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	<title>Caio Túlio Costa &#187; representação</title>
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		<title>A sociedade do espetáculo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 12:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
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		<description><![CDATA[PRIMEIRO CAPÍTULO DE A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, DE GUI DEBORD. TRADUÇÃO DE ESTELA DOS SANTOS ABREU. RIO DE JANEIRO: CONTRAPONTO, 2002.
Por Gui Debord
Capítulo I
A separação consumada
&#8220;E sem dúvida o nosso tempo&#8230; prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser&#8230; Ele considera que a ilusão é sagrada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PRIMEIRO CAPÍTULO DE <em>A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO</em>, DE GUI DEBORD. TRADUÇÃO DE ESTELA DOS SANTOS ABREU. RIO DE JANEIRO: CONTRAPONTO, 2002.</p>
<p><strong>Por Gui Debord</strong></p>
<p>Capítulo I</p>
<p><strong>A separação consumada</strong></p>
<p>&#8220;E sem dúvida o nosso tempo&#8230; prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser&#8230; Ele considera que a ilusão é sagrada, e a verdade é profana. E mais: a seus olhos o sagrado aumenta à medida que a verdade decresce e a ilusão cresce, a tal ponto que, para ele, o cúmulo da ilusão fica sendo o cúmulo do sagrado.&#8221; Feuerbach (Prefácio da segunda edição de <em>A essência do cristianismo</em>)</p>
<p>1</p>
<p>Toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de <em>espetáculos</em>. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação.</p>
<p>2</p>
<p>As imagens que se destacaram de cada aspecto da vida fundem-se num fluxo comum, no qual a unidade dessa mesma vida já não pode ser restabelecida. A realidade considerada <em>parcialmente</em> apresenta-se em sua própria unidade geral como um pseudomundo <em>à parte</em>, objeto de mera contemplação. A especialização das imagens do mundo se realiza no mundo da imagem autonornizada, no qual o mentiroso mentiu para si mesmo. O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo.</p>
<p>3</p>
<p>O espetáculo apresenta-se ao mesmo tempo como a própria sociedade, como uma parte da sociedade e como <em>instrumento</em> <em>de unificação</em>. Como parte da sociedade,ele é expressamente o setor que concentra todo olhar e toda consciência. Pelo fato de esse setor estar <em>separado</em>, ele é o lugar do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza é tão-somente a linguagem oficial da separação generalizada.</p>
<p>4</p>
<p>O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.</p>
<p>5<br />
 <br />
O espetáculo não pode ser compreendido como o abuso de um mundo da visão, o produto da técnicas de difusão maciça das imagens. Ele é uma <em>Weltanschauung</em> que se tornou efetiva, materialmente traduzida. É uma visão de mundo que se objetivou.</p>
<p>6</p>
<p>Considerado em sua totalidade, o espetáculo é ao mesmo tempo o resultado e o projeto do modo de produção existente. Não é um suplemento do mundo real, uma decoração que lhe é acrescentada. É o âmago do irrealismo da sociedade real. Sob todas as suas formas particulares &#8211; informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos -, o espetáculo constitui o <em>modelo</em> atual da vida dominante na sociedade. É a afirmação onipresente da escolha <em>já feita</em> na produção, e o consumo que decorre dessa escolha. Forma e conteúdo do espetáculo são, de modo idêntico, a justificativa total das condições e dos fins do sistema existente. O espetáculo também é a <em>presença permanente</em> dessa justificativa, como ocupação da maior parte do tempo vivido fora da produção moderna.<br />
 <br />
7</p>
<p>A própria separação faz parte da unidade do mundo, da práxis social global que se cindiu em realidade e em imagem. A prática social, diante da qual se coloca o espetáculo autônomo, é também a totalidade real que contém o espetáculo. Mas a cisão dessa totalidade a mutila a ponto de fazer parecer que o espetáculo é seu objetivo. A linguagem do espetáculo é constituída de <em>sinais</em> da produção reinante, que são ao mesmo tempo a finalidade última dessa produção.<br />
  <br />
8</p>
