br />
5 hours ago</p>
<p>FabioKadow FabioKadow<br />
Bora p/ FAAP onde estarei no 1º painel de debates da @SMWsaopaulo junto com @URBe @tcompagnoni @haraujo e @mvlcomunicacao (Caio Tulio)<br />
6 hours ago</p>
<p>criativaagencia Criativa Agência<br />
RT @hpassaro: Hj o prof da Cásper, Caio Túlio, participará do debate Empowerd or Not na #smwsp ás 15:00 http:… (cont) <a href="http://deck.ly/~3pD0F">http://deck.ly/~3pD0F</a><br />
6 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Túlio Costa (da MVL), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal, Tiago Lins (Queremos) debatem hoje 15h na Social Media Week em SP.<br />
6 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Redes Sociais e Egito? Veja participação de Caio Túlio Costa no Entre Aspas, da Globo News: <a href="http://migre.me/3PwPw">http://migre.me/3PwPw</a><br />
7 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Tulio Costa, da MVL, estará hoje às 15h no debate sobre empoderamento do Social Media Week SP: socialmediaweek.org/saopaulo/2011/…<br />
7 hours ago</p>
<p>hpassaro Atlética Cásper<br />
Hj o prof da Cásper, Caio Túlio, participará do debate Empowerd or Not na #smwsp ás 15:00 <a href="http://socialmediaweek.org/saopaulo/schedule/">http://socialmediaweek.org/saopaulo/schedule/</a><br />
7 hours ago</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/debate-sobre-empoderamento-na-web/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
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		<item>
		<title>Novas mídias e conflitos no Egito</title>
		<link>http://caiotulio.com/as-novas-midias-e-os-conflitos-no-egito/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/as-novas-midias-e-os-conflitos-no-egito/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 18:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo gandour]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tonico pereira]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2389</guid>
		<description><![CDATA[O programa Entre Aspas, da Globo News, desta quinta-feira (3/2/2011) abordou o tema das novas mídias nos recentes acontecimentos no Oriente Médio, em especial na Tunísia e no Egito.
Com a presença dos jornalistas Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour (Estadão), mediados por Tonico Pereira, o programa abordou temas relacionados à questão da democracia e tecnologia.
Sob o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa <a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1645792-17665-309,00.html" target="_blank">Entre Aspas</a>, da Globo News, desta quinta-feira (3/2/2011) abordou o tema das novas mídias nos recentes acontecimentos no Oriente Médio, em especial na Tunísia e no Egito.</p>
<p>Com a presença dos jornalistas Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour (<em>Estadão</em>), mediados por Tonico Pereira, o programa abordou temas relacionados à questão da democracia e tecnologia.</p>
<p>Sob o título &#8220;Novas mídias influenciam a política no Oriente Médio&#8221;, o site do Entre Aspas explica que &#8220;em alguns países, os governos precisam derrubar servidores para bloquear o fluxo de informação&#8221;.</p>
<p>A partir de indagações colocadas pelo programa, de como velhas ditaduras tentam resistir aos protestos e às novas tecnologias de informação, realizaram-se os debates.</p>
<p>Conforme o texto introdutório do programa, tanto no Egito como na Tunísia, não são poucos os relatos de que as primeiras manifestações pela democracia nasceram via mundo digital. As redes de informação, descentralizadas, em que cada internauta passa a ser um produtor de notícias, desafiam a fome de controle dos regimes autoritários.</p>
<p>Mas será que as novas mídias tem mesmo um caráter libertário? São mais difíceis de serem controladas pelas ditaduras?</p>
<p>Ou será ao contrário? Será que blogs e redes sociais são veículos poderosos que também podem ser usados para idéias autoritárias e extremistas?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></p>
<p>Veja no vídeo acima como Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour abordaram a questão.</p>
<p>No programa falou-se também do livro <em>Net Delusion</em> de Evgeny Morozov. Quem quiser conhecê-lo melhor, ainda sem tradução em português, pode se informar no<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/tag/net-delusion/" target="_blank"> blog </a>de Tiago Dória.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/as-novas-midias-e-os-conflitos-no-egito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conferência sobre Ética</title>
		<link>http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 17:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
		<category><![CDATA[caio túlio]]></category>
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		<description><![CDATA[por Ludwig Wittgenstein
Tradução de Darlei Dall&#8217;Agnol
Antes de começar a falar sobre meu tema, permitam-me fazer algumas observações introdutórias. Tenho consciência de que terei grandes dificuldades para comunicar meu pensamentos e penso que algumas delas diminuiriam se as mencionasse de antemão.
