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	<title>Caio Túlio Costa &#187; rede</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>Painel na FGV discute neutralidade na Rede</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 11:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Principal]]></category>
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		<description><![CDATA[O jornalista e professor Caio Túlio Costa foi um dos palestrantes na quinta-feira, 2 de dezembro de 2010, de painel na Fundação Getúlio Vargas, no Rio, intitulado &#8220;Grandes Volumes de Dados: neutralidade&#8221;.
Conforme explica o site sobre o evento Interfaces 10, os grandes volumes de dados requerem métodos automáticos de tratamento que permitam deles extrair informação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>O jornalista e professor Caio Túlio Costa foi um dos palestrantes na quinta-feira, 2 de dezembro de 2010, de painel na Fundação Getúlio Vargas, no Rio, intitulado &#8220;Grandes Volumes de Dados: neutralidade&#8221;.</strong></p>
<p>Conforme explica o site sobre o evento Interfaces 10, os grandes volumes de dados requerem métodos automáticos de tratamento que permitam deles extrair informação adequada à necessidade do utilizador. Neutralidade, como discutida tradicionalmente no âmbito da governança da Internet, visa garantir a não diferenciação no tráfego dos datagramas, que são unidades básicas de informação que circulam na rede.</p>
<p>No painel discutiu-se o conceito de neutralidade aplicado às camadas de processamento da informação: na seleção automática dos dados relacionados à uma informação, na detecção de padrões intrínsecos aos dados e na visualização dos dados processados.</p>
<p>Participaram do painel:</p>
<p>Alexander Hanff – Privacy International &#8211; Inglaterra</p>
<p>Asla Sá – Centro de Matemática Aplicada – FGV</p>
<p>Caio Túlio Costa – Faculdade Cásper Líbero</p>
<p>Ricardo Morishita – Escola de Direito &#8211; FGV</p>
<p>A moderação ficou a cargo de Carlos Affonso Pereira de Souza, o CAF, do Centro de Tecnologia e Socieade &#8211; FGV</p>
<p>Programação completa do evento:</p>
<p>INTERFACES 10</p>
<p>Conferência Estratégica</p>
<p>Tecnologia : Sociedade : Inovação</p>
<p>Data: 2 e 3 de dezembro de 2010.</p>
<p>Local: FGV &#8211; Rio de Janeiro</p>
<p>Praia de Botafogo, 190, 12° andar</p>
<p>A conferência estratégica INTERFACES10 promove uma discussão sobre o avanço tecnológico para a promoção de políticas públicas e aperfeiçoamento de práticas privadas brasileiras.</p>
<p>Organizada conjuntamente pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito (CTS-FGV) e pelo Centro de Matemática Aplicada, ambos da Fundação Getulio Vargas, a conferência traz uma perspectiva abrangente tanto de ciências humanas quanto exatas, abordando não só questões políticas, econômicas e jurídicas, mas também questões técnicas. A conferência é realizada graças ao apoio do IDRC (International Development Research Center), no âmbito do projeto Open Business.</p>
<p>Dentre os temas abordados estão incluídas questões que irão propiciar grandes mudanças, como:</p>
<p>- a web semântica;</p>
<p>- o processamento automatizado de dados (como textos, imagens e vídeos);</p>
<p>- a visualização de grandes volumes de dados;</p>
<p>- o uso da tecnologia na educação;</p>
<p>- o impacto tecnológico nas práticas democráticas, incluindo a questão do voto eletrônico e da urna digital;</p>
<p>- a tecnologia em vista da produção cultural e do entretenimento;</p>
<p>- os direitos autorais;</p>
<p>- a cultura da internet;</p>
<p>- a emergência de novos modelos de negócio a partir da apropriação tecnológica;</p>
<p>- governança global da rede, incluindo o papel da ICANN e do IGF</p>
<p>- games e seu impacto social, bem sua análise enquanto mídia;</p>
<p>- o desafio da formalização das práticas tecnológicas periféricas, incluindo lan-houses e outros modelos de negócio;</p>
<p>- estrutura das redes sociais;</p>
<p>- grandes temas como privacidade, inovação aberta, neutralidade da rede e responsabilidade dos provedores;</p>
<p>- propostas de regulamentação legislativa com impacto sobre a rede: reforma dos direitos autorais, marco civil da internet e projeto de lei para o combate aos cibercrimes</p>
<p>O objetivo do seminário é contribuir para o posicionamento estratégico do Brasil com relação às diversas repercussões jurídicas, econômicas, políticas e técnicas, em um cenário de rápida transformação tecnológica.</p>
