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	<title>Caio Túlio Costa &#187; jornalismo</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>Programa do curso de ética para 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 12:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aqui você encontra o programa de 2011 do curso de Ética Jornalística que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.
Além da ementa do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o cronograma das aulas, o sistema de avaliação e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui você encontra o programa de 2011 do <a href="http://caiotulio.com/categoria/curso-de-etica/" target="_self">curso de Ética Jornalística</a> que o professor Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero para os alunos do quarto ano (matutino) de jornalismo.</p>
<p>Além da <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_self">ementa</a> do curso &#8211; que abrange o ano todo e a bibliografia &#8211; estão disponíveis, em separado, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">cronograma</a> das aulas, o sistema de <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_self">avaliação</a> e o tema da <a href="http://caiotulio.com/atividade-complementar/" target="_self">atividade complementar</a>.</p>
<p>Recomenda-se aos alunos que leiam atentamente o programa bem como as indicações de avaliação.</p>
<p>Tanto o programa quanto o sistema de avaliação são objetos de discussão e análise nas primeiras aulas do curso.</p>
<p>Professor e alunos devem chegar a bom termo e à concordância quanto à maneira da condução das atividades escolares.</p>
<p>Recomenda-se também aos alunos que não faltem às aulas iniciais quando todo o processo do curso é discutido e combinado.</p>
<p>Clique para conhecer o <a href="http://caiotulio.com/conheca-o-programa-completo/" target="_self">Programa de 2011</a>, o <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">Cronograma</a> das aulas, o sistema de <a href="http://caiotulio.com/roteiro-das-aulas-1o-semestre-de-2009/" target="_self">Avaliação</a> e a <a href="http://caiotulio.com/sistema-de-avaliacao/" target="_self">Atividade complementar</a>.</p>
<p>Atenção: o cronograma pode sofrer alterações em função do dia da aula magna promovida pela faculdade quando os alunos são dispensados das aulas regulares para comparecerem à ela.</p>
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		<title>Programa do curso 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 15:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FACULDADE CÁSPER LÍBERO
Primeiro e segundo semestres de 2011
Curso de Ética Jornalística
[ATUALIZADO EM 05/02/2011]
Coordenadoria de Jornalismo
Professor Doutor Caio Túlio Costa
Carga horária: 68 H/A + 11 horas de atividades complementares
4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno
1. Objetivos:
Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>FACULDADE CÁSPER LÍBERO<br />
</strong><strong>Primeiro e segundo semestres de 2011<br />
</strong><strong>Curso de Ética Jornalística<br />
[ATUALIZADO EM 05/02/2011]</strong></p>
<p>Coordenadoria de Jornalismo</p>
<p>Professor Doutor Caio Túlio Costa<br />
Carga horária: 68 H/A + 11 horas de atividades complementares<br />
4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a compreender a profissão de jornalista de forma crítica e de acordo com uma ética fundada no direito à informação e na liberdade de expressão, cujo valor maior é procurar apresentar ao público que o jornalista procurou buscar as verdades e as opiniões controversas e/ou plurais que convivem na sociedade.</p>
<p>1.2. Fornecer ao aluno conceitos elementares e parâmetros básicos para que ele saiba equacionar os dilemas éticos vividos pelos jornalistas.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Proporcionar ao aluno um contato inicial com textos controversos para que ele possa diagnosticar os dilemas éticos bem como os fundamentos da Ética (campo de conhecimento) além de apreender as noções contemporâneas da ética aplicada ao jornalismo.</p>
<p>2.2. Proporcionar ao aluno um contato inicial com as referências práticas para a solução de dilemas éticos do jornalismo: desde os conflitos de interesse, tanto no plano empresarial como no plano da consciência de cada um, até os vícios mais comuns da profissão, como distorções, invasão da privacidade e relacionamento com as fontes de informação.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O que significa falar de ética: noções clássicas via textos clássicos, literários e jornalísticos.</p>
<p>3.2. A ética no plano da decisão individual; a ética no plano dos costumes.</p>
<p>3.3. Independência editorial e independência individual frente ao mercado:</p>
<p>3.3.1. Conflitos de interesse de ordem econômica.</p>
<p>3.3.2. Conflitos de interesse de consciência.</p>
<p>3.3.3. Partidarismos.</p>
<p>3.4. Os deslizes éticos mais freqüentes no ofício do jornalista:</p>
<p>3.4.1. Distorção dos fatos por má-fé, preguiça ou incompetência.</p>
<p>3.4.2. Invasão de privacidade.</p>
<p>3.4.3. Reprodução de estereótipos.</p>
<p>3.4.4. Prejulgamento e destruição de reputações.</p>
<p>3.4.5. Extremismos: “governismo”, “anti-governismo” ou negativismo.</p>
<p>3.4.6. O mau uso do “off-the-record”, promiscuidade com as fontes.</p>
<p>3.4.7. Abuso de poder.</p>
<p>3.5. A validade ou a inutilidade dos códigos de ética.</p>
<p>3.6. A necessidade do método.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p>5. Atividade Complementar</p>
<p>5.1. Leitura do romance As Ilusões Perdidas, de Balzac, para discussão e exercício em classe no final do segundo bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas em cada bimestre. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.3. Eventual participação em seminários e discussões sobre dilemas éticos.</p>
<p>6.4. A nota bimestral é a média aritmética da prova e da avaliação individual feita pelo professor em função da presença, interesse e participação.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica:</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong> 8. Material didático:</strong></p>
<p>8.1. Conto “El Enemigo número 1 de la Censura” in <em>Nuevos Cuentos de Bustos Domecq</em> de Jorge Luis Borges em colaboração com Adolfo Bioy Casares. Buenos Aires: Librería La Ciudad, 1977 [Tradução de Caio Túlio Costa - literal - está à disponível na central de cópias da faculdade e no site do professor: http://caiotulio.com/o-inimigo-numero-1-da-censura/].</p>
<p>8.2. PEUCER, Tobias. <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>: Tese, Doutorado em Periodística – Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999 [Mimeo], também publicada pela na Revista Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo: Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), número 33, 2000, p.199- 214. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/os-relatos-jornalisticos/</p>
<p>8.3. Texto “O Príncipe Eletrônico” de Otavio Ianni, in <em>Enigmas da modernidade mundo</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p>8.4. SÓFOCLES. <em>Antígona</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>8.5. SÓCRATES. “Defesa de Sócrates”, por Platão; e “Apologia de Sócrates”, de Xenofonte in <em>Sócrates</em> (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural/ Círculo do Livro, 1996.</p>
<p>8.6. MOTTA PESSANHA, José Américo. “As delícias do jardim” in NOVAES, Adauto (org.). <em>Ética</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 1992.</p>
<p>8.7. MONTAIGNE, Michel de. Texto “A covardia é a mãe da crueldade” in Ensaios. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, s/d. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-covardia-e-a-mae-da-crueldade/</p>
<p>8.8. SHAKESPEARE, William. <em>Hamlet</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.</p>
<p>8.9. FOUCAULT, Michel. “Las Meninas”, primeiro capítulo do livro <em>As palavras e as coisas</em>, de Michel Foucault. Lisboa: Portugália Editora, s/d.</p>
<p>8.10. KANT, Immanuel. Texto “Fundamentação da metafísica dos costumes” in <em>Crítica da Razão Pura e outros escritos</em>. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1974.</p>
<p>8.11. BALZAC, Honoré de. Capítulo 25, “A primeira luta”, in <em>As Ilusões Perdidas</em>. São Paulo: Abril Cultural, 1978.</p>
<p>9. Bibliografia complementar:</p>
<p>9.1.FREITAG, Bárbara. <em>Itinerários de Antígona: a questão da moralidade</em>. Campinas: Papiros, 1992.</p>
<p>9.2.ROSENFIELD, Kathrin H. <em>Sófocles &amp; Antígona</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
<p>9.3.SÓFOCLES. <em>Édipo-rei</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>9.4.CHAUÍ, Marilena. <em>Convite à Filosofia</em>. São Paulo: Ática, 2001.</p>
<p>9.5.SILVESTONE, Roger. <em>Por que estudar a Mídia?</em> São Paulo: Loyola, 2002.</p>
<p>9.6.KARAM, Francisco José. <em>Jornalismo, Ética e Liberdade</em>. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>9.7.Goodwin, H. Eugene. <em>Procura-se ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993.</p>
<p>9.8.MEYER, Philip. <em>A ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas/atividades:</strong></p>
<p><strong>16/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>23/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação, do programa e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>02/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>16/03 </strong>- Atividade 4: Discussão em classe da tese De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos), de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>23/03</strong> &#8211; Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>30/03</strong> – Atividade 6: Exercícios de ética aplicada.</p>
