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	<title>Caio Túlio Costa &#187; jornalismo</title>
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		<title>Exemplos de moral provisória</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.
Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.</p>
<p>Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. Além de prefácio de André Lemos, da UFBa, e apresentação de Dimas A. Künsch, da Cásper, o livro é composto de 18 textos de autores distintos.</p>
<p>O índice e a biografia dos autores revela a abrangência da obra:</p>
<p>Primeira parte: Esfera pública interconectada: processos discursivos e contextos de interação</p>
<p>1. &#8220;Os deuses voltam à cena: ciberespaço, razão e delírio&#8221;, por Dimas A. Künsch &#8211; da Cásper Líbero;<br />
2. &#8220;Esfera pública e os media na trajetória de pensamento de Jürgen Habermas&#8221;, por Rousiley C. M. Maia &#8211; da UFMG;<br />
3. &#8220;Esfera pública interconectada, blogosfera e redes sociais&#8221;, por Sergio Amadeu da Silveira &#8211; da Cásper;<br />
4. &#8220;Trocas simbólicas no ciberespaço e os processos de construção de esferas públicas interconectadas&#8221;, por Liráucio Girardi Júnior &#8211; da Cásper;<br />
5. &#8220;Opinião pública e conversação cívica&#8221;, por Heloiza Matos &#8211; da Cásper;<br />
6. &#8220;A argumentação na esfera pública: em busca da articulação discursiva e do entendimento entre atores plurais&#8221;, por Ângela Marques &#8211; da Cásper;<br />
7. &#8220;Mundo, mundo, vasto mundo da vida&#8230;&#8221; por Eugênio Bucci &#8211; da ECA/USP;<br />
8. &#8220;A diluição de fronteiras no campo da Comunicação em tempos de interculturalidade&#8221;, por Laan Mendes de Barros, da Cásper.</p>
<p>Segunda parte: 0 jornalismo e suas interfaces com o ciberespaço, o imaginário e a política</p>
<p>9. &#8220;Mídias sociais conectadas e jornalismo participativo&#8221;, por Walter Teixeira Lima Junior &#8211; da Cásper;<br />
10. &#8220;As mídias sociais e o ciberjornalismo: reconfiguração de vozes&#8221;, por Elizabeth Saad Corrêa &#8211; da ECA/USP;<br />
11. &#8220;Da esfera pública à blogosfera a partir da estética da comunicação&#8221;, por Luís Mauro Sá Martino &#8211; da Cásper;<br />
12. &#8220;Hipermídia, hiperlinguagem e imagem complexa no webjornalismo&#8221;, por Dulcília H. Schroeder Buitoni &#8211; da Cásper;<br />
13. &#8220;Enquetes e sondagens de opinião e a agenda de debates da ciberpolítica&#8221;, por Rosemary Segurado e Vera Chaia &#8211; ambas da PUC-SP;<br />
14. &#8220;A mídia e os acontecimentos de 1968: produção de sentido ou implosão?&#8221;, por Cláudio Novaes Pinto Coelho &#8211; da Cásper;<br />
15. &#8220;Rádio informativo e ecologia da comunicação:o Jornal da CBN como cenário de vinculação sociocultural&#8221;, por José Eugenio de Oliveira Menezes &#8211; da Cásper;<br />
16. &#8220;Jornalismo e imaginário: o lugar do universal&#8221;, por Marcia Benetti &#8211; UFRGS;<br />
17. &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;, por Caio Túlio Costa &#8211; Cáper &#8211; e<br />
18. &#8220;O ensino de jornalismo frente à realidade das novas tecnologias&#8221;, por Carlos Costa &#8211; da Cásper.</p>
<p>No seu artigo, Caio Túlio Costa aprofunda a questão específica da &#8220;moral provisória&#8221;, tema de sua tese de doutorado que se tranformou em livro (&#8221;Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória&#8221;, editado pela Zahar em 2009).</p>
<p>Os dois parágrafos iniciais, reproduzidos abaixo, dão o tom do texto que contém vários exemplos de moral provisória no jornalismo:</p>
<p>&#8220;A moral provisória é o jornalismo em estado puro. É uma maneira diferente de entender a profissão, fundada e mantida no imediatismo &#8211; cada vez mais no adiantado da hora. No jornalismo, a moral provisória é o instantâneo do profundo abismo entre os princípios e o dia a dia, entre o teórico e o prático, entre o ideal e a realidade. Ela se nutre do fosso entre o normativo e o funcional. Ela não existiria se não existissem meios escusos para fins nobres. Ela não existiria se não existissem interesses, ilegítimos ou legítimos, sejam individuais, empresariais ou institucionais. Se a moral provisória é usada por motivo honroso, mais assertivamente ainda ela pode ser provisoriamente enganadora, provisoriamente mentirosa, provisoriamente má – definitivamente destrutiva. A moral provisória nasce, cresce e floresce num paradoxo: constrói para destruir – destrói para construir. Justificativas de princípios morais valem para nortear idealmente a imprensa quando investiga um assunto, uma pessoa, uma empresa, uma instituição. Mas são desconsideradas na forma como a imprensa investiga, apura, decide – ela chega a usar ferramentas imorais no processo de captação da informação. Se o motivo é escuso, então, vai-se usar um código moral transitório para justificar o injustificável. Em ambos os momentos, a moral é provisória, interina, momentânea. E o jornalista, temporariamente, é autorizado a ser mau, hipócrita, enganador, mentiroso – o justiceiro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Se os profissionais puros, altruístas e de boa fé sustentam, antes de tudo, que o jornalismo deveria ser uma práxis ética (Bucci, 2002: 26), a indústria se planeja, se diz e se maquia exatamente como se a fosse. Ela nunca reconhece ter a moral provisória como recurso. Não. Em público, normativamente, a indústria da notícia se apresenta como a campeã da virtude moral. Mas desanca essa práxis nos bastidores, naquilo que não é escrito nem mostrado, naquilo que está subjacente à investigação, na manipulação e na reutilização da idéia da moral conforme a necessidade, o momento, a situação; para significar isso ou aquilo porque o “interesse público” sempre fala mais alto. Mas o que é interesse público? Quem define o interesse público? A direção da empresa de comunicação? O ocupante do governo da ocasião? O deputado, o empresário, o editor da publicação, o leitor, o consumidor?&#8221;</p>
<p>O livro pode ser encontrado nas boas livrarias e se mostrou desde o primeiro momento indispensável para quem se interessa por comunicação e, em especial, pelo jornalismo em época de grandes trannfor,ações comandadas pela tecnologia.</p>
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		<title>Ética e mídia em debate em Rio Preto</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 13:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro 
O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.
O jornalista abordou temas referentes ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro </strong></p>
<p>O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.</p>
<p>O jornalista abordou temas referentes ao seu livro <em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em> (Zahar) e os debateu com a platéia.</p>
<p>Discutiu conceitos de moral e ética, realizou exercícios de entendimento de linguagem com os participantes e mostrou os desafios que as novas mídias acrescentam à indústria da comunicação &#8211; com exemplos de como os novos meios digitais estão transformando radicalmente a comunicação.</p>
<p><em>Da Agência Bom Dia, divulgado em 12/04/10 às 17h23: </em></p>
<p><strong>4ª Bienal do Livro de Rio Preto já tem programação </strong><br />
A 4ª Bienal do Livro de Rio Preto já está com a grade de programação definida. O evento será realizado de 30 de abril a 9 de maio, no Centro de Educação, Cultura e Artes da Swift.</p>
<p>Nesta edição da Bienal, &#8220;Palavra&#8221; é o tema da feira literária. O evento contará com seis espaços: Palavra Escrita, Palavra Exposta, Palavra Em Cena, Palavra Lúdica, Palavra Filmada e Palavra Sensorial.</p>
<p>O Palavra Escrita, montado no graneleiro da Swift, reúne 70 estandes de editoras e livrarias, dois de autores locais e um da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura.</p>
<p>O <strong>Palavra Exposta</strong>, que ficará no auditório da Swift, é um espaço voltado para palestras com escritores de projeção nacional e internacional. O espaço receberá: Gabriel Chalita, <strong>Caio Túlio Costa</strong>, Joãosinho Trinta, Daniel Piza, Célio Turino, Pedro Bandeira, Gentil de Faria, Ignácio de Loyola Brandão, Augusto Cury, Rosely Sayão, Pasquale Cipro Neto, José Roberto Torero, Márcia Tiburi, Romildo Sant’Anna, Moacyr Scliar, Mário Prata, Maurício Kubrusly. Terá ainda uma mesa redonda com os autores Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches, da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura. A mediação das palestras será feita por David Oscar Vaz.</p>
<p>Também integra a grade de programação do Palavra Exposta, a III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras, nos dias 7 e 8 de maio.</p>
<p>Já o espaço Palavra Em Cena é destinado à leitura e/ou encenação de obras literárias por atores. Participam desta atividade os atores Rosaly Papadopol, Hélio Cícero, Pascoal da Conceição, João Paulo Lorenzon e Antônio Calloni, este último fazendo leitura de seus textos.</p>
<p>Para as crianças, a Bienal tem o espaço Palavra Lúdica, onde acontecerão oficinas, leitura de obras infantis e apresentações de teatro e música. As atividades ficarão por conta de: Ingrid Biesemeyer, Cia. da Casa Amarela, Preto Moreno, Mileny Goto, Hamilton Pereira, Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular, Cia. Teatral Poleiro dos Anjos, Cia. da Boca e Maritza Nuñez. Mais o grande destaque será a presença de Zé do Caixão, no dia 8 de maio, às 14h30, fazendo leitura de contos infantis.</p>
<p>No Palavra Filmada, espaço destinado para a sétima arte, serão exibidos filmes adaptados de obras literárias brasileiras, tais como “Tieta do Agreste”, “O Grande Mentecapto”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”.</p>
