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	<title>Caio Túlio Costa &#187; Nova Mídia</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>O Príncipe Eletrônico</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
		<category><![CDATA[Gramsci]]></category>
		<category><![CDATA[maquiavel]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado in IANNI, Octavio. Enigmas da modernidade-mundo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003
Na história da política, vista como teoria e prática, há muitos “prín­cipes”. Sucedem-se e convivem nas mais diversas situações, épocas e regiões: na monarquia e na república, na democracia e na tirania, na guerra e na paz, na revolução e na contra-revolução. Podem ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado in IANNI, Octavio. <em>Enigmas da modernidade-mundo</em>. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003</p>
<p>Na história da política, vista como teoria e prática, há muitos <em>“</em>prín­cipes<em>”</em>. Sucedem-se e convivem nas mais diversas situações, épocas e regiões: na monarquia e na república, na democracia e na tirania, na guerra e na paz, na revolução e na contra-revolução. Podem ser líder, caudilho, patriarca, ditador, presidente ou dirigente, civil, militar, religioso, intelectual. Há também mulheres, ainda que, em sua maio­ria, tenham sido homens. Mas podem ser brancos, amarelos, negros, mestiços, ocidentais, orientais, africanos, latino-americanos. Em ge­ral, inspiram-se em modelos teóricos ou práticos, reais ou imaginá­rios, ocidentais, europeus ou norte-americanos. Em muitos, predomi­na algo de ocidentalismo, sempre mesclado com localismo, tribalismo ou nacionalismo. Todos batalham o público e o privado, a ordem e o progresso, a tradição e a modernidade, a vocação e a missão, a sobe­rania e a hegemonia, a biografia e a história, o literal e o metafórico. Sim, o <em>“</em>príncipe<em>”</em> tem sido uma figura importante na teoria e prática da política. Sob diferentes denominações e adquirindo distintas figu­rações, aparece em toda a história dos tempos modernos.</p>
<p>O <em>príncipe </em>de Maquiavel, com o qual se inaugura no século XVI o pensamento político moderno, é a sua expressão mais conhecida, notável, influente e controvertida. São muitos os pensadores que dia­logam aberta ou veladamente com esse <em>“</em>tipo ideal<em>”</em> ou <em>“</em>arquétipo<em>”</em> da teoria e da história. Ou então, há muitos textos de política que foram e continuam a ser lidos e discutidos tendo-o como referência. Sem esquecer que têm sido numerosos os governantes e candidatos a governantes que tomam o livro de Maquiavel como leitura ocasional ou freqüente. Provavelmente todos, pensadores e governantes, bus­cam esclarecer o enigma do contraponto <em>fortuna </em>e <em>virtù. </em>Buscam criar, desenvolver ou inventar a sua <em>virtù, </em>simultaneamente ao empe­nho de descobrir como se constituem, formam e transformam as con­dições político-econômicas e socioculturais, ou os jogos das forças sociais que constituem a fortuna. Em todos os casos, estão em causa as figuras e as figurações possíveis e impossíveis do príncipe, como dirigente, governante, tirano, presidente, monarca ou patriarca. Na medida em que se realiza como príncipe, este se mostra preparado para pensar e decidir, negociar e dirigir, administrar e agir, conciliar e dividir, premiar e punir, constituindo-se simultaneamente como sím­bolo ou emblema, para uns e outros, indivíduos e coletividades, popu­lação e povo, setores sociais e sociedade, nacionais e estrangeiros.</p>
<p>Muito tempo depois, no século XX, Gramsci formula a teoria do <em>Moderno príncipe, </em>isto é, do partido político como intérprete e con­dutor de indivíduos e coletividades, grupos e classes sociais. O moder­no príncipe é, simultaneamente, <em>“</em>intelectual coletivo<em>”</em>, capaz de inter­pretar tanto os seguidores do partido como os outros setores da socie­dade, indiferentes e adversários. Nesse sentido, o moderno príncipe se revela capaz de construir, realizar e desenvolver a hegemonia de um projeto de Estado-Nação, envolvendo a organização, o desenvolvi­mento ou a transformação da sociedade.</p>
<p>Tanto no que se refere a O <em>príncipe, </em>de Maquiavel como a O <em>mo­derno principe, </em>de Gramsci, estão em causa figuras e figurações fun­damentais da política. Tudo o que pode ser específico da política neles se polariza, sintetiza ou galvaniza. Nesse sentido é que, em última instância, esses tipos ideais ou arquétipos estão referidos à capacidade de construir hegemonias, simultaneamente à organização, consolidação e desenvolvimento de soberanias.</p>
<p>Sim, é possível encontrar ressonâncias do príncipe maquiavélico no moderno príncipe gramsciano. Mas é inegável que os dois <em>“</em>tipos ideais<em>”</em> ou <em>“</em>arquétipos<em>”</em> apanham aspectos fundamentais da política como teoria e prática. Respondem a diferentes desafios histórico-sociais, próprios de cada época. Implicam diferentes avaliações sobre o dirigente e as condições de sua atuação, vistos em suas especificida­des e em suas inter-relações, tensões e acomodações, contradições e dissociações. Mas sintetizam algo da essência da política, ao ressaltar como fundamentais as categorias <em>hegemonia </em>e <em>soberania. </em></p>
<p>O dilema que se coloca, no entanto, é o de se saber se no fim do século XX continuam convincentes os emblemas, tipos ou arquétipos formulados por Maquiavel e Gramsci; sem esquecer que essas figuras e figurações ocorrem em outros autores, ainda que em outras lingua­gens e diferentes perspectivas teóricas. Reconhecendo-se que são outros os desafios histórico-sociais da globalização em curso no fim do século XX, cabe perguntar se hegemonia e soberania, compreen­dendo líder e seguidores, dirigentes e subalternos, aliados e adversá­rios, ou <em>virtù </em>e fortuna, ainda têm algo, muito ou nada a ver com um, outro ou ambos os príncipes. Nesse sentido, cabe perguntar se a crise que parece atingir duramente um e outro príncipe não acaba por colo­car em causa o que se poderia entender por hegemonia e soberania, tanto quanto <em>virtù </em>e fortuna, bem como outras categorias <em>“</em>clássicas<em>”</em> da política.</p>
<p>No fim do século XX, há sérios indícios de que os <em>“</em>príncipes<em>”</em> de Maquiavel e Gramsci, assim como outros teóricos da Política, enve­lheceram, exigem outras figurações ou simplesmente se tornaram ana­crônicos. Na época da globalização, alteram-se quantitativa e qualita­tivamente as formas de sociabilidade e os jogos das forças sociais, no âmbito de uma configuração histórico-social da vida, trabalho e cultura na qual as sociedades civis nacionais se revelam províncias da sociedade civil mundial em formação. Nessa época, as tecnologias ele­trônicas, informáticas e cibernéticas impregnam crescente e generalizadamente todas as esferas da sociedade nacional e mundial; e de modo particularmente acentuado as estruturas de poder, as tecnoestruturas, os <em>think-tanks, </em>os <em>lobbies, </em>as organizações multilaterais e as corporações transnacionais, sem esquecer as corporações da mídia. Esse pode ser o clima em que se forma, impõe e sobrepõe O <em>príncipe eletrônico, </em>sem o qual seria difícil compreender a teoria e a prática da política a na época da globalização.</p>
<p>Já não se trata mais apenas do <em>“</em>quarto poder<em>”</em>, do qual se come­çou a falar no século XIX. Trata-se de um desenvolvimento novo, intenso e generalizado, abrangente e predominante da mídia no âmbi­to de tudo o que se refere à política. Um predomínio que desafia os clássicos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, assim como o partido político, o sindicato, o movimento social e a corrente de opi­nião pública.</p>
<p>Na época da globalização, modificam-se mais ou menos radical­mente as condições sob as quais se desenvolve a teoria e a prática da política. Em primeiro lugar, a globalização do capitalismo, como modo de produção e processo civilizatório, propicia o desenvolvimen­to de relações, processos e estruturas de dominação política e apro­priação econômica de alcance mundial. Alteram-se as formas de socia­bilidade e os jogos das forças sociais, no âmbito de uma vasta, comple­xa e contraditória sociedade civil mundial em formação. Isto significa a emergência e dinâmica de grupos sociais, classes sociais, estruturas de poder, acomodações, tensões e lutas em escala mundial. Em segun­do lugar, no bojo desse mesmo processo de globalização político-eco­nômica e sociocultural, desenvolvem-se tecnologias eletrônicas, infor­máticas e cibernéticas que agilizam, intensificam e generalizam as arti­culações, as integrações, as tensões, os antagonismos, as fragmenta­ções e as mudanças socioculturais e político-econômicas, pelos quatro cantos do mundo. Em terceiro lugar, e simultaneamente a todos os desenvolvimentos, nexos, contradições e transformações em curso, desenvolve-se uma nova configuração histórico-social de vida, traba­lho e cultura, desenhando uma totalidade geoistórica de alcance glo­bal, compreendendo indivíduos e coletividades, povos, nações e nacio­nalidades, culturas e civilizações. Esse é o novo e imenso palco da his­tória, no qual se alteram mais ou menos radicalmente os quadro sociais e mentais de referência de uns e outros, em todo o mundo.</p>
<p>Esse é o novo, imenso, complexo e difícil palco da política com teoria e prática. Aí as instituições <em>“</em>clássicas<em>”</em> da política estão sendo desafiadas a remodelar-se, ou a ser substituídas, como anacronismos, já que outras e novas instituições e técnicas da política estão sendo criadas, praticadas e teorizadas. Em lugar de O <em>príncipe </em>de Maquiavel e de O <em>moderno príncipe </em>de Gramsci, assim como de outros <em>“</em>prínci­pes<em>”</em> pensados e praticados no curso dos tempos modernos, cria-se O <em>príncipe eletrônico, </em>que simultaneamente subordina, recria, absorve ou simplesmente ultrapassa os outros.</p>
<p>Para Maquiavel, o príncipe é uma pessoa, uma figura política, o líder ou <em>condottiere, </em>capaz de articular inteligentemente suas qualida­des de atuação e liderança <em>(virtù) </em>e as condições sociopolíticas <em>(fortu­na) </em>nas quais deve atuar. A <em>virtù </em>é essencial, mas defronta-se todo o tempo com a fortuna, que pode ser ou não favorável, podendo ser tão adversa que a <em>virtù </em>não encontra possibilidades de realizar-se. Mas a fortuna pode ser influenciada pelo descortino, a atividade e a diligên­cia do príncipe.</p>
<p><em>“</em>Nos principados inteiramente novos, onde haja um novo prínci­pe, se encontra dificuldade maior ou menor para mantê-los, conforme tenha mais ou menos predicados <em>(virtù) </em>aquele que os conquista. E como o fato de passar alguém de particular a príncipe pressupõe valor <em>(virtù) </em>ou fortuna, é de crer que uma ou outra dessas duas coisas ate­nue em parte muitas dificuldades &#8230; Os estados rapidamente surgidos, como todas as outras coisas da natureza que nascem e crescem depres­sa, não podem ter raízes e as aderências necessárias para a sua conso­lidação. Extingui-Ios-á a primeira borrasca, a menos que, como se dis­se acima, os seus fundadores sejam tão virtuosos <em>(virtùosi), </em>que sai­bam imediatamente preparar-se para conservar o que a fortuna lhes concedeu e lancem depois alicerces idênticos aos que os demais prín­cipes construíram antes de tal se tornarem&#8230; Para que não se anule o nosso livre-arbítrio, eu, admitindo embora que a fortuna seja dona da metade das nossas ações, creio que, ainda assim, ela nos deixa senho­res da outra metade ou pouco menos. Comparo a fortuna a um daqueles rios, que quando se enfurecem, inundam as planícies, derri­bam árvores e casas, arrastam terra de um ponto para pô-la em outro: diante deles não há quem não fuja, quem não ceda ao seu impulso, em meio algum de lhe obstar. Mas, apesar de ser isso inevitável, nada impediria que os homens, nas épocas tranqüilas, construíssem diques e canais, de modo que as águas, ao transbordarem do seu leito, cor­ressem por estes canais ou, ao menos, viessem com fúria atenuada, produzindo menores estragos. Fato análogo sucede com a fortuna, a qual demonstra todo o seu poderio quando não encontra ânimo <em>(virtù) </em>preparado para resistir-lhe e, portanto, volve os seus ímpetos para os pontos onde não foram feitos diques para contê-la&#8230; Creio que isto é suficiente para demonstrar, em tese, a possibilidade de nos opormos à fortuna&#8230; Concluo, por conseguinte, que os homens prosperam quando a sua imutável maneira de proceder e as variações da fortuna se harmonizam, e caem quando ambas as coisas divergem.<em>”</em> (1)</p>
<p>Para Gramsci, o moderno príncipe já não é uma pessoa, figura política, líder ou <em>condottiere, </em>visto como personificação, síntese e gal­vanização da política, mas uma organização. É o partido político, no qual se combinam e fertilizam-se as capacidades de uns e outros, líde­res e seguidores, de tal modo que a interpretação e atividade inteligen­tes, diante do jogo das forças sociopolíticas, cabe a ele. Enquanto moderno príncipe, já que se cria no âmbito da sociedade de classes, burguesa, capitalista, o partido político pode realizar a metamorfose essencial das inquietações e reivindicações sociais, em sentido amplo, em política, como programa de organização, atuação, conquista do poder e preservação deste. Cabe ressaltar aqui que a teoria de Gramsci diz respeito ao partido político empenhado em expressar as inquietações e as reivindicações dos seus seguidores; mas, simultanea­mente, capaz de interpretar as inquietações e reivindicações dos outros setores da sociedade. Quando se trata de luta pela conquista do poder, no entanto, seu objetivo principal, mais ambicioso, é o desafio de construir hegemonia alternativa, na qual se expressam as classes e os grupos sociais subalternos em luta para realizar sua von­tade coletiva nacional-popular, alcançando a soberania.</p>
<p><em>“</em>O moderno príncipe, o mito-príncipe, não pode ser uma pessoa real, um indivíduo concreto; só pode ser um organismo; um elemento complexo da sociedade no qual já tenha se iniciado a concretização de uma vontade coletiva reconhecida e fundamentada parcialmente na ação. Este organismo já é determinado pelo desenvolvimento históri­co, é o partido político: a primeira célula na qual se aglomeram ger­mes de vontade coletiva que tendem a se tornar universais e totais&#8230; É preciso também definir a vontade coletiva e a vontade política em geral no sentido moderno; a vontade como consciência atuante da necessidade histórica, como protagonista de um drama histórico real e efetivo&#8230; A formação de uma vontade coletiva nacional-popular é impossível se as grandes massas dos camponeses cultivadores não irrompem <em>simultaneamente </em>na vida política&#8230; Uma parte importante do moderno príncipe deverá ser dedicada à questão de uma reforma intelectual e moral, isto é, à questão religiosa ou de uma concepção do mundo&#8230; Estes dois pontos fundamentais: formação de uma vontade coletiva nacional-popular, da qual o moderno príncipe é ao mesmo tempo o organizador e a expressão ativa e atuante, e reforma intelec­tual e moral, deveriam constituir a estrutura do trabalho&#8230; Uma refor­ma intelectual e moral não pode deixar de estar ligada a um progra­ma de reforma econômica. E mais, o programa de reforma econômi­ca é exatamente o modo concreto através do qual se apresenta toda reforma intelectual e moral. O moderno príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, na medida em que seu desenvolvimento significa de fato que cada ato é conce­bido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso&#8230; O fato da hegemonia pressupõe indubitavelmente que se deva levar em con­ta os interesses e as tendências dos grupos sobre os quais a hegemonia será exercida; que se forme certo equilíbrio de compromisso, isto é, que o grupo dirigente faça sacrifícios de ordem econômico-corpora­tiva. Mas também é indubitável que os sacrifícios e o compromisso não se relacionam com o essencial, pois se a hegemonia é ético-políti­ca também é econômica; não pode deixar de se fundamentar na função decisiva que o grupo dirigente exerce no núcleo decisivo da atividade econômica.<em>”</em> (2)</p>
<p>Além de outros aspectos teóricos também importantes, é inegável que Maquiavel e Gramsci trabalham principalmente as categorias <em>hegemonia </em>e <em>soberania. </em>Em linguagens diversas, estas categorias rea­firmam-se como essenciais da política, em dois momentos particular­mente notáveis da história dos tempos modernos. Esses, e muitos outros criados ao longo dessa história, são príncipes da modernidade.</p>