<p><strong>06/04</strong> – <strong>Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>13/04 &#8211; </strong>Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>20/04 </strong>– Atividade 9: Antígona, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>27/04</strong> - Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>04/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>11/05</strong> &#8211; Atividade 12: Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>18/05 </strong>- Atividade 13: Hamlet, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>25/05</strong> &#8211; Atividade 14: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>01/06</strong> &#8211; Atividade 15: Participação dos alunos nos trabalhos da Semana de Jornalismo.</p>
<p><strong>08/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>15/06</strong> &#8211; Atividade 17: As Ilusões Perdidas, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>22/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>29/06 </strong>- Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2011</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Segundo Semestre de 2011</strong></p>
<p>4º ano de Jornalismo, Matutino e Noturno</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Em prosseguimento à disciplina “Ética Jornalística – primeiro semestre”, na qual a profissão foi pensada criticamente, a disciplina no segundo semestre tem duas metas:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a aprofundar o conhecimento no campo da Ética, dentro do campo da Filosofia, encontrando aí os fundamentos da própria ética aplicada à profissão.</p>
<p>1.2. Proporcionar ao aluno, por meio da experiência de leitura e de revisão de valores e de convicções morais, novos ângulos para que ele enfrente os dilemas éticos do cotidiano do jornalismo.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Aprofundar, no “mundo das idéias”, o contato com o pensamento que funda o campo da Ética desde a cultura clássica e, por meio desse contato, agregar consistência às noções éticas de cunho prático-profissional adquiridas no semestre anterior.</p>
<p>2.2. Buscar pontes com o “mundo real”, propondo ao aluno exercícios e jogos de situações concretas em que seja possível enxergar os conceitos da Ética se manifestando nos dilemas cotidianos dos jornalistas.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O super-herói ético versus o anti-herói ético.</p>
<p>3.2. Weber: convicção e responsabilidade.</p>
<p>3.3. Wittgenstein e a fundamentação ética.</p>
<p>3.4. Karl Kraus e o apocalipse permanente.</p>
<p>3.5. Ética e indústria cultural.</p>
<p>3.6. Ética e espetáculo.</p>
<p>3.7. Negar a si mesmo.</p>
<p>3.8. A profissão indefensável.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade a partir da escolha dos alunos.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p><strong>5. Atividade Complementar</strong></p>
<p>5.1. Leitura do ensaio <em>O jornalista e o assassino</em>, de Janet Malcolm, para discussão e exercício em classe no final do quarto bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas bimestrais. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong>8. Material Didático:</strong></p>
<p>8.1. FAUSTINO, Mario. Poema “Balada” in <em>O Homem e a Sua Hora e outros poemas</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/balada/</p>
<p>8.2. PESSOA, Fernando. “Poema em linha reta” in <em>Obra poética de Fernando Pessoa</em>. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/poema-em-linha-reta-2/</p>
<p>8.3. WEBER, Max. “A política como vocação” in Ciência e Política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000.</p>
<p>8.4. WITTGENSTEIN, Ludwig. “Conferência sobre Ética” (1929). Tradução de Darlei Dall’Agnol. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</p>
<p>8.5. KRAUS, Karl. Capítulo “Imprensa, estupidez, política” in <em>Ditos e Desditos</em>. São Paulo: Brasiliense, 1988. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/imprensa-estupidez-politica/</p>
<p>8.6. ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” in ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.</p>
<p>8.7. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. O primeiro capítulo está disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-sociedade-do-espetaculo/ </p>
<p>8.8. SONTAG, Susan. “Pensar contra si próprio: reflexões sobre Cioran” in <em>A vontade radical</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>8.9. CIORAN, E. M. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>8.10. MALCOLM, Janet. Págs. 11 a 17 do livro <em>O Jornalista e o Assassino</em>, de Janet Malcolm. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.</p>
<p><strong>9. Bibliografia Complementar:</strong></p>
<p>9.1. FAUSTINO, Mario. <em>Poesia Experiência</em>. São Paulo: Perspectiva, 1977.</p>
<p>9.2. CIORAN, Emil Michel. <em>História e Utopia</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>
<p>9.3. ________. <em>Exercícios de admiração (Ensaios e perfis)</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.</p>
<p>9.4. ________. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>9.5. SONTAG, Susan. <em>Diante da dor dos outros</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas:</strong></p>
<p><strong>03/08 </strong>- Atividade 1: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>10/08 </strong>- Atividade 2: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>17/08 -</strong> Atividade 3: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>24/08 </strong>- Atividade 4: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>31/08 </strong>- Atividade 5: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>14/09 &#8211; Atividade 6: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>21/09</strong> &#8211; Atividade 7: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>28/09</strong> &#8211; Atividade 8: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>05/10</strong> &#8211; Atividade 9: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>19/10</strong> &#8211; Atividade 10: Exercícios de ética aplicada.</p>
<p><strong>26/10</strong> &#8211; Atividade 11: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>09/11 &#8211; Atividade 12: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>16/11</strong> &#8211; Atividade 13: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>23/11</strong> – Atividade 14: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>30/11 </strong>- <strong>Atividade 15: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>07/12</strong> &#8211; Atividade 16: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>14/12 &#8211; Atividade 20: Exame final.</strong></p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2011</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
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		<title>Aula aberta na ESPM sobre jornalismo</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 14:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PUBLICADO NO ESTADÃO.COM.BR / EDUCAÇÃO
Novo curso de pós em Jornalismo da ESPM faz aula aberta
Evento para divulgar pós com ênfase em direção editorial é gratuito e acontece dia 16
04 de novembro de 2010 &#124; 12h 05
Para divulgar seu novo curso de pós em Jornalismo com ênfase em Direção Editorial, a ESPM fará dia 16, às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: x-small;">PUBLICADO NO ESTADÃO.COM.BR / EDUCAÇÃO</span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Novo curso de pós em Jornalismo da ESPM faz aula aberta</strong></p>
<p><em>Evento para divulgar pós com ênfase em direção editorial é gratuito e acontece dia 16</em></p>
<p>04 de novembro de 2010 | 12h 05</p>
<p>Para divulgar seu novo curso de pós em Jornalismo com ênfase em Direção Editorial, a ESPM fará dia 16, às 19h30, um aula aberta e gratuita. O evento será apresentado por Eugênio Bucci, diretor da pós, e contará com palestra do doutor em Ciências da Comunicação pela USP e consultor em novas mídias, Caio Túlio Costa, docente do curso. As vagas para a aula aberta são limitadas e é necessário se inscrever.</p>
<p>O objetivo da pós, que tem duração de dois semestres, é preparar jornalistas em meio de carreira para exercer funções editoriais. Entre os docentes do curso estará o diretor de redação do Estado, Ricardo Gandour, o criador do site Observatório da Imprensa e ex-editor-chefe do Jornal do Brasil, Alberto Dines, o ex-ombudsmann da Folha e um dos fundadores do jornal Valor Econômico, Carlos Eduardo Lins da Silva, o secretário estadual de Cultura, João Sayad e o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita e o editor de revistas do Grupo Abril, Thomaz Souto Correia.</p>
<p>Mais informações pelo e-mail evento.jornalismo@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
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		<title>Imprensa, estupidez, política</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 17:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quarto capítulo do livro de aforismos Ditos e Desditos, de Karl Kraus (São Paulo: Brasiliense, 1988). Sprüche und Widerspüche em alemão, foi traduzido para o português por Márcio Suzuki e Werner Loewenberg. Alguns dos aforismos transcritos abaixo, no entanto, incorporam revisões de Caio Túlio Costa feitas com base na tradução para o inglês de Jonathan McVity, cuja numeração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarto capítulo do livro de aforismos <em>Ditos e Desditos</em>, de Karl Kraus (São Paulo: Brasiliense, 1988). <em>Sprüche und Widerspüche</em> em alemão, foi traduzido para o português por Márcio Suzuki e Werner Loewenberg. Alguns dos aforismos transcritos abaixo, no entanto, incorporam revisões de Caio Túlio Costa feitas com base na tradução para o inglês de Jonathan McVity, cuja numeração foi adotada. Veja também notas explicativas ao final do texto.</p>