<p>Para finalizar, o Palavra Sensorial, montado no Anfiteatro da Represa, será o palco de atrações artísticas. O espaço receberá as apresentações da Cia. Manoel Kobachuk, Adriana Calcanotto, Vânia Bastos, Missão Resgate, Escola Viva, Projeto Guri, Aprodança, Casa do Hip Hop, Tunai e Wagner Morais &amp; Lívia Maria.</p>
<p>Programação da 4ª Bienal do Livro<br />
• 30 de Abril &#8211; Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Pai do Mato” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
20h – “Adriana Partimpim–Dois é Show” – Adriana Calcanhotto (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 1º de Maio – Sábado<br />
9h30 – Palestra “Pedagogia da Gentileza” – Gabriel Chalita (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “Tocar na Banda” – Vânia Bastos (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – Leitura: “As Várias Faces de Hilda Hilst” – Rosaly Papadopol (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 2 de Maio – Domingo<br />
10h – Palestra “Ética e Mídia” – Caio Túlio Costa (Palavra Exposta)<br />
14h30 – “Leitura de Poemas” – Antônio Calloni (Palavra Em Cena)<br />
15h – Palestra “Pobre Gosta de Luxo, Quem Gosta de Miséria é Intelectual” – Joãosinho Trinta (Palavra Exposta)</p>
<p>• 3 de Maio – Segunda-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Traquinagens” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Música Poesia – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Oficina “O Dia do Saci: Contos e Curiosidades” – Hamilton Pereira (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Nabuco e a Civilização Brasileira” – Daniel Piza (Palavra Exposta)<br />
19h – Mesa Redonda “Fontes da Criação Literária” – Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação musical” – Escola Viva (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – “Meninos de Ouro” – Missão Resgate (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)</p>
<p>• 4 de Maio – Terça-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Magia Musical” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Quebra-Cabeças dos Contos de Fadas” – Ingrid Biesemeyer (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Espetáculo “Candim” – Cia. da Casa Amarela (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Ponto de Cultura &#8211; O Brasil de Baixo Para Cima” – Célio Turino (Palavra Exposta)<br />
19h – Palestra “Como Conquistar Quem Não Gosta de Ler” – Pedro Bandeira (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação de dança” – Aprodança (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “O Grande Mentecapto” – Direção Oswaldo Caldeira (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “A Palavra Poética em Cena” – Hélio Cícero (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 5 de Maio – Quarta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Música Maestro” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “A História do Livro no Brasil” – Gentil<br />
10h – Espetáculo “De onde veio a palavra que veio da palavra de onde veio” – Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – “Música Poesia” – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “Processo de Criação: Inspiração existe? Qual o papel do professor na formação do autor e do leitor?” – Ignácio de Loyola Brandão (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Mostra Regional” – Projeto Guri (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Código da Inteligência – A Excelência Profissional e Emocional” – Augusto Cury (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Direção André Klotzel (Palavra Filmada)</p>
<p>• 6 de Maio – Quinta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Menino, Vou Te Contá!” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Brincando de Ilustrar” – Mileny Goto (Palavra Lúdica)<br />
15h – Palestra “Valores e Competências da Educação Familiar e da Escolar” – Rosely Sayão (Palavra Exposta)<br />
15h30 – “Palavra Sonora” – Preto Moreno (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “A Nossa Língua” – Pasquale Cipro Neto (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Hip Hop Classic” – Casa do Hip Hop (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Velho, o Novo e os Novíssimos Testamentos” – José Roberto Torero (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Quincas Borba” – Direção Roberto Santos (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “Memórias do Mundo: Um Olhar sobre Borges” – João Paulo Lorenzon (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 7 de Maio – Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo &#8220;Respeitável Público” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “Filosofia e Literatura” – Márcia Tiburi (Palavra Exposta)<br />
10h – Espetáculo “A Mulher Que Matou os Peixes” – Cia. Teatral Poleiro dos Anjos (Palavra Lúdica)<br />
11h30 às 12h30 – III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Abertura Solene e Apresentação das escritoras (Palavra Exposta)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Mônica López Bordón, Isabel Hernandez, Alicia Torres, Leonor Scliar e Bella Ventura. Mediadora: Nilce Lodi (Palavra Exposta)<br />
15h30 – Espetáculo “A Princesa Diva, Adivinha” – Cia. da Boca (Palavra Lúdica)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Homenagem a Raquel de Queiroz (Lounge do Palavra Exposta)<br />
18h30 – Palestra “Estética da Oralidade: Literatura Oral Popular” – Romildo Sant’Anna (Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “Criação Literária” – Moacyr Scliar (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)<br />
20h – Show “Nordeste Aqui” – Wagner Morais &amp; Lívia Maria (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 8 de Maio – Sábado<br />
10h às 13h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Eliane Potiguara, Amanda Pedroso, Araceli Otamendi e Cristina De La Concha. Mediadora: Nilsa Amaral. (Palavra Exposta)<br />
14h30 – Leitura de Contos Infantis – Zé do Caixão (Palavra Lúdica)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Vidaluz Meneses, Lara Moreno, Niminon Suzel Pinheiro e Glória Davila (Palavra Exposta)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Encerramento (Lounge do Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “O Ofício do Escritor e a Literatura Policial” – Mário Prata (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “25&#8230; ou Mais” Acústico – Tunai (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 9 de Maio – Domingo<br />
14h – Palestra “Me Leva Mundão” – Maurício Kubrusly (Palavra Exposta)<br />
15h – Leitura: “Os Sertões: a Terra, o Homem, a Luta” – Pascoal da Conceição (Palavra Em Cena)</p>
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		<title>&#8220;Encontro com gigantes&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja entrevista de Caio Túlio Costa dada a Lorena Calabria, apresentadora do programa de rádio Encontro com Gigantes. A gravação foi feita em 21 de janeiro de 2010.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja entrevista de Caio Túlio Costa dada a Lorena Calabria, apresentadora do programa de rádio Encontro com Gigantes. A gravação foi feita em 21 de janeiro de 2010.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Uma revolução de fato</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa abriu nesta quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010, o programa anual de debates &#8220;Diálogos MVL&#8221;, promovido pela agência de comunicação MVL, de São Paulo.
Costa proferiu a palestra &#8220;Uma revolução de fato&#8221; no auditório da Fundação Cesp, em São Paulo.
Teve como platéia e dialogantes o público da área de comunicação de empresas da Cesp, da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio Túlio Costa abriu nesta quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010, o programa anual de debates &#8220;Diálogos MVL&#8221;, promovido pela agência de comunicação <a href="http://www.mvl.com.br/" target="_blank">MVL</a>, de São Paulo.</p>
<p>Costa proferiu a palestra &#8220;Uma revolução de fato&#8221; no auditório da <a href="http://www.prevcesp.com.br/wps/portal" target="_blank">Fundação Cesp</a>, em São Paulo.</p>
<p>Teve como platéia e dialogantes o público da área de comunicação de empresas da Cesp, da própria MVL e clientes da MVL.</p>
<p>Costa mostrou como as mudanças nas comunicações estão se dando de uma forma estrutural e significam uma verdadeira revolução nos hábitos das pessoas e na maneira tradicional de se fazer comunicação.</p>
<p>Numa abrangente exposição sobre essa nova realidade, demonstrou que tanto os indivíduos quanto as instituições e empresas agora têm um inegável &#8220;poder de mídia&#8221;.</p>
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		<title>Entrevista ao Rede Mídia, de Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 17:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja abaixo entrevista de Caio Túlio Costa ao programa Rede Mídia, da Rede Minas, com apresentação de Rogério Faria Tavares. A entrevista foi ao ar dia 21 de janeiro de 2010.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja abaixo entrevista de Caio Túlio Costa ao programa Rede Mídia, da Rede Minas, com apresentação de Rogério Faria Tavares. A entrevista foi ao ar dia 21 de janeiro de 2010.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IOGr6RjRYTQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/IOGr6RjRYTQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Programa do curso de ética para 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 13:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já está disponível neste site o programa completo do curso de Ética Jornalística que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano de jornalismo.