<p>Não é possível fazer uma oposição abstrata entre o espetáculo e a atividade social efetiva: esse desdobramento também é desdobrado. O espetáculo que inverte o real é efetivamente um produto. Ao mesmo tempo, a realidade vivida é materialmente invadida pela contemplação do espetáculo e retoma em si a ordem espetacular à qual adere de forma positiva. A realidade objetiva está presente dos dois lados. Assim estabelecida, cada noção só se fundamenta em sua passagem para o oposto: a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo é real. Essa alienação recíproca é a essência e a base da sociedade existente.</p>
<p>9</p>
<p>No mundo <em>realmente invertido</em>, a verdade é um momento do que é falso.</p>
<p>10</p>
<p>O conceito de espetáculo unifica e explica uma grande diversidade de fenômenos aparentes. Suas diversidade e contrastes são as aparências dessa aparência organizada socialmente, que deve ser reconhecida em sua verdade geral. Considerado de acordo com seus próprios termos, o espetáculo é a <em>afirmação</em> da aparência e a afirmação de toda vida humana &#8211; isto é, social &#8211; como simples aparência. Mas a crítica que atinge a verdade do espetáculo o descobre como a negação visível da vida; como negação da vida que <em>se tornou visível</em>.</p>
<p>11<br />
 <br />
Para descrever o espetáculo, sua formação, suas funções e as forças que tendem a dissolvê-lo, é preciso fazer uma distinção artificial de elementos inseparáveis. Ao <em>analisar</em> o espetáculo, fala-se de certa forma a própria linguagem do espetacular, ou seja, passa-se para o terreno metodológico dessa sociedade que se expressa pelo espetáculo. Mas o espetáculo nada mais é que o <em>sentido</em> de uma prática total de uma formação econômico-social, o seu <em>emprego do tempo</em>. É o momento histórico que nos contém.</p>
<p>12</p>
<p>O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de &#8220;o que aparece é bom, o que é bom aparece&#8221;. A atitude que por princípio ele exige é a da aceitação passiva que, de fato, ele já obteve por seu modo de aparecer sem réplica, por seu monopólio da aparência.<br />
 <br />
13</p>
<p>O caráter fundamentalmente tautológico do espetáculo decorre do simples fato de seus meios serem, ao mesmo tempo, seu fim. É o sol que nunca se põe no império da passividade moderna. Recobre toda a superficie do mundo e está indefinidamente impregnado de sua própria glória.<br />
 <br />
14</p>
<p>A sociedade que se baseia na indústria moderna não é fortuita ou superficialmente espetacular, ela é fundamentalmente <em>espetaculoísta</em>. No espetáculo, imagem da economia reinante, o fim não é nada, o desenrolar é tudo. O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja eme mesmo. <br />
 <br />
15</p>
<p>Como indispensável adorno dos objetos produzidos agora, como demonstração geral da racionalidade do sistema, e como setor econômico avançado que molda diretamente uma multidão crescente de imagens-objetos, o espetáculo é a <em>principal produção</em> da sociedade atual.<br />
 <br />
16</p>
<p>O espetáculo domina os homens vivos quando a economia já os dominou totalmente. Ele nada mais é que a economia desenvolvendo-se por si mesma. É o reflexo fiel da produção das coisas, e a objetivação infiel dos produtores.<br />
 <br />
17</p>
<p>A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social acarretou, no modo de definir toda realização humana, uma evidente degradação do <em>ser</em> para o <em>ter</em>. A fase atual, em que a vida social está totalmente tomada pelos resultados acumulados da economia, leva a um deslizamento generali­zado do <em>ter</em> para o <em>parecer</em>, do qual todo &#8220;ter&#8221; efetivo deve extrair seu prestígio imediato e sua função Última. Ao mesmo tempo, toda realidade individual tornou-se social, diretamente dependente da força social, moldada por ela. Só lhe é permitido aparecer naquilo que ela <em>não é</em>.</p>
<p>18</p>
<p>Quando o mundo real se transforma em simples imagens, as simples imagens tornam-se seres reais e motivações eficientes de um comportamento hipnótico. O espetáculo, como tendência a <em>fazer ver</em> (por diferentes mediações especializadas) o mundo que já não se pode tocar diretamente, serve-se da visão como o sentido privilegiado da pessoa humana ­ o que em outras épocas fora o tato; o sentido mais abstrato, e mais sujeito à mistificação, corresponde à abstração generalizada da sociedade atual. Mas o espetáculo não pode ser identificado pelo simples olhar, mesmo que este esteja acoplado à escuta. Ele escapa à atividade do homem, à reconsideração e à correção de sua obra. É o contrário do diálogo. Sempre que haja <em>representação</em> independente, o espetáculo se reconstitui.</p>
<p>19</p>