<p><strong>Karl Kraus</strong></p>
<p>368 &#8211; Primeiro é preciso que as instituições humanas se tornem tão perfeitas que possamos ponderar sossegadamente quão imperfeitas são as divinas.</p>
<p>369 &#8211; A vida mecânica estimula, o ambiente artístico paralisa a poesia interior.</p>
<p>370 &#8211; O quê? A humanidade estupidificada em prol do progresso mecânico, e nós nem sequer deveríamos tirar proveito? Devere­mos manter diálogo com a estupidez se podemos dela fugir num automóvel?</p>
<p>371 &#8211; A arte é, para o filisteu, enfeite para a fadiga e para o tormento cotidiano. Ele abocanha o ornamento como o cão a salsicha.</p>
<p>372 &#8211; A gentalha visita locais &#8220;que merecem ser vistos&#8221;. Simplesmente continua-se a se perguntar se o túmulo de Napoleão merece ser visto pelo Sr. Schulze [equivale ao Sr. Silva no Brasil],  mas jamais se pergunta se o senhor Schulze merece vê-lo.</p>
<p>373 &#8211; O filisteu vive num presente ornado de curiosidades; o artista se empenha num passado mobiliado com todo o conforto dos tempos modernos.</p>
<p>374 &#8211; O progresso mecânico só vem em proveito da personalidade que, além dos obstáculos da vida exterior, chega mais rapida­mente a si mesma. Mas os cérebros medianos não estão à altura de tal hipertrofia. Ainda hoje não se pode fazer a menor idéia da devastação provocada pela imprensa. O dirigível é descoberto, mas a imaginação rasteja como uma diligência. Automóvel, telefone e grandes tiragens da estupidez &#8211; quem pode dizer como serão formados os cérebros daqui a duas gerações? A retração da fonte natural que opera a máquina, a repressão da vida pela leitura e a absorção de toda possibilidade artística pelo espírito factual terão concluído sua obra com uma rapidez espantosa. O despontar de uma nova era glacial só poderia ser entendido nesse sentido. Nesse meio tempo, que se permita to­da política social, que a deixem ser ativa em suas pequenas ta­refas; que lhe seja permitido lidar com a instrução do povo e outros substitutivos e opiatos. Passatempo até a dissolução. As coisas tomaram um rumo para o qual não há exemplo em ou­tras épocas historicamente observáveis. Quem não sente isso em cada nervo pode tranquilamente manter a cômoda divisão de Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna. De repente, perceber-se-á que não se vai adiante. Pois esse moderníssimo tempo iniciou a produção de máquinas novas para fazer funcio­nar uma ética antiga. Nos últimos trinta anos aconteceram mais coisas que, antes, em trezentos. E um dia a humanidade se sacrificará pelas grandes obras que produziu para o seu alívio.</p>
<p>375 &#8211; Estávamos complicados o bastante para construir a máquina e somos demasiados primitivos para nos servirmos dela. Impeli­mos um tráfego mundial em vias cerebrais de bitola estreita.</p>
<p>376 &#8211; Política social é a decisão desesperada de efetuar num canceroso uma extração de calo.</p>
<p>377 &#8211; Quando a armação do telhado pega fogo, não adianta rezar nem esfregar o chão. Em todo caso, rezar é mais prático.</p>
<p>378 &#8211; O que a sífilis poupou será devastado pela imprensa. Nos amolecimentos cerebrais do futuro, a causa não poderá ser determinada com precisão.</p>
<p>379 &#8211; Nossa cultura consiste de três gavetas: trabalho, lazer e instrução; quando uma está aberta, as outras se fecham. Os prestidigitadores chineses dominam toda a vida com um único dedo. Terão, portanto, o jogo nas mãos. A grande esperança amarela!</p>
<p>380 &#8211; Existe um continente sombrio que envia descobridores.</p>
<p>381 &#8211; Humanidade, instrução e liberdade são bens preciosos que não foram comprados por sangue, juízo e dignidade humana a um preço suficientemente alto.</p>
<p>382 &#8211; A democracia divide os seres humanos em trabalhadores e ociosos. Ela não foi instituída para aqueles que não têm tempo para o trabalho.</p>
<p>383 &#8211; O que faz X? Mantém-se ocupado com o espírito mundial de Goethe na agitação do tear do tempo.</p>
<p>384 &#8211; Humanitarismo é uma decepção física que ocorre com inevitabilidade natural. Pois o liberalismo coloca sempre sua luz sob urna campânula de vidro e acredita que ela arderá no vácuo. Mais provavelmente arderia na tempestade da vida. Quando o oxigeno acaba, a luz se extingue. Mas felizmente a campânula se encontra na água do palavreado que sobe justamente no momen­to em que a vela se apaga. Se levantarmos a campânula, só então perceberemos as reais qualidades do liberalismo. Ele fede a hidrocarboneto.</p>
<p>385 &#8211; Toda gesticulação e palavrório dos chamados homens sérios não teria sido possível nos quartos de criança dos séculos passa­dos. Nos quartos de criança de hoje, o argumento do açoite no mínimo causa ainda impressão. Mas os direitos humanos são o brinquedo quebrável dos adultos que o querem espezinhar e que, por isso, não deixam que o tomem. Se fosse permitido chicotear, isso se faria com muito menos frequência do que se tem vontade agora. Em que, pois, consiste o progresso? Suprimiu-se o prazer de chicotear? Não, apenas o chicote. Na época da servidão, o medo do chicote era o contrapeso do seu prazer. Hoje ele já não tem contrapeso, mas, em compensação, uma espora na ufania progressista, com a qual a estupidez proclama seus direitos humanos. Bela liberdade: simplesmente não ser chicoteado!</p>
<p>386 &#8211; Quando ainda não havia direitos humanos, os favorecidos os possuíam. Isso era desumano. Depois se estabeleceu a igualda­de, privando os favorecidos dos direitos humanos.</p>
<p>387 &#8211; Quando alguém está diante do tribunal, não há por certo nenhum fato dos chamados antecedentes com o qual não se possa causar instantaneamente uma &#8220;impressão desfavorável&#8221; e proporcionar à justiça aquele &#8220;movimento&#8221; que registra o relato da sala de audiências. E inacreditável como os delitos realmente assediam uma pessoa que, alguma vez, cometeu um deles! Projetado no lapso de tempo de um processo judicial, aquilo que se repartiu em quarenta anos atua como uma ilustração viva; aquilo que passou pelo crivo do tempo alcança uma atua­lidade reforçada, como se tivesse acontecido durante a prisão preventiva. Isto não só elucida o crime, com o qual não tem nada a ver, mas também é elucidado pelo crime, e o perfil moral do acusado está sempre espelhado de dois lados. Eis o método que se adapta venturosamente ao pensamento bitolado de cabeças medíocres judicantes. Isto se chama comprimir uma pessoa perdida sob o banco dos réus.</p>
<p>388 &#8211; Quem é ela? É cega ante o Direito, fica estrábica ante o poder e sofre de exoftalmia ante a moral. E por causa dos belos olhos dessa mulher sacrificamos a nossa liberdade!</p>
<p>389 &#8211; Não basta a mera exortação para que os magistrados julguem com toda a ciência e consciência. É preciso também promulgar instruções de como a ciência pode ser pequena e a consciência, grande.</p>
<p>390 &#8211; O parlamentarismo é o aquartelamento da prostituição política.</p>
<p>391 &#8211; A política proporciona as tensões de um romance policial. As gestões da diplomacia oferecem o espetáculo de como os Esta­dos são perseguidos com mandado de prisão por uma quadrilha internacional de criminosos.</p>
<p>392 &#8211; Política é efeito cênico. Quando Shakespeare cruzava as fronteiras, para o público o barulho das armas ainda se sobrepunha aos pensamentos. A dimensão de Bismarck, o qual molda a matéria política numa forma criativa – e por que a ocorrência mais terrena não deveria resultar em criação para um artista? –, é aferida com a medida da ação teatral, dos efeitos das entra­das e saídas. E se nós alemães tememos a Deus como a nada mais no mundo, respeitamo-Lo não por Sua personalidade, mas pelo barulho de Seus trovões. Política e teatro: o ritmo é tudo; o significado, nada.</p>
<p>393 &#8211; Considero a política uma maneira de dar cabo da seriedade da vida pelo menos tão excelente quanto o jogo do tarô; e assim como há pessoas que vivem do tarô, o político profissional é também um fenômeno perfeitamente compreensível. Tanto mais que o político profissional só ganha às custas daqueles que não jogam. No entanto, é justo que o espectador político tenha de pagar se a observação paciente forma o conteúdo de sua vida. Se não houvesse política, o cidadão só teria sua vida interior, ou seja, nada que pudesse realmente ocupá-lo.</p>
<p>394 &#8211; Para se orientar em questões políticas bastam as lembranças das operetas. Aquilo que se pode dizer em detrimento do regime absolutista nos foi ensinado pela figura de um rei Bobèche, de um príncipe herdeiro Casimiro ou de um general Kantschu­koff. Se a exigência dos fraseólogos &#8211; de que a arte se ocupe com os assuntos públicos &#8211; deve ter algum sentido, este só pode se referir à produção de operetas. Esta, com razão, merece a censura de ter desprezado há decênios os únicos assuntos humanos que não devem ser levados a sério, ou seja, os assuntos públicos. Pois a forma artística da opereta é aquela que está adequada à essência de todos os desenvolvimentos políticos, já que confere à estupidez a inverossimilhança redentora. É tolo exigir que a criação artística se lance de outro modo sobre os acontecimentos recentes; e mesmo a sátira os desdenha, pois ela, sem dúvida, pode apreender o ridículo da política, mas os ridículos dentro da política se processam abaixo do nível de uma consideração chistosa, no sentido mais elevado do termo.</p>
<p>395 &#8211; Quem, além dos políticos que as cometem, lamenta as asneiras na política? Serão, pois, as sagacidades na política mais sagazes?</p>