A primeira, que quase não necessito apontar, é que o inglês não é minha língua materna. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Ludwig Wittgenstein</strong></p>
<p>Tradução de Darlei Dall&#8217;Agnol</p>
<p>Antes de começar a falar sobre meu tema, permitam-me fazer algumas observações introdutórias. Tenho consciência de que terei grandes dificuldades para comunicar meu pensamentos e penso que algumas delas diminuiriam se as mencionasse de antemão.</p>
<p>A primeira, que quase não necessito apontar, é que o inglês não é minha língua materna. Por esta razão, meu modo de expressão não possui aquela elegância e precisão que seria desejável para quem fala sobre um tema difícil. Tudo o que posso fazer é pedir que me facilitem a tarefa tentando entender o que quero dizer, apesar das faltas que contra a gramática inglesa vou cometer continuamente.</p>
<p>A segunda dificuldade que mencionarei é que, provavelmente, muitos de vocês vieram a esta minha conferência com falsas expectativas. Para esclarecer este ponto, direi algumas palavras sobre a razão pela qual escolhi este tema. Quando o secretário anterior honrou-me pedindo que lesse uma comunicação para esta sociedade, minha primeira idéia foi a de que deveria certamente aceitar e a segunda foi que, se tivesse a oportunidade de falar a vocês, deveria falar sobre algo que me interessava comunicar e que não deveria desperdiçá-la dando, por exemplo, uma conferência sobre lógica. Considero que isto seria perder tempo, visto que explicar um tema científico a vocês exigiria um curso de conferências e não uma comunicação de uma hora. Uma alternativa teria sido apresentar uma conferência que se denomina de divulgação científica, isto é, uma conferência que pretendesse fazer vocês acreditarem que entendem algo que realmente não entendem e satisfazer assim o que considero um dos mais baixos desejos do homem moderno, a saber, a curiosidade superficial sobre as últimas descobertas da ciência.</p>
<p>Rejeitei estas alternativas e decidi falar sobre um tema, em minha opinião, de importância geral, com a esperança de que ele ajude a esclarecer suas próprias idéias a respeito (mesmo que vocês estejam em total desacordo com o que vou dizer). Minha terceira e última dificuldade é, de fato, própria de quase todas as conferências filosóficas: o ouvinte é incapaz de ver tanto o caminho pelo qual o levam como também o fim a que este conduz. Isto é, ele pensa: &#8220;Entendo tudo o que diz, mas aonde quer chegar?&#8221; ou então &#8220;Vejo para onde se encaminha, mas como vai chegar ali?&#8221; Mais uma vez: tudo o que posso fazer é pedir que sejam pacientes e esperar que, no final, vejam não só o caminho como também onde ele leva.</p>
<p>Vou iniciar agora. Meu tema, como sabem, é a Ética e adotarei a explicação que deste termo deu o professor Moore em seu livro Principia Ethica. Ele diz: &#8220;A Ética é a investigação geral sobre o que é bom.&#8221; Agora, vou usar a palavra Ética num sentido um pouco mais amplo, um sentido, na verdade, que inclui a parte mais genuína, em meu entender, do que geralmente se denomina Estética. E para que vejam da forma mais clara possível o que considero o objeto da Ética vou apresentar antes várias expressões mais ou menos sinônimas, cada uma das quais poderia substituir a definição anterior e ao enumerá-las pretendo obter o mesmo tipo de efeito que Galton obteve quando colocou na mesma placa várias fotografias de diferentes rostos com o fim de obter a imagem dos traços típicos que todos eles compartilhavam. Mostrando esta fotografia coletiva, poderei fazer ver qual é o típico &#8211; digamos &#8211; rosto chinês. Deste modo, se vocês olharem através da série de sinônimos que vou apresentar, serão capazes de, espero, ver os traços característicos que todos têm em comum e que são característicos da Ética.</p>
<p>Ao invés de dizer que &#8220;a Ética é a investigação sobre o que é bom&#8221;, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Creio que se observarem todas estas frases, então terão uma idéia aproximada do que se ocupa a Ética.</p>