<p>O espetáculo é o herdeiro de toda a <em>fraqueza</em> do projeto filosófico ocidental, que foi um modo de compreender a atividade&#8221; dominado pelas categorias do <em>ver</em>; da mesma forma, ele se baseia na incessante exibição da racionalidade técnica específica que decorreu desse pensamento. Ele não realiza a filosofia, filosofiza a realidade. A vida concreta de todos se degradou em universo <em>especulativo</em>. </p>
<p>20</p>
<p>A filosofia, como poder do pensamento separado e pensamento do poder separado, jamais conseguiu, por si só, superar a teologia. O espetáculo é a reconstrução material da ilusão re1igiosa. A técnica espetacular não dissipou as nuvens religiosas em que os homens haviam colocado suas potencialidades, desligadas deles: ela apenas os ligou a urna base terrestre. Desse modo, é a vida mais terrestre que se torna opaca e irrespirável. Ela já não remete para o céu, mas abriga dentro de si sua recusa absoluta, seu paraíso ilusório. O espetáculo é a realização técnica do exílio, para o além, das potencialidades do homem; a cisão consumada no interior do homem.</p>
<p>21</p>
<p>À medida que a necessidade se encontra socialmente sonhada o sonho se torna nece sário. O espetáculo é o sonho mau da sociedade moderna aprisionada, que só expressa afinal o seu desejo de dormir. O espetáculo é o guarda desse sono.<br />
 <br />
22</p>
<p>O fato de a força prática da sociedade moderna ter-se desligado dela e de ter-se edificado um império independente no espetáculo só pode ser explicado por um outro fato: o de faltar coesão a essa prática poderosa, que permanece em contradição consigo mesma.</p>
<p>23</p>
<p>A mais velha especialização social, a especialização do poder, encontra-se na raiz do espetáculo. Assim, o espetáculo é uma atividade especializada que responde por todas as outras. É a representação diplomática da sociedade hierárquica diante de si mesma, na qual toda outra fala é banida. No caso, o mais moderno é também o mais arcaico.</p>
<p>24</p>
<p>O espetáculo é o discurso ininterrupto que a ordem atual faz a respeito de si mesma, seu monólogo laudatório. É o autoretrato do poder na época de sua gestão totalitária das condições de existência. A aparência fetichista de pura objetividade nas relações espetaculares esconde o seu caráter de relação entre homens e entre classes: parece que uma segunda natureza domina, com leis fatais, o meio em que vivemos. Mas o espetáculo não é o produto necessário do desenvolvimento técnico, visto como desenvolvimento <em>natural</em>. Ao contrário, a sociedade do espetáculo é a forma que escolhe seu próprio conteúdo técnico. Se o espetáculo, tomado sob o aspecto restrito dos &#8220;meios de comunicação de massa&#8221;, que são sua manifestação superficial mais esmagadora, dá a impressão de invadir a sociedade como simples instrumentação, tal instrumentação nada tem de neutra: ela convém ao automovimento total da sociedade. Se as necessidades sociais da época na qual se desenvolvem essas técnicas só podem encontrar satisfação com sua mediação, se a administração dessa sociedade e qualquer contato entre os homens só se podem exercer por intermédio dessa força de comunicação instantânea, porque essa &#8220;comunicação&#8221; é essencialmente unilateral; sua concentração equivale a acumular nas mãos da administração do sistema os meios que lhe permitem prosseguir nessa precisa administração. A cisão generalizada do espetáculo é inseparável do <em>Estado</em> moderno, isto é, da forma geral da cisão na sociedade, produto da divisão do trabalho social e órgão da dominação de classe.</p>
<p>25</p>
<p>A <em>separação</em> é o alfa e o ômega do espetáculo. A institucionalização da divisão social do trabalho e a formação de classes tinham construído uma primeira contemplação sagrada, a ordem mítica de que todo poder se cerca desde a origem. O sagrado justificou o ordenamento cósmico e ontológico que correspondia aos interesses dos senhores, explicou e embelezou o que a sociedade <em>não podia fazer</em>. Todo poder separado foi, portanto, espetacular, mas a adesão de todos a tal imagem imóvel significava apenas o reconhecimento comum, na pobreza, de um prolongamento imaginário da atividade social real, ainda amplamente percebida como condição unitária. Já o espetáculo moderno expressa o que a sociedade <em>pode</em> <em>fazer</em>, mas nessa expressão o <em>permitido</em> opõe-se de todo ao <em>possível</em>. O espetáculo é a conservação da inconsciência na mudança prática das condições de existência. Ele é seu próprio produto, e foi ele quem determinou as regras; é um pseudo-sagrado. Mostra o que ele <em>é</em>: o poder separado desenvolvendo-se em si mesmo, no crescimento da produtividade por meio do refinamento incessante da divisão do trabalho em gestos parcelares, dominados pelo movimento independente das máquinas; e trabalhando para um mercado cada vez mais ampliado. Toda comunidade e todo senso crítico dissolveram-se ao longo desse movimento, no qual as forças que conseguiram crescer ao se separar ainda não se <em>encontraram</em>.</p>