<p>O <em>príncipe eletrônico, </em>no entanto, não é nem <em>condottiere </em>nem partido político, mas realiza e ultrapassa os descortinos e as atividades dessas duas figuras clássicas da política. O príncipe eletrônico é uma entidade nebulosa e ativa, presente e invisível, predominante e ubíqua, permeando continuamente todos os níveis da sociedade, em âmbito local, nacional, regional e mundial. É o <em>intelectual coletivo e orgânico </em>das estruturas e blocos de poder presentes, predominantes e atuantes em escala nacional, regional e mundial, sempre em conformi­dade com os diferentes contextos socioculturais e político-econômicos desenhados no novo mapa do mundo.</p>
<p>É óbvio que o príncipe eletrônico não é nem homogêneo nem monolítico, tanto em âmbito nacional como mundial. Além da com­petição evidente ou implícita entre os meios de comunicação de mas­sas, ocorrem freqüentes irrupções de fatos, situações, relatos, análises, interpretações e fabulações que pluralizam e democratizam a mídia. Sem esquecer que são inúmeros os intelectuais de todos os tipos, jor­nalistas, fotógrafos, cineastas, programadores, atores, entrevistado­res, redatores, autores, psicólogos, sociólogos, relações públicas, espe­cialistas em eletrônica, informática e cibernética e outros &#8211; que diver­sificam, pluralizam, enriquecem e democratizam a mídia. Há jornais, revistas, livros, rádios, televisões e outros meios que expressam for­mas e visões alternativas do que vai pelo mundo, desde o narcotráfico e o terrorismo transnacionais às guerras e revoluções, dos eventos mundiais da cultura popular aos movimentos globais do capital espe­culativo. Assim se enriquece o príncipe eletrônico, tornando-o mais sensível ao que vai pelo mundo, desde a perspectiva das classes e gru­pos sociais subalternos até a perspectiva das classes e grupos sociais predominantes.</p>
<p>Em geral, no entanto, o príncipe eletrônico expressa principalmen­te a visão do mundo prevalecente nos blocos de poder predominantes, em escala nacional, regional e mundial, habitualmente articulados.</p>
<p><em>“</em>Todo indivíduo, mesmo o que desfruta menor autonomia, acre­dita-se soberano nos domínios da sua consciência&#8230; A consciência foi, desde o princípio, produto da sociedade e continuará a sê-lo enquan­to existam homens, segundo Marx&#8230; A indústria da manipulação das consciências é uma criação dos últimos cem anos. Seu desenvolvimen­to tem sido tão rápido e tão diversificado que sua existência permane­ce ainda hoje incompreendida e quase incompreensível&#8230; Enquanto se discute com paixão e detalhadamente acerca dos novos meios técnicos &#8211; rádio, cinema, televisão, disco, CD, fax, internet e outros; enquan­to se estuda o poder da propaganda, de publicidade e das relações pú­blicas, a indústria da manipulação das consciências continua sem ser considerada em seu conjunto, como um todo&#8230; A indústria da mani­pulação das consciências nos vai constranger, em futuro muito próxi­mo, a que a consideremos uma potência radicalmente nova, em cres­cente desenvolvimento, impossível de ser medida com base nos parâ­metros disponíveis. Estamos ante a indústria chave do século XX.<em>”</em>(3)</p>
<p>No âmbito da mídia em geral, enquanto uma poderosa técnica social, sobressai a televisão. Trata-se de um meio de comunicação, informação e propaganda presente e ativo no cotidiano de uns e outros, indivíduos e coletividades, em todo o mundo. Registra e inter­preta, seleciona e enfatiza, esquece e sataniza o que poderia ser a reali­dade e o imaginário. Muitas vezes transforma a realidade, seja em algo encantado seja em algo escatológico, em geral virtualizando a realida­de em tal escala que o real aparece como forma espúria do virtual.</p>
<p><em>“</em>O predomínio dos papéis e do poder da televisão pode ser obser­vado desde a sua emergência, na era da comunicação global, como um <em>participante ativo nos eventos que ela empenhadamente &#8216;cobre&#8217;. </em>A televisão não pode mais ser considerada (se alguma vez o foi) mera observadora e repórter de eventos. Está intrinsecamente encadeada com estes eventos e tem se tornado claramente parte integral da reali­dade que noticia&#8230; As relações da imprensa, rádio e televisão com o sistema político são governadas, em cada país, pela natureza do siste­ma político e das normas que caracterizam sua cultura política. A estrutura sociopolítica e econômica das diferentes sociedades também determina a estrutura interna de seu sistema de mídia, os métodos de financiamento deste e, consequentemente, das relações intersistêmicas das diferentes organizações da mídia.<em>”</em> (4)</p>
<p>Um capítulo fundamental da <em>“</em>democracia eletrônica<em>”</em> envolve a convergência e a mobilização de mercado e <em>marketing, </em>mercadorias e idéias, opiniões e comportamentos, inquietações e convicções. São dimensões psicossociais, socioculturais e político-econômicas que podem polarizar-se em atividades e imaginários de indivíduos e cole­tividades. Traduzem-se também em opções, convicções e ações políti­cas, em geral influenciadas pela mídia eletrônica e impressa, destacan­do-se a televisiva.</p>
<p>Esse o contexto no qual também estão presentes as corporações transnacionais. Interessadas no comércio de mercadorias e na publici­dade, bem como na expansão dos mercados e no crescimento do con­sumo, elas se tornam agentes importantes, freqüentemente decisivo, do modo pelo qual se organizam, funcionam e expandem as novas tecnologias da comunicação. Sem esquecer que grande parte da mídia se organiza em corporações e, muitas vezes, faz parte de conglomerados também transnacionais. Há, portanto, toda uma vasta e comple­xa rede de articulações corporativas envolvendo mercados e idéias, mercadoria e democracia, lucratividade e cidadania.</p>
<p><em>“</em>A luta na qual estamos engajados é de natureza política e em âmbito político, mas ainda não está claro se o futuro será de liberda­de econômica, social, individual e política&#8230; O sucesso na política não é mágico. Nossos inimigos não são mais inteligentes do que nós e não são super-homens. Se formularmos uma interpretação política, deve­ríamos eleger alguns objetivos políticos&#8230; Sinto que é essencial que as firmas multinacionais que estão sendo criticadas criem um grupo organizado de profissionais talentosos e experientes. Assim, quando necessário, consultores especiais, alheios às relações públicas cotidia­nas da firma, podem concentrar seus esforços em questões políticas enfrentadas pelas multinacionais. Na busca de uma receptividade pública e na eliminação da atitude crítica, as firmas multinacionais têm uma arma valiosa a seu dispor: a publicidade e a movimentação de pessoal em campo&#8230; Precisamos reativar nossas tradicionais asso­ciações profissionais, ou olhar além delas, por novos aliados, em asso­ciações de camponeses, trabalhadores e proprietários de pequenos negócios, muitos dos quais têm sido suspeitosos do capitalismo mul­tinacional, com boas razões. Precisamos afirmar o interesse comum de todas as instituições que criam riqueza: grandes e pequenas, priva­das e governamentais, nacionais e multinacionais. Em síntese, precisa­mos afirmar o pluralismo e a diversidade da condição humana, um exemplo que é dado pela democracia tanto quanto pelo livre mercado de mercadorias e idéias. O capitalismo multinacional nunca deve apa­recer como um rival dominador, relativamente aos interesses locais, nacionais ou tribais.<em>”</em> (5)</p>
<p>O que singulariza a grande corporação da mídia é que ela realiza limpidamente a metamorfose da mercadoria em ideologia, do merca­do em democracia, do consumismo em cidadania. Realiza limpida­mente as principais implicações da indústria cultural, combinando a produção e a reprodução cultural com a produção e reprodução do capital; e operando decisivamente na formação de <em>“</em>mentes<em>”</em> e <em>“</em>cora­ções<em>”</em> em escala global.</p>
<p><em>“</em>As mudanças que abalam o mundo criam insegurança. Elas exi­gem que o povo reavalie e mude de atitude, de modo a administrar as novas mudanças. O povo busca orientação e informação, mas tem também uma forte necessidade de entretenimento e recreação. Para fazer face a essas diversas necessidades, uma corporação global da mídia tem responsabilidades especiais. A comunicação é um elemento básico de qualquer sociedade. A mídia torna essa comunicação possí­vel, ajuda a sociedade a compreender as idéias políticas e culturais e contribui para formar a opinião pública e o consenso democrático. Hoje, a sociedade usa a mídia para exercer uma forma de autocontro­le. Com estas responsabilidades como pano de fundo, os executivos da mídia devem permanecer conscientes das suas obrigações, respei­tando princípios éticos em suas atividades.<em>”</em> (6)</p>
<p>São muitos os caminhos, assim como as redes, que conduzem à política eletrônica, à democracia eletrônica, à tirania eletrônica ou ao príncipe eletrônico. Há poderosos e predominantes interesses corpo­rativos impondo-se mais ou menos decisivamente às instituições <em>“</em>clássicas<em>”</em> da política, que compreendem partidos políticos, sindica­tos, movimentos sociais, correntes de opinião pública e governos, em seus poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.</p>
<p>No âmbito da <em>“</em>democracia eletrônica<em>”</em>, dissolvem-se as frontei­ras entre o público e o privado, o mercado e a cultura, o cidadão e o consumidor, o povo e a multidão. Aí o programa televisivo de debate e informação política tende a organizar-se nos moldes do programa de entretenimento. Aos poucos, o político, o partido, a opinião públi­ca, o debate sobre problemas da realidade nacional e mundial, as opções dos eleitores e a controvérsia sobre planos alternativos de governo, tudo isso tende a basear-se nas linguagens, recursos técnicos, teatralidade e encenação desenvolvidos pelos programas de entreteni­mento. São programas multimídia, coloridos, sonoros, recheados de surpresas, movimentados, combinando assuntos diversos e díspares, alternando locução, diálogo, depoimento, comportamento, auto-aju­da, conjuntos musicais, cantores etc. Esse é o clima no qual a política tem sido levada a inserir-se, como espetáculo semelhante a espetáculo dentro do espetáculo. Modificam-se signos e significados, figuras e figurações, de tal maneira que ocorre a dissolução da política na cul­tura eletrônica de massa, na qual se dissolvem ou se deslocam territó­rios e fronteiras envolvendo os espaços público e privado, o consumis­mo e a cidadania, a corrente de opinião pública e o comportamento de auto-ajuda, a realidade e a virtualidade.</p>
<p><em>“</em>Estamos diante de complexas transformações da esfera pública, em grande parte determinadas principalmente pelo modo como evo­lui o sistema dos meios de comunicação. A esfera pública, portanto a política, era distinta, ao menos em termos de princípios, não só da esfera privada mas da atividade empresarial. Esta fronteira tem sido continuamente suprimida, principalmente pelo modo como tem evo­luído o sistema televisivo, que determina uma espécie de unificação das diversas esferas, em especial da política, comércio, espetáculo. Ainda que continue a existir uma distinção formal entre programas de informação, espetáculo e publicidade, ocorre freqüentemente que os políticos preferem comparecer aos programas mais populares, nos quais a política se mistura logo com outros gêneros. E criam-se pro­gramas televisivos de informação política cada vez mais freqüente­mente modelados em esquemas de programas de entretenimento. Assim, o político não deve apenas adequar-se às regras deste outro tipo de programa mas, principalmente, é percebido pela opinião pública como parte de um mundo que lhe é mais familiar, no qual aquelas atividades se revelam indistinguíveis. O político aparece como um produto entre outros, é avaliado com critérios que se aproximam bastante dos vigentes no mundo do consumo. Assim, esta mudança dos parâmetros é a real transformação, mais do que o papel prepon­derante que a televisão adquiriu no jogo político. E uma confirmação desta tendência vem do fato de que a tecnopolítica é constituída cada vez mais amplamente pelos instrumentos que vêm diretamente do mundo da produção, do comércio, da publicidade.<em>”</em> (7)</p>
<p>Este é um problema fundamental da relação entre a mídia televi­siva e a política: muito do que é a política se revela espetáculo, entre­tenimento, consumismo, publicidade. Grande parte das linguagens das instituições políticas <em>“</em>clássicas<em>”</em> da modernidade dissolve-se, transforma-se ou simplesmente anula-se no âmbito das linguagens televisivas. Modificam-se ou apagam-se territórios e fronteiras, atro­pelando problemas fundamentais e curiosidades, política e novela, democracia e tirania, de par com realidade e virtualidade.</p>
<p>Nesse mundo virtual, criado por meio da manipulação de tecnolo­gias eletrônicas, informáticas e cibernéticas, forma-se a mais vasta <em>mul­tidão solitária. </em>Espalhada pelas diferentes localidades, nações e regiões, em continentes, ilhas e arquipélagos, são muitos os que se transformam em criações da mídia televisiva, na qual muito do que ocorre no mun­do se revela entretenimento, publicidade, consumismo, espetáculo.</p>
<p><em>“</em>Na &#8216;ágora eletrônica&#8217;, indivíduos isolados, anônimos, mas pre­sumivelmente bem informados, podem reunir-se sem o risco de vio­lência ou infecção, engajando-se em debates, troca de informações ou meramente não fazendo nada.<em>”</em> (8)</p>
<p>O príncipe eletrônico é o arquiteto da <em>“</em>ágora eletrônica<em>”</em>, na qual todos estão representados, refletidos, defletidos ou figurados, sem o risco da convivência nem da experiência. Aí, as identidades, alterida­des ou diversidades não precisam desdobrar-se em desigualdades, ten­sões, contradições, transformações. Aí, tudo se espetaculiza e estetiza, de modo a recriar, dissolver, acentuar e transfigurar tudo o que pode ser inquietante, problemático, aflitivo.</p>
<p>Se queremos compreender a crescente importância das tecnolo­gias eletrônicas, informáticas e cibernéticas no mundo da mídia, o que é fundamental para compreendermos a crescente importância da mídia em todas as esferas da sociedade nacional e mundial, é impor­tante começar pelo reconhecimento de que o século XX está profun­damente impregnado, organizado e dinamizado por <em>técnicas sociais. </em>São inúmeras as inovações tecnológicas que adquirem o significado de poderosas e influentes técnicas sociais. </p>
<p>Assim, o que parece neutro, útil, positivo, logo se revela eficiente, influente ou mesmo decisivo, no modo pelo qual se insere nas relações, processos e estruturas que articulam e dinamizam as diferentes esferas da sociedade, em âmbito local, nacional, regional e mundial. Tomados em seu devido tempo e contexto, esse pode ser o caso do telefone, telégrafo, rádio, cinema, televisão, computador, fax, correio eletrônico, internet, ciberespaço e outras inovações e combinações de tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas. São organizadas, mobilizadas, dinamizadas e generalizadas como técnicas de comuni­cação, informação, propaganda, entretenimento, mobilização e indução de correntes de opinião pública, mitificação ou satanização de eventos, figuras, partidos, movimentos e correntes de opinião, colabo­rando mais ou menos decisivamente na invenção de heróis ou demô­nios, bem como na fabricação de democracias ou tiranias. (9)</p>
<p>Note-se que as tecnologias da mídia e das suas articulações sistêmicas, tomadas em si, sem quaisquer aplicações, podem ser considera­das inocentes, neutras. Quando inseridas nas atividades sociais, nas formas de sociabilidade, ou melhor, nos jogos das forças sociais, nes­ses casos se transformam em técnicas sociais. Passam a dinamizar, intensificar, generalizar, modificar ou bloquear relações, processos e estruturas sociais, econômicas, políticas e culturais ativas em todas as esferas da sociedade nacional e mundial. Nesse sentido é que adqui­rem a presença, força e abrangência de técnicas sociais de organiza­ção, funcionamento, mudança, controle, administração das formas de sociabilidade e dos jogos das forças sociais.</p>
<p><em>“</em>As práticas e as agências que têm como objetivo principal mode­lar o comportamento humano e as relações sociais, eu as descrevo como técnicas sociais. Sem elas e as invenções tecnológicas que as acompanham, as vastas e radicais mudanças do mundo contemporâ­neo jamais teriam sido possíveis.<em>”</em> (10)</p>