Além da ementa do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o cronograma das aulas, o sistema de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já está disponível neste site o programa completo do <a href="http://caiotulio.com/categoria/curso-de-etica/" target="_self">curso de Ética Jornalística</a> que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano de jornalismo.</p>
<p>Além da <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_self">ementa</a> do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">cronograma</a> das aulas, o sistema de <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_self">avaliação</a> e o tema da <a href="http://caiotulio.com/atividade-complementar/" target="_self">atividade complementar</a>.</p>
<p>Recomenda-se aos alunos que leiam atentamente o programa bem como as indicações de avaliação. O programa e o sistema de avaliação são objetos de discussão e análise com os alunos no começo do curso. Professor e alunos devem chegar a bom termo e concordância quanto à maneira da condução das atividades escolares.</p>
<p>Recomenda-se também que os alunos não faltem às aulas iniciais quando todo o processo do curso é exaustivamente discutido e combinado com os alunos.</p>
<p>Clique para conhecer o <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_self">Programa de 2010</a>, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">Cronograma</a> das aulas, o sistema de <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">Avaliação</a> e a <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_self">Atividade complementar</a>.</p>
<p>Atenção: o cronograma ainda pode sofrer alterações em função do dia da aula magna promovida pela faculdade quando os alunos são dispensados das aulas regulares para comperecerem à ela.</p>
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		<title>Programa do curso 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 13:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FACULDADE CÁSPER LÍBERO
Primeiro e segundo semestres
Curso de Ética Jornalística
Coordenadoria de Jornalismo
Professor Doutor Caio Túlio Costa
Carga horária: 68 H/A + 11 horas de atividades complementares
4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno
1. Objetivos:
Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:
1.1. Ajudar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>FACULDADE CÁSPER LÍBERO<br />
</strong><strong>Primeiro e segundo semestres<br />
</strong><strong>Curso de Ética Jornalística</strong></p>
<p>Coordenadoria de Jornalismo</p>
<p>Professor Doutor Caio Túlio Costa<br />
Carga horária: 68 H/A + 11 horas de atividades complementares<br />
4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a compreender a profissão de jornalista de forma crítica e de acordo com uma ética fundada no direito à informação e na liberdade de expressão, cujo valor maior é procurar apresentar ao público que o jornalista procurou buscar as verdades e as opiniões controversas e/ou plurais que convivem na sociedade.</p>
<p>1.2. Fornecer ao aluno conceitos elementares e parâmetros básicos para que ele saiba equacionar os dilemas éticos vividos pelos jornalistas.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Proporcionar ao aluno um contato inicial com textos controversos para que ele possa diagnosticar os dilemas éticos bem como os fundamentos da Ética (campo de conhecimento) além de apreender as noções contemporâneas da ética aplicada ao jornalismo.</p>
<p>2.2. Proporcionar ao aluno um contato inicial com as referências práticas para a solução de dilemas éticos do jornalismo: desde os conflitos de interesse, tanto no plano empresarial como no plano da consciência de cada um, até os vícios mais comuns da profissão, como distorções, invasão da privacidade e relacionamento com as fontes de informação.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O que significa falar de ética: noções clássicas via textos clássicos, literários e jornalísticos.</p>
<p>3.2. A ética no plano da decisão individual; a ética no plano dos costumes.</p>
<p>3.3. Independência editorial e independência individual frente ao mercado:</p>
<p>3.3.1. Conflitos de interesse de ordem econômica.</p>
<p>3.3.2. Conflitos de interesse de consciência.</p>
<p>3.3.3. Partidarismos.</p>
<p>3.4. Os deslizes éticos mais freqüentes no ofício do jornalista:</p>
<p>3.4.1. Distorção dos fatos por má-fé, preguiça ou incompetência.</p>
<p>3.4.2. Invasão de privacidade.</p>
<p>3.4.3. Reprodução de estereótipos.</p>
<p>3.4.4. Prejulgamento e destruição de reputações.</p>
<p>3.4.5. Extremismos: “governismo”, “anti-governismo” ou negativismo.</p>
<p>3.4.6. O mau uso do “off-the-record”, promiscuidade com as fontes.</p>
<p>3.4.7. Abuso de poder.</p>
<p>3.5. A validade ou a inutilidade dos códigos de ética.</p>
<p>3.6. A necessidade do método.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p>5. Atividade Complementar</p>
<p>5.1. Leitura do romance As Ilusões Perdidas, de Balzac, para discussão e exercício em classe no final do segundo bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas em cada bimestre. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.3. Eventual participação em seminários e discussões sobre dilemas éticos.</p>
<p>6.4. A nota bimestral é a média aritmética da prova e da avaliação individual feita pelo professor em função da presença, interesse e participação.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica:</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong> 8. Material didático:</strong></p>
<p>8.1. Conto “El Enemigo número 1 de la Censura” in <em>Nuevos Cuentos de Bustos Domecq</em> de Jorge Luis Borges em colaboração com Adolfo Bioy Casares. Buenos Aires: Librería La Ciudad, 1977 [Tradução de Caio Túlio Costa - literal - está à disponível na central de cópias da faculdade e no site do professor: http://caiotulio.com/o-inimigo-numero-1-da-censura/].</p>
<p>8.2. PEUCER, Tobias. <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>: Tese, Doutorado em Periodística – Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999 [Mimeo], também publicada pela na Revista Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo: Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), número 33, 2000, p.199- 214. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/os-relatos-jornalisticos/</p>
<p>8.3. Texto “O Príncipe Eletrônico” de Otavio Ianni, in <em>Enigmas da modernidade mundo</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p>8.4. SÓFOCLES. <em>Antígona</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>8.5. SÓCRATES. “Defesa de Sócrates”, por Platão; e “Apologia de Sócrates”, de Xenofonte in <em>Sócrates</em> (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural/ Círculo do Livro, 1996.</p>
<p>8.6. MOTTA PESSANHA, José Américo. “As delícias do jardim” in NOVAES, Adauto (org.). <em>Ética</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 1992.</p>
<p>8.7. MONTAIGNE, Michel de. Texto “A covardia é a mãe da crueldade” in Ensaios. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, s/d. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-covardia-e-a-mae-da-crueldade/</p>
<p>8.8. SHAKESPEARE, William. <em>Hamlet</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.</p>
<p>8.9. FOUCAULT, Michel. “Las Meninas”, primeiro capítulo do livro <em>As palavras e as coisas</em>, de Michel Foucault. Lisboa: Portugália Editora, s/d.</p>
<p>8.10. KANT, Immanuel. Texto “Fundamentação da metafísica dos costumes” in <em>Crítica da Razão Pura e outros escritos</em>. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1974.</p>
<p>8.11. BALZAC, Honoré de. Capítulo 25, “A primeira luta”, in <em>As Ilusões Perdidas</em>. São Paulo: Abril Cultural, 1978.</p>
<p>9. Bibliografia complementar:</p>
<p>9.1.FREITAG, Bárbara. <em>Itinerários de Antígona: a questão da moralidade</em>. Campinas: Papiros, 1992.</p>
<p>9.2.ROSENFIELD, Kathrin H. <em>Sófocles &amp; Antígona</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
<p>9.3.SÓFOCLES. <em>Édipo-rei</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>9.4.CHAUÍ, Marilena. <em>Convite à Filosofia</em>. São Paulo: Ática, 2001.</p>
<p>9.5.SILVESTONE, Roger. <em>Por que estudar a Mídia?</em> São Paulo: Loyola, 2002.</p>
<p>9.6.KARAM, Francisco José. <em>Jornalismo, Ética e Liberdade</em>. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>9.7.Goodwin, H. Eugene. <em>Procura-se ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993.</p>
<p>9.8.MEYER, Philip. <em>A ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas/atividades:</strong></p>
<p><strong>24/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>03/03</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação, do programa e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>10/03</strong> &#8211; Atividade 3: Aula expositiva sobre Moral e Ética.</p>
<p><strong>17/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>24/03</strong> &#8211; Atividade 5: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>31/03</strong> – Atividade 6: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>07/04 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>14/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>28/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles.</p>
<p>· Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>05/05</strong> &#8211; Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>12/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>19/05</strong> &#8211; Atividade 12: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”.</p>
<p>                · Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>26/05</strong> &#8211; Atividade 13: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>02/06</strong> &#8211; Atividade 14: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>09/06</strong> &#8211; Atividade 15: Kant e o imperativo categórico.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>16/06</strong> &#8211; Atividade 16: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>23/06 &#8211; Atividade 17: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>30/06</strong> &#8211; Atividade 18: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p>Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2010</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Segundo Semestre</strong></p>
<p>4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Em prosseguimento à disciplina “Ética Jornalística – primeiro semestre”, na qual a profissão foi pensada criticamente, a disciplina no segundo semestre tem duas metas:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a aprofundar o conhecimento no campo da Ética, dentro do campo da Filosofia, encontrando aí os fundamentos da própria ética aplicada à profissão.</p>
<p>1.2. Proporcionar ao aluno, por meio da experiência de leitura e de revisão de valores e de convicções morais, novos ângulos para que ele enfrente os dilemas éticos do cotidiano do jornalismo.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Aprofundar, no “mundo das idéias”, o contato com o pensamento que funda o campo da Ética desde a cultura clássica e, por meio desse contato, agregar consistência às noções éticas de cunho prático-profissional adquiridas no semestre anterior.</p>