<p>26</p>
<p>Com a separação generalizada entre o trabalhador e o que ele produz, perdem-se todo ponto de vista unitário sobre a atividade realizada, toda comunicação pessoal direta entre os produtores. Seguindo o progresso da acumulação dos produtos separados, e da concentração do processo produtivo, a unidade e a comunicação tornam-se atributo exclusivo da direção do sistema. A vitória do sistema econômico da separação é a <em>proletarização</em> do mundo.</p>
<p>27</p>
<p>Pela vitória da produção separada como produção do separado, a experiência fundamental, que nas sociedades primitivas estava ligada a um trabalho principal, está em vias de deslocamento em direção ao pólo de esenvolvimento do sistema, ao não-trabalho, à inatividade. Mas essa inatividade não está liberada da atividade produtora: depende dela, é uma submissão inquieta e admirativa às necessidades e aos resultados da produção; a própria inatividade é um produto da racionalidade da produção. Aí não pode haver liberdade fora da atividade, e no âmbito do espetáculo toda atividade é negada, assim como a atividade real foi integralmente subtraída para a edificação global desse resultado. Por isso, a atual &#8220;liberação do trabalho&#8221;, o aumento do lazer, não significa de modo algum liberação no trabalho, nem liberação em um mundo moldado por esse trabalho. Nada da atividade roubada no trabalho pode ser encontrado na submissão a seu resultado.<br />
 <br />
28<br />
 <br />
O sistema econômico fundado no isolamento é uma <em>produção circular do isolamento</em>. O isolamento fundamenta a técnica; reciprocamente, o processo técnico isola. Do automóvel à televisão, todos os <em>bens selecionados</em> pelo sistema espetacular são também suas armas para o reforço constante das condições de isolamento das &#8220;multidões solitárias&#8221;. O espetáculo encontra sempre mais, e de modo mais concreto, suas pró­prias pressuposições.</p>
<p>29<br />
 <br />
A origem do espetáculo é a perda da unidade do mundo, e a expansão gigantesca do espetáculo moderno revela a totalidade dessa perda: a abstração de todo trabalho particular e a abstração geral da produção como um todo se traduzem perfeitamente no espetáculo, cujo <em>modo de ser concreto</em> é justamente a abstração. No espetáculo, uma parte do mundo se representa diante do mundo e lhe é superior. O espetáculo nada mais é que a linguagem comum dessa separação. O que liga os espectadores é apenas uma ligação irreversível com o próprio centro que os mantém isolados. O espetáculo reúne o separado, mas o reúne <em>como separado</em>.</p>
<p>30</p>
<p>A alienação do espectador em favor do objeto contemplado (o que resulta de sua própria atividade inconsciente) se expressa assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende sua própria existência e seu próprio desejo. Em relação ao homem que age, a exterioridade do espetáculo aparece no fato de seus próprios gestos já não serem seus, mas de um outro que os representa por ele. É por isso que o espectador não se sente em casa em lugar algum, pois o espetáculo está em toda parte.</p>
<p>31<br />
 <br />
O trabalhador não se produz a si mesmo, produz uma força independente. O <em>sucesso</em> dessa produção, sua abundância, volta para o produtor como <em>abundância da despossessão</em>. Com a acumulação de seus produtos alienados, o tempo e o espaço de seu mundo se tornam <em>estranhos</em> para ele. O espetáculo é o mapa desse novo mundo, mapa que corresponde exatamente a seu território. As forças que nos escaparam mostram-se a nós em todo o seu vigor.</p>
<p>32</p>
<p>O espetáculo na sociedade corresponde a uma fabricação concreta da alienação. A expansão econômica é sobretudo a expansão dessa produção industrial específica. O que cresce com a economia que se move por si mesma só pode ser a alienação que estava em seu núcleo original.</p>
<p>33</p>
<p>O homem separado de seu produto produz, cada vez mais e com mais força, todos os detalhes de seu mundo. Assim, vê­se cada vez mais separado de seu mundo. Quanto mais sua vida se torna seu produto, tanto mais ele se separa da vida.</p>