<p>396 &#8211; &#8220;Preferimos suportar os males que já temos, a fugirmos para outros que desconhecemos.&#8221; Mas ainda não entendo como a justificativa do regime monárquico pode chegar ao entusiasmo.</p>
<p>397 &#8211; Quando um carro passa, o cão continua a fazer o seu protesto, apesar da inutilidade reconhecida há tanto tempo. Isso é puro idealismo, ao passo que a intransigência do político liberal nunca late para o carro do Estado sem fins interesseiros.</p>
<p>398 &#8211; O páthos liberal alemão é uma mistura de pesquisa sem pré-requisitos e corpo de bombeiros voluntários.</p>
<p>399 &#8211; O segredo do agitador é fazer-se tão estúpido quanto seus ouvintes para que eles acreditem ser tão inteligentes quanto ele.</p>
<p>400 &#8211; Crianças brincam de soldado. Isso faz sentido. Mas por que soldados brincam de criança?</p>
<p>401 &#8211; O Esporte é um filho do progresso e contribui já de próprio punho para a estupidificação da família.</p>
<p>402 &#8211; A missão da imprensa é a de difundir o espírito e, ao mesmo tempo destruir toda a capacidade de assimilação.</p>
<p>403 &#8211; O jornalismo serve apenas aparentemente ao dia-a-dia. Na verdade, destrói a receptividade espiritual da posteridade.</p>
<p>404 &#8211; A multiplicação só é um progresso à medida que possibilita a difusão do simples.</p>
<p>405 &#8211; Quando se pensa que a mesma conquista técnica serviu à <em>Crítica do Razão Pura</em> e ao relato de uma viagem dos Meninos Cantores de Viena, toda a discórdia se afasta da alma e louva-se a onipotência do Criador.</p>
<p>406 &#8211; Levar as pessoas a crer que um X é um U [expressão idiomática que significa lograr, enganar, ver nota ao final do texto] &#8211; onde está o jornal que confessa esse erro de impressão?</p>
<p>407 &#8211; Quando se trata de religião, conta-me um viajante do Oriente, não há nenhuma propina. No Ocidente, pode-se dizer o mes­mo em louvor da imprensa liberal.</p>
<p>408 &#8211; Com meu estreito horizonte, não li certa vez um jornal que tinha artigos com estes títulos: As negociações secretas entre Áustria, França e Itália em 1869; O movimento reformista da Pér­sia; A nomeação de chefes da seção croata; A Sublime Porta contra o metropolita de Monastir&#8230; Depois de não ter lido esse jornal, senti meu horizonte um pouco mais alargado.</p>
<p>409 &#8211; A providência de uma época ímpia é a imprensa, que elevou mesmo a crença numa onisciência e onipresença à categoria de convicção.</p>
<p>410 &#8211; Tempo e espaço se tornaram as categorias kantianas do sujeito jornalístico.</p>
<p>411- Os jornais têm mais ou menos a mesma relação com a vida que as cartomantes com a metafísica.</p>
<p>412 &#8211; O cabeleireiro conta novidades quando deve simplesmente cortar o cabelo. O jornalista é espirituoso quando deve simplesmente contar novidades. Aqui estão dois que aspiram mais alto.</p>
<p>413- Jornais humorísticos são uma prova de que o filisteu não tem humor. Eles são parte do sério da vida, como a bebida é parte da refeição. – Traga-me todos os jornais humorísticos – ordena ao garçom um imbecil cheio de cuidados e se esforça para que um sorriso surja em seu rosto. É preciso que o humor que não possui lhe chegue de todos os recantos da vida, e desdenharia mesmo uma caixa de fósforos que não trouxesse um gracejo no rótulo. Li numa dessas caixas: O aprendiz (que comprou uma salsicha embrulhada casualmente num poema): – Muito bem! Primeiro como a salsicha para nutrir o corpo, depois leio o poema para nutrir o espírito. – Tais coisas alegram o filisteu, que nem mesmo percebe o método do aprendiz como alusão.</p>
<p>414 &#8211; O espiritismo é a metafísica dos companheiros de mesa. É compreensível que se deva sacudir primeiro uma mesa de frequentadores se a meta é que o espírito se apresente. O desmascaramento de um médium é uma diversão para aqueles que, de outro modo, conseguem quando muito desmascarar um mirão. O espiritismo é o delírio dos paquidermes. Só as pessoas a quem a espiritualização está tão longe da matéria quanto o funambulismo do elefante sucumbirão com o tempo à necessidade de materializar os espíritos.</p>
<p>415. Há falta de caixeiros. Todos correm para o jornalismo.</p>
<p>416 &#8211; O descanso dominical cristão deveria pelo menos poder ser usado para reflexão. Inclusive para a reflexão sobre o descanso dominical. Daí deveria resultar o reconhecimento de como é necessária a completa automatização da vida exterior. Quem hoje goza o descanso dominical? Além dos vendedores, as mercadorias. Para os compradores, ele cria incômodos. No domingo, os charutos repousam nas tabacarias, as frutas nas quitandas e o presunto nas mercearias. Passam bem. Mas nós também queremos passar bem, e justamente no domingo nos privam dos charutos, das frutas e do presunto. Se a santificação do domingo consistisse na abstinência dos meios de prazer, o descanso dominical dos meios de prazer faria sentido. Como ela pretende apenas aliviar os vendedores, ela é antissocial, certamente não em sua tendência, mas em sua consequência. Com efeito, neste país seria até possível que as máquinas automáticas não funcionassem aos domingos, porque é precisamente descanso dominical, e nos dias úteis, porque estão avariadas.</p>
<p>417 &#8211; Que padeiros e professores façam greve é algo que tem sentido. Mas se recusar a receber o alimento corpóreo ou espiritual é grotesco. A não ser que isto ocorra porque se suspeita que o alimento esteja adulterado. A coisa mais ridícula do mundo é uma greve de fome cultural. Estou de acordo com o fechamento das universidades; mas ele não deve ocorrer por meio de greve. Tal fechamento deve ser concedido espontaneamente, não obtido à força.</p>
<p>418 &#8211; Quando um príncipe deve ser homenageado, fecham-se as escolas, paralisa-se o trabalho e interrompe-se o trânsito.</p>
<p>419 &#8211; A ortodoxia da razão estupidifica mais a humanidade que qualquer religião. Enquanto pudermos imaginar um paraíso, as coisas estarão bem melhores para nós do que se tivermos de viver exclusivamente na realidade de uma redação de jornal. Nela, podemos honrar a crença de que o homem descende do macaco. Mas seria uma pena ter curado uma loucura que também era uma obra de arte.</p>
<p>420 &#8211; Se, de repente, um padre declara que não acredita no paraíso e que jamais desmentirá tal declaração, então se entusiasma a imprensa liberal, cujos redatores, como se sabe, por nenhum preço renunciam à sua convicção. Mas será que um papa da imprensa não dispensaria imediatamente, <em>a divinis</em>, um empregado a quem ocorresse a idéia de reconhecer ante os leitores que acredita no paraíso? Este é o espetáculo mais repugnante oferecido pela modernidade: um padre possuído pelo demônio da razão cercado pelos latidos dos cães da imprensa aos quais ele lança a costela de Adão.</p>
<p>421 &#8211; É para mim enigmático como um teólogo possa ser louvado por ter conseguido, após muito esforço, não mais acreditar nos dogmas. O verdadeiro reconhecimento como herói sempre me pareceu ser mérito daqueles que conseguiram, após muito esforço, acreditar nos dogmas.</p>
<p>422- Para quem o acreditar não significa mais do que o não saber nada, é possível sacudir ostensivamente a cabeça sobre os dogmas. Mas é deplorável ter de se superar para chegar a um pon­to de vista que um professor auxiliar de física chegou há muito tempo.</p>
<p>423 &#8211; Os modernistas são os únicos católicos ortodoxos que ainda existem. Acreditam mesmo que a Igreja acredita nos dogmas que proclama e acreditam que o que importa é a crença daqueles que têm de difundi-la.</p>
<p>424 &#8211; O clericalismo é o reconhecimento de que o outro não é religioso.</p>
<p>425 &#8211; Ainda hoje em Echternach, Luxemburgo, se celebram as chamadas &#8220;procissões do salto&#8221;. Como, outrora, o gado foi acometido pela dança de São Guido, os camponeses locais fizeram então promessa de, em lugar do gado, saltar em louvor de São Willibrord. Hoje nem homens nem gado sabem as causas de tão singular cerimônia, mas aqueles se mantêm fiéis a ela e se a força do hábito se conservar entre os habitantes de Echternach, então talvez um dia será de novo a vez de o gado saltar em louvor a São Willibrord. Ainda hoje são os homens, quase quinze mil, que, por volta de Pentecostes, saltam &#8220;três passos para frente, dois passos para trás&#8221;. O clero não salta junto, mas observa. Ele não se satisfaz inteiramente com o espetáculo; pois preferiria que fossem dois passos para frente e três para trás.</p>
<p>426 &#8211; Ainda é possível se curar em Lourdes. Mas que milagre se pode esperar de um neurologista?</p>
<p>427 &#8211; O psiquiatra está para o psicólogo assim como o astrólogo para o astrônomo. O fator astrológico desde sempre desempenhou um papel na ciência psiquiátrica. Primeiro, nossas ações eram determinadas pela posição dos corpos celestes. Depois, os astros de nosso destino se encontravam em nosso seio. Depois veio a teoria da hereditariedade. Agora, os astros de nosso destino estão no seio de nossa ama-de-leite, pois se ela agrada ao lactente, isto é determinante para o resto de sua vida. Tornamos as impressões sexuais da infância responsáveis por tudo o que acontece depois. Foi louvável acabar com a crença de que a sexualidade só começa depois da maturidade. Mas não se deve exagerar. Mesmo que tenham passado os tempos em que se praticava a abstinência de conhecimentos, não é por isso que se deve se entregar desenfreadamente ao prazer da investigação sexual. – Meu pai – ironiza o bastardo de Gloucester [Em Rei Lear, de Shakespeare] – se uniu à minha mãe sob a Cauda do Dragão, a hora do meu nascimento está sob a Ursa Maior; segue-se, portanto, que tenho de ser rude e lascivo. – E, no entanto, era mais belo depender do Sol, da Lua e das estrelas do que das forças do destino do intelectualismo!</p>