<p>2.2. Buscar pontes com o “mundo real”, propondo ao aluno exercícios e jogos de situações concretas em que seja possível enxergar os conceitos da Ética se manifestando nos dilemas cotidianos dos jornalistas.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O super-herói ético versus o anti-herói ético.</p>
<p>3.2. Weber: convicção e responsabilidade.</p>
<p>3.3. Wittgenstein e a fundamentação ética.</p>
<p>3.4. Karl Kraus e o apocalipse permanente.</p>
<p>3.5. Ética e indústria cultural.</p>
<p>3.6. Ética e espetáculo.</p>
<p>3.7. Negar a si mesmo.</p>
<p>3.8. A profissão indefensável.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade a partir da escolha dos alunos.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p><strong>5. Atividade Complementar</strong></p>
<p>5.1. Leitura do ensaio <em>O jornalista e o assassino</em>, de Janet Malcolm, para discussão e exercício em classe no final do quarto bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas bimestrais. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong>8. Material Didático:</strong></p>
<p>8.1. FAUSTINO, Mario. Poema “Balada” in <em>O Homem e a Sua Hora e outros poemas</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/balada/</p>
<p>8.2. PESSOA, Fernando. “Poema em linha reta” in <em>Obra poética de Fernando Pessoa</em>. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/poema-em-linha-reta-2/</p>
<p>8.3. WEBER, Max. “A política como vocação” in Ciência e Política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000.</p>
<p>8.4. WITTGENSTEIN, Ludwig. “Conferência sobre Ética” (1929). Tradução de Darlei Dall’Agnol. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</p>
<p>8.5. KRAUS, Karl. Capítulo “Imprensa, estupidez, política” in <em>Ditos e Desditos</em>. São Paulo: Brasiliense, 1988. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/imprensa-estupidez-politica/</p>
<p>8.6. ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” in ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.</p>
<p>8.7. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. O primeiro capítulo está disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-sociedade-do-espetaculo/ </p>
<p>8.8. SONTAG, Susan. “Pensar contra si próprio: reflexões sobre Cioran” in <em>A vontade radical</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>8.9. CIORAN, E. M. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>8.10. MALCOLM, Janet. Págs. 11 a 17 do livro <em>O Jornalista e o Assassino</em>, de Janet Malcolm. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.</p>
<p><strong>9. Bibliografia Complementar:</strong></p>
<p>9.1. FAUSTINO, Mario. <em>Poesia Experiência</em>. São Paulo: Perspectiva, 1977.</p>
<p>9.2. CIORAN, Emil Michel. <em>História e Utopia</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>
<p>9.3. ________. <em>Exercícios de admiração (Ensaios e perfis)</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.</p>
<p>9.4. ________. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>9.5. SONTAG, Susan. <em>Diante da dor dos outros</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas:</strong></p>
<p><strong>04/08</strong> &#8211; Atividade 1: Apresentação do curso, esclarecimento de dúvidas e exposição da bibliografia.</p>
<p><strong>11/08</strong> &#8211; Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino.</p>
<p>· Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>18/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>25/08</strong> &#8211; Atividade 4: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>01/09</strong> - Atividade 5: Ludwig Wittgenstein.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>08/09</strong> - Atividade 6: Karl Kraus.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>15/09 &#8211; Atividade 7: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>22/09</strong> &#8211; Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>29/09</strong> &#8211; Atividade 9: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>06/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord.</p>
<p>· Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>13/10</strong> &#8211; Atividade 11: E. M. Cioran / Susan Sontag.</p>
<p>· Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>20/10</strong> &#8211; Atividade 12: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>27/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm.</p>
<p>· Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>03/11</strong> &#8211; Atividade 14: Aula especial de “amarração” do curso. Os alunos também fazem uma avaliação do mesmo.</p>
<p><strong>10/11</strong> &#8211; Atividade 15: Alunos avaliam o curso.</p>
<p><strong>17/11 &#8211; Atividade 16: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>24/11</strong> &#8211; Atividade 17: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>01/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva.</strong></p>
<p>08/12 &#8211; Atividade 19: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>15/12 &#8211; Atividade 20: Exame final.</strong></p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2010</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
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		<title>Para professor,&#8221;STF confundiu conceitos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 13:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado em O Estado de S. Paulo de 15/12/2009, pág. A8
Segundo Caio Túlio, negar recurso ao &#8216;Estado&#8217; mostra entendimento errôneo sobre liberdade de imprensa
Por Moacir Assunção
O jornalista e professor de ética jornalística da Faculdade Cásper Líbero, Caio Túlio Costa, viu com &#8220;enorme estranheza&#8221; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou provimento ao recurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em O Estado de S. Paulo de 15/12/2009, pág. A8</em></p>
<p><strong>Segundo Caio Túlio, negar recurso ao &#8216;Estado&#8217; mostra entendimento errôneo sobre liberdade de imprensa</strong></p>
<p>Por Moacir Assunção</p>
<p>O jornalista e professor de ética jornalística da Faculdade Cásper Líbero, Caio Túlio Costa, viu com &#8220;enorme estranheza&#8221; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou provimento ao recurso do Estado contra a censura imposta pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). &#8220;A decisão, na verdade uma não-decisão, é de uma estultice tão grande que fico em dúvida se os ministros conhecem a Constituição, o que é grave para membros do STF. Eles fizeram uma enorme confusão de conceitos e demonstraram um entendimento errôneo sobre o que é liberdade de imprensa&#8221;, afirmou, indignado.</p>
<p>O conceito de liberdade de imprensa, afirma o jornalista, está perfeitamente delineado na própria Constituição e não pode ser limitada por decisões judiciais. &#8220;Se um órgão de imprensa tem condições técnicas para divulgar uma determinada notícia, subentende-se que ele é plenamente responsável por isso. Nesse caso, eventuais prejudicados pela divulgação devem buscar reparação nos tribunais, como é, aliás, em todo o mundo.&#8221;</p>
<p>Em sua visão, o STF fez um julgamento que os próprios ministros viram como técnico, mas resvalou no mérito, a julgar pelos pronunciamentos dos cinco que foram responsáveis pela vitória da tese do relator, ministro Cezar Peluso, ante os três que se posicionaram contrários. &#8220;O ministro Gilmar Mendes disse que a Justiça pode impedir, a priori, a publicação de reportagens. Ora, não há sentido algum em sua fala, já que se há problemas com a reportagem o pedido de reparação virá posteriormente, para que não se instale a censura prévia&#8221;, criticou.</p>
<p>CONFUSÃO</p>
<p>Para o jornalista, primeiro ombudsman da Folha de S. Paulo, as declarações do presidente do STF demonstram confusão entre os conceitos constitucionais de liberdade de imprensa e direito à privacidade. &#8220;Se um processo corre em segredo de Justiça, é função de seus guardiães, os órgãos públicos, mantê-lo. Caso a informação chegue a um meio de comunicação, ele tem o direito e o dever de publicar todas as notícias, afinal de contas, esse é o seu papel&#8221;, afirmou.<br />
Ele disse concordar com a fala do decano do STF, ministro Celso de Mello, segundo quem, &#8220;o poder geral da cautela é o novo nome da censura em nosso país&#8221;. &#8220;Os três ministros que foram contrários à tese vencedora &#8211; Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia e Mello &#8211; demonstraram um discurso coerente com o texto constitucional ao rejeitar a censura prévia, mesmo que via Judiciário.&#8221;</p>
<p>Desde o dia 31 de julho, o Estado está proibido de publicar informações sobre a operação da Polícia Federal, que investigou e indiciou por vários crimes o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p><strong>FRASE</strong></p>
<p>Caio Túlio Costa, Professor de Ética Jornalística:</p>
<p>&#8220;O ministro Gilmar Mendes disse que a Justiça pode impedir, a priori, a publicação de reportagens. Ora, não há sentido algum em sua fala, já que se há problemas com a reportagem o pedido de reparação virá posteriormente, para que não se instale a censura prévia&#8221;</p>
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		<title>Ética e mídia</title>
		<link>http://caiotulio.com/etica-e-midia/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 13:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Capítulo do livro Cultura das Transgressões &#8211; Visões do presente, com prefácio de Celso Lafer e artigos de Marcílio Marques Moreira, Fábio Wanderley Reis, Caio Túlio Costa, Yves de La Taille e Içami Tiba. São Paulo: Etco/IFHC/Editora Saraiva, 2009.                                    
Caio Túlio Costa*
Dizer que a indústria da comunicação passa por uma revolução virou lugar-comum. Mas os momentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Capítulo do livro </em>Cultura das Transgressões &#8211; Visões do presente<em>, com prefácio de Celso Lafer e artigos de Marcílio Marques Moreira, Fábio Wanderley Reis, Caio Túlio Costa, Yves de La Taille e Içami Tiba. São Paulo: Etco/IFHC/Editora Saraiva, 2009.</em>                                    </p>
<div><strong></strong>Caio Túlio Costa*</p>
<p>Dizer que a indústria da comunicação passa por uma revolução virou lugar-comum. Mas os momentos de esclarecimentos se acumulam. Aos poucos, permitem que se enxergue com clareza a transformação em curso. A explosão do jornalismo-cidadão no Irã, após a eleição presidencial de junho de 2009, quando os mecanismos da nova mídia (vídeos captados por celulares, blogs, mensagens curtas) permitiram que oposicionistas iranianos furassem o bloqueio do regime autoritário e exibissem ao mundo as manifestações contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, exemplificou como o poder de mídia passa a independer dos meios tradicionais de comunicação e consegue escapar dos mecanismos da censura. Exemplo dramático ocorrera nas Filipinas em 2001, quando a população, mobilizada por meio de celulares e e-mails, derrubou a ditadura de Joseph Estrada. Ou quando os espanhóis, em 2004, também apoiados por celulares e e-mails, apearam José Maria Aznar do governo.(1) E ainda em 2008, no Tibete, quando imagens de celulares driblaram a censura das autoridades e levaram ao mundo detalhes de protestos e repressão aos monges em Lhasa, a capital do país, contra a ocupação chinesa.<br />