<p>34</p>
<p>O espetáculo é o <em>capital</em> em tal grau de acumulação que se torna imagem.</p>
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		<title>Moral provisória; repercussão continua</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 21:45:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja aqui a repercussão na imprensa de &#8221;Ética, Jornalismo e Nova Mídia &#8211; uma moral provisória&#8220;, livro de Caio Túlio Costa.  Editado pela Zahar, está à venda nas livrarias ou via web. Por meio dos links abaixo, você tem acesso à maioria da entrevistas e das resenhas que saíram sobre o livro &#8211; inclusive às respostas de CTC à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja aqui a repercussão na imprensa de &#8221;<em>Ética, Jornalismo e Nova Mídia &#8211; uma moral provisória</em>&#8220;, livro de Caio Túlio Costa.  Editado pela Zahar, está à venda nas livrarias ou via web. Por meio dos links abaixo, você tem acesso à maioria da entrevistas e das resenhas que saíram sobre o livro &#8211; inclusive às respostas de CTC à crítica da revista da Fapesp.<br />
Trópico: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/dilemas-eticos-do-jornalismo/" target="_blank">Dilemas éticos do jornalismo</a>&#8221;<br />
Getulio: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/etica-jornalismo-e-moral-provisoria/" target="_self">Ética, jornalismo e moral provisória</a>&#8221;<br />
Último Segundo: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/qual-jornalista-nunca-contou-uma-mentira-questiona-caio-tulio-costa/" target="_self">Qual jornalista nunca contou uma mentira</a>?&#8221;<br />
Observatório da Imprensa: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/a-moral-provisoria-no-jornalismo/" target="_self">A moral provisória no jornalismo</a>&#8221;<br />
Revista da Fapesp: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/no-vacuo-da-etica/" target="_self">No vácuo da ética</a>&#8221;<br />
<a href="http://caiotulio.com/no-vacuo-da-etica/#comments" target="_self">Resposta de Caio Túlio Costa à crítica da Revista da Fapesp</a><br />
UM: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/o-jornalismo-nunca-vai-acabar/" target="_self">O jornalismo não vai acabar</a>&#8221;<br />
G1: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/o-jornalismo-como-questao-de-etica/" target="_self">O jornalismo como questão ética</a>&#8221;<br />
Diário do Nordeste: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/o-jornalismo-em-tempos-modernos/" target="_self">O jornalismo em tempos modernos</a>&#8221;<br />
Jorge da Cunha Lima:  &#8220;<a href="http://caiotulio.com/a-licao-de-caio-tulio-costa/" target="_self">A lição de Caio Túlio Costa</a>&#8221;<br />
Valor Econômico: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/uma-longa-caminhada-a-procura-da-etica/" target="_self">Uma longa caminhada à procura da ética</a>&#8221;<br />
Site da Cásper Líbero: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/provisoria-mas-muito-seria-e-atual/" target="_self">Provisória, mas muito séria e atual</a>&#8221;<br />
Estadão: <a href="http://caiotulio.com/por-uma-historia-critica-da-midia/" target="_blank">&#8220;Por uma história crítica da mídia&#8221;</a><br />
Folha: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/tese-sobre-etica-faz-o-elogio-da-controversia/" target="_self">Tese sobre ética faz o elogio da controvérsia</a>&#8221;<br />
Observatório da imprensa: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/denso-mas-agradavel/" target="_self">Denso, mas agradável</a>&#8221;<br />
Band: <a href="http://caiotulio.com/video-da-band-sobre-o-lancamento-de-moral-provisoria/" target="_self">Vídeo do Jornal da Noite, da Band, sobre o livro</a><br />
Jornal do Brasil: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/caio-tulio-costa-a-mutacao-do-jornalismo-hoje/" target="_self">A mutação do jornalismo hoje</a>&#8221;<br />
Correio Braziliense: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/abismo-separa-etica-e-pratica/" target="_self">Abismo separa ética e prática</a>&#8221;<br />
Boombust: <span style="font-size: x-small;"><a href="http://www.boombust.com.br/etica-jornalismo-e-novas-midias/" target="_self">As contradições das mídias como negócio e muito mais, por Caio Túlio Costa</a><br />
Nós da comunicação: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/as-escolas-estao-condenadas-a-incluir-a-web-nos-curriculos/" target="_self">As escolas estão condenadas a incluir a web no currículo</a>&#8220;</span><span style="font-size: x-small;"><br />