<p>428 &#8211; A ciência mais antiga se negava a reconhecer o instinto sexual nos adultos. A nova ciência aceita que já o lactente experimenta a voluptuosidade no berço. A concepção antiga era melhor. Pois, ao menos, certas declarações dos envolvidos a contradiziam.</p>
<p>429 &#8211; Os novos investigadores da alma dizem que tudo deve ser atribuído a causas sexuais. Por exemplo, podíamos explicar seu método como um erotismo de confessor.</p>
<p>430 &#8211; Aos neurologistas que nos transformam em caso patológico o gênio, deveríamos quebrar a caixa craniana com as obras com as obras completas deste. Não se deve proceder de outra forma com os representantes da humanidade que deploram a vivissecção de cobaias e deixam que se usem obras de arte para fins experimentais. A todos aqueles propensos a comprovar que a imortalidade se reduz a uma paranoia, a todos os auxiliares racionalistas da humanidade normal que a tranquilizam que ela não se inclina para obras do espírito e da imaginação, pisemos-lhes o rosto com a sola do sapato onde quer que nos apoderemos deles. Sha­kespeare, um louco? Então, que a humanidade caia de joelhos e, temerosa de seu próprio estado de saúde, implore mais loucura ao Criador!</p>
<p>431 &#8211; Patologia nervosa: se não falta nada a alguém, a melhor maneira de curá-lo desse estado é lhe dizer qual doença ele tem.</p>
<p>432 &#8211; Os neurologistas modernos transformam o doente em conselheiro. O doente adquire uma autoconsciência do inconsciente que é sem dúvida elevada, mas não exatamente auspiciosa. Ao invés de ser enxotado do forno dos problemas, ele é contido para tos­tar ali; ao invés de distanciamento, cria-se uma intimidade com os seus padecimentos, uma espécie de orgulho dos sintomas que, no caso mais favorável, coloca o paciente em condições de empreender curas psíquicas em outros que não obtiveram melhor resultado. No todo, um método que, a olhos vistos, torna mais rapidamente um leigo num perito do que um doente numa pessoa sadia. Pois é como fator de cura que atua essa ob­servação de si mesmo, a qual é precisamente a doença. No en­tanto, ela não é nenhum soro para a alma.</p>
<p>433 &#8211; Com que falta de perspectiva a medicina descreve os sintomas de uma doença! Eles sempre se adéquam aos males imaginados.</p>
<p>434 &#8211; O Momo papão é um expediente pedagógico indispensável na vida fa­miliar alemã. Com adultos, o meio de amedrontá-los é ameaçar chamar o psiquiatra.</p>
<p>435 &#8211; Os loucos são sempre reconhecidos como tais pelos psiquiatras quando, depois de involuntariamente internados, exibem um comportamento exaltado.</p>
<p>436 &#8211; A diferença entre os psiquiatras e outros doentes mentais é mais ou menos a relação entre a demência côncava e a convexa.</p>
<p>437 &#8211; Os pedantes continuam só podendo ler da direita para a esquerda: vêem a vida como névoa. </p>
<p>438 &#8211; A ciência não lança pontes sobre os abismos do pensar; está à frente apenas como placa de advertência. Os infratores têm de responsabilizar a si próprios.</p>
<p>439 &#8211; Sob o signo da alucinação, cambalear pela vida – este poderia ainda ser um caminho mais íntegro que o do iniciado que segue apalpando ao longo dos abismos.</p>
<p>440 &#8211; A religião é chamada visão de mundo comprometida. Mas ela está comprometida no universo, e o liberalismo está livre no distrito.</p>
<p>441 &#8211; Se numa cidade a estupidez se alastra, que ela seja declarada contaminada. Mas então nenhum caso pode ser encoberto. Pois facilmente pode ocorrer que um imbecil entre e saia de uma casa em que habitam crianças. Em épocas como esta, recomenda-se o fechamento das escolas, não, como se poderia supor, a abertura de escolas.</p>
<p>442 &#8211; Que cultura é a essência daquilo que se esqueceu, é uma boa percepção. Além disso, cultura é uma doença e um fardo para o ambiente da pessoa educada. Uma reforma do ensino que trabalhe pela abolição das línguas mortas com a argumentação de elas justamente não servem para a vida é ridícula. Só se precisássemos delas para a vida é que elas deviam ser abolidas. Certamente, elas não nos ajudarão a perguntar um dia nosso caminho através dos monumentos em Roma ou Atenas. Mas plantam em nós a capacidade de imaginá-los. A escola não serve para o acúmulo de saber prático. A matemática, porém, purifica as vias cerebrais, e, mesmo quando temos de decorar as datas que, logo após a saída, serão esquecidas, não estamos fazendo nada de inútil. Falho é apenas o ensino da língua alemã. Mas, em compensação, a língua alemã pode ser aprendida por intermédio do latim, que ainda tem esse valor especial. Quem faz boas composições em alemão, tornar-se-á um caixeiro alemão. Quem faz más composições, mas é aprovado em latim, talvez se torne um escritor alemão. O que a escola é capaz de fazer é descartar aquela bruma das coisas vivas da qual brota a individualidade. Se, passados muitos anos, alguém ainda sabe de que drama clássico e de que ato provém uma citação, então a escola fracassou em seu objetivo. Mas se esta pessoa sente onde a citação poderia estar, então ela é verdadeiramente cultivada, e a escola alcançou integralmente seu objetivo.</p>
<p>443 &#8211; Não era a palmatória que tinha de ser abolida, mas o professor que a emprega mal. Como todo remendo humanitário, esta reforma do ensino é uma vitória sobre a imaginação. Os mesmos professores, que até aqui não foram capazes de formar uma opinião sem um livro escolar, deverão agora se concentrar afetuo­samente na individualidade do aluno. A humanidade afastou o pesadelo do medo da &#8220;convocação&#8221;, mas a vida estudantil sem perigo será ainda mais insuportável que a vida estudantil perigosa. Entre &#8220;excelente&#8221; e &#8220;inteiramente insuficiente&#8221; havia margem para vivências românticas. Não gostaria de ter de enxugar de minha recordação o suor pelos troféus da infância. Com a punição se foi também o estímulo. O colegial vive sem ambição como um filósofo sorridente e entra sem preparo no arrivismo da vida, que seu caráter outrora antecipara sem perigo, como o corpo vacinado à varíola. Ele provara todos os peri­gos da vida até o suicídio. Ao invés de expulsarem os professores que, para ele, fizeram o jogo dos perigos se tornar coisa séria, decreta-se a seriedade da vida ordenada. Antes, os alunos vivenciavam a escola; agora têm de se deixar formar por ela. Com os arrepios, expulsou-se também a beleza, e o jovem espí­rito se encontra ante a parede de cal de um céu protestante. Os suicídios de estudantes – cujo motivo era a estupidez de pais e mestres – cessarão, e o tédio permanecerá como motivo legítimo para o suicídio.</p>
<p>444 &#8211; Uma cultura extensa é uma drogaria bem provida; mas não há nenhuma segurança de que o cianeto de potássio não será dado para um resfriado.</p>
<p>445 &#8211; Se alguém é considerado possuidor de uma cultura universal, talvez ainda tenha uma grande chance na vida: não possuir, afinal, uma cultura universal, apesar disso.</p>
<p>446 &#8211; Ora, então não há garantia contra o erro de impressão que, tantas vezes quanto for preciso falar de uma erudição estúpida, a transforme  numa estupenda?</p>
<p>447 &#8211; Numa cabeça oca entra muito saber.</p>
<p>448 &#8211; A cultura pende no seu corpo como a roupa num modelo de alfaiate. Na melhor das hipóteses, tais eruditos são manequins de moda  do progresso.</p>
<p>449 &#8211; Homens da ciência! Fala-se muita coisa sobre ela, mas quase sempre sem razão.</p>
<p>450 &#8211; O valor da  cultura se manifesta mais claramente quando os homens cultos tomam a palavra para falar de um problema fora de seu domínio cultural.</p>
<p>451 &#8211; Disputa-se há muito tempo se Goethe ou Schiller é o mais popular entre os alemães. E, no entanto, com suas palavras &#8220;Franz se chama a canalha”, Schiller não exerceu nem de longe o profundo efeito que, por força de sua redação geral, estava reservada a frase que o Goetz, de Goethe, dirige ao capitão. Ora, já que há décadas não se passa um dia de audiência sem que os relatórios não se refiram ao fato de que o acusado endereçou ao queixoso a &#8220;conhecida intimação do Goetz, de Goethe&#8221;, fica claro que, entre os alemães, a fama de Goethe e mais sólida. A maneira como o povo homenageia seus intelectos não resulta apenas do fato de ter descoberto rapidamente nas obras de Goethe a passagem que parece a mais saborosa à língua alemã, mas também do fato de que hoje ninguém mais é tão inculto para utilizar a locução sem se referir a Goethe.</p>
<p>452 &#8211; Graças à lavagem normal, o elevado pensamento alemão tomou, através da unidade, o caminho da sujidade.</p>
<p>453 &#8211; Os alemães se sentam à mesa de uma cultura na qual o fanfarrão é o mestre-cuca.</p>
<p>454 &#8211; Seja manufatura ou literatura, jurisprudência ou música, medicina ou teatro: ante a onipotência do burocrata não há, no mundo do Espírito Santo, escape.</p>
<p>455 &#8211; Originalmente destinado ao comércio, dedicou-se mais tarde, com efeito, à literatura.</p>
<p>456 &#8211; O novo Siegfried. Na imensa transformação da idéia anteriormente associada a esse nome, é possível reconhecer a superioridade de seu portador atual. Sua pele não tem mais um ponto que não seja caloso, e ele conhece o caminho do tesouro melhor que o outro, pois tem o mapa.</p>
<p>457 &#8211; Chegará o tempo em que o tosão de ouro será coberto pelo bezerro de ouro.</p>
<p>458 &#8211; E se fosse o caso obter uma condecoração com a indulgência dos direitos humanos, nossos contemporâneos se esfolariam os pés. O que os prende à sociedade são galões, e os seus excluídos são mártires que não receberam nenhuma cruz. Esta é a velha lengalenga da estupidez que gostaria de ser vista se, como reconhecimento de sua contribuição para o fim do mundo, uma estrela lhe caísse sobre a cabeça.</p>