<p>A primeira coisa que nos chama a atenção nestas expressões é que cada uma delas é usada, realmente, em dois sentidos muito distintos. Vou denominá-los, por um lado, o sentido trivial ou relativo, e por outro, o sentido ético ou absoluto. Por exemplo, se digo que esta é uma boa poltrona, isto significa que esta poltrona serve para um propósito predeterminado e a palavra bom aqui tem somente significado na medida em que tal propósito tenha sido previamente fixado. De fato, a palavra bom no sentido relativo significa simplesmente que satisfaz um certo padrão predeterminado. Assim, quando afirmamos que este homem é um bom pianista, queremos dizer que pode tocar peças de um certo grau de dificuldade com um certo grau de habilidade. Igualmente, se afirmo que para mim é importante não resfriar-me quero dizer que apanhar um resfriado produz em minha vida certos transtornos descritíveis e se digo que esta é a estrada correta significa que é a estrada correta em relação a uma certa meta.</p>
<p>Usadas desta forma, tais expressões não apresentam problemas difíceis ou profundos. Mas isto não é o uso que delas faz a Ética. Suponhamos que eu soubesse jogar tênis e alguém de vocês, ao ver-me, tivesse dito &#8220;Você joga bastante mal&#8221; e eu tivesse contestado &#8220;Sei que estou jogando mal, mas não quero fazê-lo melhor&#8221;, tudo o que poderia dizer meu interlocutor seria &#8220;Ah, então tudo bem.&#8221;. Mas suponhamos que eu tivesse contado a um de vocês uma mentira escandalosa e ele viesse e me dissesse &#8220;Você se comporta como um animal&#8221; e eu tivesse contestado &#8220;Sei que minha conduta é má, mas não quero comportar-me melhor&#8221;, poderia ele dizer &#8220;Ah, então, tudo bem&#8221;? Certamente, não. Ele afirmaria &#8220;Bem, você deve desejar comportar-se melhor&#8221;. Aqui temos um juízo de valor absoluto, enquanto que no primeiro caso era um juízo relativo.</p>
<p>A essência desta diferença parece obviamente esta: cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. Ao invés de dizer &#8220;Esta é a estrada correta para Granchester&#8221;, eu poderia perfeitamente dizer &#8220;Esta é a estrada correta que deves tomar se queres chegar a Granchester no menor tempo possível&#8221;. &#8220;Este homem é um bom corredor&#8221; significa simplesmente que corre um certo número de quilômetros num certo número de minutos etc.</p>
<p>O que agora desejo sustentar é que, apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.</p>
<p>Permitam-me explicar: suponham que alguém de vocês fosse uma pessoa onisciente e, por conseguinte, conhecesse todos os movimentos de todos os corpos animados ou inanimados do mundo e conhecesse também os estados mentais de todos os seres que tenham vivido. Suponham, além disso, que este homem escrevesse tudo o que sabe num grande livro. Então tal livro conteria a descrição total do mundo. O que quero dizer é que este livro não incluiria nada do que pudéssemos chamar juízo ético nem nada que pudesse implicar logicamente tal juízo. Conteria, certamente, todos os juízos de valor relativo e todas as proposições científicas verdadeiras que se pode formar. Mas, tanto todos os fatos descritos como todas as proposições estariam, digamos, no mesmo nível. Não há proposições que, em qualquer sentido absoluto, sejam sublimes, importantes ou triviais.</p>
<p>Talvez agora alguém de vocês esteja de acordo e invoque as palavras de Hamlet: &#8220;Nada é bom ou mau, mas é o pensamento que o faz assim.&#8221; Mas isto poderia levar novamente a um mal-entendido. O que Hamlet diz parece implicar que o bom ou o mau, embora não sejam qualidades do mundo externo a nós, são atributos de nossos estados mentais. Mas o que quero dizer é que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético. Por exemplo, em nosso livro do mundo lemos a descrição de um assassinato com todos os detalhes físicos e psicológicos e a mera descrição nada conterá que possamos chamar uma proposição ética. O assassinato estará exatamente no mesmo nível que qualquer outro acontecimento como, por exemplo, a queda de uma pedra. Certamente, a leitura desta descrição pode causar-nos dor ou raiva ou qualquer outra emoção ou poderíamos ler acerca da dor ou da raiva que este assassinato suscitou em outras pessoas que tiveram conhecimento dele, mas seriam simplesmente fatos, fatos e fatos e não Ética.</p>