</span>Consultor Jurídico: &#8220;<a href="http://caiotulio.com/livro-revela-corda-bamba-etica-dos-jornalistas/" target="_self">Livro revela corda bamba ética dos jornalistas</a>&#8221;<br />
Meio &amp; Mensagem: <a href="http://caiotulio.com/obra-de-caio-tulio-costa-detalha-etica-no-jornalismo/" target="_blank">&#8220;Obra de Caio Túlio Costa detalha ética no jornalismo&#8221;</a><br />
iG: <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2009/03/20/etica+jornalistica+e+tema+de+livro+de+caio+tulio+costa+4955991.html" target="_blank">&#8220;Ética jornalística é tema de livro de Caio Túlio Costa&#8221;</a></p>
<p><strong>Orelha do livro: </strong></p>
<p>Este livro não apresenta um manual com listas de certo e errado nem oferece lições de conduta para os profissionais da mídia. Longe disso, o objetivo é investigar como o jor-nalismo tem sido praticado do ponto de vista da moralidade – desde seu surgimento até os dias de hoje, mar-cados por um intenso fogo cruzado de novos meios de comunicação, a nova mídia.<br />
A pedra fundamental da reflexão sobre a imprensa foi lançada em 1690, quando o alemão Tobias Peu-cer defendeu uma pioneira tese de doutorado sobre o tema. Em poucas páginas, ele já apontava questões que continuam na ordem do dia e são abordadas com impressionante senso crítico neste Ética, jornalismo e nova mídia.<br />
Entre elas destacam-se as contradi-ções do jornalismo como “negócio” e, ao mesmo tempo, atividade de interesse público; os limites da obje-tividade e da imparcialidade (seriam um mito?); a busca da precisão num cotidiano premido pela urgência; os ideais de verdade, justiça e credibi-lidade.<br />
O grande desafio do jornalismo no século XXI é manter sua identidade em uma rede saturada de informa-ções emitidas pelos mais diversos meios. Nessa rede intrincada, nunca foram tão tensas as relações entre “fonte”, jornalista, empresa de co-municação e público – e não por acaso, ética e antiética têm andado assustadoramente próximas.<br />
Ao relacionar filosofia, dramaturgia e literatura, estabelecendo surpreen-dentes ligações entre eventos distin-tos – como o julgamento de Sócra-tes, na Antigüidade, e recentes aten-tados promovidos em São Paulo pelo crime organizado –, Caio Túlio Costa sustenta que, apesar de todas as novidades na mídia, o modo de fazer jornalismo não mudou.<br />
O que tem mudado é a forma de comunicação e o grau de importân-cia atribuído ao jornalista, já que agora qualquer indivíduo pode criar e veicular produtos noticiosos, atin-gindo on-line milhões de pessoas. Essa possibilidade sim é inédita e espantosa. Mais do que nunca, por-tanto, é oportuno manter em pauta uma discussão aprofundada sobre ética, jornalismo e novas mídias.</p>
<p><strong>Quarta capa do livro:</strong></p>
<p> Jean-Paul Sartre dizia que, para conseguir administrar tantas namoradas, era obrigado a recorrer constantemente a um “código moral temporário”, que envolvia mentirinhas e meias verdades. Partindo dessa saborosa revelação do grande filósofo, o jornalista Caio Túlio Costa afirma que um “código” semelhante costuma ser utilizado no jornalismo, em situações diversas, para justificar comportamentos tidos como condenáveis.<br />
Por exemplo quando se usam gravadores e câmeras ocultos para investigar um assassinato ou fraudes no mercado financeiro. Nesse caso, vale mentir, ocultar e omitir porque a causa é nobre? Essa “moral provisória” – oportu-nista, para uns; necessária, para outros –, que se adéqua às circunstâncias, não faz parte apenas do dia-a-dia do repórter. Integra o fazer da própria in-dústria da comunicação.<br />
Num mercado saturado de informações digitalizadas, no qual o consumidor também as produz e veicula, a pergunta é: verdade, justiça e ética ainda são os pilares do jornalismo?</p>