<p>459 &#8211; Com frequência as pessoas sonham que podem voar. Agora é a humanidade que sonha com isso; mas ela fala muito durante o sono.</p>
<p>460 &#8211; A Terra se mobiliza desde que os seres humanos empreendem a conquista do ar.</p>
<p>461 &#8211; A natureza exorta a uma reflexão sobre uma vida assentada sobre exterioridades. Por toda parte manifesta-se uma insatisfação cósmica; neve no verão e calor no inverno são demonstrações contra o materialismo que transforma a existência num leito de Procusto, que trata as doenças psíquicas como dor de barriga e que quer deformar o semblante da natureza onde quer que distinga seus traços: na natureza, na mulher e no artista. Um mundo que suportaria seu próprio fim, contanto que não se lhe recuse a exibição cinematográfica deste, não pode ser amedrontado com o incompreensível. Mas aqui nós aceitamos facilmente um terremoto como um protesto contra as conquistas do progresso, e não duvidamos, em nenhum instante, da possibilidade de que um excesso de estupidez humana possa enfurecer os elementos.</p>
<p>462 &#8211; Depois do fim de Messina: dá certo sossego sentir essa fúria da natureza contra a civilização como um dócil protesto contra as destruições provocadas pela civilização na natureza. O que a civilização fez das florestas, o que fez das mulheres! Por meio de uma grandiosa homenagem, a natureza se deixaria apaziguar, por meio de uma festa sacrifical da generosidade para um fim generoso. Que o amor cristão se esqueça de ser cristão! Samaritanas, aproximai-vos! Samaritanos, aproximai-vos! Aproximai-vos todos vós que só dais a contragosto! É possível substituir povos inteiros num dia. É possível acumular riquezas e erguer cidades num dia. Um dia para celebrar num mundo inteiro preenchido por lamentos fúnebres.</p>
<p>463 &#8211; A tarefa da religião: consolar a humanidade que caminha pa­ra a forca; a tarefa da política: torná-la desgostosa da vida; a tarefa do humanismo: abreviar a sua espera pela forca e envenenar a comida do carrasco.</p>
<p><strong>Notas explicativas para alguns aforismos<br />
</strong>(Com base nas notas da tradução brasileira, de Márcio Suzuki e Werner Loewenberg. e nas notas da tradução para o inglês, de Jonathan McVity)</p>
<p>388 &#8211; Exolftalmia é a projeção do globo ocular para fora de sua órbita; uma abertura exagerada dos olhos. CTC</p>
<p>392 &#8211; Otto von Bismarck (1815-1898) foi o &#8220;chanceler de ferro&#8221; que unificou a Alemanha sob a liderança da Prússia. CTC</p>
<p>394 &#8211; Conforme Jonathan McVity, alguns amantes da ópera desprezam Karl Kraus porque ele gostava da obra do prolífico compositor alemão Jacques Offenbach (1819-1880), considerado o pai da opereta francesa e um dos mais populares compositores do século XIX. As referências de Kraus neste aforismo são de operetas de Offenbach. CTC</p>
<p>396 &#8211; A frase entre aspas é de Hamlet: &#8220;And makes us rather bear those ills we have, than fly to others that we know not of&#8221;. Está na mesma fala do &#8220;Ser ou não ser&#8230;&#8221; Usei nesta adaptação a tradução de Millôr Fernandes. (Porto Alegre: L&amp;PM, 2002, p. 63). CTC</p>
<p>398 &#8211; Páthos é paixão em grego. A palavra é usada para exprimir sentimentos de dó, compaixão, simpatia, piedade ou melancolia provocados por obra literária ou artística. CTC</p>
<p>406 &#8211; No original, <em>ein X fur ein U vormachen</em>: expressão idiomática significando lograr, enganar. (Nota da edição brasileira)</p>
<p>408 &#8211; Sublime Porta é o nome dado ao governo otomano, no tempo dos sultões. (Nota da edição brasileira)</p>
<p>413 &#8211; Filisteu, conforme o Aurélio, se refere ao povo não semita e inimigo dos hebreus que habitava a Filistéia, ou Palestina, desde o século XII a.C. Pejorativamente, é usado para definir pessoas incultas e cujos interesses são estritamente materiais, vulgares, convencionais. CTC</p>
<p>420 &#8211; <em>A divinis</em> = como uma divindade. CTC</p>
<p>425 &#8211; A Dança de São Guido, também conhecida como Coréia, é uma doença nervosa e reumática que provoca movimentos involuntários e irregulares &#8211; como caretas. O monastério de Echternach foi fundado por Santo Willibrord (658-739). CTC</p>
<p>427 &#8211; O vilão e filho bastardo do Conde de Gloucester se chama Edmundo, personagens de <em>Rei Lear</em>, de Shakespeare. CTC</p>
<p>428 &#8211; Segundo McVity, depois uma aproximação inicial com Sigmund Freud, Kraus acabou se tornando um dos críticos contemporâneos mais amargos da psicanálise. Em troca, os psicanalistas ridicularizaram Kraus e seus seguidores, tachados de sádicos. CTC</p>
<p>437 &#8211; Jogo de palavras entre <em>Leben</em> (vida) e <em>Nebel</em> (névoa). (Nota da edição brasileira)</p>
<p>451 &#8211; Referências aos livros <em>Os Bandoleiros</em>, de Schiller e <em>Gotz von Berlichigen</em>, de Goethe.  A frase de Gotz, numa tradução livre do inglês, é essa:  “Diga isso ao capitão: como sempre, eu tenho todo o respeito por sua Majestade Imperial. Mas por ele,  diga a ele que ele pode me puxar o saco”. CTC</p>
<p>452 &#8211; Jogo de palavras entre <em>Einheit</em> (unidade) e <em>Unreinheit</em> (sujidade). (Nota da edição brasileira)</p>
<p>454 &#8211; Em alemão, Kommis significa também caixeiro, empregado de comércio. (Nota da edição brasileira)</p>
<p>455 &#8211; McVity diz que Kraus refere-se a Heinrich Heine (1797-1856), poeta, jornalista e satírico alemão, e que ambos, Kraus e Heine, provêm de famílias de negócios e se dedicaram às letras, mas Heine faliu como empresário antes de ir para a universidade. CTC</p>
<p>456 &#8211; Nobre teutônico da mitologia germânica, um órfão que se transformou em herói, Siegfried, entre outras façanhas, matou o dragão que guardava o tesouro dos Nibelungos. Para ficar invulnerável, untou o corpo com o sangue do dragão, exceto num ponto das costas. (Nota da edição brasileira e de CTC)</p>
<p>461 &#8211; Procusto é personagem da mitologia grega. Possuía uma cama de ferro feita em função de suas medidas. Seus hóspedes eram convidados a se deitarem nela. Se eram maiores do que a cama, Procusto amputava do hóspede o que sobrava. Se eram menores, ele esticava-os até caberem na medida. Capturado por Teseu, foi preso lateralmente na cama e perdeu a cabeça e os pés, do mesmo jeito que fazia com seus hóspedes.</p>
<p>466 &#8211; A cidade de Messina, na Sicília, foi arrasada por terremotos em 1783 e 1908.</p>
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		<title>Exemplos de moral provisória</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.
Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.</p>
<p>Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. Além de prefácio de André Lemos, da UFBa, e apresentação de Dimas A. Künsch, da Cásper, o livro é composto de 18 textos de autores distintos.</p>
<p>O índice e a biografia dos autores revela a abrangência da obra:</p>
<p>Primeira parte: Esfera pública interconectada: processos discursivos e contextos de interação</p>
<p>1. &#8220;Os deuses voltam à cena: ciberespaço, razão e delírio&#8221;, por Dimas A. Künsch &#8211; da Cásper Líbero;<br />
2. &#8220;Esfera pública e os media na trajetória de pensamento de Jürgen Habermas&#8221;, por Rousiley C. M. Maia &#8211; da UFMG;<br />
3. &#8220;Esfera pública interconectada, blogosfera e redes sociais&#8221;, por Sergio Amadeu da Silveira &#8211; da Cásper;<br />
4. &#8220;Trocas simbólicas no ciberespaço e os processos de construção de esferas públicas interconectadas&#8221;, por Liráucio Girardi Júnior &#8211; da Cásper;<br />
5. &#8220;Opinião pública e conversação cívica&#8221;, por Heloiza Matos &#8211; da Cásper;<br />
6. &#8220;A argumentação na esfera pública: em busca da articulação discursiva e do entendimento entre atores plurais&#8221;, por Ângela Marques &#8211; da Cásper;<br />
7. &#8220;Mundo, mundo, vasto mundo da vida&#8230;&#8221; por Eugênio Bucci &#8211; da ECA/USP;<br />
8. &#8220;A diluição de fronteiras no campo da Comunicação em tempos de interculturalidade&#8221;, por Laan Mendes de Barros, da Cásper.</p>
<p>Segunda parte: 0 jornalismo e suas interfaces com o ciberespaço, o imaginário e a política</p>
<p>9. &#8220;Mídias sociais conectadas e jornalismo participativo&#8221;, por Walter Teixeira Lima Junior &#8211; da Cásper;<br />
10. &#8220;As mídias sociais e o ciberjornalismo: reconfiguração de vozes&#8221;, por Elizabeth Saad Corrêa &#8211; da ECA/USP;<br />
11. &#8220;Da esfera pública à blogosfera a partir da estética da comunicação&#8221;, por Luís Mauro Sá Martino &#8211; da Cásper;<br />
12. &#8220;Hipermídia, hiperlinguagem e imagem complexa no webjornalismo&#8221;, por Dulcília H. Schroeder Buitoni &#8211; da Cásper;<br />
13. &#8220;Enquetes e sondagens de opinião e a agenda de debates da ciberpolítica&#8221;, por Rosemary Segurado e Vera Chaia &#8211; ambas da PUC-SP;<br />
14. &#8220;A mídia e os acontecimentos de 1968: produção de sentido ou implosão?&#8221;, por Cláudio Novaes Pinto Coelho &#8211; da Cásper;<br />
15. &#8220;Rádio informativo e ecologia da comunicação:o Jornal da CBN como cenário de vinculação sociocultural&#8221;, por José Eugenio de Oliveira Menezes &#8211; da Cásper;<br />
16. &#8220;Jornalismo e imaginário: o lugar do universal&#8221;, por Marcia Benetti &#8211; UFRGS;<br />
17. &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;, por Caio Túlio Costa &#8211; Cáper &#8211; e<br />
18. &#8220;O ensino de jornalismo frente à realidade das novas tecnologias&#8221;, por Carlos Costa &#8211; da Cásper.</p>
<p>No seu artigo, Caio Túlio Costa aprofunda a questão específica da &#8220;moral provisória&#8221;, tema de sua tese de doutorado que se tranformou em livro (&#8221;Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória&#8221;, editado pela Zahar em 2009).</p>