<p>Programação</p>
<p>02/12/2010</p>
<p>08:00 – Recepção</p>
<p>09:00 – Abertura do evento</p>
<p>09:30 – Painel 1 &#8211; Web Semântica: Representação do Conhecimento</p>
<p>Assunto: A Web Semântica é uma proposta de extensão da Web atual, que criará um ambiente favorável à cooperação entre humanos e máquinas. O objetivo principal da Web Semântica, num primeiro momento, não é treinar as máquinas para que se comportem como seres humanos. Alternativamente, busca-se desenvolver um arcabouço conceitual e tecnológico que torne a informação passível de ser processada automaticamente por máquinas.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Alexandre Rademaker – Centro de Matemática Aplicada &#8211; FGV</p>
<p>Daniel Schwabe – PUC-Rio</p>
<p>Demi Getschko – CGI.br</p>
<p>Pablo Cerdeira &#8211; Escola de Direito &#8211; FGV</p>
<p>Renato Rocha – Centro de Matemática Aplicada – FGV</p>
<p>Moderação: Flavio Codeco Coelho &#8211; Centro de Matemática Aplicada &#8211; FGV</p>
<p>11:15 – Coffee break</p>
<p>11:30 – Painel 2 &#8211; Games: Modelos de Negócio e Cultura</p>
<p>Assunto: Há hoje uma visão equivocada que assimila os games aos brinquedos destinados ao público infantil. Assim, propaga-se uma imagem negativa, normalmente associada a atos de violência, que não necessariamente condiz com a realidade. Em função dessa visão mal-informada de parte da sociedade, os jogos eletrônicos têm sido alvo de proibições e regulamentações exageradamente restritivas, que não levam em conta o aspecto cultural e artístico dessas obras. O objetivo desse painel é trazer essa problemática para a discussão, bem como apresentar os potenciais a serem explorados por estes bens culturais e seu impacto social.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Antonio Marcelo &#8211; Riachuelo Games</p>
<p>Esteban Clua – Media Lab – UFF</p>
<p>James Portnow – Rainmaker Games – EUA</p>
<p>Roberto Ierusalimschy – PUC-Rio / Lua</p>
<p>Moderação: Arthur Protasio &#8211; Centro de Tecnologia e Sociedade &#8211; FGV</p>
<p>13:00 – Almoço</p>
<p>14:00 – Painel 3 &#8211; Grandes Volumes de Dados: neutralidade</p>
<p>Assunto: Grandes volumes de dados requerem métodos automáticos de tratamento que permitam deles extrair informação adequada à necessidade do utilizador. Neutralidade, como discutida tradicionalmente no âmbito da governança da Internet, visa à garantir a não diferenciação no tráfego dos datagramas, que são unidades básicas de informação que circulam na rede. Nesse painel será discutido o conceito de neutralidade aplicado às camadas de processamento da informação: na seleção automática dos dados relacionados à uma informação, na detecção de padrões intrínsecos aos dados e na visualização dos dados processados.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Alexander Hanff – Privacy International &#8211; Inglaterra</p>
<p>Asla Sá – Centro de Matemática Aplicada – FGV</p>
<p>Caio Túlio Costa – Faculdade Cásper Líbero</p>
<p>Ricardo Morishita – Escola de Direito &#8211; FGV</p>
<p>Moderação: Carlos Affonso Pereira de Souza &#8211; Centro de Tecnologia e Socieade &#8211; FGV</p>
<p> </p>
<p>15:30 – Coffee break</p>
<p>16:00 – Keynote speaker</p>
<p>Sean Flynn – Washington College of Law &#8211; EUA</p>
<p>17:30 &#8211; Coquetel</p>
<p>03/12/2010</p>
<p>9:30 – Painel 4 – Educação aberta: propriedade intelectual</p>
<p>Assunto: O livre acesso aos recursos científicos é uma condição para impulsionar o avanço do conhecimento e o desenvolvimento nacional. Além disso, o conhecimento pode ser mais amplamente disseminado por meio de recursos educacionais abertos e formas alternativas de licenciamento, como o creative commons. Os modelos abertos permitem a construção colaborativa dos recursos educacionais e sua livre adaptação a diferentes contextos educativos. Minimizam ainda as barreiras de entrada, principalmente se combinados com a educação on-line. Experiências concretas serão discutidas, como as do Open Access e da Universidade aberta.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Christoph Bruch – Open Access / Max Planck Institute – Alemanha</p>
<p>Juan Carlos Lara &#8211; Derechos Digitales &#8211; Chile</p>
<p>Paulo Cezar Carvalho – Centro de Matemática Aplicada – FGV</p>
<p>Sérgio Branco &#8211; Centro de Tecnologia e Sociedade &#8211; FGV</p>
<p>Stavros Xanthopoylos – FGV Online</p>
<p>Moderação: Joana Varon &#8211; Centro de Tecnologia e Sociedade &#8211; FGV</p>