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		<title>Jornalismo como representação da representação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 19:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Intitulado &#8220;Jornalismo como representação da representação: implicações éticas no campo da produção de informação&#8221;, foi publicado na revista acadêmica Líbero (São Paulo – v. 12, n. 23, p. 29-41, junho de 2009), do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero. Este texto reproduz parte do primeiro capítulo da tese de doutorado “Moral provisória – ética [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Intitulado &#8220;Jornalismo como representação da representação: implicações éticas no campo da produção de informação&#8221;, foi publicado na revista acadêmica <a href="http://www.facasper.com.br/pos/libero/libero_n23.php" target="_blank"><em>Líbero</em> (São Paulo – v. 12, n. 23, p. 29-41, junho de 2009)</a>, do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero. Este texto reproduz parte do primeiro capítulo da tese de doutorado “Moral provisória – ética e jornalismo: da gênese à nova mídia”, defendida em junho de 2008 na ECA-USP. A tese foi publicada em livro pela Zahar (<em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em>) em 2009. Para baixar versão em PDF clique aqui:  <a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/libero_representacao_final.pdf">libero_representacao_final</a>.</p>
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		<title>A mutação do jornalismo hoje</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 15:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevista publicada no Jornal do Brasil, 12/04/2009 à pág. A-28
Joana Duarte
RIO &#8211; O ofício do jornalista de, no bom sentido, manipular as informações com a finalidade de &#8220;criar representações das representações&#8221;, passa hoje por uma prova de fogo, observa Caio Túlio Costa em seu recém-lançado livro Ética, jornalismo e nova mídia. A chamada nova mídia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entrevista publicada no </em>Jornal do Brasil<em>, 12/04/2009 à pág. A-28</em></p>
<p><strong>Joana Duarte</strong></p>
<p>RIO &#8211; O ofício do jornalista de, no bom sentido, manipular as informações com a finalidade de &#8220;criar representações das representações&#8221;, passa hoje por uma prova de fogo, observa Caio Túlio Costa em seu recém-lançado livro <em>Ética, jornalismo e nova mídia</em>. A chamada nova mídia, produto direto da simplificação das tecnologias digitais, têm a capacidade de fazer de qualquer um ao mesmo tempo consumidor e produtor de notícias, privando, de certo modo, o jornalista de seu monopólio sobre a informação. Em entrevista ao JB, o autor e jornalista de profissão, fala sobre como as novas tecnologias estão transformando o jornalismo, afastando o jornalista de seu status de Quarto Poder do Estado. Ainda assim, o especialista acredita que o jornalismo enquanto técnica aplicada com preceitos éticos tem vida longa. Está longe de se tornar obsoleto, pois fazer jornalismo com princípios éticos continua sendo o dever do profissional. Para produzir comunicação, observa, não basta apenas boa técnica e bom senso.</p>
<div><strong>O que se entende por novas mídias?</strong></div>
<div>Eu acho que o livro passa do pressuposto de que nova mídia é toda a informação transmitida do ponto de vista digital, e isso envolve não só o computador mas também os palmtops, celulares, e toda a tecnologia que permita a interatividade. O autor americano George Guilder diz que a indústria da informática está convergindo com a indústria das telecomunicações, e que está nascendo uma coisa absolutamente nova, ou seja, a convergência não é a união desses diferentes aparelhos. Eu iria um pouco mais além. Cito Henry Jenkins do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) que diz que a convergência está no indivíduo. Quem vai escolher como utilizar e em que momento utilizar cada uma dessas engenhocas é o individuo.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>No livro, o senhor cita o pensador polonês Adam Schaff, que diz que assim como a História, a verdade não é absoluta, mas apenas um processo que se aprimora com o tempo. O que isso significa para o jornalismo de hoje, em tempo real?</strong></div>
<div>Adam Schaff nos diz que assim como a História é um processo, a verdade também é, e dependendo de onde você está o seu olhar vai mudar. Digamos que a União Soviética tivesse promovido sua revolução socialista na maior parte do planeta, ou se Hitler tivesse vencido, a História seria outra. Mas quando se entra na complexidade desse próprio movimento, conforme o mundo vai caminhando, as perspectivas que temos em relação ao conhecimento vão mudando. Hoje temos acesso a uma série de informações que não tínhamos antes. A tecnologia disponível hoje nos proporciona acesso ilimitado e fácil às diversas fontes de conhecimento. A grande vantagem é a possibilidade de interagir com as diversas fontes. A tecnologia facilita muito o contato, permite acesso ao saber universal, joga-nos no mundo assimétrico e traz os problemas morais éticos e técnicos com ele.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>O conceito &#8220;verdade relativa&#8221; se aplica ao jornalismo?</strong></div>