<p>No século XX, muitos são desafiados a reconhecer a crescente importância das tecnologias da comunicação, informação, processa­mento e difusão, sempre envolvendo decisão, como poderosas técni­cas sociais. À medida que se multiplicam os descobrimentos científi­cos e as suas traduções em tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas, multiplicam-se as faculdades e as capacidades políticas, econômicas e culturais das técnicas sociais, isto é, dos intelectuais, téc­nicos, profissionais, gerentes, empresários, governantes, proprietários e outros que dispõem das aplicações e dos usos sociais, econômicos, políticos e culturais das técnicas.</p>
<p>Como as tecnologias de comunicação, informação e propaganda não são transparentes, em suas significações explícitas e implícitas, as avaliações dos intérpretes e usuários oscilam do otimismo ao pessi­mismo, passando pela idéia de inocuidade ou de efeitos deslumbran­tes. Fala-se até em contribuição para o desenvolvimento da democracia &#8211; assim como da tirania. Em todos os casos, está sempre em cau­sa a implicação da tecnologia eletrônica, informática e cibernética, em geral articuladas sistemicamente como técnicas sociais devido ao modo pelo qual se inserem no jogo das forças sociais.</p>
<p>As guerras mundiais, o nazifascismo, o crescimento dos trustes e cartéis, a formação de corporações transnacionais e os desenvolvi­mentos das tecnologias da mídia modificaram as condições e as possi­bilidades da comunicação, informação, entretenimento e cultura de indivíduos e coletividades, povos e multidões, por todo o mundo. Forma-se e expande-se a <em>indústria cultural, </em>influenciando mais ou menos decisivamente o mundo da política. Algumas dessas tendências já se anunciavam na década de 1930, com a formação da <em>“</em>máquina<em>”</em> de informação e propaganda do nazismo, combinando o rádio, a imprensa, os cartazes, o cinema, os eventos patrióticos, as iniciativas culturais e a ênfase na <em>“</em>missão civilizatória do povo ariano<em>”</em>. Nessa época, era o nazismo que se apresentava como o portador e missioná­rio da civilização ocidental e cristã, algo que posteriormente ressoa na máquina de informação e propaganda do neoliberalismo.</p>
<p>Sim, nos anos trinta já se percebiam algumas das influências deci­sivas que as novas tecnologias de comunicação começavam a provocar nas diferentes esferas da sociedade e na política em especial. Foi o nazismo que tomou a dianteira do uso das novas tecnologias e da mídia em geral, sendo que simultaneamente, e em outros momentos, também outros regimes políticos desenvolveriam políticas de comuni­cação, informação e propaganda nos mesmos termos e com sofistica­ção crescente, inclusive pela aquisição de novas tecnologias e novos arranjos sistêmicos. Assim se iniciou um deslocamento radical do lugar da política e do modo de construir hegemonias e soberanias em todo o mundo; sempre a partir das raízes e inspirações emanadas dos centros europeus e norte-americanos, da <em>“</em>civilização ocidental e cristã<em>”</em>.</p>
<p>Ao dispor das novas tecnologias, os líderes, os políticos, os geren­tes, as organizações, as empresas, as agências governamentais, as organizações multilaterais, as igrejas ou organizações religiosas e outros, indivíduos e entidades, direta e indiretamente empenhados na política, passam a atuar além dos partidos políticos, sindicatos, movi­mentos sociais e correntes de opinião pública. Estas instituições <em>“</em>clás­sicas<em>”</em> da política são instrumentalizadas, transformadas, mutiladas ou simplesmente marginalizadas. Em escala crescente, predominam as novas tecnologias da comunicação, informação e propaganda, às vezes com objetivos democráticos, mas em outras e muitas vezes com objetivos autoritários. Sim, porque as novas tecnologias estão organi­zadas em empresas, corporações ou conglomerados, como empreen­dimentos capitalistas articulados com grupos, classes ou blocos de poder predominantes em escala nacional ou mundial.</p>
<p><em>“</em>A democracia está entrando em uma nova fase, mas com uma diferença. Em lugar do antigo grupo local, no qual predominavam os contatos face a face, forma-se uma nova coletividade nacional e mes­mo mundial, comunicando-se por meio de imagens e sons desincorpo­rados. Imagens flutuantes produzidas por máquinas estão deslocando a riqueza dos contatos imediatos. O estranho é que a corrente da comunicação se organiza principalmente em direção única. O ouvinte<em>, </em>ou espectador, não tem escolha, a não ser manter-se passivo. Não há o dar-e-receber, nenhuma oportunidade de discussão com a voz do rádio ou a silhueta na tela. A despeito das facilidades sem precedentes para a comunicação, os membros da nova coletividade parecem para­doxalmente condenados à passividade, ao anonimato e ao isolamen­to, maiores do que nunca, sem precedentes.<em>”</em> (11)</p>
<p>Quando se trata da mídia organizada em empresas, corporações e conglomerados, atuando em âmbito local, nacional, regional e mundial, logo se coloca sua importância na organização sistêmica em que se baseia grande parte da integração social prevalecente no mundo. As condições e as possibilidades de organização, funcionamento, dinami­zação e generalização das formas de vida, trabalho e cultura baseiam-­se, em larga medida, no modo pelo qual a mídia exerce as suas ativi­dades, presenças e influências. Ao lado do mercado e planejamento, das agências governamentais, das organizações multilaterais, das em­presas, corporações e conglomerados transnacionais, a mídia impres­sa e eletrônica, da qual se destaca a televisiva, exerce uma influência acentuada ou preponderante nas relações, processos e estruturas de integração social, desde cima, espalhando-se pelas diferentes esferas da vida social. Ao lado das suas atividades pluralistas e democráticas, que favorecem o debate, a controvérsia e a mudança social em geral, é inegável que a mídia também influencia mais ou menos decisiva­mente a integração, isto é, a articulação sistêmica de uns e outros, coi­sas, gentes e idéias, em escala local, nacional, regional e mundial. (12)</p>
<p>De par com os desenvolvimentos das tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas, desenvolvem-se as redes, o fax, o e-mail, a internet, a multimídia, o hipertexto, a realidade virtual, o ciberespa­ço, a sociedade informática, o mundo sistêmico. De com o mundo geoistórico, desenhado pela modernidade, emerge o mundo virtual, tecido sistemicamente, desenhado pela pós-modernidade. Um e outro parecem distintos, separados, autônomos, umas vezes justapostos, outras dissonantes, estridentes. É como se a <em>experiência </em>e a <em>consciênc­ia </em>se dissociassem, da mesma maneira que as palavras e as coisas, a linguagem e a imagem, o real e o virtual, o ser e o devir, o dito e a desdita. São muitos, muitíssimos, os que navegam no ciberespaço sideral, levitando aquém e além da realidade geoistórica, político-econômica e sociocultural, desterritorializados, volantes, indeléveis, flutuantes. Esse pode ser o palco da pós-modernidade, onde parecem dissolver-se o espaço e o tempo, a história e a memória, a lembrança e o esquecimento, as façanhas e as derrotas, as ideologias e as utopias. Tudo está navegando no presente presentificado, petrificado. Aí parece predominar a multiplicidade, descontinuidade, fragmentação, simula­cro, desconstrução; como em uma festa caleidoscópica e babélica permanente.</p>
<p>Esse mundo da pós-modernidade, no entanto, está amplamente articulado em moldes sistêmicos. Ele se sustenta no ar, desenraizado, volante, virtual e sideral, em toda uma vasta, complexa e eficaz rede sistêmica, por meio da qual se articulam mercados e mercadorias, capitais e tecnologias, força de trabalho e mais-valia. Aliás, o conjun­to das tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas, com as suas redes e virtualidades, hipertextos e ciberespaços, tece e retece ininter­ruptamente uma vasta, complexa e lucrativa rede sistêmica, na qual são situados e significados uns e outros, coisas, gentes e idéias, povoando continentes, ilhas e arquipélagos, por todo o mundo. (13)</p>
<p>Mas esse mundo sistêmico não está pronto, consolidado, cristali­zado. Ainda que muitos procurem defini-lo em termos evolucionistas, como o clímax da história, inclusive naturalizando-o, subsistem mul­tiplicidades, divergências, desigualdades, tensões e antagonismos entre agências, organizações, corporações e outras instituições do capitalismo globalizado. O mundo virtual também está atravessado por tensões e antagonismos, fissuras e estridências, inovações e obso­lescências. Ainda que a maioria dos seus dirigentes e beneficiários afirme e reafirme o fim da geografia, o fim da história, a formação da aldeia global e a primazia do pensamento neoliberal, não só subsistem como também multiplicam-se atritos, contradições e conflitos.</p>
<p>Simultaneamente, por dentro e por fora da sociedade informática, virtual e sideral, são muitos, muitíssimos, muitos mais, multidões, os que continuam situados, enraizados, territorializados, geoistóricos. Dedicam-se aos trabalhos e aos dias, podendo estar empregados ou desempregados, conscientes ou inconscientes, resignados ou desespe­rados. Para viver, precisam comer, beber, vestir-se, abrigar-se, mover­-se, reproduzir-se; desenvolvem meios e modos de organizar formas de sociabilidade, jogos de forças sociais; dedicam-se a pensar, sentir, compreender, explicar, fabular; empenham-se em juntar e desconjun­tar o passado e o presente, a biografia e a história, a parte e o todo, a aparência e a essência, o singular e o universal, a existência e a cons­ciência, o esclarecimento e a utopia.</p>
<p>O príncipe eletrônico pode ser visto como uma das mais notáveis criaturas da mídia, isto é, da indústria cultural. Trata-se de uma figu­ra que impregna amplamente a política, como teoria e prática. Impregna a atividade e o imaginário de indivíduos e coletividades, grupos e classes sociais, nações e nacionalidades, em todo o mundo.</p>
<p>Em diferentes gradações, conforme as peculiaridades institucionais e culturais da política em cada sociedade, o príncipe eletrônico influen­cia, subordina, transforma ou mesmo apaga partidos políticos, sindi­catos, movimentos sociais, correntes de opinião, Legislativo, Executi­vo e Judiciário. Permanente e ativo, situado e ubíquo, visível e invisí­vel, predomina em todas as esferas da política, adquirindo diferentes figuras e figurações, segundo a pompa e a circunstância.</p>
<p>A <em>fortuna </em>e a <em>virtù, </em>das quais falava Maquiavel, tornaram-se atri­butos do <em>príncipe eletrônico. </em>Uma parte fundamental da <em>virtù </em>de líde­r, governantes, partidos, sindicatos, movimentos sociais e correntes de opinião pública tem sido construída cada vez mais pela mídia, como uma poderosa e abrangente coleção de técnicas sociais. A comunicação, informação e propaganda podem transformar, da noite para o dia, um ilustre desconhecido em uma figura pública notável, literalmente ilustre, com perfil, programa, compromisso, senso da res­ponsabilidade pública, conhecimento dos problemas básicos da socie­dade e até mesmo com linguagem própria, diferente de outras, origi­nal. O <em>marketing </em>político, secundado por diferentes programas da mídia eletrônica e impressa, bem como pelos artifícios das técnicas de montagem, colagem, mixagem, bricolagem, desconstrução e simula­cro, pode realizar o milagre da criação. Pouco a pouco, muitos são levados a crer que essa pode ser a criatura indispensável para fazer face à fortuna, às condições político-econômicas e socioculturais res­ponsáveis pela questão social, pelas carências do povo, pelas reivindi­cações de indivíduos e coletividades, grupos e classes sociais. Em alguns casos, a criatura produzida pela mídia aparece como a única solução, para o indivíduo, povo, sociedade, país, Estado-Nação, região ou até mesmo o mundo como um todo. Desde que se satanizem maliciosa e impiedosamente os outros, líderes, dirigentes, partidos, sindicatos, movimentos sociais, correntes de opinião, setores sociais e outros, inclusive criminalizando amplos setores da sociedade civil, logo muitos, muitíssimos, multidões, serão induzidos a buscar a salva­ção. Sim, a metamorfose da crítica em satanização e da satanização em intimidação, medo e aflição logo provoca a reorganização e o redi­recionamento de expectativas e opiniões. Essa pode ser a estrada onde é tangida a <em>multidão solitária </em>no seio da qual o príncipe eletrônico constrói hegemonias e exerce soberanias.</p>
<p>O <em>“</em>processo catártico<em>”</em>, por meio do qual as inquietações, carências, frustrações, reivindicações e ambições de indivíduos e coletividades, grupos e classes sociais sintetizavam-se no <em>príncipe </em>e no <em>moderno príncipe, </em>agora passa a ser predominantemente um atributo do <em>príncipe eletrônico. </em>Uma parte fundamental do entendimento e des­cortino do moderno príncipe, assim e como do príncipe, passa a ser realizada pela mídia eletrônica e impressa, capaz de comunicação, informação e propaganda; combinando ênfase e gradação, impacto e esquecimento, linguagem e imagem, videoclipe e multimídia, tudo isso em um vasto espetáculo sem fim. Sim, o príncipe eletrônico é capaz de realizar a metamorfose de tudo o que pode ser social em urna síntese de tudo o que pode ser político; realizando, simultaneamente, a mágica de pasteurizar a política propriamente dita, como teoria e prática. Quando realizado pelo príncipe eletrônico, o processo catár­tico revela a política como uma esfera na qual se manifestam também desentendimentos, desencontros e inadequações, tanto quanto inten­ções, propostas e soluções; mas em geral uma esfera destituída de ten­sões e contradições, alimentadas por desigualdades e alienações.</p>
<p>O príncipe eletrônico é uma figura política nova e diferente de todas as outras, passadas e presentes. Convive com as outras, tanto o príncipe maquiavélico como o moderno príncipe gramsciano, sem esquecer as instituições <em>“</em>clássicas<em>”</em> da política, tais como os partidos políticos, os sindicatos, os movimentos sociais, as correntes de opi­nião pública, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Revela-se simultaneamente diferente e original, tanto quanto surpreendente, fascinante e inquietante.</p>
<p>Um dos segredos do príncipe eletrônico é atuar diretamente no nível do virtual. Beneficia-se amplamente das tecnologias e linguagens que a mídia mobiliza para realizar e desenvolver cotidianamente a virtualização. Tudo o que é social, econômico, político e cultural, com­preendendo as diversidades e desigualdades de gênero, étnicas, religiosas, linguísticas e outras pode ser taquigrafado, traduzido e decantado em signos, símbolos e emblemas, ou figuras e figurações, que as linguagens da mídia elaboram e desenvolvem. Essa vasta, complexa e ininterrupta atividade mobiliza a montagem, colagem, mixagem, bricolagem, desconstrução, simulacro e pastiche, entre outras linguagens da pós-modernidade. A notícia, o comentário, a fotografia, o documentário, a palavra, a imagem, o som, a cor, a forma, o movimento, o ângulo, o <em>close-up, </em>a panorâmica, o impacto, o espetacular, o terrificante e outros recursos narrativos permitem tanto registrar e divulgar como enfatizar e esquecer, ou relembrar e enervar. Em todos os casos, trata-se de taquigrafias, traduções, exorcismos, sublimações ou estetizações da realidade, experiência ou existência. Daí a emergência de outras e novas, diferentes e surpreendentes, formas de consciência, envolvendo outras condições e possibilidades de entendimento, escla­recimento, imaginação, mitificação. Há todo um imenso e intrincado universo de signos, símbolos e emblemas, compreendendo figuras e figurações; universo por meio do qual a mídia decanta o real, o acon­tecer, o devir e outras modulações da realidade, transformando-os em manifestações espúrias do virtual.</p>
<p>Está em curso, ao acaso ou deliberadamente, um surpreendente, fundamental e inquietante processo de dissociação entre existência e consciência; ou condições e possibilidades da existência e condições e possibilidades da consciência. Quando se desenvolvem e se aplicam as tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas, agilizando e gene­ralizando os meios de comunicação, informação e propaganda, as condições e as possibilidades da consciência passam a descolocar-se contínua ou reiteradamente da experiência, realidade ou existência.</p>
<p>Simultaneamente à dissociação entre existência e consciência, desenvolvem-se outros, novos e muito diferentes significados do espa­ço e tempo, ser e devir, pensar e sentir, explicar e imaginar. Torna-se possível utilizar metáforas como as seguintes: mundo sem fronteiras, Terra-Pátria, aldeia global, fim da geografia, fim da história. Esse é o clima mental, isto é, virtual, em que se formulam expressões destina­das a taquigrafar aspectos desse mundo virtual: multimídia, interface, internet, hipertexto, ciberespaço, desterritorialização, miniaturização, mundialização, globalização, planetarização.</p>