<p>11:00 – Coffee break</p>
<p>11:30 – Painel 5 &#8211; Eleições e tecnologia</p>
<p>Assunto: Nesse painel serão discutidas as implicações da tecnologia sobre o processo eleitoral, com foco na experiência de adoção da urna eletrônica em escala nacional. O caso brasileiro merece detida análise, pois poucos foram os países que conseguiram levar a cabo de forma bem sucedida a transição do papel para o digital em seus processos eleitorais. Os limites técnicos, as questões jurídicas e experiências comparadas serão trazidas à baila.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Fernando Nery – Modulo Security</p>
<p>J. Alex Halderman – Princeton University– EUA</p>
<p>Jorge Stolfi – UNICAMP</p>
<p>Rop Gonggrijp – XS4All &#8211; Holanda</p>
<p> </p>
<p>Moderação: Marly Silva da Motta &#8211; Centro de Pesquisa e Documentação em História Contemporânea do Brasil &#8211; FGV</p>
<p> </p>
<p>13:00 – Almoço</p>
<p> </p>
<p>14:00 – Keynote Speaker</p>
<p>John Palfrey – Harvard Law School – EUA</p>
<p>[PALESTRANTE CANCELADO EM RAZÃO DA DEMORA NA EXPEDIÇÃO DO VISTO NO CONSULADO DE BOSTON]</p>
<p>O PAINEL SERÁ APRESENTADO PELO PROF. RONALDO LEMOS</p>
<p>15:15 – Coffee break</p>
<p>15:30 – Painel 6 – Música: inovações nos modelos de negócio</p>
<p>Assunto: O debate que gira em torno da crise da indústria fonográfica tornou-se lugar-comum. Já existe a noção clara de que a revolução tecnológica, iniciada nos anos 90, gerou uma mudança não só na maneira em que a sociedade consome música, mas principalmente, nos modos de produção e distribuição. O objetivo desse painel é discutir quais são esses novos modelos e usos inovadores.</p>
<p>Palestrantes confirmados:</p>
<p>Daniel Granados – Produciones Doradas – Espanha</p>
<p>Carolina Botero – Open Business – Colômbia</p>
<p>Mauricio Pardo – Open Business – Colômbia</p>
<p>Paula Magariños – Soto y Magariños Consultoría – Argentina</p>
<p>Carlos Taran &#8211; Open Business &#8211; Argentina</p>
<p>Oona Castro &#8211; Instituto Overmundo</p>
<p>MC Leonardo &#8211; APAFUNK</p>
<p>Moderação: Luiz Fernando Marrey Moncau &#8211; Centro de Tecnologia e Sociedade &#8211; FGV</p>
<p>17:30 &#8211; Coquetel de encerramento</p>
<p></span></p>
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		<title>Exemplos de moral provisória</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
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		<description><![CDATA[Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.
Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser lançado o livro &#8220;Esfera Pública, Redes e Jornalismo&#8221; no qual Caio Túlio Costa, professor titular de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, apresenta uma série de exemplos da moral provisória no jornalismo em seu artigo &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;.</p>
<p>Editado pela e-papers, foi organizado pelos professores do curso de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo. Além de prefácio de André Lemos, da UFBa, e apresentação de Dimas A. Künsch, da Cásper, o livro é composto de 18 textos de autores distintos.</p>
<p>O índice e a biografia dos autores revela a abrangência da obra:</p>
<p>Primeira parte: Esfera pública interconectada: processos discursivos e contextos de interação</p>
<p>1. &#8220;Os deuses voltam à cena: ciberespaço, razão e delírio&#8221;, por Dimas A. Künsch &#8211; da Cásper Líbero;<br />
2. &#8220;Esfera pública e os media na trajetória de pensamento de Jürgen Habermas&#8221;, por Rousiley C. M. Maia &#8211; da UFMG;<br />
3. &#8220;Esfera pública interconectada, blogosfera e redes sociais&#8221;, por Sergio Amadeu da Silveira &#8211; da Cásper;<br />
4. &#8220;Trocas simbólicas no ciberespaço e os processos de construção de esferas públicas interconectadas&#8221;, por Liráucio Girardi Júnior &#8211; da Cásper;<br />
5. &#8220;Opinião pública e conversação cívica&#8221;, por Heloiza Matos &#8211; da Cásper;<br />
6. &#8220;A argumentação na esfera pública: em busca da articulação discursiva e do entendimento entre atores plurais&#8221;, por Ângela Marques &#8211; da Cásper;<br />
7. &#8220;Mundo, mundo, vasto mundo da vida&#8230;&#8221; por Eugênio Bucci &#8211; da ECA/USP;<br />
8. &#8220;A diluição de fronteiras no campo da Comunicação em tempos de interculturalidade&#8221;, por Laan Mendes de Barros, da Cásper.</p>
<p>Segunda parte: 0 jornalismo e suas interfaces com o ciberespaço, o imaginário e a política</p>