<div>O jornalismo é o conjunto dessas representações e trabalha com fatos contraditórios. O jornalista não consegue dar conta da verdade como tal porque verdade não é algo imutável. Tem de dar conta das diversas verdades. O grande desafio é fazer isso de modo a dar conta desses relatos com objetividade. No fundo, não dá pra escapar da relatividade.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>Nessa era em que todos são jornalistas em potencial porque possuem poder de mídia, o melhor relato não será sempre o da testemunha ocular?</strong></div>
<div>Eu não considero o melhor relato o da testemunha ocular, mas aquele que melhor compõe os das testemunhas. Esse início de resposta já fala da importância do jornalismo e do fato de que ele enquanto técnica que leva em conta preceitos éticos tem vida longa. Não há menor dúvida. Mas mudou uma coisa fundamental. Nós jornalistas já fomos chamados de pertencentes ao Quarto Poder. Quando estávamos naquele papel de pessoas que geriam determinadas informações e praticamente distribuíam essa informação de via única para todo mundo. Nós despejávamos informações na cabeça das pessoas. Hoje, com a revolução tecnológica, a informação passou a ter dupla via, nós distribuímos mas também recebemos informações de quem esta consumindo essa informação. O jornalista perdeu seu papel de ator principal.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>Qual a diferença entre indivíduo-repórter e cidadão-repórter? A internet estimula a cidadania?</strong></div>
<div>O indivíduo-repórter só está preocupado consigo, o cidadão é aquele que está preocupado com sua comunidade, aquele que usa a Rede não apenas para benefício próprio. Acho que a internet estimula sim a cidadania. Já vimos casos de ditadores derrubados, por exemplo, e há também contraexemplos disso. A internet é um meio rápido de fazer ou não o bem. Veja como exemplo do quanto o instrumento das redes sociais ajudou o então candidato à Presidência americana Barack Obama a arrecadar fundos.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>A preocupação moral se relativiza nas novas mídias?</strong></div>
<div>Nas novas mídias é cada indivíduo consigo mesmo, fica valendo o bom senso, a ética. Mas para fazer comunicação, não basta só o bom senso. Precisa ir além, ser um comunicador. Se a pessoa não tem formação moral, do ponto de vista normativo, se não existe nem o embrião disso, então a moral se relativiza.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>Acredita-se que a internet democratizou o acesso à informação, mas como menciona em seu livro, a internet é controlada pela Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), uma entidade na Califórnia. Qual é o perigo de um país ter controle das redes?</strong></div>
<div>O perigo é não conseguirmos nos comunicar livremente em rede. O sistema atual tem funcionado nos países democráticos, mas nos totalitários não funciona. A despeito de trabalharmos com total liberdade de expressão, a Rede esta sendo controlada por uma instituição dentro de um país, e esse país pode bloquear a rede. Por melhor que sejam os EUA, não queremos que um país tenha esse poder todo.</div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong>O jornal impresso tem futuro?</strong></div>
<div>Não vai crescer mais como vinha crescendo. Parou de crescer da forma orgânica como estava crescendo. A previsão do jornalista Phillip Meyer é que em abril de 2013 não haverá mais compradores de jornais porque a possibilidade de obter informações de forma rápida e fácil em outras formas de mídia será tão grande que as pessoas vão deixar de comprar jornais. Mas ele também sorri dessa profecia e nada garante que isso vai acontecer porque é muito fácil de lidar com o produto impresso. Não precisa ligar e dar o boot.</div>
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		<title>Las Meninas, de Diego Velázquez, do acervo do Museu do Prado, Madri.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 18:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<title>Detalhe do autoretrato de Velázquez em Las Meninas.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 18:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<title>Las Meninas em 1957 na visão de Pablo Picasso.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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