Essa reviravolta traz desafios, problemas regulatórios, renovações estruturais e, em especial, dilemas éticos. São questões de grande amplitude, que têm a ver com culturas, com o entendimento da rapidez com que a tecnologia promove mudanças e de como ela ajuda a virar de ponta-cabeça negócios estabelecidos e a desestabilizar regras em construção há mais de meio milênio pela indústria da comunicação.<br />
Veja o caso de outro momento-chave, agora no Brasil, que desnuda mal-entendidos, principalmente em relação à questão ética. Em meados de 2009, os leitores de jornais puderam acompanhar aquilo que, antes de significar mais um episódio da reação negativa dos grandes jornais à revolução nas comunicações, iluminou a decadência do “quarto poder”. De quebra, exibiu o quanto a questão ética necessita de aprofundamento no tocante ao fim dos limites alimentados pela mídia tradicional.<br />
Em oito de junho de 2009, a principal associação brasileira da indústria produtora de jornais, a Associação Nacional de Jornais (ANJ, presidida por uma executiva da Folha de S. Paulo, Judith Brito, e tendo como vice-presidente e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão o jornalista Júlio César Mesquita, da família fundadora de O Estado de S. Paulo, além de outros vice-presidentes, entre os quais João Roberto Marinho, da família que controla O Globo), divulgou uma nota num tom revelador da incompreensão da nova realidade.<br />
A manifestação começava assim: “A Associação Nacional de Jornais manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobrás vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas”.<br />
Neste parágrafo há um verbo de forte simbologia política – repudiar – e dois adjetivos – antiético e esquivo. O primeiro, antiético, é o principal para esta discussão. O parágrafo seguinte começa com adjetivo e verbo, ambos igualmente de cunho negativo: “Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes”. Prosseguia: “Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um ‘tratamento adequado’. Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos”.(2)<br />
 A nota funcionou, em parte, aos propósitos dos jornais. A Petrobras decidiu postar no seu blog as perguntas dos jornais somente na meia-noite do dia em que o assunto viesse a público, e não antes, quando elas chegassem à empresa, como havia começado a fazer. O pequeno recuo não invalida o fenômeno. E, se existem problemas éticos neste caso, eles se encontram no posicionamento da ANJ, e não na ação da Petrobras.<br />
Onde a ANJ foi buscar que os “princípios” da liberdade de imprensa impedem uma empresa de divulgar as perguntas que recebe desta mesma imprensa, não se sabe. Não existe nenhuma questão ética em jogo na atitude da empresa de abrir ao público as perguntas recebidas dos jornais, mesmo que sejam confidenciais. Se ela é a detentora da informação, ainda que solicitada a guardar sigilo, a ela cabe revelar ou não a demanda. Esta decisão lhe pertence, como pertence a qualquer fonte de informação da imprensa. Como também pertence igualmente à imprensa.<br />
Onde a ANJ foi pescar a ideia de que uma empresa não tem o direito de dizer que pode processar o jornalista se não se considerar adequadamente tratada, também não se sabe. Qualquer empresa, qualquer instituição, qualquer indivíduo, qualquer cidadão tem o direito inalienável, legítimo, de se adiantar para se defender quando considera que um órgão de comunicação pode vir a prejudicá-la ou prejudicá-lo – e tem o dever moral de informar isso ao veículo. No caso, foi o que fez a Petrobras.<br />
Onde a ANJ foi enxergar que defender direitos significa “tutelar” a opinião pública, muito menos se sabe. Qualquer um, qualquer empresa tem tanto o direito de desejar a não publicação de uma informação se aos seus olhos ela estiver errada, quanto o jornal tem o dever de publicar a informação se considerá-la dentro dos seus padrões de acuidade e confiabilidade. Negar esse direito é atuar, como sói acontecer, no terreno da moral provisória – pois a regra ética valeria para o jornal, mas não valeria para outrem. Mesmo guarnecida pela Constituição, a imprensa muitas vezes quebra o sigilo da fonte. Então o jornal pode e a fonte não? Ele pode publicar tudo o que sabe, mas a empresa está sendo antiética ao divulgar no seu site um pedido de entrevista, ainda que confidencial? Antiético é prometer e não cumprir. No caso, a empresa nada prometeu. Pode inclusive divulgar apenas o seu lado, afinal ela não é a imprensa.<br />
As assertivas da ANJ desnudam uma situação irreversível. O jornalismo tradicional perdeu poder com a nova configuração da indústria da mídia. Ele não é mais o principal ator da indústria de comunicação. Qualquer instituição, empresa ou indivíduo hoje pode ter poder de mídia.<br />
Pode não ter alcance.<br />
Pode não ter audiência.<br />
Pode não ter credibilidade.<br />
Pode não ter formação nem estar preparado para tanto.<br />
Pode não ter critérios éticos nem noções de filosofia moral.<br />
Porém pode sim ter poder de mídia.<br />
A tecnologia propiciou uma comunicação multi-interativa, multidirecional.  Destruiu a forma antiga de comunicação unidirecional. Deu aos homens o poder de levantar em rede mundial, a qualquer momento, qualquer dado, informação, imagem ou vídeo. Se a mensagem será consumida, será vista, comentada ou ignorada, é, claro, algo a ser considerado. O mais impactante, o mais estimulante, desafiante, novo e também o mais preocupante é que o mundo das comunicações mudou.<br />
Não adianta soltar nota, bater o pé, ameaçar – a liberdade de expressão ganhou foro infinito com o surgimento das novas mídias.<br />
Liberdade de expressão pressupõe responsabilidade. Portanto, a nova realidade da comunicação traz junto novos e monumentais problemas éticos, além de novas questões de fundo moral. Como lidar com privacidade, pedofilia, direitos autorais? Como saber se uma informação publicada num determinado site está correta? Como distinguir um site confiável? Como trabalhar com a enxurrada de informações ofertadas? Como lidar com fontes que agora têm poder de mídia? Como se defender da assimetria no mecanismo da comunicação? <br />
Informação e opinião não se encontram apenas nos veículos tradicionais da mídia emulados na internet. Elas estão nos sites empresariais e também nos institucionais, nos sites das agências de comunicação, nos sites individuais, nos blogs, nas redes sociais, nas pequenas mensagens do twitter&#8230; Por isso, é necessário examinar em maior profundidade os dilemas éticos que se apresentam nessa configuração.<br />
John Thompson, professor de sociologia na Universidade de Cambridge, Inglaterra, considera ter-se tornado corriqueiro para teóricos da sociedade e da cultura considerar a questão ética, e a própria reflexão sobre ela, uma preocupação do passado. Ela seria uma “expressão residual da razão legisladora que procurou – inutilmente e, em alguns casos, com desastrosas conseqüências – princípios universais e obrigatórios para a conduta humana”. Para ele, o “colapso do projeto universalista” (que se pode entender como o colapso do projeto da modernidade) teria deixado a investigação sobre a natureza e a finalidade da ética envolta numa “bruma de incerteza”.(3) O individualismo, nessa época de desintegração, teria aspirado a preocupação ética para a “estética do self”, a estética individual do eu mesmo.<br />
No que toca à mídia tradicional, num movimento relativista, não é que ela tenha “abandonado” o compromisso retórico com a razão legisladora de princípios universais. Ela vem relativizando as preocupações éticas desde sempre. A diferença é que, com o tempo, isso foi se tornando claro, transparente, aceitável, normal. O abandono foi progressivo. No entanto, continuou-se a criar códigos deontológicos para dar sentido normativo (idealístico) a uma ética no jornalismo que tem sido consistentemente detonada no dia-a-dia desse ofício. Como? A publicação de notícias unicamente de interesse imediato de pessoas, instituições ou empresas, advindas das mais diversas fontes e apresentadas sob uma única ótica e/ou enviesadas de deturpação, sem ouvir o outro lado, sem direito de resposta, sem a controvérsia, sem o contraditório – mesmo que a norma, enraizada em todos os manuais e em todos os procedimentos do jornalismo, mande reportar o contraditório.<br />
A preocupação ética, se existe formalmente e normativamente nas instruções da mídia tradicional, inexiste em inúmeras das suas práticas e, quando se fala em nova mídia, ela está no vácuo. As próprias empresas de mídia manejam com hipocrisia o uso das palavras “normas”, “ética” e “moral”. A preocupação moral se relativiza mais facilmente nesse novo sistema – seja pela falta de experiência dos seus novos atores (indivíduos sem formação humanística e/ou técnica em comunicação), seja pelo derretimento de valores sólidos ou ainda pela própria mimetização da relativização operada na pela mídia tradicional.<br />
Quando muito, agentes das novas mídias somam idealmente preocupações éticas (normativas) às já existentes, mas trazem novos problemas por conta da sua extensão, simultaneidade e possibilidade de unir numa mesma plataforma as várias formas de linguagem da comunicação (texto + imagem + movimento + áudio) para além da interatividade, o seu maior diferencial.<br />
Na nova realidade da esfera pública, o jornalista, subjugado pelos aspectos relativos da sua prática, deixou de ser o principal instrumento mediador da representação das representações. Menos pelos aspectos relativos e mais pelo desenvolvimento da técnica, que transformou a comunicação em algo participativo, interativo. As representações, individuais ou institucionais, emergem por si mesmas na mídia, sem dependência do jornalista, apesar de ele continuar existindo, continuar representando as diferentes representações que lhe permitem produzir um texto ou um vídeo e continuar a defender o uso de meios moralmente condenáveis (como gravações clandestinas, disfarces, câmeras ocultas) na busca da informação que ele considere de interesse público – e note que a definição de interesse público também pode ser contraditada, relativizada.<br />