<p>Nesse mundo virtual, modificam-se as articulações e desarticula­ções estabelecidas pela modernidade acerca de dado e significado, parte e todo, passado e presente, história e memória, compreensão e explicação, singular e universal. Simultaneamente, modificam-se os contrapontos <em>“</em>eu<em>”</em> e <em>“</em>outro<em>”</em>, <em>“</em>nós<em>”</em> e <em>“</em>outros<em>”</em>, <em>“</em>nacional<em>”</em> e <em>“</em>estrangeiro<em>”</em>, <em>“</em>ocidental<em>”</em> e <em>“</em>oriental<em>”</em>. Quando se desenvolvem, agi­lizam e generalizam as aplicações das tecnologias eletrônicas, infor­máticas e cibernéticas, transformadas em técnicas sociais, redese­nham-se ou mesmo se dissolvem as linhas demarcatórias de territórios e fronteiras, formas de governo e regimes políticas, culturas e civiliza­ções. No âmbito do mundo virtual, as coisas, as gentes e as idéias, tan­to quanto as identidades, alteridades, diversidades e desigualdades, parecem mudar de figura e figuração. Como parecem descoladas da experiência, realidade ou existência, aparecem como fantasias do imaginário. Podem ser criações prosaicas ou originais, mais ou menos elaboradas com base na estética eletrônica, de tal modo que muitos, muitíssimos, multidões, são levados a visões do mundo destituídas de tensões e contradições.</p>
<p>Sim, o príncipe eletrônico pode ser visto como o <em>intelectual orgâ­nico </em>dos grupos, classes ou blocos de poder dominantes, em escala nacional e mundial. Em alguma medida, esses grupos, classes ou blo­cos de poder dispõem de influência mais ou menos decisiva nos meios de comunicação, informação e propaganda, isto é, na mídia eletrôni­ca e impressa, sempre funcionando também como indústria cultural.</p>
<p>É claro que o príncipe eletrônico não é harmonioso, homogêneo ou, muito menos, monolítico. Está sempre atravessado por divergên­cias, concorrências e influências. Além das suas disputas e competi­ções <em>“</em>internas<em>”</em>, refletem as solicitações e obstruções de setores sociais diversos, nos quais proliferam diferentes e contraditórias avaliações sobre a mídia, sem ter idéia da formação e atividade do príncipe ele­trônico. Há desacordos e acomodações, convergências e tensões, no âmbito da sociedade, suscitando o pluralismo e até mesmo quebran­do monolitismos.</p>
<p>Em linhas gerais, no entanto, o modo pelo qual se desenha e movimenta o príncipe eletrônico permite defini-lo como o intelectual orgânico dos grupos, classes ou blocos de poder dominantes em esca­la nacional e mundial. Um <em>intelectual orgânico coletivo, </em>já que sinte­tiza a atividade, o descortino e as formulações de várias categorias de intelectuais &#8211; jornalistas e sociólogos, locutores e atores, escritores e animadores, âncoras e debatedores, técnicos e engenheiros, psicólog­os e publicitários -, todos mobilizando tecnologias eletrônicas, informáticas e cibernéticas como técnicas sociais de alcance local, nacional, regional e mundial.</p>
<p>Essa é, em larga medida, a fábrica da <em>hegemonia </em>e da <em>soberania, </em>que teriam sido prerrogativas do <em>príncipe </em>de Maquiavel e do <em>moderno príncipe </em>de Gramsci. Agora é o <em>príncipe eletrônico </em>que detém a faculdade de trabalhar a <em>virtù </em>e a fortuna, a hegemonia e a soberania; ou o problema e a solução, a crise e a salvação, o exorcismo e a sublimação. Assim se instaura a imensa <em>ágora eletrônica, </em>na qual muitos navegam, naufragam ou flutuam, buscando salvar-se.</p>
<p> <strong>Notas</strong></p>
<p>(1) Maquiavel; O <em>príncipe, </em>trad. de Mario Celestino da Silva, 2ª ed., Vecchi, Rio de Janeiro, 1946, pp. 37,43, 156-157 e 160-161. Nesta edição encontram-se a notas de Napoleão e Cristina da Suécia.</p>
<p>(2) Antonio Gramsci, <em>Maquiavel, A política e </em>o <em>estado moderno, </em>trad. de Luiz Mario Gazzaneo, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1968, pp. 6,7, 8, 9 e 33.</p>
<p>(3) Hans Magnus Enzensberger, <em>Detalles, </em>trad. de N. Angochea Miller, Editorial Anagrama, Barcelona, 1969, pp. 7-10; cito de <em>“</em>La manipulación industrial de las conciencias<em>”</em>, pp. 7-17.</p>
<p>(4) Michael Gurevitch, <em>“</em>The Globalization of Electronic Journalism<em>”</em>, James Currau e Michael Gurevitch (orgs.), <em>Mass Media and Society, </em>Edward Arnold, Londrc , 1991, pp. 185 e 188.</p>
<p>(5) Rafael D. Pagan Jr., presidente da Nestlé Coordination Center for Nutrition, <em>“</em>Porter la lutte sur le terrain des détracteurs du capitalisme multinational<em>”</em>, em <em>Vers un Dévèloppement Solidaire, </em>no 66, Lausanne, maio de 1983; citado por Cynthia Schneider e Brian Wallis, <em>“</em>Introduction<em>”</em> em Cynthia Schneider e Brian Wallis, <em>Global Television, </em>Wedge Press, Nova York, 1988, pp. 30-31.</p>
<p>(6) Mark Wossner, <em>“</em>Success and Responsabiliry<em>”</em>, publicado em: Bertelsmann, <em>Annual Report 1992/93, </em>Gutersloh, <em>s/d, </em>pp. 4-7; cito da p. 4. Consultar também: Lyn Krieger Mytelka (org.), <em>Strategic Partnership, </em>Pinter Publishers, Londres; Le Monde Diplomatique, <em>Medias et controle des esprits, </em>Maniêre de Voir, no 27, Paris, 1995; Le Monde Diplomatique, <em>Les Nouueaux maitres du monde, </em>Maniêre de Voir, no 28, Paris, 1995; David C. Kerten, <em>Quando as corporações regem </em>o <em>mundo, </em>trad, de Anua Terzi Giova, Futura, São Paulo, 1996.</p>
<p>(7) Stefano Rodotà, <em>Tecnopolitlca (La democrazia e le nuoue tecnologie della comu­nicazione), </em>Editori Laterza, Roma-Bari, 1997, p. 12.</p>
<p>(8) Julian Stallabrass, <em>“</em> Empowering Technology: The Exploration of Cyberspace<em>”</em>, <em>New Left Review, </em>n~ 211, Londres, 1995, pp. 3-32; cito das pp. 4-5.</p>
<p>(9) Armand Martelart, <em>Comunicação-mundo, </em>trad. de Guilherme J. de Freitas Teixeira, Vozes, Perrópolis, 1994; Anthony Smith, <em>La geopolitica de Ia Informa­ciôn, </em>trad. de Juan José Utrilla, Fondo de Cultura Econômica, México, 1984.</p>
<p>(10) Karl Mannheim, <em>Man and Society in an Age of Reconstruction, </em>Roucledge &amp; Kegan Paul, Londres, 1949, p. 247. Também: Norbert Elias, <em>“</em>Technization and Civilization<em>”</em>, <em>Theory, Cultura </em>&amp; <em>Society, </em>vol. 12, n~ 3, Londres, 1995, pp. 742.</p>
<p>(11) M. Swabey, <em>Theory of tbe Democratic State, </em>Harvard University Press, Cambridge, 1939, pp. 129-130. Cito por Brian D. Loader (org.), <em>The Gouernance of Cyberspace (Politics, Technology and Global Restructuring), </em>Routledge, Londres, 1997, p. 173-174. Consultar também: Ben H. Bagdikian, O <em>monopólio da midia, </em>trad. de Maristela M. de Faria Ribeiro, Scrirta Editorial, São Paulo, 1993; Wilson Bryan Kay, A <em>era da manipulação, </em>trad. de Iara Biderman, Scritta Editorial, São Paulo, 1993; Denis de Moraes (org.), <em>Globalização, mídia e cultura contemporânea, </em>Letra Livre, Campo Grande, 1997, Eugenio Bucci, <em>Brasil em tem­po de TV, </em>Boitempo Editorial, São Paulo, 1996.</p>
<p>(12) Niklas Luhmann, <em>“</em>The Word Sociery as a Social System<em>”</em>, <em>lntemational [oumal of Systems, </em>vol. 8, 1982, pp. 131-138; Octavio Ianni, <em>Teorias da globalização, </em>5a ed., Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1998, esp. capo IV: <em>“</em>A interdependênia das nações.<em>”</em></p>
<p>(13) Sherry Turkle, <em>Life on the Screen (Identity in the Age of the Internet), </em>Weidenfeld &amp; Nicolson, Londres, 1996; Manuel Castells, <em>The lnformation Age: Economy, Society and Culture, </em>3 vols. Blackwell Publihsers, 1996·1998; Pierre Lévy, <em>A inteligência coletiva (Por uma antropologia do ciberespaço), </em>trad. de Luiz Paulo Rouanet, Edições Loyola, São Paulo, 1998; Adam SchaH, <em>A sociedade informática, </em>trad. de Carlos E. J. Machado e Luiz Arturo Obojes, Editora Unesp, São Paulo, 1990; Norbert Wiener, <em>Cibernética </em>e <em>sociedade </em>(O <em>uso humano de seres humanos), </em>trad. de José Paulo Paes, Cultrix, São Paulo, 1968.</p>
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		<title>Programa do curso 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 15:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012
Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo
Professor Doutor Caio Túlio Costa
Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar
4º ano de Jornalismo matutino
1º Semestre de 2012
1. Objetivos:
Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Curso de Ética Jornalística / Ementa e Cronograma de 2012</strong></p>
<p>Faculdade Cásper Líbero / Coordenadoria de Jornalismo</p>
<p>Professor Doutor Caio Túlio Costa</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p><strong>1º Semestre de 2012</strong></p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Numa adaptação do curso de Jornalismo do Professor Eugênio Bucci, a quem substituo desde 2003, os objetivos do primeiro semestre são os seguintes:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a compreender a profissão de jornalista de forma crítica e como uma ética fundada no direito à informação e na liberdade de expressão, cujo valor maior é procurar apresentar ao público que o jornalista procurou buscar as verdades factuais e as opiniões controversas e/ou plurais que convivem na sociedade.</p>
<p>1.2. Fornecer ao aluno conceitos elementares e parâmetros básicos para que ele saiba equacionar os dilemas éticos vividos pelos jornalistas.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Proporcionar ao aluno um contato inicial com textos controversos para que ele possa diagnosticar os dilemas éticos bem como os fundamentos da Ética (campo de conhecimento) além de apreender as noções contemporâneas da ética aplicada ao jornalismo.</p>
<p>2.2. Proporcionar ao aluno um contato inicial com as referências práticas para a solução de dilemas éticos do jornalismo: desde os conflitos de interesse, tanto no plano empresarial como no plano da consciência de cada um, até os vícios mais comuns da profissão, como distorções, invasão da privacidade e relacionamento com as fontes de informação.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O que significa falar de ética: noções clássicas via textos clássicos, literários e jornalísticos.</p>
<p>3.2. A ética no plano da decisão individual; a ética no plano dos costumes.</p>
<p>3.3. Independência editorial e independência individual frente ao mercado:</p>
<p>3.3.1. Conflitos de interesse de ordem econômica.</p>
<p>3.3.2. Conflitos de interesse de consciência.</p>
<p>3.3.3. Partidarismos.</p>
<p>3.4. Os deslizes éticos mais freqüentes no ofício do jornalista:</p>
<p>3.4.1. Distorção dos fatos por má-fé, preguiça ou incompetência.</p>
<p>3.4.2. Invasão de privacidade.</p>
<p>3.4.3. Reprodução de estereótipos.</p>
<p>3.4.4. Prejulgamento e destruição de reputações.</p>
<p>3.4.5. Extremismos: “governismo”, “anti-governismo” ou negativismo.</p>
<p>3.4.6. O mau uso do “off-the-record”, promiscuidade com as fontes.</p>
<p>3.4.7. Abuso de poder.</p>
<p>3.5. A validade ou a inutilidade dos códigos de ética.</p>
<p>3.6. A necessidade do método.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p>5. Atividade Complementar</p>
<p>5.1. Leitura do romance As Ilusões Perdidas, de Balzac, para discussão e exercício em classe no final do segundo bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas em cada bimestre. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.3. Eventual participação em seminários e discussões sobre dilemas éticos.</p>
<p>6.4. A nota bimestral é a média aritmética da prova e da avaliação individual feita pelo professor em função da presença, interesse e participação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>7. Bibliografia básica:</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong> 8. Material didático:</strong></p>
<p>8.1. Conto “El Enemigo número 1 de la Censura” in <em>Nuevos Cuentos de Bustos Domecq</em> de Jorge Luis Borges em colaboração com Adolfo Bioy Casares. Buenos Aires: Librería La Ciudad, 1977 [Tradução de Caio Túlio Costa - literal - está à disponível na central de cópias da faculdade e no site do professor: http://caiotulio.com/o-inimigo-numero-1-da-censura/].</p>
<p>8.2. PEUCER, Tobias. <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>: Tese, Doutorado em Periodística – Universidade de Leipzig, 1690. Tradução de Paulo da Rocha Dias. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, 1999 [Mimeo], também publicada pela na Revista Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo: Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), número 33, 2000, p.199- 214. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/os-relatos-jornalisticos/</p>
<p>8.3. Texto “O Príncipe Eletrônico” de Otavio Ianni, in <em>Enigmas da modernidade mundo</em>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p>8.4. SÓFOCLES. <em>Antígona</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>8.5. SÓCRATES. “Defesa de Sócrates”, por Platão; e “Apologia de Sócrates”, de Xenofonte in <em>Sócrates</em> (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural/ Círculo do Livro, 1996.</p>
<p>8.6. MOTTA PESSANHA, José Américo. “As delícias do jardim” in NOVAES, Adauto (org.). <em>Ética</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 1992.</p>
<p>8.7. MONTAIGNE, Michel de. Texto “A covardia é a mãe da crueldade” in Ensaios. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, s/d. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-covardia-e-a-mae-da-crueldade/</p>
<p>8.8. SHAKESPEARE, William. <em>Hamlet</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.</p>
<p>8.9. FOUCAULT, Michel. “Las Meninas”, primeiro capítulo do livro <em>As palavras e as coisas</em>, de Michel Foucault. Lisboa: Portugália Editora, s/d.</p>
<p>8.10. KANT, Immanuel. Texto “Fundamentação da metafísica dos costumes” in <em>Crítica da Razão Pura e outros escritos</em>. São Paulo: Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1974.</p>
<p>8.11. BALZAC, Honoré de. Capítulo 25, “A primeira luta”, in <em>As Ilusões Perdidas</em>. São Paulo: Abril Cultural, 1978.</p>
<p>9. Bibliografia complementar:</p>
<p>9.1.FREITAG, Bárbara. <em>Itinerários de Antígona: a questão da moralidade</em>. Campinas: Papiros, 1992.</p>
<p>9.2.ROSENFIELD, Kathrin H. <em>Sófocles &amp; Antígona</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
<p>9.3.SÓFOCLES. <em>Édipo-rei</em>. Tradução de Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p>
<p>9.4.CHAUÍ, Marilena. <em>Convite à Filosofia</em>. São Paulo: Ática, 2001.</p>
<p>9.5.SILVESTONE, Roger. <em>Por que estudar a Mídia?</em> São Paulo: Loyola, 2002.</p>
<p>9.6.KARAM, Francisco José. <em>Jornalismo, Ética e Liberdade</em>. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>9.7.Goodwin, H. Eugene. <em>Procura-se ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Nórdica, 1993.</p>
<p>9.8.MEYER, Philip. <em>A ética no jornalismo</em>. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas/atividades:</strong></p>
<p><strong>15/02</strong> &#8211; Atividade 1: O professor conversa com os alunos para conhecer cada um e se coloca à disposição para responder a perguntas.</p>
<p><strong>29/02</strong> &#8211; Atividade 2: Apresentação do Programa e discussão do sistema de controle de faltas, de avaliação e da bibliografia do curso.</p>
<p><strong>07/03</strong> &#8211; Atividade 3: Discussão em classe do texto de Borges/Bioy Casares: “O Inimigo número 1 da censura”. Exposição dos temas fundamentais do texto: a hierarquização; a censura.</p>
<p><strong>14/03</strong> &#8211; Atividade 4: Discussão em classe da tese <em>De relationibus novellis (Os relatos jornalísticos)</em>, de Tobias Peucer. Exposição dos temas fundamentais do texto: os primórdios do jornalismo; o tripé ética, verdade e justiça.</p>
<p><strong>21/03</strong> – Atividade 5: Discussão em classe e do texto de Octavio Ianni: “O Príncipe Eletrônico”. Exposição dos temas fundamentais do texto: A mídia hoje; Modernidade e Pós Modernidade; a questão ética na pós-modernidade.</p>
<p><strong>28/03 – </strong>Atividade 6: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>04/4 &#8211; Atividade 7: Prova Bimestral.</strong></p>
<p><strong>11/04</strong> – Atividade 8: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>18/04</strong> &#8211; Atividade 9: <em>Antígona</em>, de Sófocles. Exposição do tema fundamental do texto: razões de família; razões de Estado; a tragédia do não-diálogo (conforme E. Bucci).</p>
<p><strong>25/04</strong> &#8211; Atividade 10: O julgamento de Sócrates, por Platão e Xenofonte. Exposição dos temas fundamentais de ambos os textos: O julgamento; o valor da verdade; razões da condenação; noção da democracia ateniense.</p>