<p>Devo dizer agora que, se considerasse o que a Ética deveria ser realmente &#8211; se existisse uma tal ciência -, este resultado parece-me bastante óbvio. Parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto. Que não podemos escrever um livro científico cujo tema venha a ser intrinsecamente sublime e superior a todos os demais. Somente posso descrever meu sentimento a este respeito mediante a seguinte metáfora: se um homem pudesse escrever um livro de Ética que realmente fosse um livro de Ética, este livro destruiria, com uma explosão, todos os demais livros do mundo. Nossas palavras, usadas tal como o fazemos na ciência, são recipientes capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais. A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela.</p>
<p>Disse que com relação a fatos e proposições há somente valor relativo e acerto e bem relativos. Permitam-me, antes de prosseguir, ilustrar isto com um exemplo ainda mais óbvio. A estrada correta é aquela que conduz a um fim predeterminado arbitrariamente e a todos nós parece totalmente claro que não há sentido em falar da estrada correta independentemente de tal alvo predeterminado. Vejamos agora o que possivelmente queremos dizer com a expressão &#8220;a estrada absolutamente correta&#8221;. Creio que seria aquela que, ao vê-la, todo o mundo deveria tomar com necessidade lógica ou envergonhar-se de não fazê-lo. Do mesmo modo, o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo. Quero dizer que tal estado de coisas é uma quimera. Nenhum estado de coisas tem, em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto.</p>
<p>Então, o que temos em mente e o que tentamos expressar quando sentimos a tentação de usar expressões como &#8220;bom absoluto&#8221;, &#8220;valor absoluto&#8221; etc.? Sempre que tento esclarecer isto para mim é natural que recorra a casos nos quais, sem dúvida, usaria tais expressões, de modo que me encontro na mesma situação que vocês estariam se, por exemplo, eu desse uma conferência sobre a psicologia do prazer. Neste caso, o que vocês fariam seria tentar invocar algumas situações típicas nas quais sempre sentiram prazer, pois com esta situação na mente, chegaria a se tornar concreto e, por assim dizer, controlável, tudo o que eu pudesse dizer a vocês. Alguém poderia escolher como um exemplo típico a sensação de passear num dia ensolarado de verão. Quando trato de concentrar-me no que entendo por valor absoluto ou ético, encontro-me numa situação semelhante.</p>
<p>Em meu caso, ocorre-me sempre que a idéia de uma particular experiência se apresenta como se fosse, em certo sentido, e de fato é, minha experiência par excellence e por esta razão, ao dirigir-me agora a vocês, usarei esta experiência como meu primeiro e principal exemplo (como já disse, isto é uma questão totalmente pessoal e outros poderiam dar outros exemplos mais chamativos). Na medida do possível, vou descrever esta experiência de maneira que faça vocês invocarem experiências idênticas ou similares a fim de poder dispor de uma base comum para nossa investigação.</p>
<p>Creio que a melhor forma de descrevê-la é dizer que, quando eu a tenho, assombro-me ante a existência do mundo. Sinto-me então inclinado a usar frases tais como &#8220;Que extraordinário que as coisas existam&#8221; ou &#8220;Que extraordinário que o mundo exista&#8221;.</p>
<p>Mencionarei, em continuação, outra experiência que conheço e que a alguns de vocês parecerá familiar: trata-se do que poderíamos chamar a experiência de sentir-se absolutamente seguro. Refiro-me a aquele estado anímico em que nos sentimos inclinados a dizer: &#8220;Aconteça o que acontecer, estou seguro, nada pode prejudicar-me&#8221;.</p>
<p>Permitam-me agora considerar estas experiências visto que, segundo creio, mostram as verdadeiras características que tentamos esclarecer. E aqui está o que primeiro tenho a dizer: a expressão verbal que damos a estas experiências carece de sentido.</p>