As mudanças no comportamento do consumidor decorrentes das facilidades tecnológicas compõem a visão de que se chegou finalmente a um mundo convergente e interativo. Há a proliferação assimétrica do conteúdo. A audiência se fragmentou. A programação da televisão, inclusive, também se fragmentou. O público tem acesso a múltiplas plataformas. A publicidade se move para alvos cada vez mais definidos. As fronteiras clássicas da cadeia de comunicação são continuamente desafiadas e até os “valores” de mercado na indústria da comunicação se deslocaram. A captura e a própria manutenção do controle da informação tornaram-se críticas para essa indústria. Para o indivíduo-repórter autor de um vídeo de sucesso instantâneo e mundial, baseado no registro de imagens de uma celebridade, costuma ser irrelevante se o material foi capturado e publicado de forma legal ou ilegal – a rede vem desmantelando o conceito de legalidade.<br />
Veja a seguir em 28 tópicos(4), a maioria composta de dilemas éticos, e fartamente desdobráveis, a complexidade que a nova realidade introduz:<br />
1. Controle das redes. Apesar da percepção democratizante, há um controle da rede mundial. Ele está localizado nos Estados Unidos. Uma simples decisão desse grupo de controle pode bloquear o acesso à rede em qualquer parte do mundo. Os domínios dos sites da internet são administrados primariamente pela Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), organização sem fins lucrativos baseada em Marina del Rey, na Califórnia. Na realidade, em várias medidas, o acesso à rede está tanto nas mãos dos Estados Unidos quanto de instituições, empresas e governos que podem mudar regras e criar barreiras tecnológicas e/ou financeiras a ela. Há mecanismos para driblar os controles locais, como aconteceu no Irã em 2009, mas, se a Icann bloquear a rede, não há o que fazer. Iniciativas como a do Digital Millennium Copyright Act, de 1998, vêm reforçar essa preocupação.(5) Um único país, por mais democrático que seja, deve deter a chave de controle da rede mundial? <br />
2. Diversidade cultural. A diversidade das culturas em rede, mesmo e paradoxalmente em tempos de homogeneização global, suportaria regras de validade universal? Quando se vê que mecanismos de busca, como o Google, são censurados localmente na China e não podem apresentar resultados idênticos aos apresentados em países democráticos (como procurar por praça da Paz Celestial e não encontrar informações sobre os conflitos entre polícia e estudantes, que aparecem normalmente numa busca global), a pergunta fica ainda mais relevante, mesmo que o exemplo seja político. Como compatibilizar, do ponto de vista ético, as diferenças culturais entre os povos conectados em rede? Ou esta seria uma falsa questão, portanto impossível produzir um código deontológico eficaz para todos os países em rede? <br />
3. Concentração. Nos anos 1980, existiam cerca de 50 empresas globais de comunicação. Este número caiu para 27 no começo dos anos 1990 e se reduziu a sete no começo do século XXI. Com o sucesso do Google, a conta fechou em oito empresas globais de comunicação, com faturamento anual superior a US$ 12 bilhões em 2009: Time Warner, Disney, Vivendi, News Corporation, Bertelsmann, Google, CBS e Viacom.(6) Juntas, representam mais de 40% do faturamento somado das 70 maiores empresas de mídia em todo o mundo. Essa enorme concentração se fundou principalmente na dispersão dos usuários dos diversos veículos da mídia tradicional e da nova mídia. A concentração se erigiu com a dispersão e a dispersão fundamentou a concentração. Esse é um movimento sem retorno?<br />
4. Profissionalização. Um dos resultados da concentração (leia tópico anterior) foi a invasão de indústrias sem tradição no negócio da comunicação (de maneira geral formado por empresas familiares). O grupo francês Vivendi (Canal +, Universal Music Group) vem da exploração e do comércio de água. O Grupo Dassault (fabricante de armas) está no jornal Le Figaro e no semanário L’Express. O grupo Lagardère, ligado à aeronáutica, à defesa e à indústria automobilística, entrou na mídia com a Hachette e com participação no Le Monde. O banqueiro Édouard Rotschild também entrou no Libération. A empresa de telecomunicações espanhola Telefonica é proprietária do portal Terra e se associou ao Grupo Abril na TVA (TV por assinatura), além de ter operação de DTH (TV por satélite). Ainda no Brasil, a Portugal Telecom, também empresa de telecomunicações, é sócia do UOL (Grupo Folha) e, em Portugal, é dona do portal Sapo. A mexicana Telmex controla a NET (TV paga, internet via cabo, telefone via internet) no Brasil. A empresa de telecomunicações Oi (de capital nacional), que lançou emissoras de rádio em 2005 e, em 2009, passou a distribuir TV em DTH, adquiriu o controle da Brasil Telecom, proprietária do Internet Group, aglutinador dos portais iG, iBest e BrTurbo. Os executivos profissionais estão mais bem equipados para comandar empresas de mídia do que as famílias tradicionais deste ramo? A decisão com base nos resultados das empresas não pode levar à censura de temas? Executivos profissionais teriam bancado, por exemplo, a publicação dos papéis do Pentágono se estivessem à frente do New York Times?<br />
5. Convergência. Tema complexo. Faz com que regras éticas de diferentes matizes se mesclem, criando situações de conflitos morais dos mais espinhosos e que se relativizam conforme as regras jurídicas de cada país. A começar pelo próprio conceito de convergência, cujo entendimento comum, simplório e equivocado é o da televisão virar computador ou do computador servir como televisão. Hoje se sabe que a convergência chega via chip, com seu poder de unir diversos aparelhos num só ponto de distribuição, seja no lar, no escritório ou na rua. Mas quem converge mesmo é o indivíduo, em um novo processo de comunicação, conforme anota Henry Jenkins.(7) É o indivíduo quem vai aceitar ou não, sentir-se confortável ou não com esse processo, que pressupõe uma comunicação móvel e pervasiva. Contribui enormemente para o alargamento do fosso presente na relação assimétrica com a informação. Os problemas morais decorrentes dessa situação de onipresença, com total conhecimento dos hábitos do consumidor por parte desta indústria e de seus satélites, se multiplicam devido à facilidade da adesão dos indivíduos aos aparelhos móveis de comunicação. O indivíduo terá consciência dessa realidade e saberá se defender dos riscos que ela implica?<br />
6. Convergência no celular. Um dos componentes menos estudados da nova mídia é o da convergência na telefonia móvel. O sentido do aparelho móvel enquanto parte da nova mídia se dá quando ele é usado para disseminar informação ou como interface de entretenimento. O celular pode funcionar como elo de comunicação e organização de criminosos em penitenciárias no Brasil e também ajudar a levar milhares de cidadãos para casa no “toque de recolher” de maio de 2006 na cidade de São Paulo. Se foi um fator chave na eleição de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, ajudou a depor um chefe de Estado nas Filipinas, em 2001. Usado não apenas como aparelho de comunicação interpessoal, o celular recebe e emite informações, fotografa, grava vídeo, alimentando a rede com dados de toda espécie. Pode convergir com os demais artefatos da mídia, em todos os lugares onde haja recepção de seu sinal. Isso exige controle?<br />
7. Redes Sociais. Tornaram-se vedetes da web pela capacidade de criar comunidades afins (seja em torno de uma pessoa, um assunto ou uma causa) que podem se expandir e procriar subcomunidades, num amplo sistema de comunicação. Barack Obama se beneficiou desse mecanismo tanto para captar dinheiro para sua campanha presidencial de 2008 quanto para levar sua mensagem aos eleitores. Empresas usam as comunidades para pesquisar sua imagem e a de seus produtos ou serviços, para bisbilhotar perfis de candidatos a emprego e fazer marketing. Apesar de existirem códigos de conduta em cada rede social, as regras são burláveis e os problemas de segurança e privacidade se mantêm de forma igual aos da internet. As mais conhecidas são Orkut, Facebook, Ning e Linkedin.<br />
8. Conteúdo participativo, colaborativo. Os sites de conteúdo produzido pelo público, com atualizações realizadas a qualquer momento de qualquer lugar do mundo – cujo maior exemplo é a Wikipédia, enciclopédia inteiramente formatada na rede e escrita por meio de colaboração gratuita de milhares de pessoas anônimas –, é um problema a mais nos quesitos clássicos de confiabilidade. Mesmo tendo colaboradores voluntários a postos para corrigirem erros e omissões, o fato de ser atualizada on-line permite inserções repetidas de verbetes falsos, caluniosos ou criminosos. No que é possível verificar, um estudo realizado em 2005 pela revista científica Nature, em 42 tópicos comuns, reportou quatro erros por verbete na Wikipédia contra três erros por verbete na vetusta Enciclopédia Britânica.(8) A boa notícia é que, na Wikipédia, assim como na web, as correções podem ser imediatas.<br />
9. Mecanismos de busca. O Google é a sua face mais popular. Existem mais buscadores de porte, como o Yahoo e o Bing, este último pertencente à Microsoft (que anunciou, em julho de 1009, acordo com o Yahoo para explorar a publicidade online); e outros capazes de fazer buscas específicas, verticais, segmentadas. Esses mecanismos misturam num mesmo resultado conteúdos de credibilidade com conteúdos sem credibilidade ou de fontes duvidosas, sem serem capazes de fazer a distinção. Que tribunal mundial deveria se ocupar da credibilidade de conteúdos na internet? Qual algoritmo avançado poderia apurar o “grau” de “verdade” numa informação ou num conjunto de informações? Mesmo considerando a rapidez dos avanços na tecnologia (caso da web semântica), é provavelmente impossível supor uma ferramenta capaz de identificar “a verdade” nos complexos reinos da linguagem, das versões e da dita objetividade.<br />
10. Trabalho não-remunerado. Quando alguém digita uma palavra ou uma expressão nos sites de busca realiza um trabalho não-remunerado. Essa digitação produzida pelo usuário permite cruzamentos instantâneos das informações requeridas por ele, de resultados capazes de lhe mostrar imediatamente informações relacionadas ao que ele solicitou, bem como apresentar, com destaque, produtos ou serviços à venda na rede ou fora dela. O mecanismo de busca transforma a navegação do indivíduo em fonte de renda. Vende o resultado da busca para empresas ou indivíduos apresentarem produtos ou serviços relacionados àquelas e levar o internauta ao seu site. O internauta não deveria ser remunerado por este serviço gratuito que presta quando clica nos links que lhe apareceram?<br />
11. Nova publicidade. Manipulados por novas técnicas, os conteúdos podem misturar informação, entretenimento e serviço com material publicitário de forma pouco ou nada perceptível pelo público. Esse procedimento, opaco em muitos sites e portais, bombardeia a clássica separação entre “Igreja” e “Estado” criada pela mídia tradicional e em vigor em parte dela. O conteúdo editorial (cuja metáfora seria a Igreja) não deve se misturar com o conteúdo publicitário (cuja metáfora seria o Estado). Há uma “muralha” destinada a separar o departamento editorial do comercial. Essa separação – enunciada normativamente em muitas empresas ditas “de qualidade” – tende a se relativizar nas novas empresas multimídia. Nelas, as áreas de conteúdo e comercial planejam, projetam e trabalham em conjunto produtos desenhados especialmente para as necessidades de mercado. Problema moral: o que na velha mídia podia ser considerado teoricamente informação “pura”, na nova mídia, se confunde com mensagens publicitárias “disfarçadas” de informação.<br />