<p>Os dois parágrafos iniciais, reproduzidos abaixo, dão o tom do texto que contém vários exemplos de moral provisória no jornalismo:</p>
<p>&#8220;A moral provisória é o jornalismo em estado puro. É uma maneira diferente de entender a profissão, fundada e mantida no imediatismo &#8211; cada vez mais no adiantado da hora. No jornalismo, a moral provisória é o instantâneo do profundo abismo entre os princípios e o dia a dia, entre o teórico e o prático, entre o ideal e a realidade. Ela se nutre do fosso entre o normativo e o funcional. Ela não existiria se não existissem meios escusos para fins nobres. Ela não existiria se não existissem interesses, ilegítimos ou legítimos, sejam individuais, empresariais ou institucionais. Se a moral provisória é usada por motivo honroso, mais assertivamente ainda ela pode ser provisoriamente enganadora, provisoriamente mentirosa, provisoriamente má – definitivamente destrutiva. A moral provisória nasce, cresce e floresce num paradoxo: constrói para destruir – destrói para construir. Justificativas de princípios morais valem para nortear idealmente a imprensa quando investiga um assunto, uma pessoa, uma empresa, uma instituição. Mas são desconsideradas na forma como a imprensa investiga, apura, decide – ela chega a usar ferramentas imorais no processo de captação da informação. Se o motivo é escuso, então, vai-se usar um código moral transitório para justificar o injustificável. Em ambos os momentos, a moral é provisória, interina, momentânea. E o jornalista, temporariamente, é autorizado a ser mau, hipócrita, enganador, mentiroso – o justiceiro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Se os profissionais puros, altruístas e de boa fé sustentam, antes de tudo, que o jornalismo deveria ser uma práxis ética (Bucci, 2002: 26), a indústria se planeja, se diz e se maquia exatamente como se a fosse. Ela nunca reconhece ter a moral provisória como recurso. Não. Em público, normativamente, a indústria da notícia se apresenta como a campeã da virtude moral. Mas desanca essa práxis nos bastidores, naquilo que não é escrito nem mostrado, naquilo que está subjacente à investigação, na manipulação e na reutilização da idéia da moral conforme a necessidade, o momento, a situação; para significar isso ou aquilo porque o “interesse público” sempre fala mais alto. Mas o que é interesse público? Quem define o interesse público? A direção da empresa de comunicação? O ocupante do governo da ocasião? O deputado, o empresário, o editor da publicação, o leitor, o consumidor?&#8221;</p>
<p>O livro pode ser encontrado nas boas livrarias e se mostrou desde o primeiro momento indispensável para quem se interessa por comunicação e, em especial, pelo jornalismo em época de grandes trannfor,ações comandadas pela tecnologia.</p>
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		<title>Ética e mídia em debate em Rio Preto</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 13:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro 
O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.
O jornalista abordou temas referentes ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Caio Túlio Costa fez palestra na Bienal do Livro </strong></p>
<p>O jornalista e professor proferiu palestra no espaço &#8220;Palavra&#8221; da Bienal do Livro de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A palestra foi no domingo, 2 de maio, das 10 às 12 horas, parte da programação da quarta edição da Bienal.</p>
<p>O jornalista abordou temas referentes ao seu livro <em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em> (Zahar) e os debateu com a platéia.</p>
<p>Discutiu conceitos de moral e ética, realizou exercícios de entendimento de linguagem com os participantes e mostrou os desafios que as novas mídias acrescentam à indústria da comunicação &#8211; com exemplos de como os novos meios digitais estão transformando radicalmente a comunicação.</p>
<p><em>Da Agência Bom Dia, divulgado em 12/04/10 às 17h23: </em></p>
<p><strong>4ª Bienal do Livro de Rio Preto já tem programação </strong><br />
A 4ª Bienal do Livro de Rio Preto já está com a grade de programação definida. O evento será realizado de 30 de abril a 9 de maio, no Centro de Educação, Cultura e Artes da Swift.</p>
<p>Nesta edição da Bienal, &#8220;Palavra&#8221; é o tema da feira literária. O evento contará com seis espaços: Palavra Escrita, Palavra Exposta, Palavra Em Cena, Palavra Lúdica, Palavra Filmada e Palavra Sensorial.</p>
<p>O Palavra Escrita, montado no graneleiro da Swift, reúne 70 estandes de editoras e livrarias, dois de autores locais e um da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura.</p>
<p>O <strong>Palavra Exposta</strong>, que ficará no auditório da Swift, é um espaço voltado para palestras com escritores de projeção nacional e internacional. O espaço receberá: Gabriel Chalita, <strong>Caio Túlio Costa</strong>, Joãosinho Trinta, Daniel Piza, Célio Turino, Pedro Bandeira, Gentil de Faria, Ignácio de Loyola Brandão, Augusto Cury, Rosely Sayão, Pasquale Cipro Neto, José Roberto Torero, Márcia Tiburi, Romildo Sant’Anna, Moacyr Scliar, Mário Prata, Maurício Kubrusly. Terá ainda uma mesa redonda com os autores Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches, da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura. A mediação das palestras será feita por David Oscar Vaz.</p>
<p>Também integra a grade de programação do Palavra Exposta, a III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras, nos dias 7 e 8 de maio.</p>
<p>Já o espaço Palavra Em Cena é destinado à leitura e/ou encenação de obras literárias por atores. Participam desta atividade os atores Rosaly Papadopol, Hélio Cícero, Pascoal da Conceição, João Paulo Lorenzon e Antônio Calloni, este último fazendo leitura de seus textos.</p>
<p>Para as crianças, a Bienal tem o espaço Palavra Lúdica, onde acontecerão oficinas, leitura de obras infantis e apresentações de teatro e música. As atividades ficarão por conta de: Ingrid Biesemeyer, Cia. da Casa Amarela, Preto Moreno, Mileny Goto, Hamilton Pereira, Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular, Cia. Teatral Poleiro dos Anjos, Cia. da Boca e Maritza Nuñez. Mais o grande destaque será a presença de Zé do Caixão, no dia 8 de maio, às 14h30, fazendo leitura de contos infantis.</p>
<p>No Palavra Filmada, espaço destinado para a sétima arte, serão exibidos filmes adaptados de obras literárias brasileiras, tais como “Tieta do Agreste”, “O Grande Mentecapto”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”.</p>
<p>Para finalizar, o Palavra Sensorial, montado no Anfiteatro da Represa, será o palco de atrações artísticas. O espaço receberá as apresentações da Cia. Manoel Kobachuk, Adriana Calcanotto, Vânia Bastos, Missão Resgate, Escola Viva, Projeto Guri, Aprodança, Casa do Hip Hop, Tunai e Wagner Morais &amp; Lívia Maria.</p>
<p>Programação da 4ª Bienal do Livro<br />
• 30 de Abril &#8211; Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Pai do Mato” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
20h – “Adriana Partimpim–Dois é Show” – Adriana Calcanhotto (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 1º de Maio – Sábado<br />
9h30 – Palestra “Pedagogia da Gentileza” – Gabriel Chalita (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “Tocar na Banda” – Vânia Bastos (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – Leitura: “As Várias Faces de Hilda Hilst” – Rosaly Papadopol (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 2 de Maio – Domingo<br />
10h – Palestra “Ética e Mídia” – Caio Túlio Costa (Palavra Exposta)<br />
14h30 – “Leitura de Poemas” – Antônio Calloni (Palavra Em Cena)<br />
15h – Palestra “Pobre Gosta de Luxo, Quem Gosta de Miséria é Intelectual” – Joãosinho Trinta (Palavra Exposta)</p>
<p>• 3 de Maio – Segunda-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Traquinagens” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Música Poesia – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Oficina “O Dia do Saci: Contos e Curiosidades” – Hamilton Pereira (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Nabuco e a Civilização Brasileira” – Daniel Piza (Palavra Exposta)<br />
19h – Mesa Redonda “Fontes da Criação Literária” – Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D’Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação musical” – Escola Viva (Palavra Sensorial)<br />
20h30 – “Meninos de Ouro” – Missão Resgate (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)</p>
<p>• 4 de Maio – Terça-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Magia Musical” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Quebra-Cabeças dos Contos de Fadas” – Ingrid Biesemeyer (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – Espetáculo “Candim” – Cia. da Casa Amarela (Palavra Lúdica)<br />
16h – Palestra “Ponto de Cultura &#8211; O Brasil de Baixo Para Cima” – Célio Turino (Palavra Exposta)<br />
19h – Palestra “Como Conquistar Quem Não Gosta de Ler” – Pedro Bandeira (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Apresentação de dança” – Aprodança (Palavra Sensorial)<br />
20h – Filme: “O Grande Mentecapto” – Direção Oswaldo Caldeira (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “A Palavra Poética em Cena” – Hélio Cícero (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 5 de Maio – Quarta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Música Maestro” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “A História do Livro no Brasil” – Gentil<br />
10h – Espetáculo “De onde veio a palavra que veio da palavra de onde veio” – Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular (Palavra Lúdica)<br />