<p><strong>02/05</strong> &#8211; Atividade 11: Os jardins de Epicuro. Exposição dos temas fundamentais do texto: o declínio da política; uma ética voltada para o prazer; o prazer como elevação, não submissão às paixões.</p>
<p><strong>09/05</strong> &#8211; Atividade 12:  Exercícios de ética aplicada.</p>
<p><strong>16/05</strong> &#8211; Atividade 13: Montaigne, “A covardia é a mãe da crueldade”. Exposição do tema fundamental do texto: a covardia.</p>
<p><strong>23/05</strong> &#8211; Atividade 14: <em>Hamlet</em>, de Shakespeare. Exposição dos temas fundamentais do texto: a angústia; o dilema, o planejamento: como fundamentar a escola ética?</p>
<p><strong>30/05</strong> &#8211; Atividade 15: Velázquez e ”Las Meninas” via Michel Foucault. Exposição dos temas fundamentais do texto: inserção de “Las Meninas” no contexto histórico; o jornalismo como representação da representação.</p>
<p><strong>06/06</strong> &#8211; Atividade 16: Kant e o imperativo categórico. Exposição dos temas fundamentais do autor para a disciplina: o imperativo categórico; condições para o imperativo categórico; relações possíveis entre o imperativo categórico e a deontologia do jornalismo.</p>
<p><strong>13/06</strong> &#8211; Atividade 17: <em>As Ilusões Perdidas</em>, de Balzac. Exposição dos temas fundamentais do texto: o nascimento da indústria cultural; o jornalismo de encomenda; a flexibilidade da palavra.</p>
<p><strong>20/06 &#8211; Atividade 18: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>27/06</strong> &#8211; Atividade 19: Análise, discussão da prova e entrega das notas. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>Atividade Complementar – 1º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 1º semestre (três horas no primeiro bimestre e duas horas no segundo) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro As Ilusões Perdidas, de Balzac.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
<p><strong> </strong><strong>2º Semestre de 2012</strong></p>
<p>4º ano de Jornalismo matutino</p>
<p>Carga horária: 68 H/A + Atividade Complementar</p>
<p><strong>1. Objetivos:</strong></p>
<p>Em prosseguimento à disciplina “Ética Jornalística – primeiro semestre”, na qual a profissão foi pensada criticamente, a disciplina no segundo semestre tem duas metas:</p>
<p>1.1. Ajudar o aluno a aprofundar o conhecimento no campo da Ética, dentro do campo da Filosofia, encontrando aí os fundamentos da própria ética aplicada à profissão.</p>
<p>1.2. Proporcionar ao aluno, por meio da experiência de leitura e de revisão de valores e de convicções morais, novos ângulos para que ele enfrente os dilemas éticos do cotidiano do jornalismo.</p>
<p><strong>2. Ementa:</strong></p>
<p>2.1. Aprofundar, no “mundo das idéias”, o contato com o pensamento que funda o campo da Ética desde a cultura clássica e, por meio desse contato, agregar consistência às noções éticas de cunho prático-profissional adquiridas no semestre anterior.</p>
<p>2.2. Buscar pontes com o “mundo real”, propondo ao aluno exercícios e jogos de situações concretas em que seja possível enxergar os conceitos da Ética se manifestando nos dilemas cotidianos dos jornalistas.</p>
<p><strong>3. Programa:</strong></p>
<p>3.1. O super-herói ético versus o anti-herói ético.</p>
<p>3.2. Weber: convicção e responsabilidade.</p>
<p>3.3. Wittgenstein e a fundamentação ética.</p>
<p>3.4. Karl Kraus e o apocalipse permanente.</p>
<p>3.5. Ética e indústria cultural.</p>
<p>3.6. Ética e espetáculo.</p>
<p>3.7. Negar a si mesmo.</p>
<p>3.8. A profissão indefensável.</p>
<p><strong>4. Metodologia:</strong></p>
<p>4.1. Aulas com discussões a partir de textos específicos.</p>
<p>4.2. Aulas na quais se discutem dilemas éticos da atualidade a partir da escolha dos alunos.</p>
<p>4.3. Testes em aula.</p>
<p>4.4. Provas escritas em aula.</p>
<p><strong>5. Atividade Complementar</strong></p>
<p>5.1. Leitura do ensaio <em>O jornalista e o assassino</em>, de Janet Malcolm, para discussão e exercício em classe no final do quarto bimestre.</p>
<p><strong>6. Critérios de Avaliação:</strong></p>
<p>6.1. Provas escritas bimestrais. As provas serão avaliadas tendo em vista a compreensão dos textos indicados bem como a compreensão das conclusões (ou indagações) tiradas em classe. O português e a lógica do texto também serão avaliados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p>6.2. Presença e desempenho do aluno na classe durante a discussão a partir da leitura dos textos indicados. Notas variam de zero a dez.</p>
<p><strong>7. Bibliografia básica</strong></p>
<p>7.1. COSTA, Caio Túlio. <em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia – Uma moral provisória</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. Os alunos também têm à disposição, na biblioteca da Cásper Líbero, a tese de Doutorado: <em>Moral provisória – Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia</em>, de 2008.</p>
<p>7.2. BUCCI, Eugênio. <em>Sobre Ética e Imprensa.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</p>
<p><strong>8. Material Didático:</strong></p>
<p>8.1. FAUSTINO, Mario. Poema “Balada” in <em>O Homem e a Sua Hora e outros poemas</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/balada/</p>
<p>8.2. PESSOA, Fernando. “Poema em linha reta” in <em>Obra poética de Fernando Pessoa</em>. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/poema-em-linha-reta-2/</p>
<p>8.3. WEBER, Max. “A política como vocação” in Ciência e Política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2000.</p>
<p>8.4. WITTGENSTEIN, Ludwig. “Conferência sobre Ética” (1929). Tradução de Darlei Dall’Agnol. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/conferencia-sobre-etica/</p>
<p>8.5. KRAUS, Karl. Capítulo “Imprensa, estupidez, política” in <em>Ditos e Desditos</em>. São Paulo: Brasiliense, 1988. Disponível no site do professor: http://caiotulio.com/imprensa-estupidez-politica/</p>
<p>8.6. ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” in ADORNO, Theodor W. e HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.</p>
<p>8.7. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. O primeiro capítulo está disponível no site do professor: http://caiotulio.com/a-sociedade-do-espetaculo/ </p>
<p>8.8. SONTAG, Susan. “Pensar contra si próprio: reflexões sobre Cioran” in <em>A vontade radical</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>8.9. CIORAN, E. M. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>8.10. MALCOLM, Janet. Págs. 11 a 17 do livro <em>O Jornalista e o Assassino</em>, de Janet Malcolm. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.</p>
<p><strong>9. Bibliografia Complementar:</strong></p>
<p>9.1. FAUSTINO, Mario. <em>Poesia Experiência</em>. São Paulo: Perspectiva, 1977.</p>
<p>9.2. CIORAN, Emil Michel. <em>História e Utopia</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>
<p>9.3. ________. <em>Exercícios de admiração (Ensaios e perfis)</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.</p>
<p>9.4. ________. <em>Silogismos da Amargura</em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.</p>
<p>9.5. SONTAG, Susan. <em>Diante da dor dos outros</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</p>
<p><strong>10. Roteiro das aulas:</strong></p>
<p><strong>01/08</strong> &#8211; Atividade 1:  Apresentação do curso no 2º semestre.  Apresentação e discussão da bibliografia.</p>
<p><strong>08/08</strong> – Atividade 2: Fernando Pessoa x Mario Faustino. Chamada dos alunos que apontarão destaques e antagonismos entre os poemas para o debate ético: o super-herói ético; o anti-herói ético.</p>
<p><strong>15/08</strong> &#8211; Atividade 3: Max Weber. Exposição dos temas fundamentais do texto: a ética da convicção; a ética da responsabilidade.</p>
<p><strong>22/08</strong> &#8211; Atividade 4: Karl Kraus. Exposição dos temas fundamentais do texto: aforismo; crítica; radicalidade.</p>
<p><strong>29/08 </strong>– Atividade 5: Exercício de ética aplicada.<strong></strong></p>
<p><strong>05/09</strong> &#8211; Atividade 6: Ludwig Wittgenstein. Exposição dos temas fundamentais do texto: ética do indizível, linguagem.</p>
<p><strong>12/09 &#8211; </strong>Atividade 7: Indústria Cultural / Theodor Adorno / Max Horkheimer. Exposição dos temas fundamentais do texto: implicações éticas a partir dos mecanismos da indústria cultural.</p>
<p><strong>19/09 – Atividade 8: Prova bimestral.</strong></p>
<p><strong>26/09</strong> &#8211; Atividade 9: Análise, discussão da prova e entrega das notas.</p>
<p><strong>03/10</strong> &#8211; Atividade 10: Sociedade do Espetáculo / Guy Debord. Exposição do tema fundamental do texto: o “capital que se torna imagem”.</p>
<p><strong>17/10 </strong>– Atividade 11: Exercício de ética aplicada.</p>
<p><strong>24/10</strong> &#8211; Atividade 12: E. M. Cioran / Susan Sontag. Exposição dos temas fundamentais do texto: o pensar contra si mesmo.</p>
<p><strong>31/10</strong> &#8211; Atividade 13: Janet Malcolm. Exposição do tema fundamental do texto: o jornalismo como profissão indefensável.</p>
<p><strong>07/11 &#8211; Atividade 14: Prova bimestral</strong></p>
<p><strong>14/11</strong> &#8211; Atividade 15: Entrega das provas e discussão das mesmas.</p>
<p><strong>21/11 – </strong>Atividade 16: Alunos avaliam o curso. Data final para entrega dos relatórios da Atividade Complementar.</p>
<p><strong>28/11</strong> &#8211; Atividade 17: Reposição de aula (se necessário).</p>
<p><strong>05/12 &#8211; Atividade 18: Prova substitutiva. </strong></p>
<p><strong>12/12 &#8211; Atividade 19: Exame final.</strong></p>
<p><strong>Atividade Complementar – 2º semestre de 2012</strong></p>
<p>A atividade complementar do curso de Ética Jornalística no 2º semestre (quatro horas ao todo, duas horas por bimestre) consiste em produzir um Relatório – 50 linhas no máximo – que atenda aos seguintes requisitos:</p>
<p>Contenha o depoimento de um jornalista profissional sobre o impacto que lhe causou, na profissão, a leitura do livro O jornalista e o assassino, de Janet Malcolm.</p>
<p>A atividade consiste em procurar e encontrar um jornalista que tenha lido o livro e que tenha sido impactado por esta leitura de alguma forma.</p>
<p>Os alunos devem se organizar para evitar depoimentos repetidos. Depoimentos de um mesmo jornalista – mesmo colhidos em classes diferentes – não serão aceitos.</p>
<p>O Relatório deve conter, além do depoimento, um breve currículo do jornalista depoente no sentido de mostrar qual é (ou foi) a sua atuação na profissão.</p>
<p>O depoente deve ser experiente e ter exercido a profissão por dez anos, no mínimo.</p>
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		<title>Até onde é possível ir pela informação?</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 20:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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Por Natalia Mazotte
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Em meio ao escândalo de escutas ilegais e subornos envolvendo o grupo de mídia de Rupert Murdoch, News Corporation, a discussão sobre ética ganha fôlego entre profissionais da imprensa. Há limites no jornalismo em sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: x-small;"><em>Publicada no site do Knight Center of Jornalism in the Americas em 20/07/2100 às 15:53</em><span style="WIDOWS: 2; TEXT-TRANSFORM: none; TEXT-INDENT: 0px; LETTER-SPACING: normal; BORDER-COLLAPSE: separate; FONT: 16px 'Times New Roman'; WHITE-SPACE: normal; ORPHANS: 2; COLOR: #000000; WORD-SPACING: 0px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"><span style="LINE-HEIGHT: 18px; FONT-FAMILY: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; COLOR: #999999; FONT-SIZE: 11px"> </span></span></span></div>
<p><span style="font-size: x-small;"></p>
<div><span style="font-size: x-small;"><strong>Por Natalia Mazotte</strong></span></div>
<p><span style="font-size: x-small;">Read in <a href="http://caiotulio.com/how-far-should-you-go-to-cover-a-story/" target="_blank">English</a> Lea en <a href="http://caiotulio.com/%c2%bfhasta-donde-es-posible-llegar-por-obtener-una-informacion/" target="_blank">Español</a></p>
<p>Em meio ao escândalo de escutas ilegais e subornos envolvendo o grupo de mídia de Rupert Murdoch, News Corporation, a discussão sobre ética ganha fôlego entre profissionais da imprensa. Há limites no jornalismo em sua busca por informações?</p>
<p>Segundo Caio Túlio Costa, doutor em ciências da comunicação pela USP e professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero, o jornalismo apresenta uma &#8220;moral provisória&#8221;, moldada para caber em cada momento e em cada necessidade da indústria de comunicação em sua produção de notícias. Grampos e subornos são os exemplos extremos dessa moral.</p>
<p>Costa trabalhou durante 21 anos no Grupo Folha, foi fundador e diretor geral do Universo Online (UOL) e o primeiro ombudsman da imprensa brasileira. Em entrevista ao Centro Knight para o jornalismo nas Américas, ele comenta o caso News Corp. e diz não ver grandes mudanças na forma de fazer jornalismo com as mídias digitais.</p>
<p><strong>O que é essa &#8220;moral provisória&#8221; do jornalismo que você aborda em seu último livro?</strong></p>
<p>A ideia desse conceito é mostrar ao consumidor de informação jornalística que dependendo da situação, dependendo do fato, há formas diferenciadas de abordagem, análise, divulgação e apuração. Essas variações refletem, do ponto de vista ético, processos mais corretos ou menos corretos, em função dos interesses da publicação. O jornalista pode, sob a justificativa do interesse público, por exemplo, se disfarçar e contar uma mentira para obter uma informação. Ele pode não achar correto mentir no dia a dia, mas acha naquele momento, pra obter determinado dado. É isso que eu chamo de moral provisória.</p>
<p><strong>Então tudo é justificável em prol do interesse público?</strong></p>
<p>Não, de modo algum. Mas eu não me coloco como um ditador ou julgador do limite entre o que é ou não justificável, acho que esse não é o meu papel. Esse conceito não pretende dizer como o jornalismo deve ser feito, e sim mostrar as suas práticas.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião a respeito dos escândalos envolvendo a News Corp.?</strong></p>
<p>Esse é um exemplo flagrante do uso dessa moral provisória em um nível ainda mais dramático, pois, pelo que a gente vê no noticiário, todos os limites foram ultrapassados. Nós não estamos falando apenas de pessoas públicas, estamos falando de cidadãos que tiveram seus telefones grampeados, estamos falando do trabalho jornalístico atrapalhando o trabalho da investigação policial e levando uma angústia brutal a famílias de vítimas de atentados como o de 11 de setembro.</p>
<p><strong>Você teme tentativas de maior controle legal e judicial sobre a atividade da imprensa diante desses acontecimentos?</strong></p>
<p>Sim, graças à enorme irresponsabilidade do clã dos Murdoch. O que consola é que sem as liberdades de expressão e de imprensa, o jornal britânico Guardian não teria conseguido reerguer essa história e, assim, trazê-la à realidade. Em duas semanas, as ações da News Corp. baixaram, um jornal foi fechado, uma investigação parlamentar foi aberta, prisões foram feitas, um jornalista morreu, as responsabilidades estão sob investigação policial e o mundo acompanha online o caso, livremente. Devemos trabalhar para que a liberdade de imprensa perdure.</p>
<p><strong>É possível estabelecer limites éticos claros sem cercear a atividade jornalística?</strong></p>
<p>Sim, sem dúvida nenhuma. Um dos jornalismos mais acurados que existe é o praticado pela BBC, por exemplo. Ali não se usa câmera escondida e não se dá vazão a grampos criminosos.</p>
<p><strong>O que muda nessa moral provisória com a mídia digital?</strong></p>
<p>Quando eu falo de moral provisória, estou pensando naquele profissional que está tecnicamente capacitado a praticar o jornalismo. Inclusive ele tem uma defesa para os desvios éticos em função do que ele entende que seja uma moralidade pública do jornalismo. Quando você entra nas mídias digitais, a moralidade do técnico se mistura com a moral praticada pelo cidadão. Então há uma certa &#8220;vulgarização&#8221; da moral provisória. Para o bom jornalismo, tudo que se aplicava antes continua, não há grandes mudanças.</p>
<p><strong>Vários veículos têm lançado cartilhas com normas para o uso das redes sociais por jornalistas e alguns chegam até a proibir a opinião nesses espaços. O que você acha dessa prática?</strong></p>
<p>Esse é um fenômeno novo de tentativa de controlar os funcionários do ponto de vista da sua expressão. Nós temos que zelar para que as pessoas possam expressar suas opiniões. No entanto, o jornalista, como qualquer empregado, tem que seguir códigos de conduta que deixem claros os limites empresariais. Não dá pra ser ingênuo a ponto de achar que o jornalista não tem que se adaptar aos limites da empresa. Agora, esses limites também precisam estar pautados por normas éticas, não podem querer cercear a palavra.</p>