<p>9. &#8220;Mídias sociais conectadas e jornalismo participativo&#8221;, por Walter Teixeira Lima Junior &#8211; da Cásper;<br />
10. &#8220;As mídias sociais e o ciberjornalismo: reconfiguração de vozes&#8221;, por Elizabeth Saad Corrêa &#8211; da ECA/USP;<br />
11. &#8220;Da esfera pública à blogosfera a partir da estética da comunicação&#8221;, por Luís Mauro Sá Martino &#8211; da Cásper;<br />
12. &#8220;Hipermídia, hiperlinguagem e imagem complexa no webjornalismo&#8221;, por Dulcília H. Schroeder Buitoni &#8211; da Cásper;<br />
13. &#8220;Enquetes e sondagens de opinião e a agenda de debates da ciberpolítica&#8221;, por Rosemary Segurado e Vera Chaia &#8211; ambas da PUC-SP;<br />
14. &#8220;A mídia e os acontecimentos de 1968: produção de sentido ou implosão?&#8221;, por Cláudio Novaes Pinto Coelho &#8211; da Cásper;<br />
15. &#8220;Rádio informativo e ecologia da comunicação:o Jornal da CBN como cenário de vinculação sociocultural&#8221;, por José Eugenio de Oliveira Menezes &#8211; da Cásper;<br />
16. &#8220;Jornalismo e imaginário: o lugar do universal&#8221;, por Marcia Benetti &#8211; UFRGS;<br />
17. &#8220;Sobre a moral provisória&#8221;, por Caio Túlio Costa &#8211; Cáper &#8211; e<br />
18. &#8220;O ensino de jornalismo frente à realidade das novas tecnologias&#8221;, por Carlos Costa &#8211; da Cásper.</p>
<p>No seu artigo, Caio Túlio Costa aprofunda a questão específica da &#8220;moral provisória&#8221;, tema de sua tese de doutorado que se tranformou em livro (&#8221;Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória&#8221;, editado pela Zahar em 2009).</p>
<p>Os dois parágrafos iniciais, reproduzidos abaixo, dão o tom do texto que contém vários exemplos de moral provisória no jornalismo:</p>
<p>&#8220;A moral provisória é o jornalismo em estado puro. É uma maneira diferente de entender a profissão, fundada e mantida no imediatismo &#8211; cada vez mais no adiantado da hora. No jornalismo, a moral provisória é o instantâneo do profundo abismo entre os princípios e o dia a dia, entre o teórico e o prático, entre o ideal e a realidade. Ela se nutre do fosso entre o normativo e o funcional. Ela não existiria se não existissem meios escusos para fins nobres. Ela não existiria se não existissem interesses, ilegítimos ou legítimos, sejam individuais, empresariais ou institucionais. Se a moral provisória é usada por motivo honroso, mais assertivamente ainda ela pode ser provisoriamente enganadora, provisoriamente mentirosa, provisoriamente má – definitivamente destrutiva. A moral provisória nasce, cresce e floresce num paradoxo: constrói para destruir – destrói para construir. Justificativas de princípios morais valem para nortear idealmente a imprensa quando investiga um assunto, uma pessoa, uma empresa, uma instituição. Mas são desconsideradas na forma como a imprensa investiga, apura, decide – ela chega a usar ferramentas imorais no processo de captação da informação. Se o motivo é escuso, então, vai-se usar um código moral transitório para justificar o injustificável. Em ambos os momentos, a moral é provisória, interina, momentânea. E o jornalista, temporariamente, é autorizado a ser mau, hipócrita, enganador, mentiroso – o justiceiro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Se os profissionais puros, altruístas e de boa fé sustentam, antes de tudo, que o jornalismo deveria ser uma práxis ética (Bucci, 2002: 26), a indústria se planeja, se diz e se maquia exatamente como se a fosse. Ela nunca reconhece ter a moral provisória como recurso. Não. Em público, normativamente, a indústria da notícia se apresenta como a campeã da virtude moral. Mas desanca essa práxis nos bastidores, naquilo que não é escrito nem mostrado, naquilo que está subjacente à investigação, na manipulação e na reutilização da idéia da moral conforme a necessidade, o momento, a situação; para significar isso ou aquilo porque o “interesse público” sempre fala mais alto. Mas o que é interesse público? Quem define o interesse público? A direção da empresa de comunicação? O ocupante do governo da ocasião? O deputado, o empresário, o editor da publicação, o leitor, o consumidor?&#8221;</p>
<p>O livro pode ser encontrado nas boas livrarias e se mostrou desde o primeiro momento indispensável para quem se interessa por comunicação e, em especial, pelo jornalismo em época de grandes trannfor,ações comandadas pela tecnologia.</p>
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