12. Marketing contextual. É a expressão dada às técnicas de publicidade que utilizam o contexto de uma página de internet para incluir mensagens publicitárias por meio da inserção de link para um site comercial em palavra ou expressão de um texto qualquer. Por exemplo: toda vez que aparecer a palavra “automóvel” em um texto jornalístico, essa palavra será linkada – por meio de um único clique – a um site de comercialização de automóveis. Trata-se de usar o próprio conteúdo editorial como suporte para mensagens publicitárias.<br />
13. Behavior advertising (ou publicidade comportamental). Publicidade baseada nas informações extraídas durante a navegação do internauta. Parecida com a técnica usada em larga escala pelo Google que, por meio da palavra de busca, devolve informação buscada pelo internauta, este tipo de publicidade devolve informação publicitária ligada aos assuntos das páginas pelas quais o internauta navega. A indústria tem se preocupado em lidar com isso de forma a não identificar o indivíduo, mas sim os padrões de navegação de quem está no comando da navegação. Sem querer e sem autorizar, cada indivíduo deixa suas preferências pessoais disponíveis nos sites pelos quais passeia, no histórico do seu caminho na rede. Elas podem ser capturadas por um mecanismo que anota e relaciona este passeio pela web, o interesse por determinados assuntos. Como mecanismo de defesa, o público deve dominar ferramentas que impeçam o rastreamento de informações durante a navegação em rede – seja via computador ou celular. A saída, tanto pelo lado regulatório quanto individual, é exigir transparência das empresas que usam este tipo de marketing no sentido de deixar claro o mecanismo aos olhos do internauta.<br />
14. Prosumer (produtor + consumidor). A palavra define o consumidor avalia produtos e assim ajuda consumidores e empresas. Qualquer internauta pode deixar um comentário num site comercial e os consumidores poderão se orientar (ou se desorientar) em relação àqueles bens ou serviços oferecidos. Isso dá um poder inédito ao consumidor. Porém nem todos os administradores de site de comércio eletrônico permitem a publicação de críticas negativas ou reclamações. Nos sites independentes, de comparação de preços, os comentários são mais livres. Nos que representam fabricantes, os comentários podem ser filtrados e/ou mediados. Dilema: como lidar com as críticas infundadas sem tirar do consumidor esta novíssima ferramenta de análise e de feedback?<br />
15. Jornalismo e entretenimento. Assim como pode haver confusão entre informação e propaganda, pode haver também entre o que é jornalismo e entretenimento. Na nova mídia, é mais difícil separar visualmente uma categoria da outra. Informação se confunde com entretenimento e vice-versa. Jogos on-line, shows, música, cinema, produtos e serviços diversos se confundem numa mesma plataforma de informação, exibição e comercialização. Você pode receber no seu celular um torpedo para votar no herói mais corajoso de todos os tempos e acabar direcionado a um site, seja no seu próprio celular ou no seu computador, de jogos on-line gratuitos – mas patrocinados por um anunciante qualquer.<br />
16. Jornalismo inexato. Para estarem na rede justapostos aos acontecimentos que são notícias, os textos (ou vídeos) são produzidos e cosidos em alta velocidade. A web não dá tempo ao jornalismo para uma pesquisa minimamente acurada. Por isso, as informações surgem inexatas. Dilema: o jornalismo deve segurar a notícia quando inexata? Neste caso, a web demonstra na prática que não. A exatidão é a vítima da pressa, que é inerente ao processo de notícia em tempo real. O que difere a nova mídia da comunicação tradicional é que a informação inexata pode ser corrigida e ampliada on-line, imediatamente depois de publicada – coisa que não acontece com a mídia impressa. O erro só poderá ser corrigido no outro dia pelo jornal (quando o é), na outra semana pelo semanário ou no outro mês pela publicação mensal.<br />
17. Indivíduo-repórter. Trata-se de qualquer um que se aventure na rede com site próprio, blog ou participação em portais e empresas que agregam conteúdos colaborativos, mas que atua sem “preocupação social”, ao contrário do cidadão-repórter. O indivíduo-repórter produz conteúdos e interfere em conteúdos de terceiros. Em geral, opina, dá curso a boatos ou a informações factuais. Chama a atenção para assuntos que não estão na mídia ou interfere naqueles que estão em pauta. Pode aparecer sempre ou de vez em quando. Usa a rede porque ela está à sua disposição. O dilema está em como a sociedade deve lidar com quem não tem formação técnica nem ética para exercer comunicação de massa, mas a exerce.<br />
18. Cidadão-repórter (citizen journalist, na expressão em inglês – modalidade também chamada de jornalismo participativo, participatory journalism, ou de jornalismo popular, people journalism). Conforme a definição dada por Shayne Bowman e Chris Willis, o cidadão-repórter é aquele que “joga um papel ativo no processo de coletar, reportar, analisar e disseminar notícias e informações”. A intenção do cidadão-repórter seria “prover informação independente, confiável, acurada, abrangente e relevante conforme requer a democracia”.(9) Não deve ser confundido com o jornalista profissional. Em tese, teria as mesmas preocupações morais do jornalista. O cidadão-repórter seria o seu êmulo. A dificuldade, ou melhor, a impossibilidade, é a de dotar todos os indivíduos que atuam na rede de uma concepção consensual do significado de cidadania e democracia.<br />
19. Indivíduo-repórter x cidadão-repórter x jornalista. O jornalista perde a proeminência que sempre teve. Perde tanto para os indivíduos-repórteres (quando estes usam a rede para publicar informações positivas ou negativas, corretas ou erradas, sérias ou frívolas) quanto para os cidadãos-repórteres (quando estes usam a rede na defesa de ideais, para fazer política ou denunciar falcatruas). Essa competição pode incluir o uso invertido das intenções. Não apenas o jornalista, mas também o indivíduo-repórter e o cidadão-repórter podem utilizar a rede para caluniar, difamar e injuriar pessoas e instituições.<br />
20. Inexperiência do indivíduo-repórter ou do cidadão-repórter. A inexperiência não leva a erros, omissões e distorções ainda mais graves do que as protagonizadas pelo profissional experiente? Dominique Wolton toca nesse assunto quando fala que o “contexto da competência” é essencial. Para ele, “se não se tem a competência para assimilar o aprendizado, os sistemas de informação e de conhecimentos erguerão outros tantos muros intransponíveis”. Antes, havia a figura do professor ou de um pesquisador para facilitar o acesso ao conhecimento. Agora, a rede propicia a qualquer pessoa o “contato direto” com a “imensidão do saber da humanidade”.(10) O consolo é que a falta de experiência seja talvez o único dos defeitos que melhora com o tempo.<br />
21. Privacidade. Não há privacidade para pessoa de exposição pública, seja celebridade, político, artista, executivo&#8230; As invasões de privacidade multiplicaram-se geometricamente com as novas mídias, com a facilidade na coleta de informação por câmeras em celulares e aparelhos digitais diminutos, além de formas sofisticadas de gravação clandestina de conversas, não importando onde esteja o “alvo” – lugar público ou privado. A principal resolução moral para esse problema, no entanto, concerne mais à pessoa exposta do que ao agente de comunicação.<br />
22. Fontes. As fontes de informação agora podem publicar diretamente informação e opinião em seus sites pessoais ou institucionais – muitas vezes travestidos de sites independentes e informativos. Qual a transparência na publicação de dados e informações nos sites institucionais, empresariais ou políticos? Em todo caso, há transparência na publicação de dados nos relatórios, livros, revistas e house organs tradicionais?<br />
23. Limites individuais em casos de conflito de interesses. O fato de alguém usar seu próprio site ou blog em causa própria sem que o usuário sequer imagine existir interesse pessoal por trás da informação publicada é bastante comum. Veja exemplos corriqueiros na velha mídia, agravados pelas novas mídias: o crítico gastronômico almoça de graça e depois escreve a crítica do restaurante. O jornalista ou indivíduo-repórter viaja gratuitamente, a convite de uma empresa aérea, cadeia de hotel ou agência de viagem, e escreve sobre a viagem. É possível reportar a viagem com isenção? Como lidar com essa questão com transparência? Os sites de gastronomia ou de turismo não deveriam deixar isso claro quando ocorrer? Ou não se deve aceitar o convite? O mesmo problema existe na crítica musical, cinematográfica, teatral, literária, esportiva&#8230;<br />
24. Boatos. Usar a rede para dar curso a boatos, a visões parciais, fúteis, porém “saborosas”, ou usar a rede somente para publicar informações de interesse público? De novo: o que é “interesse público”? Quem o define?<br />
25. Direito autoral. Os problemas de direito autoral são provocados pela facilidade da reprodução de dados digitais (música, vídeos) e de copiar e colar (texto, imagens). São questões de direito autoral, direito de imagem, direito de arena e de preservação de direito adquiridos para divulgação de informações, obras, vídeos, material captado ao vivo ou não, com ou sem autorização, postado em vários sites, a partir de qualquer ponto do planeta, sem proteção jurídica ou norma ética de valor universal. Iniciativa como a do Creative Commons (instituição sem fins lucrativos que redigiu um conjunto de licenças para a administração livre, totalmente aberta e compartilhada de informação – copy left, em vez de copyright) mostra como a criatividade e outras formas de entendimento do direito autoral precisam ser desenvolvidas para enfrentar os desafios da distribuição de conteúdos em rede. O Creative Commons flexibiliza o uso de obras protegidas por direitos autorais. Com a licença Creative Commons um compositor autoriza outros artistas a utilizar suas composições para criar uma mistura de ritmos, por exemplo. Um escritor pode dispor um texto na rede, gratuitamente, e permitir que outros autores o republiquem, parcial ou integralmente e até modifiquem o original.<br />
26. Questões das minorias étnicas e de gênero. O entendimento e a abordagem dessas questões variam conforme as culturas regionais e nacionais e podem evidenciar sérios problemas de racismo ou de preconceito por conta da compreensão local, regional ou nacional de uma mesma informação, cujo entendimento pode variar conforme a educação e a cultura de cada povo.<br />