<p><strong>A ética jornalística mudou a partir dos vazamentos feitos pelo Wikileaks?</strong></p>
<p>Vazamentos sempre alimentaram o jornalismo, a internet apenas ampliou isso, como podemos ver com o Wikileaks. O que mudou é que agora nós temos concorrentes na nova mídia digital. Não somos mais os donos da informação e os únicos a manipular os vazamentos. Os desafios são concorrenciais, pois a internet tirou das empresas de comunicação o poder absoluto de mídia. A questão principal não é ética, mas concorrencial. Nós, jornalistas, não estamos vivendo com nada muito diferente do que já estávamos acostumados.</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
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		<title>Poder sem responsabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 19:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no blog da MVL Comunicação e no site do Observatório da Imprensa, ambos em 20/07/2011
Caio Túlio Costa
Estive nesta terça-feira (19/7) no programa Entre Aspas, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente no blog da <a href="http://www.mvl.com.br/blog/poder-sem-responsabilidade/" target="_blank">MVL Comunicação</a> e no site do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/poder-sem-responsabilidade" target="_blank">Observatório da Imprensa</a>, ambos em 20/07/2011</em></p>
<p><strong>Caio Túlio Costa<br />
</strong>Estive nesta terça-feira (19/7) no programa <a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/entre-aspas/v/jornalistas-brasileiros-analisam-o-escandalo-dos-tabloides-britanicos/1569957/#/Todos os Vídeos/page/1" target="_blank">Entre Aspas</a>, da Globo News. Rupert Murdoch acabara de comparecer ao Parlamento britânico para dar respostas aos deputados, na esteira das revelações lamacentas que envolvem métodos de investigação jornalística de seus jornais, o finado News of the World na berlinda.<br />
Monica Waldvogel queria saber se Murdoch tinha se saído bem. Eu e Ricardo Gandour, do Estadão, nos propusemos a analisar o caso.<br />
Tudo que veio à tona nos últimos dias extrapola, de longe, todo o pior que se pode esperar de um jornal comandado pelo clã dos Murdoch.<br />
Keith Rupert Murdoch é figura conhecida dos críticos da mídia. Em 1981, por exemplo, saiu a primeira edição do livro &#8220;Power without Responsibility&#8221;, ou Poder sem Responsabilidade, de James Curran, cuja capa original mostra Murdoch espetando o globo terrestre. Repare: essa imagem tem 30 anos.<br />
Há três décadas se discute os métodos do australiano que ganhou um jornal do pai na cidade de Adelaide e, desde os anos 50, expandiu os domínios construindo um império de comunicação na Europa e nos EUA.<br />
A expressão cunhada por Curran – poder sem responsabilidade &#8211; define bem o tipo de jornalismo praticado pelos Murdoch , que vai da extrema direita (Fox News), passando por uma tentativa de aquisição de respeitabilidade (Wall Street Journal) e desaba nas cloacas inglesas (The Sun, News of The World) que exploram em especial a fofoca, as traições, as revelações íntimas de celebridades, o <em>bas-fond</em> da política.<br />
Se as pesquisas de mercado mostram um vácuo de publicações no jornalismo conservador, Mudorch lança uma emissora de TV conservadora. Se há<span style="color: #800080;"> </span>mercado para algo mais liberal, ele compra o Wall Street Journal. Se o público adora futrica, então é com ele mesmo, espalha tablóides por<span style="color: #800080;"> </span>todos os cantos. Para conseguir a futrica, não importa que sejam necessários métodos que ele diz desconhecer, praticados por subordinados seus que se viram enganados pelos próprios subordinados – numa bem estruturada sequência de respostas ensaiada com a ajuda de seus advogados.<br />
Ele tem muito poder com as suas publicações – daí ser recebido pela porta dos fundos no gabinete do primeiro-ministro britânico, outro poderoso bastante chamuscado com este caso.<br />
Ou seja, Murdoch tem poder, não tem nenhuma responsabilidade. Nas duas acepções: a da responsabilidade direta nos grampos e a substantiva responsabilidade do publisher frente à acuidade ética na captação e divulgação da notícia, do que é notícia.<br />
O filho Jaime – responsável pelas empresas do pai na Europa, eis aí mais um reforço do substantivo responsabilidade – estava ao seu lado no Parlamento. Não conseguiu explicar por que sua empresa continua pagando os advogados do detetive particular que o tablóide contratara e do jornalista igualmente grampeador. Se deplora o que foi feito, por que ainda sustenta a sua defesa? Não explicou.<br />
Murdoch começou o depoimento de paletó é gravata, fez questão de interromper o filho para exclamar ser aquele o dia &#8220;mais humilhante&#8221; de sua vida, respondeu a todas as questões e, quase no final, levou uma &#8220;tortada&#8221; de creme de barbear lançada por um humorista desconhecido,<br />
Marbles. Tirou o paletó, manchado de creme, e continuou seco e direto nas respostas. No final, Rupert Murdoch se saiu bem no Parlamento – há quem diga que esta batalha ele teria ganho.<br />
O que chama atenção neste caso é a velocidade com a qual as notícias se espalharam mundo a fora, em especial no ambiente da internet. Foi no começo de julho que o jornal inglês The Guardian mostrou evidências de que as escutas telefônicas eram generalizadas no News of the World e que sua empresa-mãe pagara mais de 1 milhão de libras esterlinas para resolver os casos jurídicos ligados a esta prática.<br />
Detalhe: o tal Jonnie Marbles, por exemplo, tinha mil seguidores no Twitter. Ganhou 14 mil na sequência da &#8220;tortada&#8221;, ação antecipada no microblog: &#8220;It is a far better thing that I do now than I have ever done before&#8221;. Algo como: &#8220;De longe, o que eu farei agora é a melhor coisa que jamais fiz&#8221;. Wendi Deng, a jovem esposa de Murdoch que saiu em sua defesa contra o agressor, acabou a noite de terça-feira listada nos trending topics (a lista dos assuntos ou de nomes em maior evidência) do Twitter, chamada de &#8220;ninja&#8221;, em alusão à sua origem asiática e a rapidez com que partiu pra cima de Marbles.<br />
Cloaca aberta, responsabilidade maior negada, o que sobra disso tudo?<br />
A preocupação é a de que a obsessão legisladora recrudesça em todo o mundo. Há uma idéia, generalizada, difusa, da necessidade de &#8220;controle&#8221;. No entanto, o Reino Unido deu uma lição ao mundo. Ali existe tanto a regulação unindo Estado e sociedade civil no Ofcom (o Office of Communications), quanto a autorregulação, via Press Complaints Commission (a comissão de queixas à imprensa), órgão criado e mantido pela própria imprensa. Ambas as instituições estão sendo criticadas por terem sido negligentes neste caso.<br />
No entanto, atente para o fato de que foi um jornal, o Guardian, quem levantou o assunto de novo agora (ele existe desde 2002 quando a menina Milly Bowler foi assassinada e seu celular grampeado pelo jornal de Murdoch) e o colocou no pé que está.<br />
Em duas semanas, as ações da News Corp baixaram, um jornal foi fechado, investigação parlamentar foi aberta, prisões foram feitas, um jornalista morreu, as responsabilidades estão sob investigação policial e o mundo acompanha online o caso, livremente.<br />
Sem liberdade de expressão, sem liberdade de imprensa, sem concorrência, sem imprensa preocupada em incomodar os poderosos, não existiria nada disso. O toque macabro é que nada parece indicar que a imprensa que chafurda no esgoto esteja condenada – os outros tablóides passaram a vender mais depois do fechamento do News of the World.</p>
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		<title>Discurso sobre a lucidez</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 17:19:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado no Observatório da Imprensa em 12/07/2011 na edição 650. Republicado no blog do site mvl.com.br
Caio Túlio Costa
Poucas entrevistas de profissionais de jornais são tão lúcidas quanto a concedida à Folha de S.Paulo na segunda-feira (11/7) por Juan Luis Cebrián, fundador do jornal espanhol El País e presidente do Grupo Prisa (ver &#8220;Google e Facebook [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><em>Publicado no Observatório da Imprensa em 12/07/2011 na edição 650. Republicado no blog do site mvl.com.br</em></span></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span><strong>Caio Túlio Costa</strong></p>
<p>Poucas entrevistas de profissionais de jornais são tão lúcidas quanto a concedida à Folha de S.Paulo na segunda-feira (11/7) por Juan Luis Cebrián, fundador do jornal espanhol El País e presidente do Grupo Prisa (ver &#8220;<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/google-e-facebook-sao-os-concorrentes-dos-jornais" target="_blank">Google e Facebook são os concorrentes dos jornais</a>&#8220;).</p>
<p>Ele encadeou duas frases relevantes. A primeira: &#8220;O competidor da <em>Folha</em> não é o <em>Estado de S.Paulo</em>, é o Google, o Facebook, estes são nossos competidores reais&#8221;. E a segunda: &#8220;E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles&#8221;.</p>
<p>Ambas denotam clareza de sentido raras vezes expressa por publishers que se formaram nas mídias clássicas e ainda vivem delas.</p>
<p>Para chegar à compreensão dessas duas frases pequenas, mas enormes na profundidade dos desdobramentos do seu significado, os profissionais desta indústria, não só do Brasil como do exterior, precisam fazer uma operação de catarata. Precisam de uma intervenção que remova o cristalino opacificado dos olhos. Ele impede a visão nítida dos processos em curso.</p>
<p><strong>Domínio inexistente</strong></p>
<p>Para ficar em alguns exemplos de fora: nos EUA, a Time Warner não entendeu o que Cebrián expressa. Ela teve a AOL nas mãos e deixou-a definhar. O magnata Rupert Murdoch, idem. Ele teve o MySpace nas mãos e deixou-o escapulir. O New York Times ainda não viu a intensidade da luz. No Reino Unido, a BBC também entendeu pouco. Na Espanha, por mais paradoxal que possa parecer, nem Cebrián conseguiu convencer o seu grupo de comunicação a investir em linha com os desdobramentos do que ele expressa em palavras, com perfeição.</p>
<p>No Brasil, justiça seja feita, o único grupo de comunicação que entendeu de alguma forma (um tanto esquizofrênica) que a web deve ser abraçada naquilo que teve de mais inusitado em relação à indústria clássica – a interatividade, a impossibilidade de se ter um modelo vertical de negócio como é o da imprensa tradicional – é o Grupo Folha, com a iniciativa pioneira do UOL. Os demais grupos ainda tateiam sem conseguir saber ao certo onde o galo canta, porque, sem dúvida, o ouviram cantar.</p>
<p>Explico-me. Desde o século 19, quando a indústria da comunicação conseguiu ganhar escala, ela se sustenta num modelo que, no fundo, é um modelo de distribuição. Vou colocar o verbo no passado porque parte do que será dito à frente não acontece mais exatamente como sempre aconteceu – como os classificados, que mirraram nos jornais de todo o mundo depois do advento do Google.</p>
<p>Enfim, a empresa de comunicação produzia conteúdo e vendia espaço para publicidade (anúncios de página ou pequenos anúncios, os classificados). Dominava a técnica industrial da produção deste conteúdo informativo e publicitário e imprimia-o em papel (no formato de jornais e revistas) ou espargia-o pelo ar (via televisão e rádio). Em resumo, dominava o negócio da distribuição deste produto – seja via terrestre (entregar em bancas e domicílios) seja no ar (satélites, torres de transmissão).</p>
<p>Dominava toda a cadeia desta indústria, da produção dos conteúdos passando pela industrialização dele em papel ou em ondas de frequências baixas, médias ou altas. Fazia a distribuição deste conteúdo diretamente e unilateralmente para o consumidor. Detinha o domínio total da industrialização e distribuição do produto.</p>
<p>No novíssimo mundo da comunicação, que se pode considerar inaugurado no final do século 20, quando surge a internet comercial, essa verticalização de produção e distribuição, este domínio total do negócio da comunicação, deixou de existir.</p>
<p>As empresas até podem dominar mais de uma etapa no novíssimo e revolucionário processo da comunicação, mas ainda não apareceu aquela empresa que domine todas as etapas.</p>
<p>É aqui que entra a confusão.</p>
<p><strong>Olhos opacos</strong></p>
<p>Para colocar as coisas de forma a serem entendidas e, assim, obter sucesso na operação de catarata, é importante entender que esta nova indústria se assenta sobre quatro atividades distintas.</p>
<p>Primeira, a daquelas empresas que têm capacidade de produção de conteúdo na forma digital e de prover alguma eficácia na distribuição de anúncios online (sites de jornais, revistas, rádios, emissoras de TV). Segunda: daquelas empresas com capacidade de industrializar os aparelhos que suportam produtos digitais (computadores, consoles de games, aparelhos de telefonia móvel). Terceira, daquelas outras tantas com a expertise necessária para criar mediadores, manipuladores técnicos destes conteúdos (softwares). A quarta atividade pertence àquela parte das empresas que possui as redes de distribuição deste conteúdo (empresas de telecomunicações fixas e móveis, empresas de TV a cabo).</p>
<p>Algumas tentam somar atividades, mas pouquíssimas empresas desafiadoras do velho processo da comunicação o conseguiram. A Microsoft soma produção de software com produção de aparelhos – e conseguiu algo na produção de consoles de games, por exemplo. A Telefonica une produção de conteúdos noticiosos e de entretenimento (Terra) com sua atividade de telecomunicações.</p>
<p>Existem mais exemplos, poucos, mas é preciso ir adiante porque aconteceram coisas ainda mais relevantes. Desde a invenção da internet comercial, o conteúdo deixou de ser distribuído unilateralmente, o que viabilizou a verticalização e o domínio total do negócio. Então o consumidor passou de passivo a ativo. Adorou a interação, gostou de poder transferir para o mundo do megafone online as vitórias e as mazelas da sua vida cotidiana.</p>
<p>Ou seja, as pessoas passaram a ter elas próprias facilidades para criar conteúdos sem ter nenhum, absolutamente nenhum poder econômico. Qualquer um hoje pode se dirigir a um local de acesso público e gratuito à internet e criar um blog ou levantar um vídeo no YouTube. Com isso, poderá ganhar instantes de fama mundial se conseguir tocar corações e mentes com sua mensagem.</p>
<p>A indústria clássica da comunicação, avalizada pelo velho, bom e bem testado modelo de negócio da televisão e do rádio, achou que iria ganhar esta batalha apenas com a venda da publicidade online – primeiro erro. Achou que poderia melhorar as coisas se cobrasse pelo conteúdo que ela transpunha para o ambiente online – outro erro. Até hoje, vide iniciativa recente do New York Times, os jornais se torturam entre o ser e o não ser da cobrança de conteúdo.</p>
<p>Enquanto isso, o Google passou correndo por fora e conseguiu inventar uma maneira de manipular este conteúdo produzido tanto pela mídia clássica quanto pelos neófitos da nova mídia – pessoas, instituições e empresas. Criou um modelo nascido da experimentação do usuário, como constata muito bem Juan Luis Cebrián na entrevista.</p>
<p>Este modelo transformou o Google numa das maiores empresa de publicidade em todo o mundo a partir da sua capacidade extraordinária de indexar bem e de agregar conteúdos produzidos por outrem. Botou a humanidade conectada para trabalhar para ele, botou-a para interagir com seus algoritmos, criou facilidades para devolver à humanidade conectada o que ela quer. E, nota irônica, a maior parte dos resultados de uma busca por uma notícia específica no Google vem dos sites da mídia clássica. Mas se notícia fosse o que mais interessa na rede, então seria bem mais fácil resolver essa equação.</p>
<p>Tudo isso acontece sob os olhos opacos dos tradicionais agentes da indústria da comunicação, que caminham a esmo sem enxergar com clareza o seu futuro. Urge uma operação de catarata bem feita. Juan Luis Cebrián está na ante-sala, com anestesia local, mas está lúcido. Continuarei neste assunto, aqui.</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
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		<title>Debate sobre empoderamento na web</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 21:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro debate da versão brasileira da Social Media Week (evento internacional que acontece simultaneamente em várias cidades como Nova York, São Francisco Roma, Parus, Toronto, Londres, Istambul, Hong Kong) ocorreu nesta segunda-feira (7/2/2011) em São Paulo, no auditório da FAAP.