15h30 – “Música Poesia” – Maritza Nuñez (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “Processo de Criação: Inspiração existe? Qual o papel do professor na formação do autor e do leitor?” – Ignácio de Loyola Brandão (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Mostra Regional” – Projeto Guri (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Código da Inteligência – A Excelência Profissional e Emocional” – Augusto Cury (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Direção André Klotzel (Palavra Filmada)</p>
<p>• 6 de Maio – Quinta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo “Menino, Vou Te Contá!” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Oficina “Brincando de Ilustrar” – Mileny Goto (Palavra Lúdica)<br />
15h – Palestra “Valores e Competências da Educação Familiar e da Escolar” – Rosely Sayão (Palavra Exposta)<br />
15h30 – “Palavra Sonora” – Preto Moreno (Palavra Lúdica)<br />
18h – Palestra “A Nossa Língua” – Pasquale Cipro Neto (Palavra Exposta)<br />
19h30 – “Hip Hop Classic” – Casa do Hip Hop (Palavra Sensorial)<br />
20h – Palestra “O Velho, o Novo e os Novíssimos Testamentos” – José Roberto Torero (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Quincas Borba” – Direção Roberto Santos (Palavra Filmada)<br />
20h30 – Leitura: “Memórias do Mundo: Um Olhar sobre Borges” – João Paulo Lorenzon (Palavra Em Cena)</p>
<p>• 7 de Maio – Sexta-feira<br />
8h e 14h – Espetáculo &#8220;Respeitável Público” – Cia. Manoel Kobachuk (Palavra Sensorial)<br />
10h – Palestra “Filosofia e Literatura” – Márcia Tiburi (Palavra Exposta)<br />
10h – Espetáculo “A Mulher Que Matou os Peixes” – Cia. Teatral Poleiro dos Anjos (Palavra Lúdica)<br />
11h30 às 12h30 – III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Abertura Solene e Apresentação das escritoras (Palavra Exposta)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Mônica López Bordón, Isabel Hernandez, Alicia Torres, Leonor Scliar e Bella Ventura. Mediadora: Nilce Lodi (Palavra Exposta)<br />
15h30 – Espetáculo “A Princesa Diva, Adivinha” – Cia. da Boca (Palavra Lúdica)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Homenagem a Raquel de Queiroz (Lounge do Palavra Exposta)<br />
18h30 – Palestra “Estética da Oralidade: Literatura Oral Popular” – Romildo Sant’Anna (Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “Criação Literária” – Moacyr Scliar (Palavra Exposta)<br />
20h – Filme: “Tieta do Agreste” – Direção Cacá Diegues (Palavra Filmada)<br />
20h – Show “Nordeste Aqui” – Wagner Morais &amp; Lívia Maria (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 8 de Maio – Sábado<br />
10h às 13h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Eliane Potiguara, Amanda Pedroso, Araceli Otamendi e Cristina De La Concha. Mediadora: Nilsa Amaral. (Palavra Exposta)<br />
14h30 – Leitura de Contos Infantis – Zé do Caixão (Palavra Lúdica)<br />
15h às 18h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Palestras com Vidaluz Meneses, Lara Moreno, Niminon Suzel Pinheiro e Glória Davila (Palavra Exposta)<br />
18h às 20h &#8211; III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras – Café Literário e Encerramento (Lounge do Palavra Exposta)<br />
20h – Palestra “O Ofício do Escritor e a Literatura Policial” – Mário Prata (Palavra Exposta)<br />
20h – Show “25&#8230; ou Mais” Acústico – Tunai (Palavra Sensorial)</p>
<p>• 9 de Maio – Domingo<br />
14h – Palestra “Me Leva Mundão” – Maurício Kubrusly (Palavra Exposta)<br />
15h – Leitura: “Os Sertões: a Terra, o Homem, a Luta” – Pascoal da Conceição (Palavra Em Cena)</p>
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		<title>&#8220;Encontro com gigantes&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja entrevista de Caio Túlio Costa dada a Lorena Calabria, apresentadora do programa de rádio Encontro com Gigantes. A gravação foi feita em 21 de janeiro de 2010.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gnb5tmSAP-U&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Uma revolução de fato</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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Costa proferiu a palestra &#8220;Uma revolução de fato&#8221; no auditório da Fundação Cesp, em São Paulo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Caio Túlio Costa abriu nesta quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010, o programa anual de debates &#8220;Diálogos MVL&#8221;, promovido pela agência de comunicação <a href="http://www.mvl.com.br/" target="_blank">MVL</a>, de São Paulo.</p>
<p>Costa proferiu a palestra &#8220;Uma revolução de fato&#8221; no auditório da <a href="http://www.prevcesp.com.br/wps/portal" target="_blank">Fundação Cesp</a>, em São Paulo.</p>
<p>Teve como platéia e dialogantes o público da área de comunicação de empresas da Cesp, da própria MVL e clientes da MVL.</p>
<p>Costa mostrou como as mudanças nas comunicações estão se dando de uma forma estrutural e significam uma verdadeira revolução nos hábitos das pessoas e na maneira tradicional de se fazer comunicação.</p>
<p>Numa abrangente exposição sobre essa nova realidade, demonstrou que tanto os indivíduos quanto as instituições e empresas agora têm um inegável &#8220;poder de mídia&#8221;.</p>
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		<title>Entrevista ao Rede Mídia, de Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 17:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja abaixo entrevista de Caio Túlio Costa ao programa Rede Mídia, da Rede Minas, com apresentação de Rogério Faria Tavares. A entrevista foi ao ar dia 21 de janeiro de 2010.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IOGr6RjRYTQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/IOGr6RjRYTQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Para professor,&#8221;STF confundiu conceitos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 13:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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Segundo Caio Túlio, negar recurso ao &#8216;Estado&#8217; mostra entendimento errôneo sobre liberdade de imprensa
Por Moacir Assunção
O jornalista e professor de ética jornalística da Faculdade Cásper Líbero, Caio Túlio Costa, viu com &#8220;enorme estranheza&#8221; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou provimento ao recurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em O Estado de S. Paulo de 15/12/2009, pág. A8</em></p>
<p><strong>Segundo Caio Túlio, negar recurso ao &#8216;Estado&#8217; mostra entendimento errôneo sobre liberdade de imprensa</strong></p>
<p>Por Moacir Assunção</p>
<p>O jornalista e professor de ética jornalística da Faculdade Cásper Líbero, Caio Túlio Costa, viu com &#8220;enorme estranheza&#8221; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou provimento ao recurso do Estado contra a censura imposta pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). &#8220;A decisão, na verdade uma não-decisão, é de uma estultice tão grande que fico em dúvida se os ministros conhecem a Constituição, o que é grave para membros do STF. Eles fizeram uma enorme confusão de conceitos e demonstraram um entendimento errôneo sobre o que é liberdade de imprensa&#8221;, afirmou, indignado.</p>
<p>O conceito de liberdade de imprensa, afirma o jornalista, está perfeitamente delineado na própria Constituição e não pode ser limitada por decisões judiciais. &#8220;Se um órgão de imprensa tem condições técnicas para divulgar uma determinada notícia, subentende-se que ele é plenamente responsável por isso. Nesse caso, eventuais prejudicados pela divulgação devem buscar reparação nos tribunais, como é, aliás, em todo o mundo.&#8221;</p>
<p>Em sua visão, o STF fez um julgamento que os próprios ministros viram como técnico, mas resvalou no mérito, a julgar pelos pronunciamentos dos cinco que foram responsáveis pela vitória da tese do relator, ministro Cezar Peluso, ante os três que se posicionaram contrários. &#8220;O ministro Gilmar Mendes disse que a Justiça pode impedir, a priori, a publicação de reportagens. Ora, não há sentido algum em sua fala, já que se há problemas com a reportagem o pedido de reparação virá posteriormente, para que não se instale a censura prévia&#8221;, criticou.</p>
<p>CONFUSÃO</p>
<p>Para o jornalista, primeiro ombudsman da Folha de S. Paulo, as declarações do presidente do STF demonstram confusão entre os conceitos constitucionais de liberdade de imprensa e direito à privacidade. &#8220;Se um processo corre em segredo de Justiça, é função de seus guardiães, os órgãos públicos, mantê-lo. Caso a informação chegue a um meio de comunicação, ele tem o direito e o dever de publicar todas as notícias, afinal de contas, esse é o seu papel&#8221;, afirmou.<br />
Ele disse concordar com a fala do decano do STF, ministro Celso de Mello, segundo quem, &#8220;o poder geral da cautela é o novo nome da censura em nosso país&#8221;. &#8220;Os três ministros que foram contrários à tese vencedora &#8211; Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia e Mello &#8211; demonstraram um discurso coerente com o texto constitucional ao rejeitar a censura prévia, mesmo que via Judiciário.&#8221;</p>
<p>Desde o dia 31 de julho, o Estado está proibido de publicar informações sobre a operação da Polícia Federal, que investigou e indiciou por vários crimes o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p><strong>FRASE</strong></p>
<p>Caio Túlio Costa, Professor de Ética Jornalística:</p>
<p>&#8220;O ministro Gilmar Mendes disse que a Justiça pode impedir, a priori, a publicação de reportagens. Ora, não há sentido algum em sua fala, já que se há problemas com a reportagem o pedido de reparação virá posteriormente, para que não se instale a censura prévia&#8221;</p>
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