27. Plataforma de expressões ilegais ou “doentias”. Sites de “grupos de ódio”, conforme explica Jon Ann Oravec, crescem em número e variedade, enquanto cresce também a quantidade de informações relacionadas a preconceito e à violência, muitas das quais ensinam como seqüestrar, planejar atentados, construir bombas, reforçar vícios, simular doenças, manter comportamentos doentios&#8230;  A população em rede tem sido a maior fonte do descobrimento e da denúncia deste tipo de site.<br />
28. Sites de conteúdos sexuais e pornográficos. Quais os seus limites? E deve ter limites? Inerente a essa discussão, aparece o problema da pedofilia (crime) e todos os derivados da questão, assim como os mecanismos de exposição, de acesso e de controle, principalmente em relação ao público infantil. Assunto de polícia e para o qual está voltada a atenção das autoridades. Os provedores de acesso à internet têm cooperado ativamente no levantamento de dados capazes de levar aos criminosos – mesmo e apesar da diferença entre as leis dos diferentes países.<br />
Os exemplos capazes de revelar novos problemas éticos, além daqueles tradicionais realimentados pelas novas mídias, se acumulam. Este trabalho não daria conta de enumerá-los. Como ensina Wolton, acessar diretamente a informação e o conhecimento coloca problemas bem mais radicais do que usar a internet para comprar no supermercado, reservar passagem aérea ou consultar sua agência bancária. Não se trata mais e apenas de ter acesso a informação e conhecimento produzidos por qualquer um, mas da possibilidade de qualquer um produzir informação.<br />
As questões recolocadas em discussão expõem tanto o jornalista tradicional, o indivíduo-repórter, o cidadão-repórter, assessores de imprensa, agências de comunicação, empresas e instituições, como qualquer um que se aventure na rede, a uma responsabilidade moral, do ponto de vista da moralidade clássica, jamais suspeitada. O normativo perdeu substância porque o funcional é a conseqüência lógica de uma prática universal, que, em função das circunstâncias, simplesmente ignora ou torce preceitos definidos pela moralidade teórica tecida na modernidade.<br />
Nessa situação generalizada – na qual qualquer um pode comandar a informação, da simples notícia sobre o trânsito, passando pela informação sobre que empresas podem ter suas ações mais valorizadas na bolsa de valores e chegando à sofisticada criação de algoritmos capazes de juntar informações correlatas dispersas pelas redes –, a raiz moral vem se decompondo quando se sabe melhor, a partir de Stiglitz, das imperfeições da comunicação, mesmo sob o domínio das mais portentosas técnicas da mídia, e que elas são assimétricas na comunicação como um todo.<br />
Um lado sempre tem mais informação do que o outro no processo da comunicação. Isso vem do fato inequívoco de que pessoas diferentes sabem coisas diferentes. Não há texto em jornal, revista ou site noticioso da internet (exceção quanto aos produzidos pelas instituições especializadas), nem há reportagem radiofônica ou televisiva que resista à análise apurada de um especialista. Como não há também na internet, a menos que seja o especialista o autor. Mesmo assim, ele corre o risco de ser contraditado por um par. Assimétricas, as informações dançam conforme as necessidades – além de terem sido vulgarizadas e facilitadas para a compreensão média do público ou, para conforto dos comunicadores, para compreensão do “grande público”. O nivelamento praticado pela indústria da cultura assim o exige e assim realimenta a cadeia da informação, que vai sistematicamente se nivelando sempre a um ponto mais abaixo, numa barafunda de dados na qual se misturam informações colhidas das mais diversas fontes – confiáveis ou não.<br />
A situação é complexa porque “ser é perceber ou ser percebido”, conforme o filósofo irlandês George Berkeley esclareceu lá em 1710.  Como se diz, as coisas só existem porque são percebidas. Não há nada que embase tão bem a ideia da onipresença da mídia: o que não está na mídia não é. Porque não pode ser percebido. Não há como perceber se não for midiático, se não estiver na internet, num jornal, revista, rádio, televisão&#8230;<br />
Capazes de dar ainda mais sentido à frase de Berkeley, as formas tradicionais de comunicação e a nova mídia se amalgamaram na faina do fazer perceber. Se a questão ética sempre foi problema sério para a indústria da comunicação tradicional, as novas mídias só vieram ampliá-lo.</p></div>
<p> </p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p>ANDERSON, Chris. <em>The long tail: why the future of business is selling less of more</em>. New York: Hyperion, 2006.</p>
<p>BAGDKIAN, Ben. <em>The media monopoly. Third Edition, revised and expanded with the latest information the expansion of global communication</em>. Boston: Beacon Press, 1990.</p>
<p>BERKELEY, George. <em>Tratado sobre os princípios do conhecimento humano</em>. São Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 1973.</p>
<p>BOWMAN, S. and WILLIS, C. &#8220;We media: how audiences are shaping the future of news and information&#8221;. The Media Center at the American Press Institute, 2003.</p>
<p>COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, jornalismo e nova mídia – uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.</p>
<p>_______.<em> Ombudsman – o relógio de Pascal</em>. São Paulo: Geração Editorial, 2006.</p>
<p>DREYER, D. <em>Organizational change in the global media markets – Causes and consequences.</em> Alemanha: Westtälische Wilhelms/Universität Münster, janeiro de 2003.</p>
<p>JENKINS, Henry. <em>Convergence culture – where old and new media colide</em>. New York: New York University Press, 2006.</p>
<p>ORAVEC, Jo Ann. “On-line advocacy of violence and hate-group activity: the internet as a platform for the expression of youth aggression and anxiety” in WOLF, Mark J.P. (editor). <em>Virtual morality – morals, ethics, new media</em>. New York: Peter Lang. 2003, pp. 119-134.</p>
<p>THOMPSON, John B. <em>A mídia e a modernidade – uma teoria social da mídia</em>. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.</p>
<p>WOLTON, Dominique. <em>Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias</em>. Porto Alegre: Sulina, 2003.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Notas</strong><br />
(1) O Estado de S. Paulo, 09/06/09: p. A6.<br />
(2) Thompson, 2004: p. 224.<br />
(3) Parte dos tópicos vem do capítulo “Relativismos” de Costa, 2009.<br />
(4) Ou DMCA, lei do direito autoral dos EUA. Criminaliza a produção e a difusão de tecnologias, dispositivos ou serviços destinados a inibir o acesso aos direitos autorais.<br />
(5) Baseado nas informações de Costa, 2006; em Bagdkian, 1990 e Dreyer, 2003.<br />
(6) Jenkins, 2006.<br />
(7) Anderson, 2006: p. 69.<br />
(8) Bowman &amp; Willis, 2003.<br />
(9) Wolton, 2003: p. 135-6.<br />
(10) Oravec, 2003: p.119.</p>
<p>*Caio Túlio Costa é jornalista, professor de Ética Jornalística, doutor em Ciências da Comunicação pela USP e consultor de novas mídias. Este texto expande e atualiza dados contidos em <em>Ética, jornalismo e nova mídia – uma moral provisória</em> (Zahar, 2009).</p>
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		<title>A comunicação 2.0 vai matar a tradicional?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 16:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicada no site ComRemix em 09/11/2009
Entrevista com Caio Túlio Costa
Por Marcio Cavalieri 
Jornalista, professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultor em novas mídias, em comunicação, Caio Túlio Costa foi ombudsman do jornal Folha de S. Paulo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicada no site <a href="http://www.comremix.com.br/entrevista-com-caio-tulio-costa-a-comunicacao-2-0-vai-matar-a-tradicional" target="_blank">ComRemix</a> em 09/11/2009</p>
<p><strong>Entrevista com Caio Túlio Costa</strong></p>
<p>Por Marcio Cavalieri </p>
<p>Jornalista, professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultor em novas mídias, em comunicação, Caio Túlio Costa foi ombudsman do jornal <em>Folha de S. Paulo</em> e diretor dos portais UOL e IG. É  autor de quatro livros: <em>O que é Anarquismo, Cale-se, Ombudsman – O Relógio de Pascal </em>e<em> Ética, jornalismo e nova mídia – uma moral provisória</em>.</p>
<p>Abaixo, a  entrevista concedida por e-mail para o ComRemix:</p>
<p>ComRemix – Com a imensa disponibilidade de fontes encontráveis via web, a tradicional caderneta de contatos do jornalista perdeu força, igualando as possibilidades para comunicadores on e offline. Até que ponto isso é verdade?</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong> – Em nenhum ponto isso é verdade. O maior patrimônio de um jornalista é a sua agenda. A internet o ajuda a construir, renovar ou refazer a agenda. Ela facilita. Mas não é preciso ter muita fonte, é preciso ter a fonte certa. Oferta em quantidade não significa oferta de qualidade.</p>
<p>ComRemix – O senhor acredita em uma convergência de canais tradicionais e novos? Matérias impressas que continuam online ou vice-versa?</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong> &#8211; A convergência não está nos meios nem nos conteúdos, está no indivíduo. É ele, o indivíduo, quem converge. É ele quem escolhe qual conteúdo e em qual suporte ele deseja ver ou interagir com.</p>
<p>ComRemix – Quais os papéis que a mídia convencional e as novas mídias terão no mundo corporativo?</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong> &#8211; O mundo corporativo ganhou poder de mídia com a nova mídia – assim como qualquer indivíduo, qualquer instituição… O papel desse poder, o alcance, a freqüência e a audiência é outra coisa, é outra discussão – mas o fato é que a mídia tradicional não é mais a atriz principal da comunicação – ela tem que dividir esse poder com o indivíduo, com as instituições e com as empresas.</p>
<p>ComRemix – Como as novas mídias e as redes sociais influenciarão mudanças na mídia convencional?</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong> – Se eu soubesse responder a isso estaria rico…</p>
<p>ComRemix – Os blogueiros são uma “nova casta” de jornalistas, ou estamos diante de um fato novo? Como os blogueiros mudarão o papel dos jornalistas?</p>
<p><strong>Caio Túlio Costa</strong> &#8211; Não existe nova casta de jornalista – jornalista é o jornalista, aquela pessoa com vocação para a profissão e que se formou para tanto – seja na prática do ofício seja numa universidade. Não há mudança no “papel” do jornalista, ele continua sendo o intermediário, o moderador, o analista, o elo entre o fato, a notícia, a opinião e o público consumidor da informação. Ele é aquele que representa para os outros a representação que os diversos atores do fato lhe fazem ou lhe sugerem. O que mudou foi que o jornalista deixou de ser o ator principal da comunicação unilateral como ela vinha sendo feita desde sempre. Agora, o jornalista divide espaço com o não jornalista (com o indivíduo egocêntrico, com o cidadão, com o blogueiro, com o site de uma instituição qualquer, com o site de uma empresa). Foi isso que mudou – não mudou o papel do jornalista. E ainda há jornalistas que são blogueiros também.</p>
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