O tema foi: &#8220;Estamos todos conectados, mas será que isso nos deixa efetivamente mais influentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro debate da versão brasileira da Social Media Week (evento internacional que acontece simultaneamente em várias cidades como Nova York, São Francisco Roma, Parus, Toronto, Londres, Istambul, Hong Kong) ocorreu nesta segunda-feira (7/2/2011) em São Paulo, no auditório da FAAP.</p>
<p>O tema foi: &#8220;Estamos todos conectados, mas será que isso nos deixa efetivamente mais influentes, poderosos e mais no controle do mundo?&#8221; Estava em questão o poder dos indivíduos e do coletivo a partir da explosao das mídias sociais. Participaram Caio Túlio Costa (MVL / Cásper Líbero), Fabio Kadow (Jogo de Negócios) e Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) com a moderaçao de Helder Araújo (Busk/TEDxSP).</p>
<p><strong>Repercussão da participação de Caio Túlio no Twitter (até as 19h30 de 7/2/2011):</strong></p>
<p>tarsisalvatore Társis Salvatore<br />
@biagranja se o Caio Tulio Costa é um dinossauro da internet&#8230;. eu devo ser um Australopithecus.<br />
9 minutes ago Favorite Retweet Reply</p>
<p>mvjbonfim Marcus Bonfim<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP / se der, #comofaz?<br />
1 hour ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Excelente debate sobre empoderamento no SP social media week. Mesa com Caio Túlio foi a primeira do dia. #smwsp<br />
1 hour ago</p>
<p>simoesss Simões Comunicação<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217;. <a href="http://bit.ly/fd76lc">http://bit.ly/fd76lc</a><br />
2 hours ago</p>
<p>simplebrasil Simple Brasil<br />
&#8220;A internet facilita o encontro das tribos&#8221; &#8211; Caio Túlio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>dgasparetti Daniel Gasparetti<br />
O Caio Túlio adora cagar regra de moderninho e liberal da internet mas as empresas sob comando dele sempre foram pré-históricas.<br />
2 hours ago</p>
<p>infoctae Equipe CTAE<br />
RT #SMWSP: Helder Araújo realiza perguntas sobre a utilização das mídias sociais a Caio Túlio Costa, Fabio Kadow, Bruno Natal e Tiago Lins<br />
2 hours ago</p>
<p>blogosphera Blogosphera<br />
#blogosphera Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://ow.ly/1bdNBr">http://ow.ly/1bdNBr</a><br />
2 hours ago</p>
<p>giovanni_dfcb Giovanni+DraftFCB<br />
<a href="mailto:RT@bluebusbr">RT@bluebusbr</a> Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>danzanella Daniel Zanella<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/s/101633">http://bbus.biz/s/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>Ad_Passione Ad Passione<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217;: <a href="http://bbus.biz/s/101633">http://bbus.biz/s/101633</a><br />
2 hours ago</p>
<p>thiagolajus Thiago Lajus<br />
&#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet apresentou virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>midiasblog Blog Mídias Sociais<br />
RT @gabrielouback: Caio Tulio Costa mencionou @manomenezes e a não-interação no iPad, mas o perfil de sua empresa segue: 0 pessoas. #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>cahpons Camila Pons<br />
A internet facilita o encontro das tribos &#8211; Caio Túlio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
Caio Tulio Costa #smwsp autoregulamentação via sociedade civil é o melhor caminho pra evitar leis abusivas e cerceamento liberdade expressão<br />
2 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
&#8220;O Google é um gde modelo d negócio q acabou c os classificados dos jornais d td o mundo. É a maior agencia d P&amp;P d mundo&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>vivianbau Vivian Baumann<br />
O Google é um gde modelo d negócio q acabou c os classificados dos jornais d td o mundo. É a maior agencia d P&amp;P d mundo. Caio Tulio #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio lembra q existe fúria regulatória por parte de todos govs e eu lembro q existe movimento BR contra&gt; #MEGANÃO #AI5DIGITAL<br />
2 hours ago</p>
<p>RodolfoMiwa Rodolfo Miwa<br />
Caio Tulio Costa: auto-regulação na rede já! #uod_oismw no #SMW sp<br />
2 hours ago</p>
<p>Tiago_Nogueira Tiago Nogueira<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>leandrooduarte Leandro Duarte<br />
RT @lets_talk: RT @Oi_Acontece: &#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>lets_talk Talk Interactive<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>Tiago_Nogueira Tiago Nogueira<br />
RT @midia8: A influência é a somatória de referências (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>vivianbau Vivian Baumann<br />
RT @hazine: &#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet só uniu virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
2 hours ago</p>
<p>GabrieLouback Gabriel Louback<br />
Caio Tulio Costa mencionou @manomenezes e a não-interação no iPad, mas o perfil de sua empresa segue: 0 (zero) pessoas. #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>Aleferreira Alessandra Ferreira<br />
Caio Túlio: Não existe forma de controlar/proibir mobilização em redes sociais. É possivel modificar a política de um país. #UoD_OiSMW<br />
2 hours ago</p>
<p>fabiopaiva fabiopaiva<br />
Caio Túlio Costa: O Google é a maior agência de publicidade do mundo #smwsp<br />
2 hours ago</p>
<p>Catarse_ Catarse<br />
RT @VRSS: #smwsp Quer aprofundar esta sociedade digital em rede que o Caio Túlio está caracterizando &gt; <a href="http://bit.ly/dVJ24F">http://bit.ly/dVJ24F</a> &gt; leia #FLUZZ<br />
2 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O Google é a maior agência de publicidade do mundo&#8221;, define Caio Túlio #SMWSP<br />
2 hours ago</p>
<p>thiagodtorres Thiago Torres<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>godlabs GodLabs<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>blogandoin Blogando.in<br />
Caio Túlio Costa: O google é uma grande Empresa de Publicidade! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Luziata Luciana Annunziata<br />
&#8220;O google é a maior agência de publicidade do mundo.&#8221; (Caio Tulio Costa) Será? #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>juliancunha_ Julian Cunha<br />
@<br />
RT @bluebusbr Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Caio Tulio fez o painel sozinho. Arrasou! #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O google é um baita modelo de negócios que aposentou o classificados dos jornais de todo mundo&#8221;, comenta Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Quer aprofundar sobre esta sociedade digital em rede que o Caio Túlio está caracterizando &gt; <a href="http://bit.ly/dVJ24F">http://bit.ly/dVJ24F</a> &gt; leia #FLUZZ<br />
3 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
<a href="http://twitpic.com/3xgsjy">http://twitpic.com/3xgsjy</a> &#8211; &#8220;Vocês vão ter que me aguentar&#8230;&#8221; Caio Túlio Costa (MVcom) #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>bluebusbr bluebusbr<br />
Caio Tulio na #smwsp &#8211; &#8216;O q muda é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8217; <a href="http://bbus.biz/t/101633">http://bbus.biz/t/101633</a><br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;as mídias clássicas continuam gerando conteúdo e despejando na sua cabeça. Porque ainda não sabem fazer diferente&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>soniagallo soniagallo<br />
RT @patriciamarinho: &#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>RaianaFreitass Raiana Freitas<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;O velho conceito de que eu produzo conteúdo e despejo na sua cabeça acabou&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O velho conceito de que eu produzo conteúdo e despejo na sua cabeça acabou&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>citricamkt Cítrica &#8211; Marketing<br />
&#8220;O jornal The Daily (iPad) não irá funcionar pois não há interação&#8221; Caio Túlio Costa &#8211; ex-presidente IG<br />
3 hours ago</p>
<p>i3_DigitalMkt i³ Agência Digital<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom) Fabio Kadow (Jogo de Negócios) Bruno Natal&#8230;<br />
3 hours ago</p>
<p>giovanni_dfcb Giovanni+DraftFCB<br />
Que tal essa: Caio Tulio Costa afirma que jornal The Daily não vai dar certo porque não tem interatividade #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>renatocamargo Bed Intruder<br />
vdd RT @biagranja: Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>081online 081online RecifeNews<br />
jc_online: Quem disse a última frase foi Caio Tulio Costa no #smwsp.: jc_online: Quem disse a última frase foi C&#8230; <a href="http://bit.ly/ejGbw7">http://bit.ly/ejGbw7</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
#fato RT @biagranja Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) ñ vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
Caio Tulio Costa no #smwsp o que define a internet é interatividade. não adianta colocar jornal no iPad, jornal do Murdoch não vai dar certo<br />
3 hours ago</p>
<p>iRodrigos Rodrigo Ribassis<br />
Será? RT @midia8: Garanto que o jornal exclusivo para o iPad, de Murdoch, não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>matheusbrasil Matheus Brasil<br />
Isso é imprevisível. RT @midia8: Garanto que o jornal exclusivo para o iPad não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa).<br />
3 hours ago</p>
<p>eou_agencia e|ou mkt direto<br />
A maior empresa de internet do século passado (oi?), a AOL, morreu pq associou-se às velhas mídias. (Caio Tulio Costa)<br />
3 hours ago</p>
<p>plannerfelipe Felipe Morais<br />
#smwsp a fusão timewarnerAOL fez a mídia tradicional matar o digital &#8211; Caio Tulio<br />
3 hours ago</p>
<p>evertonssouza Everton Souza<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP via @Oi_Acontece<br />
3 hours ago</p>
<p>coabitar Anderson Meneses<br />
RT @biagranja: Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A velha mídia conseguiu matar a AOL (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>biagranja Bia Granja<br />
Caio Tulio Costa, dinossauro da internet, está falando que o The Daily (jornal hype pra ipad) não vai dar certo. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>dkfelipe Felipe Delphorno<br />
Será? RT @Oi_Acontece: &#8220;O jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A influência é a somatória de referências (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O The Daily, o jornal para iPad, não vai dar certo, pode escrever o que eu estou falando&#8221;, profetiza Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>AltosEventos Altos Eventos<br />
&#8220;A vocação da rede é a interação.&#8221; Caio Túlio Costa (MVLcom) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio &#8221; A #oldmedia dos Marinhos, Civitas cujo mod. broadcaster exige controle ñ leva em conta a vocação distribuída da rede &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>rafaelbeckel Rafael Beckel<br />
Caio Tulio Costa: Projetos que não se adequarem à vocação da rede estarão fadados ao fracasso. Não adianta copiar velhos formatos. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;garanto q o jornal do murdoch não vai dar certo pq não leva em consideracão o q define a internet q é a interatividade&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>tatianatenuto Tatiana Tenuto<br />
 <br />
Caio Túlio Costa (MVL Com) não acredita no sucesso do The Daily, jornal exclusivo para iPad, por falta de interação. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>luizcruz Cruz<br />
Caio Túlio: &#8220;O jornal do Murdoch não dará certo porque não entende a vocação da rede&#8221;. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
Garanto que o jornal exclusivo para o iPad, de Murdoch, não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>RaianaFreitass Raiana Freitas<br />
RT @Oi_Acontece: &#8220;Transpor pra rede mecanismos antigos não dá certo. Não é a vocação da rede&#8221; diz Caio Túlio<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Sobre cauda longa: &#8220;O mundo já vivia em tribos antes da internet, ela apenas deu voz a essas tribos.&#8221; &#8211; Caio Tulio Costa. #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;Transpor pra rede mecanismos antigos não dá certo. Não é a vocação da rede&#8221; diz Caio Túlio<br />
3 hours ago</p>
<p>hansponto hans ponto<br />
RT @midia8: A rede tem uma vocação, e essa vocação é a interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>armindoferreira Armindo Ferreira<br />
QQ ação em rede social pressupõe respeito à vocação daquela rede &#8211; Caio Tulio Costa no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A rede tem uma vocação, e essa vocação é a interação (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>alissondi Alissondi<br />
RT @midia8: O trabalho em rede deve ser um trabalho de mobilização e não apenas a assinatura de um projeto (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
O trabalho em rede deve ser um trabalho de mobilização e não apenas a assinatura de um projeto (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>rev_brasileiros Revista Brasileiros<br />
No debate, Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP).<br />
3 hours ago</p>
<p>thamyzinha thamy almeida<br />
&#8220;A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou&#8221;, BACANA, PROF CAIO TÚLIO. #smwsp.<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp @haraujo complementa Caio Túlio &#8221; a 1a rede de todo mundo se dá no jardim de infância &#8211; nossa 1a rede de afetividade &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>veracostenaro Vera Costenaro<br />
&#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp via @patriciamarinho<br />
3 hours ago</p>
<p>leecavalcanti Lenise Cavalcanti<br />
#ficadica RT @midia8 A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou, pois a comunicação mudou (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio &#8221; o mundo já vivia em tribos muito antes da internet, o q efetivamente mudou foi o empoderamento do indivíduo &#8221;<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou, pois a comunicação mudou (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;O q muda, e q a indústria não entendeu ainda, é q as pessoas passaram a ter poder de mídia&#8221; Caio Tulio #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
Academia ainda não entendeu que o método de aprendizagem mudou (Caio Tulio Costa) #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>vitorlillo Vitor Lillo<br />
Caio Tulio Costa:&#8221; nunca ouvi restart&#8221; . Nao sabe o que tah ganhando&#8230;rsssss<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
&#8220;O que muda é que a rede deu a cada um de nós o poder de mídia, o alcance, a audiência são coisas secundárias&#8221; afirma Caio Túlio #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>yuikeda Yuri Ikeda<br />
RT @julianakataoka Caio Túlio Costa cita os conflitos nos Iraque e Egito como exemplos dessa união catalisada pelas redes sociais #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>VanMarinelli Vanessa Marinelli<br />
@<br />
Boa dica! Rt:@hazine &#8220;Ter uma causa é o que junta as pessoas, seja pessoalmente ou virtualmente&#8221; Caio Tulio no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>alinemolica Aline Molica<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>loirissimaa Ester Ferreira<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>CleversonQuedas Cleverson Makoski<br />
RT @midia8: O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
&#8220;O mundo ja vivia em tribo antes da internet, a internet só uniu virtualmente essas tribos&#8221; Caio Tulio #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Caio Túlio cita os conflitos nos Iraque e Egito como exemplos dessa união catalizada pelas redes sociais, Fabio Kadow, o esporte #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>fabianamotroni Fabiana Motroni<br />
e no #smwsp agora &gt; Empowered or Not &#8211; Caio Túlio Costa @haraujo Bruno Natal+Tiago Lins (Queremos) @FabioKadow ao vivo <a href="http://smw.oi.com.br">http://smw.oi.com.br</a><br />
3 hours ago</p>
<p>gabijuns Gabi Juns<br />
caio túlio costa: o que junta pessoas on ou offline é uma CAUSA. #SMWSP<br />
3 hours ago</p>
<p>andradedayane Dayane Andrade<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>ggibanet GIBANET<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP). SMW 2010<br />
3 hours ago</p>
<p>midiasblog Blog Mídias Sociais<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>dvianna David Vianna<br />
RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>tamyris_torres Tamyris Torres<br />
inveja de vc&#8230;. rs RT @midia8: A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>fepacheco Felipe Pacheco<br />
&#8220;O que junta as pessoas, virtualmente ou fisicamente, é a causa.&#8221; Caio Túlio Costa #UoD_OiSMW<br />
3 hours ago</p>
<p>patriciamarinho Patricia Marinho<br />
&#8220;O que junta as pessoas: uma causa&#8221; Caio Tulio Costa #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa) #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>hazine Luana<br />
&#8220;Ter uma causa é o que junta as pessoas, seja pessoalmente ou virtualmente&#8221; Caio Tulio no #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>VRSS Vinicius Rocha<br />
#smwsp Caio Túlio Costa revela-se um &#8220;baby boomer com um pé no X &#8221; pois sua rede de afetividade não está on-line<br />
3 hours ago</p>
<p>felipe_teles Felipe Teles<br />
Até voce ta ai, que inveja!!! RT @rapha_jorge A palestra do caio tulio costa e outros começou #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>eou_agencia e|ou mkt direto<br />
Caio Túlio Costa: &#8220;eu sou mais antigo, uso o e-mail&#8221;. O mundo definitivamente está muito acelerado. #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>midia8 Blog Mídia8!<br />
E começa o Social Media Week com Caio Túlio Costa #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>rapha_jorge rapha_jorge<br />
A palestra do caio tulio costa e outros começou #smwsp<br />
3 hours ago</p>
<p>gauge Gauge<br />
A primeira palestra do #smwsp é sobre #mobilização com Caio Túlio, Fabio Kadow, Bruno Natal, Tiago Lins e Helder <a href="http://bit.ly/icv9ON">http://bit.ly/icv9ON</a><br />
3 hours ago</p>
<p>Oi_Acontece Oi Acontece<br />
Primeira palestra: Empowered or Not? Com Caio Tulio Costa, Fabio Kadow, Bruno Natal, Tiago Lins, com moderação de Helder Araújo.<br />
3 hours ago</p>
<p>DeM10 DeM10<br />
Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) e Helder Araújo (Busk/TEDxSP) agora no #SMWsp<br />
3 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Equipe digital da @mvlcomunicacao na #smwsaopaulo Agora para palestra com Caio Tulio <a href="http://instagr.am/p/BdQ0t/">http://instagr.am/p/BdQ0t/</a><br />
3 hours ago</p>
<p>thamyzinha thamy almeida<br />
atenção pro querido do Caio Túlio palestrando na Social Media Week em instantes. #smwsp <a href="http://bit.ly/gb9Gpr">http://bit.ly/gb9Gpr</a><br />
4 hours ago</p>
<p>Vezon_ Vinícius Bocato<br />
A quem interessar, a programação será transmitida por um streaming da Oi. Terá o Caio Túlio Costa (sempre), Rafinha Bastos, entre outros&#8230;<br />
4 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Tulio já chegou na FAAP para participar dos debates de hoje do Social Media Week #smwsp<br />
4 hours ago</p>
<p>Stephanie_Jorge Stephanie_Jorge<br />
Partiu #smw o primeiro painel será sobre o empoderamento relacionado as mídias sociais com Caio Túlio Costa.<br />
5 hours ago</p>
<p>FabioKadow FabioKadow<br />
Bora p/ FAAP onde estarei no 1º painel de debates da @SMWsaopaulo junto com @URBe @tcompagnoni @haraujo e @mvlcomunicacao (Caio Tulio)<br />
6 hours ago</p>
<p>criativaagencia Criativa Agência<br />
RT @hpassaro: Hj o prof da Cásper, Caio Túlio, participará do debate Empowerd or Not na #smwsp ás 15:00 http:… (cont) <a href="http://deck.ly/~3pD0F">http://deck.ly/~3pD0F</a><br />
6 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Túlio Costa (da MVL), Fabio Kadow (Jogo de Negócios), Bruno Natal, Tiago Lins (Queremos) debatem hoje 15h na Social Media Week em SP.<br />
6 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Redes Sociais e Egito? Veja participação de Caio Túlio Costa no Entre Aspas, da Globo News: <a href="http://migre.me/3PwPw">http://migre.me/3PwPw</a><br />
7 hours ago</p>
<p>mvlcomunicacao MVL Comunicação<br />
Caio Tulio Costa, da MVL, estará hoje às 15h no debate sobre empoderamento do Social Media Week SP: socialmediaweek.org/saopaulo/2011/…<br />
7 hours ago</p>
<p>hpassaro Atlética Cásper<br />
Hj o prof da Cásper, Caio Túlio, participará do debate Empowerd or Not na #smwsp ás 15:00 <a href="http://socialmediaweek.org/saopaulo/schedule/">http://socialmediaweek.org/saopaulo/schedule/</a><br />
7 hours ago</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://caiotulio.com/debate-sobre-empoderamento-na-web/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novas mídias e conflitos no Egito</title>
		<link>http://caiotulio.com/as-novas-midias-e-os-conflitos-no-egito/</link>
		<comments>http://caiotulio.com/as-novas-midias-e-os-conflitos-no-egito/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 18:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo gandour]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tonico pereira]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://caiotulio.com/?p=2389</guid>
		<description><![CDATA[O programa Entre Aspas, da Globo News, desta quinta-feira (3/2/2011) abordou o tema das novas mídias nos recentes acontecimentos no Oriente Médio, em especial na Tunísia e no Egito.
Com a presença dos jornalistas Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour (Estadão), mediados por Tonico Pereira, o programa abordou temas relacionados à questão da democracia e tecnologia.