<p>Se afirmo &#8220;Assombro-me ante a existência do mundo&#8221;, estou usando mal a linguagem. Deixem-me explicar isso. Tem perfeito e claro sentido dizer que me assombra que algo seja como é. Todos entendemos o que significa que me assombre o tamanho de um cachorro que é maior do que qualquer outro visto antes ou de qualquer coisa que, no sentido ordinário do termo, seja extraordinária. Em todos os casos deste tipo, assombro-me de que algo seja como é, quando eu poderia conceber que não fosse assim. Assombro-me do tamanho deste cachorro porque poderia conceber um cachorro de outro tamanho, isto é, de tamanho normal, do qual não me assombraria. Dizer &#8220;Assombro-me de que tal ou tal coisa seja como é&#8221; somente tem sentido se posso imaginá-la não sendo como é. Assim, alguém pode assombrar-se, por exemplo, da existência de uma casa quando a vê depois de muito tempo que não a via e tinha imaginado que ela tinha sido demolida neste intervalo. Mas carece de sentido dizer que me assombro da existência do mundo porque não posso imaginá-lo como não existindo.</p>
<p>Certamente, poderia assombrar-me de que o mundo que me rodeia seja como é. Se, por exemplo, enquanto olho o céu azul eu tivesse esta experiência, poderia assombrar-me de que o céu seja azul em oposição ao caso de estar nublado. Mas não é isto que quero dizer. Assombro-me do céu seja lá o que ele for. Poderíamos nos sentir inclinados a dizer que estou me assombrando de uma tautologia, isto é, de que o céu seja ou não azul. Mas precisamente não tem sentido afirmar que alguém está se assombrando de uma tautologia.</p>
<p>Isto pode aplicar-se à outra experiência mencionada: a experiência da segurança absoluta. Todos sabemos o que significa na vida cotidiana estar seguro. Sinto-me seguro em minha sala, já que não pode atropelar-me um ônibus. Sinto-me seguro se já tive a coqueluche e, portanto, já não poderei tê-la novamente. Sentir-se seguro significa, essencialmente, que é fisicamente impossível que certas coisas possam ocorrer-me e, por conseguinte, carece de sentido dizer que me sinto seguro aconteça o que acontecer. Mais uma vez, trata-se de um mau uso da palavra &#8220;seguro&#8221;, do mesmo modo que o outro exemplo era um mau uso da palavra &#8220;existência&#8221; ou &#8220;assombrar-se&#8221;.</p>
<p>Quero agora convencer vocês que um característico mau uso de nossa linguagem subjaz a todas as expressões éticas e religiosas. Todas elas parecem, prima facie, ser somente símiles. Assim, parece que quando usamos, em sentido ético, a palavra correto, embora o que queremos dizer não seja correto no seu sentido trivial, é algo similar. Quando dizemos: &#8220;É uma boa pessoa&#8221;, embora a palavra boa aqui não signifique o mesmo que na frase &#8220;Este é um bom jogador de futebol&#8221; parece haver alguma similaridade. E quando dizemos &#8220;A vida deste homem era valiosa&#8221;, não o entendemos no mesmo sentido que se falássemos de alguma jóia valiosa, mas parece haver algum tipo de analogia.</p>
<p>Deste modo, todos os termos religiosos parecem ser usados como símiles ou alegorias. Quando falamos de Deus e de que ele tudo vê e quando nos ajoelhamos e oramos, todos os nossos termos e ações parecem ser partes de uma grande e completa alegoria que o representa como um ser humano de enorme poder cuja graça tentamos cativar etc., etc..</p>
<p>Mas esta alegoria descreve também a experiência que acabo de aludir. Porque a primeira delas é, segundo creio, exatamente aquilo a que as pessoas se referem quando dizem que Deus criou o mundo; e a experiência da segurança absoluta tem sido descrita dizendo que nos sentimos seguros nas mãos de Deus. Uma terceira vivência deste tipo é a de sentir-se culpado e pode ser descrita também pela frase: Deus condena nossa conduta.</p>
<p>Desta forma parece que, na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles. Mas um símile deve ser símile de algo. E se posso descrever um fato mediante um símile, devo também ser capaz de abandoná-lo e descrever os fatos sem sua ajuda. Em nosso caso, logo que tentamos deixar de lado o símile e enunciar diretamente os fatos que estão atrás dele, deparamo-nos com a ausência de tais fatos. Assim, aquilo que, num primeiro momento, pareceu ser um símile, manifesta-se agora como um mero sem sentido.</p>
