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	<title>Caio Túlio Costa &#187; tobias peucer</title>
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	<description>Novas mídias, internet, ética, moral, jornalismo</description>
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		<title>Jornalismo como representação da representação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 19:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Intitulado &#8220;Jornalismo como representação da representação: implicações éticas no campo da produção de informação&#8221;, foi publicado na revista acadêmica Líbero (São Paulo – v. 12, n. 23, p. 29-41, junho de 2009), do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero. Este texto reproduz parte do primeiro capítulo da tese de doutorado “Moral provisória – ética [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Intitulado &#8220;Jornalismo como representação da representação: implicações éticas no campo da produção de informação&#8221;, foi publicado na revista acadêmica <a href="http://www.facasper.com.br/pos/libero/libero_n23.php" target="_blank"><em>Líbero</em> (São Paulo – v. 12, n. 23, p. 29-41, junho de 2009)</a>, do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero. Este texto reproduz parte do primeiro capítulo da tese de doutorado “Moral provisória – ética e jornalismo: da gênese à nova mídia”, defendida em junho de 2008 na ECA-USP. A tese foi publicada em livro pela Zahar (<em>Ética, jornalismo e nova mídia &#8211; uma moral provisória</em>) em 2009. Para baixar versão em PDF clique aqui:  <a href="http://caiotulio.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/libero_representacao_final.pdf">libero_representacao_final</a>.</p>
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		<title>A moral provisória no jornalismo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Túlio Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado no Observatório da Imprensa, no blog Código Aberto, em 12/05/2009 às 4:29:35 PM 
Carlos Castilho
Finalmente terminei de ler o livro Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa[1]. Foram três semanas para explorar e digerir o conteúdo de um livro recém lançado e que deve provocar muita polêmica entre os jornalistas porque mexe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><em>Publicado no Observatório da Imprensa, no blog Código Aberto, em 12/05/2009 às 4:29:35 PM </em></p>
<p><strong>Carlos Castilho</strong></p>
<p>Finalmente terminei de ler o livro Ética, Jornalismo e Nova Mídia, de Caio Túlio Costa[1]. Foram três semanas para explorar e digerir o conteúdo de um livro recém lançado e que deve provocar muita polêmica entre os jornalistas porque mexe fundo numa série de rotinas, crenças e valores da atividade.</p>
<p>Disse &#8220;finalmente&#8221; não porque o livro seja pesado ou chato de ler. Muito pelo contrário. É que ele nos obriga a refletir o tempo todo, tornando compulsória a releitura de parágrafos e capítulos inteiros para absorver toda a riqueza dos argumentos levantados por Caio Túlio.</p>
<p>Na minha maneira de ver, a idéia mais importante do livro é a de que não existe objetividade jornalística absoluta, o que desmancha o principio da imparcialidade e isenção, debilita os conceitos de certo e errado e nos conduz à ética como o recurso individual capaz de nos orientar na complexidade da avalancha informativa contemporânea.</p>
<p>Caio faz isso recorrendo a uma detalhada contextualização histórica na qual mergulha nos clássicos da Grécia antiga, mas também recupera autores cuja relevância foi ofuscada pela passagem do tempo. É o caso do alemão Tobias Peucer, autor da primeira tese de doutorado sobre jornalismo, nos idos de 1690, e de autores como Karl Kraus, Michel Cioran e Gilles Gauthier, que discutiram a questão da objetividade desde o século 19.</p>
<p>O subtítulo do livro (&#8221;uma moral provisória&#8221;), usado por Caio Túlio, está vinculado à sua constatação de que o jornalismo na era das novas mídias adota uma moral de conveniência, usando padrões que são condenados na teoria, mas aceitos na prática. O autor diz que os jornalistas atuais seguem a mesma &#8220;moral temporária&#8221; com que o filósofo francês Jean-Paul Sartre explicava suas mentiras bondosas para não provocar sofrimentos às suas namoradas.</p>
<p>O uso de fontes anônimas, microfones e câmeras ocultas seriam na verdade &#8220;mentiras justificáveis&#8221; em função de um interesse maior. Caio faz, no entanto, uma observação chave: a &#8220;moral provisória&#8221; seria uma imposição da indústria do jornalismo e não uma norma da atividade, cujos manuais não contemplam o uso desses expedientes.</p>
<p>A questão da objetividade é chave para o posicionamento do livro no debate de uma questão que é essencial para a definição dos novos valores do jornalismo. Ao fazer uma detalhada análise dos autores que trataram do tema, Caio engrossa a corrente dos que afirmam que a objetividade absoluta não existe. O jornalismo deixa, então, de ser uma fotografia da realidade para ser o oficio de representar representações. O jornalismo-fotografia é parte do conceito de que o profissional conseguiria reproduzir a realidade tal como ela é e não como ela a capturou.</p>
<p>A palavra &#8220;representar&#8221; é um termo herdado da academia para definir a construção de uma percepção da realidade, baseada nas percepções de outras pessoas, como acontece quando o jornalista entrevista testemunhas de um evento para produzir uma reportagem sobre este mesmo evento.</p>
<p>O questionamento da objetividade como valor absoluto é também reforçado por todas as teorias modernas sobre cognição e semiótica. Os estudos de cognição mostram que nós só conseguimos ver uma parte da realidade ao elaborar os mapas mentais que embasam nossas percepções. Num ambiente de avalancha informativa, a relativização da objetividade é ainda mais relevante porque a informação e a notícia passaram a ser dinâmicas, ou seja, estão em permanente modificação.</p>
<p>Caio Túlio cita Gauthier para mostrar que &#8220;a objetividade textual se refere à relação entre realidade e texto, à fase em que a realidade é codificada em signos. Credibilidade é a percepção do receptor sobre a relação entre a realidade social e a realidade midiática&#8221;.</p>
<p>A codificação em signos é um processo pessoal que está condicionado ao contexto individual. Logo, todo o processo de construção de credibilidade está também vinculado a esses fatores e influencia a percepção de quem lê uma notícia no jornal ou assiste a um telejornal.</p>
<p>Se não existe uma objetividade absoluta, a ética torna-se o principal parâmetro para um internauta definir o que para ele é certo ou errado, justo ou injusto. No momento em que os códigos de conduta e valores históricos passam a ser questionados severamente pela nova ecologia social da era digital, a discussão sobre ética passa a ter uma importância inédita em nossas vidas.</p>
<p>Já não se trata mais de impor os famosos códigos de ética que na verdade não passam de manuais de comportamento, mas de abrir espaços para a discussão sobre ética individual. O caminho para acharmos uma luz no fim do túnel da atual complexidade e caos informativo contemporâneo.</p>
<p>O livro de Caio Túlio propõe justamente isto: uma grande reflexão, preferencialmente compartilhada e coletiva, sobre o novo papel da ética na comunicação.</p>
<p>[1] Caio Túlio Costa foi o primeiro ombusdman da Folha de S.Paulo, ex-presidente do iG e ex-diretor do UOL. Tem o doutorado em comunicação pela Universidade de São Paulo e é prefessor de ética na Faculdade Cásper Libero, em São Paulo.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
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