Sob o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa <a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1645792-17665-309,00.html" target="_blank">Entre Aspas</a>, da Globo News, desta quinta-feira (3/2/2011) abordou o tema das novas mídias nos recentes acontecimentos no Oriente Médio, em especial na Tunísia e no Egito.</p>
<p>Com a presença dos jornalistas Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour (<em>Estadão</em>), mediados por Tonico Pereira, o programa abordou temas relacionados à questão da democracia e tecnologia.</p>
<p>Sob o título &#8220;Novas mídias influenciam a política no Oriente Médio&#8221;, o site do Entre Aspas explica que &#8220;em alguns países, os governos precisam derrubar servidores para bloquear o fluxo de informação&#8221;.</p>
<p>A partir de indagações colocadas pelo programa, de como velhas ditaduras tentam resistir aos protestos e às novas tecnologias de informação, realizaram-se os debates.</p>
<p>Conforme o texto introdutório do programa, tanto no Egito como na Tunísia, não são poucos os relatos de que as primeiras manifestações pela democracia nasceram via mundo digital. As redes de informação, descentralizadas, em que cada internauta passa a ser um produtor de notícias, desafiam a fome de controle dos regimes autoritários.</p>
<p>Mas será que as novas mídias tem mesmo um caráter libertário? São mais difíceis de serem controladas pelas ditaduras?</p>
<p>Ou será ao contrário? Será que blogs e redes sociais são veículos poderosos que também podem ser usados para idéias autoritárias e extremistas?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1427181&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></p>
<p>Veja no vídeo acima como Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour abordaram a questão.</p>
<p>No programa falou-se também do livro <em>Net Delusion</em> de Evgeny Morozov. Quem quiser conhecê-lo melhor, ainda sem tradução em português, pode se informar no<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/tag/net-delusion/" target="_blank"> blog </a>de Tiago Dória.</p>
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		<title>Se a eleição fosse pela web, Marina teria vencido no 1º turno</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 16:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado no Portal Imprensa, Últimas Notícias, em 04/11/2010 17:01
Por Ana Ignacio/Da Redação
 

[Para assistir a íntegra da palestra vá para o site da MVL Comunicação]
Nesta quinta-feira (04/11/2010), a equipe responsável pela campanha presidencial da senadora Marina Silva (PV) se reuniu em São Paulo (SP) para falar sobre o trabalho realizado durante a corrida pelo Planalto: &#8220;Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: small;"><span><em>Publicado no Portal Imprensa, Últimas Notícias, em 04/11/2010 17:01</em></span></span></div>
<div><span style="font-size: small;"><span><strong>Por Ana Ignacio/Da Redação</strong></span></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span> </p>
<p></span></span></p>
<p>[Para assistir a íntegra da palestra vá para o site da <a href="http://www.mvl.com.br/" target="_blank">MVL Comunicação</a>]</p>
<p>Nesta quinta-feira (04/11/2010), a equipe responsável pela campanha presidencial da senadora Marina Silva (PV) se reuniu em São Paulo (SP) para falar sobre o trabalho realizado durante a corrida pelo Planalto: &#8220;Como a internet ajudou Marina Silva a atingir 20 milhões de votos&#8221;, era o tema do encontro que destacou as atuações de comunicação realizada pela equipe nas múltiplas plataformas. Sob responsabilidade da MVL comunicação, a senadora é apontada como um dos fatores que levou as eleições para o segundo turno.</p>
<p>Contrariando o que a grande maioria dos críticos pensa, o jornalista Caio Túlio Costa, coordenador da campanha de Marina, não acredita na tese de que a internet não teve impacto nas eleições brasileiras. &#8220;Dizem que a internet não foi importante, mas no caso da Marina foi o contrário. Foi algo extraordinário&#8221;, disse destacando que a candidata do PV foi a terceira colocada mais votada desde a redemocratização. Normalmente, nos processos eleitorais, os dois principais candidatos possuem muito mais votos que o terceiro. &#8220;Falam também que a arrecadação na internet foi um fracasso, foi um estouro&#8221;, diz destacando que não há como comparar o caso de Obama que teve 632 dias de campanha, enquanto aqui no Brasil foram apenas 246, sendo que as doações, no caso de Marina, foram arrecadas em 58 dias.</p>
<p>Todo o trabalho de comunicação da campanha foi voltado para a internet. A equipe levou Marina Silva para a Campus Party, famosa feira de tecnologia, em janeiro de 2010, para fazer o que eles chamam de &#8220;batismo digital&#8221;. &#8220;Queríamos falar com aquele público. Quem está na Campus Party, está no Twitter. São a vanguarda da internet&#8221;, avalia Costa.</p>
<p>O principal papel da internet na campanha teria sido o de dar espaço para Marina uma vez que ela não tinha muita visibilidade na mídia tradicional. Com tempo de TV muito inferior ao de seus oponentes, foi preciso arranjar uma outra forma de se colocar em destaque. &#8220;A mídia tradicional tinha dois candidatos elegíveis. A internet colocou mais um&#8221;, explica Costa.</p>
<p>&#8220;Estar na rede por estar, é o nada&#8221;</p>
<p>Apesar de não ter obtido sucesso total, uma vez que Marina não foi eleita e nem passou para o segundo turno, os coordenadores de comunicação consideram o trabalho de campanha um sucesso e destacam que um dos fatores que proporcionou isso foi o planejamento das ações. &#8220;Muita gente quer usar a internet para aparecer nas mídias clássicas. Isso não tem a menor importância. É importante que você saiba focar sua presença na rede. Não adianta estar por estar. Tem que respeitar a vocação da rede&#8221;, explica Costa</p>
<p>Além disso, o constante acompanhamento e debate nas redes sociais também são fatores decisivos.&#8221;Sem monitoramento não tem conversa e não tem sentido ficar restrito ao meio virtual porque não dá para votar pela internet. Se desse, ela teria sido eleita no primeiro turno, mas o meio virtual gera conversa&#8221;. Uma conversa muito mais intensa e entre muito mais gente do que os outros meios proporcionam.</p>
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		<title>Só o conteúdo não basta</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 12:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caio Túlio Costa participou de debate no oitavo congresso anual da Associação Nacional de Jornais, a ANJ, em 19 de agosto de 2010 no Rio de Janeiro.  Na ocasião, em discussão mediada por Antonio Athayde, Caio Túlio debateu com Walter de Mattos (do jornal Lance!) e com Sandra Sanches (do Globo). A oitava edição do Congresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Caio Túlio Costa participou de debate no oitavo congresso anual da Associação Nacional de Jornais, a ANJ, em 19 de agosto de 2010 no Rio de Janeiro.  Na ocasião, em discussão mediada por Antonio Athayde, Caio Túlio debateu com Walter de Mattos (do jornal Lance!) e com Sandra Sanches (do Globo). A oitava edição do Congresso Brasileiro de Jornais teve por tema o Jornalismo e Democracia na Era Digital.</em></p>
<p>Leia a seguir texto publicado em 19/8 no site da ANJ. As observações entre colchetes são de CTC.</p>
<p><strong>Empresas devem agregar conteúdos, além de gerá-los</strong></p>
<p>Com o tema &#8220;Gestão integrada da audiência impresso + digital&#8221;, painel mediado pelo consultor da ANJ, Antonio Athayde, discutiu como lidar com um mercado no qual apenas 7% da receita vai para quem gera a informação.</p>
<p>Sendo os jornais necessariamente geradores de conteúdo, como lidar com um mercado no qual 60% da receita vai para provedores de acesso, 20% para agregadores de conteúdo (Google, E-Bay, UOL, IG, Globo.com etc.), 14% para devices e “apenas” 7% para quem gera a informação?  “Uma coisa é certa”, afirma Caio Tulio Costa, consultor da Costa &amp; Kranz. “Não obteremos receita pela simples transposição do papel para as novas mídias.”</p>
<p>Caio alertou para o fato de que muitas empresas de internet que se fundiram com grupos de mídia tradicional – casa da AOL, que se fundiu com a TimeWarner – viram seus lucros e sua expertise declinarem. “Por outro lado, o Google, que corria por fora, acreditou na própria internet e conseguiu que mais de 60% de sua receita seja obtida com links patrocinados [60% com links patrocinado em busca e o restante com link patrocinado em parceiros de conteúdo], num claro sinal de que algumas empresas entenderam a importância se agregar conteúdo, em vez de apenas gerá-lo”, diz Caio.</p>
<p>Sandra Sanches, diretora executivo da unidade “O Globo” da Infoglobo, acrescentou outras perguntas do debate: “Focar em segmentos pode ser a saída para repor receitas e audiências? Quais nichos ainda não foram explorados? Como valorizar a curadoria da informação nos meios digitais? Não há respostas prontas, mas temos uma certeza fundamental: os leitores fazem buscas com palavras e nós, veículos, devemos oferecer conteúdos por nicho”, diz Sandra.</p>
<p>Na visão de Sandra, confiança tem valor perceptível: “Essa percepção é crescente na nossa indústria, tanto que um terço da audiência considera a possibilidade de pagar por informação de qualidade. O nosso potencial cliente é multimeios, mas não haverá relevância se não soubermos o que esse cliente deseja. Sabemos que os links patrocinados levam aos grandes jornais. Sugiro então investirmos em novas funções, como jornalistas programadores, produtores de newsgames, editor de sites de relacionamentos e analistas de mídias digitais”.</p>
<p>Walter de Mattos Jr., diretor presidente e editor do Grupo Lance!, acredita que podemos nos preparar para mudanças de curto prazo tanto quanto para as macrotendências: “Uma geração nativa digital está para surgir, mas podemos lidar urgentemente com o que está ocorrendo agora. Há pouco tempo, os conteúdos eram grátis, mas não tinham qualidade. Agora que têm qualidade e continuam sendo grátis o caminho é criar uma combinação entre os modelos pago e grátis por meio de acordos com outras empresas”. (Por Sergio Vilas-Boas)</p>
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		<title>Repercussão no Tweeter</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 18:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ALGUNS TWEETS A RESPEITO DO DEBATE SOBRE CAMPANHA ELEITORAL NA WEB
Interactive Adverstising Bureau do Brasil &#8211; 15 anos
Auditório do WTC em São Paulo, dia 12/08/2010 das 14h às 15h30.
mcoutinho #IAB15anos Excelente resumo da discussão com Caio Tulio, @MarceloBranco @sergiocaruso em http://migre.me/14k4B
kleytonmkt RT @luizmarinho: Caio Tulio garante que Marina estara no 2o turno mas admite que controlar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;">ALGUNS TWEETS A RESPEITO DO DEBATE SOBRE CAMPANHA ELEITORAL NA WEB</p>
<p><strong>Interactive Adverstising Bureau do Brasil &#8211; 15 anos</strong></p>
<p><em>Auditório do WTC em São Paulo, dia 12/08/2010 das 14h às 15h30.</em></p>
<p>mcoutinho #IAB15anos Excelente resumo da discussão com Caio Tulio, @MarceloBranco @sergiocaruso em http://migre.me/14k4B</p>
<p>kleytonmkt RT @luizmarinho: Caio Tulio garante que Marina estara no 2o turno mas admite que controlar a militancia eh impossivel. #15iab</p>
<p>kleytonmkt RT @luizmarinho: Sergio Caruzo pergunta a Caio Tulio: se Marina estivesse de fato disputando a lideranca sua campanha continuaria sendo de alto nivel? #15iab</p>
<p>MarceloBranco Valeu! Mto bom. RT @ameneghini: @MarceloBranco @sergiocaruso Caio Tulio e @mcoutinho obrigado pela participação no #iab15anos valeu!</p>
<p>dadolance No #iab15anos Caio Tulio Costa e o @marcelotas levaram o nível da discussão lá pra cima! E como sempre, mais do mesmo!</p>
<p>danzanella Debate da politica | Celulares trazem militantes, Caio Tulio pede doaçoes http://bit.ly/crxnoa</p>
<p>ameneghini @MarceloBranco @sergiocaruso Caio Tulio e @mcoutinho obrigado pela participação no #iab15anos valeu!</p>
<p>dudafleury RT @mcavalcanti Não entendi porque o Caio Tulio nao usa algo tipo PagSeguro para receber doacoes e aceitar boleto e deposito. #IAB15</p>
<p>fsori Vamo que vamo !!! RT @atmp: olha só&#8230;. caio tulio falando de como as montadoras (algumas) sabem trabalhar bem com a rede. tks! #iab15</p>
<p>Marigiamadje Marcelo Branco (PT), Caio Tulio (PV) e Sérgio Caruzo(PSDB). Muitas informações interessantes. #iab15anos</p>
<p>colunadonene &#8220;Se a Eleição fosse só de internet, Marina estava eleita no primeiro turno, pesquisas apontam q 58% votam nela.&#8221; Caio Túlio #iab15anos</p>
<p>carlanogueira &#8220;@IABBRASIL: Caio Tulio (PV), Marcelo Branco (PT) e Sergio Caruso (PSDB) em um produtivo debate no evento 15 anos de internet #15iab&#8221;</p>
<p>luizmarinho Caio Tulio garante que Marina estara no 2o turno mas admite que controlar a militancia eh impossivel. #15iab</p>
<p>luizmarinho Sergio Caruzo pergunta a Caio Tulio: se Marina estivesse de fato disputando a lideranca sua campanha continuaria sendo de alto nivel? #15iab</p>
<p>MonaDorf #iab15anos Caio Tulio discorda de Marcelo Branco posicionamento de candidatos é diferente de marcas, produtos em termos de propaganda</p>
<p>rodrigofranca clap clap clap! RT @atmp: olha só&#8230;. caio tulio falando de como as montadoras (algumas) sabem trabalhar bem com a rede. tks! #iab15</p>
<p>atmp TAS pede anunciante&#8230; Caio Tulio pede doação para a Marina&#8230; #iab15 tá pobre&#8230;</p>
<p>andrezimmermann #iab15anos interessante painel com os coordenadores de campanha online dos presidenciaveis. Caio Tulio (Marina) mais agressivo e marketeiro</p>
<p>grazidj RT @luizmarinho: Caio Tulio: &#8220;Marina e muito mais barata que Dilma. Ela aceita contribuicoes a partir de R$5 e a Dilma so aceita R$13 ou mais, uma fortuna&#8221;</p>
<p>bluebusbr Debate da politica | Celulares trazem militantes, Caio Tulio pede doaçoes http://www.bluebus.com.br/98329</p>
<p>colunadonene Caio Túlio pede doações para campanha de Marina provocando &#8220;Nós só pedimos 5 reais, a Dilma pede 13, um absurdo&#8221; #iab15anos</p>
<p>colunadonene Caio Túlio não perde oportunidades de fazer seu merchan #iab15anos</p>
<p>mcavalcanti #IAB15 monitoramento de redes sociais é semelhante a clipagem, diz Caio Tulio</p>
<p>MonaDorf Lei eleitoral veda propaganda de candidatos na internet &#8211; absurdo p/ Caio Tulio, da campanha de @Silva—marina</p>
<p>ltelles Tô gostando desse jeito fanfarrão do Caio Túlio fazendo merchan no meio do discurso. #iab15anos</p>
<p>colunadonene &#8220;Os investimentos em internet no Brasil em campanhas eleitorais na internet giram em torno de 5%.&#8221; Caio Túlio (Marina) #iab15anos</p>
<p>luizmarinho Caio Tulio faz propaganda e pede a plateia em tom de brincadeira doacoes para a campanha de Marina #iab15</p>
<p>colunadonene #iab15anos Caio Túlio (Marina) &#8220;A campanha não tem verba para SMS porque é muito caro, acho que precisamos rever isso nas próximas eleições&#8221;</p>
<p>ameneghini o SMS é caro mas aqui no #15anos é de graça, faça a sua pergunta &#8211; @MarceloBranco Caio Tulio @sergiocaruso e @mcoutinho 30120 + RBS+texto</p>
<p>colunadonene Caio Túlio anuncia no #iab15anos que semana que vem a campanha de Marina Silva trará uma &#8220;surpresa&#8221; nunca antes vista na política mundial.</p>
<p>MonaDorf Caio Tulio anuncia aqui no debate s/ eleicao na web do #iab15anos 1 grande acontecimento na campanha de @silva_marina</p>
<p>luizmarinho Caio Tulio prometeu para semana que vem uma &#8220;surpresa&#8221; na campanha da Marina Silva na internet #iab15</p>
<p>sinconedionline RT @IABBRASIL: &#8220;Nós teremos uma surpresa fantástica, provavelmente semana que vem, na rede. Vcs nunca viram isso em nenhum lugar do mundo&#8221;, diz Caio Túlio</p>
<p>luizmarinho Caio Tulio: &#8220;Marina e muito mais barata que Dilma. Ela aceita contribuicoes a partir de R$5 e a Dilma so aceita R$13 ou mais, uma fortuna&#8221;</p>
<p>tatitosi Caio Túlio reforça sobre a falta de evangelização na #net #obama #IAB15</p>
<p>2 days ago via Mobile Web</p>
<p>IABBRASIL &#8220;Nós teremos uma surpresa fantástica, provavelmente semana que vem, na rede. Vcs nunca viram isso em nenhum lugar do mundo&#8221;, diz Caio Túlio</p>
<p>ltelles &#8220;dá gosto fazer uma campanha propositiva pela rede&#8221; Caio Túlio sem medo de ser feliz! #iab15anos</p>
<p>ltelles Caio Túlio diz que não. outro cenário. E um bom ponto. Falta banco de dados e integração para transações. #iab15anos.</p>
<p>alejung &#8220;Nao dá pra repetir o fenömeno Obama no Brasil&#8221; Caio Túlio, coord. da campanha da Marina Silva #iab15anos</p>
<p>crisbussab RT @ameneghini: Vamos começar a segunda parte do agora com @mcoutinho Caio Tulio @sergiocaruso e @MarceloBranco #iab15anos</p>
<p>penachiando RT @IABBRASIL: Acaba de entrar no auditóri Caio Túlio, estrategista da campanha da candidata Marina Silva (PV) #15iab<br />
IABBRASIL No camarim do #15iab, Marcelo Blanco, Caio Tulio Costa, Sergio Caruzo e Marcelo Coutinho se aquecem p/ falar de investimento publi digital.</p>
<p>HufflepuffBR RT @MarceloBranco: HJ 13:30 painel &#8220;Internet nas eleições&#8221;: Eu, @sergiocaruso (DEM/PSDB) @mcoutinho (Terra) e Caio Tulio (PV) http://bit.ly/bXMKVh #iab15anos</p>
<p>joaosergio RT @MarceloBranco: HJ 13:30 painel &#8220;Internet nas eleições&#8221;: Eu, @sergiocaruso (DEM/PSDB) @mcoutinho (Terra) e Caio Tulio (PV) http://bit.ly/bXMKVh #iab15anos</p>
<p>　</p>
<p></span></p>
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