<p>Talvez para aquele que &#8211; como eu, por exemplo &#8211; viveu as três experiências que mencionei (e podia acrescentar outras) elas parecem ter, em algum sentido, valor intrínseco e absoluto. Mas, desde o momento em que digo que são experiências, certamente, são também fatos: aconteceram num lugar e duraram certo tempo e, por conseguinte, são descritíveis. Em continuação ao que disse há poucos minutos, devo admitir que carece de sentido afirmar que têm valor absoluto. Precisarei minha argumentação dizendo: &#8220;é um paradoxo que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural.&#8221;</p>
<p>Há uma via pela qual sinto-me tentado a solucionar este paradoxo. Permitam-me considerar, novamente, nossa primeira experiência de assombro diante da existência do mundo descrevendo-a de forma ligeiramente diferente. Todos sabemos o que na vida cotidiana poderia denominar-se um milagre. Obviamente é, simplesmente, um acontecimento de tal natureza que nunca tínhamos visto nada parecido com ele. Suponham que este acontecimento ocorreu. Pensem no caso de que em alguém de vocês cresça uma cabeça de leão e comece a rugir. Certamente isto seria uma das coisas mais extraordinárias que sou capaz de imaginar. Tão logo nos tivéssemos recomposto da surpresa, o que eu sugeriria seria buscar um médico e investigar cientificamente o caso e, se não pelo fato de que isto causaria sofrimento, mandaria fazer uma dissecação. Aonde estaria então o milagre? Está claro que, no momento em que olhamos as coisas assim, todo o milagroso haveria desaparecido; a menos que entendamos por este termo simplesmente um fato que ainda não tenha sido explicado pela ciência, coisa que significa por sua vez que não temos conseguido agrupar este fato junto com outros num sistema científico. Isto mostra que é absurdo dizer que &#8220;a ciência provou que não há milagres&#8221;. A verdade é que o modo científico de ver um fato não é vê-lo como um milagre. Vocês podem imaginar o fato que puderem e isto não será em si milagroso no sentido absoluto do termo. Agora nos damos conta de que temos utilizado a palavra &#8220;milagre&#8221; tanto num sentido absoluto como num relativo.</p>
<p>Agora, vou descrever a experiência de assombro diante da existência do mundo dizendo: é a experiência de ver o mundo como um milagre. Sinto-me inclinado a dizer que a expressão lingüística correta do milagre da existência do mundo &#8211; apesar de não ser uma proposição na linguagem &#8211; é a existência da própria linguagem. Mas, então, o que significa ter consciência deste milagre em certos momentos e não em outros? Tudo o que disse ao transladar a expressão do milagroso de uma expressão por meio da linguagem à expressão pela existência da linguagem é, mais uma vez, que não podemos expressar o que queremos expressar e que tudo o que dizemos sobre o absolutamente milagroso continua carecendo de sentido.</p>
<p>Para muitos de vocês a resposta parecerá clara: bom, se certas experiências nos levam constantemente a atribuir-lhes uma qualidade que chamamos valor absoluto ou ético e importante, isto somente mostra que ao que nos referimos com tais palavras não é um sem sentido, que depois de tudo, o que significamos ao dizer que uma experiência tem valor absoluto é simplesmente um fato como qualquer outro e tudo se reduz a isto e que ainda não encontramos a análise lógica correta daquilo que queremos dizer com nossas expressões éticas e religiosas. Sempre que me salta isto aos olhos, de repente vejo com clareza, como se se tratasse de um lampejo, não somente que nenhuma descrição que possa imaginar seria apta para descrever o que entendo por valor absoluto, mas que rechaçaria ab initio qualquer descrição significativa que alguém pudesse possivelmente sugerir em razão de sua significação.</p>
<p>Em outras palavras, vejo agora que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência. Isto porque a única coisa que eu pretendia com elas era, precisamente, ir além do mundo, o que é o mesmo que ir além da linguagem significativa. Toda minha tendência &#8211; e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião &#8211; é correr contra os limites da linguagem. Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada. A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.</p>
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